Arquivo para 14 de outubro de 2013

14
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 17, o lançamento do livro Contos da vida difícil, de Aldyr Garcia Schlee

program sem

.

 

17, quinta, 19h: Lançamento do livro Contos da vida difícil, de Aldyr Garcia Schlee (Edições Ardotempo). Conversa do autor com Regina Ungaretti seguida de sessão de autógrafos.

Convite ALDYRSCHLEE

“Poderá parecer que estes contos, rompendo com um silêncio cúmplice e conivente sobre as misérias da chamada“vida fácil”, não passem da retomada de um passado distante.

Contudo, restritos aos limites do imaginável, situam-se no plano de uma mesma e permanente  realidade que, se não se esquece e se oculta deliberadamente, tem sido abordada com os prejuízos e preconceitos característicos de uma sociedade conformada por suas próprias mazelas.

O tema relativo ao mercado prostibulário e, especialmente ao tráfico de mulheres foi sempre  desenvolvido através de estereótipos, no plano do melodrama de folhetim e do convencionalismo conformista, através de um discurso moralizador de grande poder emocional que o deturpa e que encontra eco na pregação de certos religiosos e reformadores sociais.

Por tudo isto, as histórias de mulheres e homens de vida fácil, girando em torno da sedução barata, da violência gratuita e da perversidade maniqueísta, não têm lugar aqui.”

Aldyr Garcia Schlee

Capão do Leão, verão de 2013

aldyr garcia schlee 1Aldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de  antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela Ediciones de la Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino  Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos, onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura.

É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal de Literatura  Brasileira e foi cinco vezes premiado com o Prêmio Açorianos.

Aldyr Garcia Schlee, que atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de  Pelotas,  é convidado destaque da Jornada Literária de Passo Fundo, com sua obra original e  singular como o mais destacado autor brasileiro de linguagem de fronteira. Aliás esse é o tema de suas palestras agendadas, a convite, em março de 2014 na Université de Paris Sorbonne Nouvelle,  Université de Rennes e Maison de l’Amerique Latine em Paris.

______________________________________________________________

CONTOS DA VIDA DIFICIL
ALDYR GARCIA SCHLEE
Contos – (NOVO) 2013
ISBN 978-85-62984-30-3
edições ardotempo – 2013
Valor: R$ 35,00

.

.

.

 

Anúncios
14
out
13

A crônica de Ademir Furtado: A condição indestrutível de ter lido um bom livro

.

.

 

A condição indestrutível de ter lido um bom livro, por Ademir Furtado

a condição indestrutível

Há uma crença antiga entre alguns literatos de que literatura se faz com palavras, não com ideias. Essa máxima é válida com uma condição: a de que as palavras tenham força e vigor, e sejam pronunciadas com a potencialidade de fecundar a página onde penetram. E aí já caímos num paradoxo, porque a palavra fecundante já não é uma simples palavra, é um fluxo semântico capaz de alterar a significação de qualquer enunciado.

Recentemente li um livro que me fez refletir sobre essa questão. Trata-se de A Condição indestrutível de ter sido, de Helena Terra, publicado pela Dublinense em 2013. É o tipo de obra em que a linguagem é o personagem mais importante. A fabulação é simples. Uma mulher jovem cria um blog coletivo e lá conhece um homem e se apaixona por ele. Ou melhor, pelas palavras dele, pois o relacionamento, de início, é apenas virtual. Mais adiante, as palavras adquirem corpo e o homem se materializa num quarto de hotel. Impossível não fazer aqui uma associação com o poder de criação pela palavra. A mulher disse: faça-se o homem da minha vida, e o homem se fez. E a mulher viu que isso era bom e correu ao encontro dele.  Mas, passados poucos dias, viu que o homem era Mau e não hesitou em evocar outras palavras pronunciadas em outro quarto de hotel.

As leituras possíveis são várias. Uma delas, a personagem seria uma espécie de Pigmalião feminino da era da internet. Mas a minha preferida é a que dá à palavra o poder de despertar uma realidade que está potencializada num corpo ainda não fecundado. Porque o estado emocional da personagem é dado em algum momento. Ela vive um relacionamento real que é mais virtual do que aquele iniciado pelo computador, uma situação evidente de privação afetiva. A percepção da própria carência é a circunstância determinante do desejo por algo mais intenso. Porém, esse desejo á apenas latente, porque não tem um objeto em que se projetar. É alguma palavra lançada na tela do computador, que traz o significado de um homem dotado de poderes mágicos, que vai canalizar toda a ânsia por uma vida mais satisfatória. A partir daí, cada palavra desse homem vai se somar à primeira e construir na imaginação dessa mulher um texto que só ela lê. O próprio homem, aliás, cheio de reticências, um sinal muito eloquente da linguagem, parece não corroborar a leitura que ela faz do texto dele. Mas, para ela isso não importa. O texto que ela passa a recitar já estava ovulado, e só precisava do sêmen da palavra para germinar.

Se essa minha leitura tiver algum fundamento, aquela máxima do início desta resenha fica comprometida. E não seria pra menos, pois as palavras com esse poder de criação não andam jogadas ao vento como uma folha de papel em branco. Elas carregam o peso das ideias que transmitem e são certeiras, sempre visam um alvo determinado. A palavra que não tem o poder de transmissão de um pensamento é apenas um ruído para quem ouve, e uma mancha no papel para quem lê.

.

Ademir Furtado é autor do romance Se eu olhar para trás (Dublinense, 2011).  As crônicas aqui publicadas aparecem no sítio Ademir Furtado.

.

.

.

.

.

14
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta, quarta, 16, a Primeira Reunião da Cambada de Leitores de Andrea Camilieri. Participam Fraga (organizador), Edgar Vasques, Ernani Ssó, Cláudio Levitan e Carla Osório.

program sem

.

16, quarta, 18h30: Primeira Reunião da Cambada de Leitores de Andrea Camilieri. Participam Fraga (organizador), Edgar Vasques, Ernani Ssó, Cláudio Levitan e Carla Osório.

A partir deste mês, Andrea Camilleri– criador do Comissário Montalbano – tem uma CLAC mensal na Palavraria.

A Palavraria sempre abrigou grupos de leitores de todos os gêneros literários. Agora ganhou mais um, específico, policialesco: a CLAC, Cambada de Leitores de Andrea Camilleri. O pretexto para os encontros da CLAC é a admiração pelo genial autor e seu humano personagem, o Comissário Montalbano. A intenção é reunir os fãs e atrair novos interessados nas aventuras do Montalbano e seus chefiados na delegacia de Vigàta.

As pautas da CLAC serão propostas de uma reunião para outra: pode ser um determinado livro, um conto qualquer, um dos personagens (imaginem tratar do Catarella ou abordar a Lívia). Haverá espaço para depoimentos, leitura ao vivo, papo em torno da tradução, curiosidades sobre  o escritor etc. Enfim, tudo sobre o prazer de acompanhar um sucesso internacional (quase 30 livros e 25 filmes da série televisiva italiana, exibida em mais de 60 países, menos aqui).

E a idéia prática final: cobrar da Editora Record os próximos lançamentos – já são 12 livros em atraso, baita descompasso com a satisfação dos leitores em outros idiomas. A partir da primeira reunião coletiva (os fãs de outros policiais são bem-vindos), entra no ar o blog da CLAC, com a programação da cambada, divulgação de resenhas, links, atualidades sobre Andrea Camilleri.

Ah, claro que a Palavraria já estocou exemplares.

Anfitriões: Carla Osório (Palavraria), Cláudio Levitan (desenhista/músico), Edgar Vasques (cartunista/ chargista/pai do Rango), Ernani Ssó (escritor/ tradutor), Fraga (jornalista/humorista/coordenador da CLAC)

O que: Papos em torno dos casos do Comissário Montalbano
Quando: Quarta-feira, dia 16/10, das 18:30 às 21h
Onde: Palavraria, Vasco da Gama/165, fone 3268 4260
Quanto: Evento gratuito, aberto a quem aparecer

.

andrea camillieriNascido em Porto Empedocle (Agriento) em 1925, Andrea Camilleri trabalhou por muito tempo como roteirista e diretor de teatro e televisão, produzindo os famosos seriados policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. Estreou como romancista em 1978. A consagração, porém, viria apenas no início dos anos 1990, quando publicou A forma da água, primeiro caso do comissário Salvo Montalbano. Desde então recebeu alguns dos principais prêmios literários italianos e tornou-se sucesso de público e crítica em todos os países onde foi lançado, com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

.

.

 

14
out
13

Mercado de pulgas, por Nelson Rego

.
01

 

Mercado de Pulgas

 mercado de pulgas

Coletânea de aforismos e outros textos curtos produzidos por Nelson Rego

 

 

Está no olhar

Pessoas do mal classificam a todos segundo a divisão do mundo em dois grupos: do bem e do mal. Pessoas do bem, não.

Há quem diga ser ao contrário.

.

.

Quase-sinônimos

Acalmar-se. Diluir-se.

.

.

Corpo e mente

A menor distância entre dois pontos é a sobreposição completa.

Lições escolares

“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”. (Isaac Newton, 1648‑1727).

“O que conhecemos é um oceano, o que não sabemos é o que fazer com isso”. (Luizinho, 10 anos, 2112).

.

.

Igual aos diferentes

Método eficaz para conquistar o título de Grande Coisa é repetir, com ar grave, que as pessoas eram mais honradas no passado.

.

—————————————–

Nelson Rego é autor de Tão grande quase-nada (Tomo Editorial, 2004), livro de biografias ficcionais e de Daimon junto à porta (Dublinense, 2011), livro vencedor do prêmio Açorianos de Literatura em 2011, no gênero conto. Participou das antologias de contos Inventário das delicadezasBrevíssimos e Novos contos imperdíveis, todas organizadas por Charles Kiefer. Ganhou prêmios literários com poesias. É professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com formação em geografia, filosofia, sociologia e educação. É autor e organizador da coleção de livros Geração de ambiências e de outros títulos, que reúnem apresentações e análises de práticas inovadoras em educação formal e não-formal.

.

.

Mercado de pulgas aparece quinzenalmente, às segundas-feiras, neste blog.

.

Palavraria - livros a

.

.




outubro 2013
S T Q Q S S D
« set   nov »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Categorias

Blog Stats

  • 717.339 hits

Top Clicks

  • Nenhum
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com
Anúncios

%d blogueiros gostam disto: