Arquivo para outubro \30\UTC 2013

30
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 1º, Qual livro marcou sua vida?, com Pedro Gonzaga

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01, sexta, 19h: Qual livro marcou sua vida?, com Pedro Gonzaga

qual livro

pedro gonzagaPedro Gonzaga é músico, tradutor e escritor. Já verteu para o português nomes como Conan Doyle, Patricia Highsmith, Raymond Chandler e Charles Bukowski. É autor do livro de contos Cidade Fechada (2004), Editora Leitura XXI. Em 2007, lançou seu segundo livro, também de contos, chamado Dois Andares: Acima!, Editora Novo Século. Participou ainda de diversas coletâneas digitais e impressas.

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29
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 31, Dia D – Drummond: Leituras de poemas de Carlos Drummond de Andrade, com Gabriela Silva, Carla Osório e Pedro Gonzaga. Na programação da Feira Além da Feira

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31, quinta, 19h: Dia D – Drummond: Leituras de poemas de Carlos Drummond de Andrade, com Gabriela Silva, Carla Osório e Pedro Gonzaga. Na programação da Feira Além da Feira.

drummond

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (MG), em 1902. Um dos mais importantes poetas brasileiros de todos os tempos e um dos grandes nomes da poesia do século XX em qualquer idioma, estreou na literatura em 1930, com os versos de Alguma poesia, e nos cinquenta anos seguintes publicou diversas obras fundamentais em verso e prosa, como Sentimento do mundo, A rosa do povo, Contos de aprendiz e muitos outros. Consagrado, estudado e admirado por leitores de todas as idades, Drummond morreu no Rio de Janeiro em 1987, aos 84 anos.

gabriela silva 02Gabriela Silva. Tem literatura no seu DNA. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem. Idealizadora e apresentadora (com Lígia Sávio, Jeferson Tenório e Jaqueline Bohn Donada) do Sarau das Seis, programa de leituras e comentários sobre literatura apresentado mensalmente na Palavraria desde 2011.

pedro gonzagaPedro Gonzaga é músico, tradutor e escritor. Já verteu para o português nomes como Conan Doyle, Patricia Highsmith, Raymond Chandler e Charles Bukowski. É autor do livro de contos Cidade Fechada (2004), Editora Leitura XXI. Em 2007, lançou seu segundo livro, também de contos, chamado Dois Andares: Acima!, Editora Novo Século. Participou ainda de diversas coletâneas digitais e impressas.

CARLA OSÓRIOCarla Osório é sócia-proprietária da Palavraria.

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feira além da feira 2013

Feira Além da Feira é um evento paralelo à Feira do Livro de Porto Alegre, com diversas atrações gratuitas reunindo grandes nomes da literatura no Rio Grande do Sul – debates, oficinas, saraus, cursos e outros – em algumas das mais simpáticas livrarias de Porto Alegre. A organização do evento é de Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Eduardo Cabeda, Robertson Frizero, Carla Osorio e FestiPoa Literária! As parcerias e apoios: As parcerias e apoios: Palavraria Livros & CafésLivraria BamboletrasSapere Aude LivrosPetit Dalí, Veredas Literárias, Casa de Cultura Mário Quintana e Festipoa Literária! Veja programação completa aqui.

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28
out
13

A crônica de Jeferson Tenório: Nem se o Antônio Candido dissesse

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Nem se o Antônio Candido dissesse, por Jeferson Tenório

A sensação de quando entregamos um texto nosso para alguém ler, pelo menos para mim, é quase a mesma de um pai ou uma mãe quando vai deixar seu filho aos cuidados de uma pessoa.  Na ausência dele, nos tornamos ansiosos e pensamos como ele deve estar e o que ele anda aprontando. E quando voltamos para buscá-lo, assim como um filho, que passou horas ou dias longe de nós, queremos saber como ele se portou. Se pudéssemos, gostaríamos de acompanhar fisionomia desse leitor e cada frase, a cada palavra e contaríamos quantas vezes ele levantou a cabeça para refletir sobre aquilo criamos.

Tudo isso é muito bonito, mas na verdade ninguém acredita muito num aspirante a escritor. Quando você diz que escreve, ou que terminou um livro, as pessoas te olham com estranheza e desconfiança. No inicio, por outro lado, quando entregamos um original para alguém, queremos no fundo que essa pessoa nos encha de elogios e nos dê motivos para prosseguirmos. E, talvez, este seja o momento mais frágil de quem começa a escrever, porque pode ser que o escritor iniciante não esteja preparado para as críticas. Pode ser que ao escutar que seu texto é ruim possa levá-lo a desistir de tudo.

Acho que tive a sorte de encontrar pessoas sérias que leram meus textos com atenção e foram duras comigo. Duras, mas honestas. Entretanto, isso não significa que quando um original é devolvido temos de aceitar tudo com resignação.  Aí entra uma certa maturidade literária aliada a uma intuição estética entre aquilo que de fato está ruim e aquilo que você julga estar bom.

Um escritor não nasce quando seu livro é publicado. Um escritor nasce quando assume o risco de expor sua escrita para si mesmo com toda a honestidade possível. No entanto, quando você apresenta um texto para alguém, você está expondo aquilo que você julgou ser o máximo que conseguiu alcançar. E isto é tão poderoso e ao mesmo tempo tão frágil.

O problema é que nem sempre as pessoas estão dispostas a ler um original. Algumas pessoas para quem passei meus primeiros escritos não deram muito importância para mim, no máximo um tapinha nas costas e um consolador “vou ler, depois te digo”. Acontece que algumas vezes esse “depois” nunca chegava.

Mas isso faz parte de todo o processo, porque quando um sujeito decide gastar a vida escrevendo, ele não pararia nem mesmo se o Antônio Candido chegasse e dissesse; “filho, pare com isso, vá fazer outra coisa, a escrita não é pra você”, nem mesmo assim o faria parar. Quero dizer com isso que quem decide levar a escrita a sério, aguenta o tranco. Aguenta narizes torcidos, aguenta os olhares desconfiados, aguenta por anos a fio a vida solitária e anônima. Aceita que por anos a criação será isto: o escritor e sua obra. Nada mais. Por anos, ninguém saberá dessa guerra interior travada dentro de quem escreve. Ninguém mais que escritor saberá o quanto lhe custou levar isto adiante. É preciso um certo fanatismo, como disse Ernesto Sábato, em “Os escritores e seus fantasmas”. Sem fanatismo não se faz literatura.

E o mais comovente disso tudo: alguém poderá gastar a vida nisso, sem garantia nenhuma de que vai dar certo, e mesmo assim ele vai continuar. A literatura é feita mais de erros do que de acertos. Sem quixotismo também não se faz literatura. Quando um escritor senta na frente de uma tela, ele precisa criar um moinho por dia, acreditar que daquela tela fria sairá um mundo, mesmo sabendo que o mundo é um moinho e pode triturar nossas ilusões, como diria Cartola.

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 Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS. Acaba de lançar pela Sulina o romance O beijo na parede.

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Palavraria - livros a

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28
out
13

Mercado de pulgas, por Nelson Rego

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Mercado de Pulgas

 mercado de pulgas

Coletânea de aforismos e outros textos curtos produzidos por Nelson Rego

 

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O todo e as partes

Antes do segundo e depois do primeiro são três: um, outro, e os dois.

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Graficamente

As metades de oito são zero e três.

A prova: três deitado é pires para zero e zero, igual a oito.

Por onde se vê que, às vezes, para recuperar o inteiro, são necessárias três metades.

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Lógica

Não se sabe se aquele gato cinzento é assim porque absorve a cor dos ratos que come ou se a natureza o fez nascer assim para aproximar-se, despercebido, das presas, como se rato também fosse.

E quanto aos gatos pretos, brancos, amarelados e malhados, também existem ratos pretos, brancos, amarelados e malhados.

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Ênfase

Será que “não-impossível” é o mesmo que “possível”?

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Racionalidade

O homem é o único animal que voluntariamente se apresenta ao cirurgião.

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Nelson Rego é autor de Tão grande quase-nada (Tomo Editorial, 2004), livro de biografias ficcionais e de Daimon junto à porta (Dublinense, 2011), livro vencedor do prêmio Açorianos de Literatura em 2011, no gênero conto. Participou das antologias de contos Inventário das delicadezasBrevíssimos e Novos contos imperdíveis, todas organizadas por Charles Kiefer. Ganhou prêmios literários com poesias. É professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com formação em geografia, filosofia, sociologia e educação. É autor e organizador da coleção de livros Geração de ambiências e de outros títulos, que reúnem apresentações e análises de práticas inovadoras em educação formal e não-formal.

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Mercado de pulgas aparece quinzenalmente, às segundas-feiras, neste blog.

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Palavraria - livros a

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27
out
13

Programação de 28 de outubro a 01 de novembro de 2013

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31, quinta, 19h: Dia D – Drummond: Leituras de poemas de Carlos Drummond de Andrade, com Gabriela Silva, Carla Osório e Pedro Gonzaga. Na programação da Feira Além da Feira.

drummond Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (MG), em 1902. Um dos mais importantes poetas brasileiros de todos os tempos e um dos grandes nomes da poesia do século XX em qualquer idioma, estreou na literatura em 1930, com os versos de Alguma poesia, e nos cinquenta anos seguintes publicou diversas obras fundamentais em verso e prosa, como Sentimento do mundo, A rosa do povo, Contos de aprendiz e muitos outros. Consagrado, estudado e admirado por leitores de todas as idades, Drummond morreu no Rio de Janeiro em 1987, aos 84 anos. gabriela silva 02Gabriela Silva. Tem literatura no seu DNA. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem. Idealizadora e apresentadora (com Lígia Sávio, Jeferson Tenório e Jaqueline Bohn Donada) do Sarau das Seis, programa de leituras e comentários sobre literatura apresentado mensalmente na Palavraria desde 2011. pedro gonzagaPedro Gonzaga é músico, tradutor e escritor. Já verteu para o português nomes como Conan Doyle, Patricia Highsmith, Raymond Chandler e Charles Bukowski. É autor do livro de contos Cidade Fechada (2004), Editora Leitura XXI. Em 2007, lançou seu segundo livro, também de contos, chamado Dois Andares: Acima!, Editora Novo Século. Participou ainda de diversas coletâneas digitais e impressas. CARLA OSÓRIOCarla Osório é sócia-proprietária da Palavraria. . . . feira além da feira 2013 Feira Além da Feira é um evento paralelo à Feira do Livro de Porto Alegre, com diversas atrações gratuitas reunindo grandes nomes da literatura no Rio Grande do Sul – debates, oficinas, saraus, cursos e outros – em algumas das mais simpáticas livrarias de Porto Alegre. A organização do evento é de Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Eduardo Cabeda, Robertson Frizero, Carla Osorio e FestiPoa Literária! As parcerias e apoios: Palavraria Livros & CafésLivraria Bamboletras, Sapere Aude LivrosPetit Dalí, Veredas Literárias, Casa de Cultura Mário Quintana e Festipoa Literária! Veja programação completa aqui. . . .

01, sexta, 19h: Qual livro mudou sua vida?, com Pedro Gonzaga

qual livro

pedro gonzagaPedro Gonzaga é músico, tradutor e escritor. Já verteu para o português nomes como Conan Doyle, Patricia Highsmith, Raymond Chandler e Charles Bukowski. É autor do livro de contos Cidade Fechada (2004), Editora Leitura XXI. Em 2007, lançou seu segundo livro, também de contos, chamado Dois Andares: Acima!, Editora Novo Século. Participou ainda de diversas coletâneas digitais e impressas.
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27
out
13

A crônica de Emir Ross: Os gurus

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Os gurus, por Emir Ross 

O Davi Coimbra é um ícone. Um rótulo. Uma marca de texto e de ser humano. Para ser mais específico, uma marca de homem. Um homem que sabe o que está fazendo e, principalmente, sabe o que estão pensando dele. Eu o respeito. Muito mais por ele ser exatamente o oposto do que cria para si: tenho certeza disso. Mas o respeito muito mais por algo que ele disse um dia e apenas eu sei.

“Se o filme tiver a palavra ‘amor’ no título, não assisto que é furada.”

Concordo com o Davi. Confesso que passei a admirá-lo como pessoa após ouvi-lo dizer isso.

O DC conseguiu resumir em uma frase e uma atitude o que eu passara a vida buscando. Contei essa descoberta para a Juliana, que torceu o nariz. Tudo bem, as mulheres sempre preferem não se entregar por inteiro ao que sabem ser verdadeiro.

Agora, finalizo o que falei no início desse texto: o Davi Coimbra é um guru.

Eu havia pensado em escrever esta crônica para relatar uma descoberta fantástica. Uma descoberta minha que mudaria a visão da crítica como um todo. Havia pensado por esses dias que se passaram em relatá-la; para isso utilizaria a frase do DC para introduzir o tema. O Davi nada mais seria que um exemplo como início de raciocínio mais ou menos assim: ‘o Davi Coimbra disse que se o filme tiver a palavra amor no título é uma senha indicando que você não deve assisti-lo. Partindo disso, descobri…’

E, agora que estou escrevendo esse texto, esqueci qual fora minha descoberta fantástica que mudaria a visão sobre as artes como um todo.

Todavia, conhecendo-me um pouco como me conheço, minha fórmula deveria ser mais ou menos um ‘jamais leia um livro que comece com O dia estava…’ ou ‘jamais compre quadros de pintores que tenham feito flores coloridas.’

Como se Van Gogh e Poe não fossem recomendados.

Mas já que esses autores são ícones em suas áreas plásticas e literárias, assim como o Davi é nas guruísticas, creio que nada lhes tenho a dizer, pois sequer tenho a competência de anotar minhas idéias extraordinárias para não esquecê-las no dia seguinte. Está aí a grande diferença entre eu e os grandes mestres.

Idéias inovadores todos têm. Raciocínios fantásticos, todos fazem. Competência para anotar isso na mesa de um bar ao invés de ficar olhando para as pernas da gostosa de vestido curto, só os gurus possuem.

 

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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24
out
13

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 24: Leituras Feevale – Contos da vida breve, com Henrique Schneider. Participação especial de Mariana Collares e da Cia Circo de Bolso

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24, quinta: Leituras Feevale – Contos da vida breve, com Henrique Schneider. Participação especial de Mariana Collares e da Cia Circo de Bolso.

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Palavraria - livros c.

 




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