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Programação de 7 a 11 de outubro de 2013

program sem

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07, segunda, 19h: Clube de Leitura: Há quem prefira urtigas, de Junichiro Tanizaki. Mediação de Susana Schwartz Zaslavsky.

cp urtigas

Misako e Kaname deixaram de sentir atração física um pelo outro, mas não conseguem se separar definitivamente. O episódio, que tem relação com a biografia de Junichiro Tanizaki (o autor passou por situação similar ao se divorciar amistosamente da primeira esposa, em 1930), é o mote para esse romance sobre as relações amorosas do Japão moderno. O casal decide estabelecer uma série de regras de comportamento afetivo, com a convicção de que, com o tempo, elas possibilitariam uma separação definitiva. Essa ruptura calculada, acredita Kaname, vai lhe proporcionar mais tempo para visitar a prostituta Louise, cuja existência a mulher ignora. Misako, por sua vez, pretende refazer a vida ao lado de Aso, seu amante. Já o velho pai de Misako, amante do tradicional teatro de bonecos bunraku, vive com a concubina Ohisa, uma mulher submissa, trinta anos mais jovem. Misako, Louise e Ohisa, as mulheres que protagonizam o romance, representam três tipos de comportamento que configuram um choque de culturas que é também um choque de gerações. Seguindo um procedimento moral moderno, Misako tenta equacionar o casamento com uma relação extra-conjugal. Louise almeja largar a vida humilhante e vergonhosa de prostituta aproveitando-se da paixão de Kaname, seu cliente predileto. Ohisa, por sua vez, segue a tradição das gueixas e se dedica a satisfazer os desejos do ancião. Ambientado no Japão da década de 1920, Há quem prefira urtigas apresenta os dilemas de duas maneiras de amar: aquela da tradição japonesa e a da nova geração ocidentalizada.

junikiro tanizakiJunichiro Tanizaki nasceu em Tóquio, em 1886; morreu em 1965. Estudou literatura japonesa na Universidade Imperial de Tóquio. Publicou seu primeiro trabalho em 1909, numa revista literária que ajudou a fundar. Sua obra de juventude revela forte influência de Poe, Baudelaire e Oscar Wilde. A partir de 1923, deixou-se absorver pela cultura de seu país e abandonou a inclinação ocidentalizante, vivendo nesse momento uma crise intelectual e emocional que contribuiu decisivamente para torná-lo um dos nomes centrais da literatura japonesa do século XX. Em 1949, recebeu o prêmio Imperial de Literatura. É autor, entre outros, de Diário de um velho louco.

traduzido do japonês por Leiko Gotoda

Susana Zaslavsky

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clube de leitura

Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e discutiu o livro Terra Sonâmbula, de Mia Couto. Já foram enfocados Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino), Barba ensopada de sangue (Daniel Galera), Caixa preta (Amoz Oz), Jacob, o mentiroso (Jurek Becker), A ausência que seremos (Héctor Abad), Risíveis amores (Milan Kundera), O pintor de batalhas (Arturo Pérez-Reverte), A infância de Jesus (J. M. Coetzee) e A máquina de Joseph Walser (Gonçalo M. Tavares).

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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08, terça, 19h: Lançamento do livro O beijo na parede, romance de Jeferson Tenório (Editora Sulina). Bate-papo com Ricardo Barberena e Eduardo Cabeba. Na programação da Festipoa Revisitada 2013

o beijo na parede

“… é assim que chegamos à gramática existencial do nosso jovem narrador:
 sim, é possível o pranto se metamorfosear em grito de obstinação, de alegria, de resiliência.”
Ricardo Barberena

 Jeferson Tenório lança seu romance de estreia na próxima edição da FestiPoa Literária revisitada e sampleada

O escritor carioca Jeferson Tenório lança pela editora Sulina o romance O beijo na parede no dia 08 de outubro. Antes da sessão de autógrafos, na Palavraria, haverá um bate-papo sobre a obra com o autor, o doutor em literatura Ricardo Barberena e o escritor Eduardo Cabeda.

o beijo -capaA narrativa, em primeira pessoa, traz a história de João, de apenas onze anos, que através de um relato delicado e dilacerante, descreve as dores e desamparos de um cotidiano marcado por uma sucessão de abandonos. No texto de apresentação do livro, Barberena antecipa a densidade do livro: “Esse jovem narrador apresenta liricamente e cruelmente um rol de personagens que permaneceram fora da festa da vida, pois são seres-refugo normalmente invisíveis devido às táticas de amnésia social que permeiam o nosso analfabetismo afetivo contemporâneo. Alijado de um script de felicidade, o menino vai à luta nas suas diversas estratégias de sobrevivência diante uma sombria orquestração de dissabores e humilhações. Mas é justamente no interior de tanto sofrimento que João busca uma aprendizagem pela pedra. Ou melhor: uma educação pelo beijo na parede.”

JEFERSON TENÓRIOJeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977. Radicado em Porto Alegre, é mestre em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Leciona em escolas de Porto Alegre. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009, com o conto Cavalos não choram e no concurso Palco Habitasul, com o conto A beleza e a tristeza, adaptado para o teatro em 2007 e 2008. Organiza mensalmente o Sarau das 6 na tradicional livraria Palavraria. O beijo na parede é seu primeiro romance.

Ricardo BarberenaRicardo Barberena é professor do Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Coordena o grupo de pesquisa Limiares Comparatistas e Diásporas Disciplinares: Estudo de Paisagens Identitárias na Contemporaneidade, da PUC-RS; é membro do Acervo de Escritores Sulinos e do grupoLiteratura, História e Teorias do Imaginário, ambos da PUC-RS.

eduardo cabedaEduardo Cabeda é formado em Letras pela UFRGS e mestrando em Escrita Criativa pela PUCRS, Eduardo Cabeda é escritor, roteirista e diretor de cinema. Organizou obras, publicou romances históricos e também um livro de poesias. Escreveu a peça “Exército de Sonhos”, na estrada há 14 anos, com mais de 1,5 milhão de espectadores. Como roteirista assina comerciais de TV, documentários, roteiro de longa e institucionais. Escreveu e dirigiu o curta “A Livraria Vasquez” e é cofundador da produtora Santuário Filmes.

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festipoa 2013FestiPoa Literária revisitada e sampleada

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09, quarta, 19h: Abertura da exposição Bildungsromano verde, o malva e o cinza, de Paulo Gomes

 

Bildungsroman: o verde, o malva e o cinza

Bildungsroman é um termo alemão que significa romance de formação, isto é, um tipo de romance no qual é exposto, de maneira detalhada, o processo de desenvolvimento físico, moral, psicológico, estético, social e político de um personagem, geralmente desde a sua infância ou adolescência até a maturidade. bildungsroman verdeO fundador desse tipo de romance foi J. W. von Goethe, com “Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister”, que trata dos anos de formação de um jovem no seu contexto histórico. Estes três Bildungsroman são coetâneos daquele homônimo, publicado no volume “Ciranda”, organizado por Paulo Silveira (Editora da UFRGS, 2005). Naquele a idéia de uma narrativa visual, contando a minha formação, tomou o bildungsroman malvaformato de uma série de capas de livros, organizadas em sequência cronológica. Ficou livro de artista e uma insatisfação pela inviabilidade de ser visto/lido como um todo. Para superar a falta, na mesma época, organizei o primeiro Bildungsroman, com fundo verde, no formato de cartaz. Fiz uma impressão e deixei-o. Agora volto a ele. Uma recorrência habitual na minha poética de eterno retorno à (minha) memória enquanto fonte. Continuo me bildungsroman cinzacomovendo com “coisas do mais baixo convencionalismo”, como escreveu Manuel Bandeira; por isso, recorro aqui a dois universos paralelos ao meu: o do romance rosa (com fundo malva) e do romance gay (com fundo cinza). Não os li pelas razões óbvias: inadequados, inacessíveis e impossíveis para jovens rapazes de boa família nos anos 1970. Mas queria-os e, por isso, faço-os agora meus: uma ficção. Mais do que uma declaração de princípios, uma anamnese, reação a amnésia do nosso tempo: recupero as imagens e os textos como fado da minha própria anábase. Como sempre, entrego minhas frágeis narrativas como comentários: às minhas muitas dúvidas e às minhas poucas certezas.

Paulo Gomes, Outubro de 2013.

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Paulo GomesPaulo César Ribeiro Gomes é bacharel em Artes Plásticas (1995), mestre em Artes Visuais (1998), doutor em Artes Visuais (2003) sempre pela UFRGS. Desenvolve pesquisas em poéticas visuais e em História e Crítica da Arte no Rio Grande do Sul e sobre a obra de Pedro Weingärtner (1853-1929). Artista visual e curador independente, é professor junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria e professor-adjunto de História da Arte na UFRGS. Entre suas publicações, destacam-se MARGS 50 Anos (2005), Artes Plásticas no Rio Grande do Sul: uma panorâmica (Prêmio Açorianos 2007 – Categoria Publicação), Pedro Weingärtner: Obra Gráfica (Prêmio Açorianos 2008 – Categoria Curadoria). Entre as curadorias, destacam-se: Obra Gravada de Pedro Weingärtner (Prêmio Açorianos 2006), Os Papéis do Papel de Clara Pechansky (2006), Zorávia Bettiol: A Mais Simples Complexidade (2007).

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10, quinta, 19h: Mar azul – pocket musical com Tássia Minuzzo e Michel Dorfman

 

A cantora Tássia Minuzzo e o pianista Michel Dorfman apresentarão releituras de clássicos da Música Popular Brasileira, Standards de Jazz e Música Francesa no show Mar Azul. Intérpretes e compositores consagrados como Édith Piaf, Maysa, Charles Aznavour, George Gershwin, Tom Jobim, Chico Buarque, Francis Hime, Edu Lobo e outros fazem parte do programa.
Tássia MinuzzoTássia Minuzzo nasceu em Vacaria, mas mora em Porto Alegre desde 2002. Em 2011, graduou-se em Licenciatura, com habilitação em piano, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Apaixonada pelo canto e pela música francesa, em 2009 conquistou o primeiro lugar no II Festival da Canção Francesa, promovido pela Aliança Francesa de Porto Alegre. Tássia vem mostrando a força da música francesa na sua trajetória. E no repertório de Mar Azul não será diferente. O lirismo das canções do francês Charles Aznavour se destacará contracenando com a singularidade do americano George Gerswhin, juntamente com a poesia musical de Chico Buarque.

michel dorfmanMichel Dorfman graduou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Composição, e tem seu trabalho como pianista, arranjador e produtor musical. Trabalhou com diversos artistas em projetos de gravações e shows, dentre os quais Hique Gomez, Frank Solari. Antonio Villeroy.

O que: Mar Azul com Tássia Minuzzo e Michel Dorfman
Quando: 10/10/13 as 19hs
Onde: Palavraria

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11, sexta, 19h: Lançamento do livro Rua da padaria, poemas de Bruna Beber (Editora Record). Na programação da Festipoa Revisitada 2013

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rua da padaria - capaA poeta mais badalada de sua geração faz aqui um comovente retorno às suas raízes, à sua infância, à saudosa rua da padaria — onde, na já longínqua década de 1990, tudo acontecia. Era lá que se pedia informação, que ficava o moço do bicho, que o ônibus passava. Bruna Beber cresceu na Baixada Fluminense numa época sem internet, sem celular, sequer TV a cabo tinha. Para se divertir, as crianças precisam inventar. Aqui está retratado, em verso e prosa, uma doce era na qual se malhava o Judas, as bolinhas de papel causavam alvoroço na aula e mexer na macumba das esquinas do bairro era uma excitante tentação. E no meio de tudo isso, Bruna ainda faz um recorte para nos apresentar um romance em 12 linhas dando uma aula de virtuosismo literário enquanto finca de vez seu lugar entre os grandes escritores brasileiros.

bruna beberBruna Beber Franco Alexandrino de Lima é carioca de Duque de Caxias. Colaborou, durante os anos 2000, com diversos sites e revistas impressas de literatura, poesia, música e Internet. Publicou, em setembro de 2006, seu livro de estréia de poesia, A fila sem fim dos demônios descontentes. Fez a curadoria da exposição Blooks – Letras na rede, ao lado do poeta Omar Salomão, em setembro de 2007, sob coordenação de Heloísa Buarque de Hollanda. Foi vencedora do 2º Prêmio QUEM Acontece, na categoria revelação literária de 2008. Publicou ainda Rapapés & apupos (Edições Moinhos de Vento, 2010; Ed. 7Letras, 2012) e Balés (Ed. Língua Geral, 2009).

festipoa 2013
FestiPoa Literária revisitada e sampleada

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