Arquivo para 3 de setembro de 2013

03
set
13

Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 3, o lançamento da revista Teorema 22

.

aconteceu

.
Aconteceu nesta terça, 3, o lançamento da revista Teorema 22. Fotos do evento.

.

teorema 01

 

.

teorema 02teorema 03teorema 04teorema 05.

.

.

.

.

.

teorema 06 teorema 07 teorema 08 teorema 09.

.

.

.

.

.

teorema 10 teorema 11 teorema 12.

.

 

Palavraria - livros c.

 

Anúncios
03
set
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 4, Lançamento do livro Maneira de ser, de Marina Lima. Bate-papo da autora com o escritor Ismael Caneppele

.

program sem.

04, quarta, 19h: Lançamento do livro Maneira de ser, de Marina Lima. Bate-papo da autora com o escritor Ismael Caneppele (Editora Ilha)

.

capa_maneira_de_serManeira de Ser, primeiro livro da cantora e compositora Marina Lima, não é uma biografia. Ela gosta de dizer que “é um livro de não-ficção”, no qual mostra aspectos importantes do seu percurso até aqui, no campo pessoal e como artista da música popular. Mais que um livro, Marina apresenta um caderno íntimo, filtrado pelo afeto. Divide com o leitor momentos primordiais da sua carreira, comenta seus discos e sucessos, apresenta sua família, amigos e bichos, e as bases que a tornaram a pessoa que é hoje.

Saiba mais sobre o livro em http://oglobo.globo.com/cultura/a-outra-voz-de-marina-lima-6458149

.

marina limaCom um histórico marcado por grandes hits, passagens inesquecíveis, frases e canções que ficaram no imaginário das pessoas, Marina Lima é indiscutivelmente um dos nomes mais importantes da música brasileira. Nascida no Rio de Janeiro, habitante da cidade de Washington D.C. dos 5 aos 12 anos, pessoa do mundo influenciada pela música americana, latina e, claro, pela boa música brasileira. Um jeito único de cantar e de se expressar. A parceria com o irmão, poeta e filósofo Antonio Cicero trouxe momentos raros de inspiração. Casamento de música, letra e dança. Marina lança o seu primeiro disco solo em 1979, fica conhecida do grande público nos anos 80, transforma-se em uma referência nos anos 90, conquistando todos os prêmios, o melhor público, reconhecimento, identidade. Um perfil único, inédito, sem estar preso a um estilo ou época. A Marina Lima do século 21 está cada vez mais autoral, jovem e madura ao mesmo tempo. Amante das letras e dos novos sons, do que está por vir e cada vez mais inteira para dividir as suas joias com o público. Marina já é uma artista eterna.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

APOIO:

ml 01 pamml 02 by ivyml 04 good house01 antro

.

.

.

.

Palavraria - livros a.

.

03
set
13

Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 2, o lançamento do livro A maçã envenenada, de Michel Laub

   aconteceu

.

Aconteceu nesta segunda, 2, o lançamento do livro A maçã envenenada, de Michel Laub. Fotos do evento.

.

michel laub 01.

michel laub 02michel laub 03 michel laub 04 michel laub 05.

.

.

.

.

.

michel laub 06 michel laub 07 michel laub 08 michel laub 09.

.

.

.

.

.

michel laub 10 michel laub 11 michel laub 12 michel laub 13.

.

.

.

.

.

.michel laub 20

.

Palavraria - livros c.

 

03
set
13

A crônica de Jeferson Tenório: Em caso de felicidade

.

.

Em caso de felicidade, por Jeferson Tenório

Em caso de felicidade eu prefiro a vida.

Tenho essa frase anotada em algum bloco desses onde costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.

Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.

Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapaz para vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.

Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não são um recurso de auto-piedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.

Se algum dia eu cedi a ideia de felicidade foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.

Pois se não há o que fazer que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos, para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.

Em “A Felicidade conjugal”, de Leon Tolstói, temos uma grande crítica a ideia de felicidade sob a ótica da personagem María Aleksândrovna. Anciosa por casar com o aristocrata Serguêi Mikháilich,  María joga todas as fichas numa relação conjugal, como se no momento em que estivesse casada a felicidade aconteceria. No entanto, a grande diferença de idade entre eles e o cotidiano inócuo faz com María passasse a ter interesses diferentes. Desse modo, ela começa a compreender que a ideia de que seria feliz quando estivesse casada era apenas uma ilusão:

“Quando ficávamos a sós, o que já acontecia raramente, eu não experimentava alegria, nem perturbação, nem encabulamento, como se estivesse a sós comigo mesma. Eu sabia muito bem que ele era o meu marido, não algum homem novo, desconhecido, mas um homem bom, o meu marido, que eu conhecia como a mim mesma. Estava certa de saber tudo o que ele faria e diria, e como olharia; e se ele fazia algo ou olhava de maneira diversa da que eu esperava, tinha a impressão de que fora ele quem se enganara. Não esperava dele nada. Numa palavra, era meu marido e nada mais. Parecia-me que tudo devia ser assim mesmo, que não existiam relações de outro tipo e que elas nunca existiriam entre nós.” 

A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade onde tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.

Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas o de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.

.

 Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS.

.

Palavraria - livros a

.




setembro 2013
S T Q Q S S D
« ago   out »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Categorias

Blog Stats

  • 709.015 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com
Anúncios

%d blogueiros gostam disto: