Arquivo para 7 de outubro de 2013

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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 9, a abertura da exposição Bildungsroman: o verde, o malva e o cinza, de Paulo Gomes

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09, quarta, 19h: Abertura da exposição Bildungsroman: o verde, o malva e o cinza, de Paulo Gomes

 

Bildungsroman: o verde, o malva e o cinza

Bildungsroman é um termo alemão que significa romance de formação, isto é, um tipo de romance no qual é exposto, de maneira detalhada, o processo de desenvolvimento físico, moral, psicológico, estético, social e político de um personagem, geralmente desde a sua infância ou adolescência até a maturidade. O bildungsroman verdefundador desse tipo de romance foi J. W. von Goethe, com “Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister”, que trata dos anos de formação de um jovem no seu contexto histórico. Estes três Bildungsroman são coetâneos daquele homônimo, publicado no volume “Ciranda”, organizado por Paulo Silveira (Editora da UFRGS, 2005). Naquele a idéia de uma narrativa visual, contando a minha bildungsroman malvaformação, tomou o formato de uma série de capas de livros, organizadas em sequência cronológica. Ficou livro de artista e uma insatisfação pela inviabilidade de ser visto/lido como um todo. Para superar a falta, na mesma época, organizei o primeiro Bildungsroman, com fundo verde, no formato de cartaz. Fiz uma impressão e deixei-o. Agora volto a ele. Uma bildungsroman cinzarecorrência habitual na minha poética de eterno retorno à (minha) memória enquanto fonte. Continuo me comovendo com “coisas do mais baixo convencionalismo”, como escreveu Manuel Bandeira; por isso, recorro aqui a dois universos paralelos ao meu: o do romance rosa (com fundo malva) e do romance gay (com fundo cinza). Não os li pelas razões óbvias: inadequados, inacessíveis e impossíveis para jovens rapazes de boa família nos anos 1970. Mas queria-os e, por isso, faço-os agora meus: uma ficção. Mais do que uma declaração de princípios, uma anamnese, reação a amnésia do nosso tempo: recupero as imagens e os textos como fado da minha própria anábase. Como sempre, entrego minhas frágeis narrativas como comentários: às minhas muitas dúvidas e às minhas poucas certezas.

Paulo Gomes, Outubro de 2013.

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Paulo GomesPaulo César Ribeiro Gomes é bacharel em Artes Plásticas (1995), mestre em Artes Visuais (1998), doutor em Artes Visuais (2003) sempre pela UFRGS. Desenvolve pesquisas em poéticas visuais e em História e Crítica da Arte no Rio Grande do Sul e sobre a obra de Pedro Weingärtner (1853-1929). Artista visual e curador independente, é professor junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria e professor-adjunto de História da Arte na UFRGS. Entre suas publicações, destacam-se MARGS 50 Anos (2005), Artes Plásticas no Rio Grande do Sul: uma panorâmica (Prêmio Açorianos 2007 – Categoria Publicação), Pedro Weingärtner: Obra Gráfica (Prêmio Açorianos 2008 – Categoria Curadoria). Entre as curadorias, destacam-se: Obra Gravada de Pedro Weingärtner (Prêmio Açorianos 2006), Os Papéis do Papel de Clara Pechansky (2006), Zorávia Bettiol: A Mais Simples Complexidade (2007).

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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 7, Clube de Leitura: Há quem prefira urtigas, de Junichiro Tanizaki. Mediação de Susana Schwartz Zaslavsky.

clube de leitura

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Leitura de outubro: Há quem prefira urtigas, de Junichiro Tanizaki
Mediação: Susana Zaslavsky 

07 de outubro de 2013, segunda-feira, 19h
Na Palavraria

cp urtigas

Misako e Kaname deixaram de sentir atração física um pelo outro, mas não conseguem se separar definitivamente. O episódio, que tem relação com a biografia de Junichiro Tanizaki (o autor passou por situação similar ao se divorciar amistosamente da primeira esposa, em 1930), é o mote para esse romance sobre as relações amorosas do Japão moderno. O casal decide estabelecer uma série de regras de comportamento afetivo, com a convicção de que, com o tempo, elas possibilitariam uma separação definitiva. Essa ruptura calculada, acredita Kaname, vai lhe proporcionar mais tempo para visitar a prostituta Louise, cuja existência a mulher ignora. Misako, por sua vez, pretende refazer a vida ao lado de Aso, seu amante. Já o velho pai de Misako, amante do tradicional teatro de bonecos bunraku, vive com a concubina Ohisa, uma mulher submissa, trinta anos mais jovem. Misako, Louise e Ohisa, as mulheres que protagonizam o romance, representam três tipos de comportamento que configuram um choque de culturas que é também um choque de gerações. Seguindo um procedimento moral moderno, Misako tenta equacionar o casamento com uma relação extra-conjugal. Louise almeja largar a vida humilhante e vergonhosa de prostituta aproveitando-se da paixão de Kaname, seu cliente predileto. Ohisa, por sua vez, segue a tradição das gueixas e se dedica a satisfazer os desejos do ancião. Ambientado no Japão da década de 1920, Há quem prefira urtigas apresenta os dilemas de duas maneiras de amar: aquela da tradição japonesa e a da nova geração ocidentalizada.

junikiro tanizakiJunichiro Tanizaki nasceu em Tóquio, em 1886; morreu em 1965. Estudou literatura japonesa na Universidade Imperial de Tóquio. Publicou seu primeiro trabalho em 1909, numa revista literária que ajudou a fundar. Sua obra de juventude revela forte influência de Poe, Baudelaire e Oscar Wilde. A partir de 1923, deixou-se absorver pela cultura de seu país e abandonou a inclinação ocidentalizante, vivendo nesse momento uma crise intelectual e emocional que contribuiu decisivamente para torná-lo um dos nomes centrais da literatura japonesa do século XX. Em 1949, recebeu o prêmio Imperial de Literatura. É autor, entre outros, de Diário de um velho louco.

traduzido do japonês por Leiko Gotoda

Susana Zaslavsky

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clube de leitura

Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e discutiu o livro Terra Sonâmbula, de Mia Couto. Já foram enfocados Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino), Barba ensopada de sangue (Daniel Galera), Caixa preta (Amoz Oz), Jacob, o mentiroso (Jurek Becker), A ausência que seremos (Héctor Abad), Risíveis amores (Milan Kundera), O pintor de batalhas (Arturo Pérez-Reverte), A infância de Jesus (J. M. Coetzee) e A máquina de Joseph Walser (Gonçalo M. Tavares).

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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