Arquivo para outubro \16\America/Sao_Paulo 2013



16
out
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Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 18, o lançamento do livro, Fly again, crônicas de Cleci Silveira

program sem

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18, sexta, 19h: Lançamento do livro, Fly again, crônicas de Cleci Silveira (Editora Movimento)

Sem título-1

Um passeio com o tempo

Há quem passe a vida inteira sem compreender as armadilhas do tempo e, numa luta inglória, tente ora aprisioná-lo, ora fazê-lo fugir. Enquanto isso, outros contornam as vicissitudes das horas, dias e anos quase como a conhecer o caminho das pedras, caminhando de mãos dadas com Cronos. Estes privilegiados, às vezes, se propõem a dividir conosco sua jornada, pois lhes resta a outra mão para dar. E, qual ponte entre nós e o tempo, tornam-se cronistas.

Cleci Silveira, cujo sorriso já me encanta há mais de uma década, estendeu-me a mão e convidou a passear nas páginas que seguem. Proposta irrecusável. Sem surpresa, estive guiado por uma escrita segura e sedutora, cuja prosa dita um ritmo confortável. Mais do que dominar o idioma e a técnica, Cleci antecipa as curvas do tempo, contornos às vezes bruscos, propondo uma narrativa que combina lembranças e projeções. Oferece o mesmo olhar generoso e cálido para a criança e para o velho; ao que não mais será e para aquilo que nutre nossas esperanças.

Enquanto caminhamos pelas páginas de seu Fly again, a escritora lança mão de sua bagagem: muita leitura, boa música, vivências. Num instante, somos muitos lado a lado: Neruda, Tom & Vinicius, Carmen Miranda. Rubem Braga, Machado de Assis, Philip Roth. Também figuras muito nossas, como João Antonio Dib, e pessoas muito dela, como a amiga de infância e a vizinha de prédio. E flanamos de Porto Alegre às Américas. Todos de braços dados. Todos na hábil condução da autora – prova de que ela conhece bem o trilhar da crônica, suas pausas e inflexões. Agora que você já está com o livro em mãos, junte-se a nós. Acompanhe Cleci Silveira pelos caminhos do tempo. Garanto que vale o passeio.

Rubem Penz

cleci silveira (2)Cleci Silveira, poeta, cronista e ficcionista, nasceu em Porto Alegre. Trabalhou no Serviço de Radiodifusão Educativa na Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, de 1988 a 1990, manteve uma coluna no jornal O Moinho, sobre mobiliário antigo. Publicou os livros No Sótão Dormem Bonecas (contos, WS Editor, 2001);  A Trama do Silêncio (contos, Movimento, 2004); O Tocador de Saz e o Sultão (crônicas, Literalis, 2006); Além da Porta (romance, Movimento, 2008); Diário de mulher solteira (romance, Movimento, 2010); Poemas de aprendiz (Movimento, 2011) e. Possui também diversos trabalhos publicados em antologias. http://clecisilveira.com/
Fly again (Coleção Rio Grande: V. 155) — Cleci Silveira
Editora Movimento, 88 páginas
Preço de capa: R$ 20,00
Telefone do autora: (51) 3330-2683

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16
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Vem aí, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2013: Feira Além da Feira

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FEIRA ALÉM DA FEIRA – 2013

De 31 de outubro a 15 de novembro de 2013

feira além da feira 2013Uma programação que privilegie a literatura em tempos de Feira do Livro. É com essa ideia que está sendo lançado em 2013 o evento FEIRA ALÉM DA FEIRA. Reunindo grandes nomes da literatura no Rio Grande do Sul, entre escritores, tradutores e estudiosos de literatura, o evento reunirá debates, cursos, oficinas, saraus e outras tantas atividades em torno da literatura, tendo como palco livrarias que não estão presentes na Praça da Alfândega nesses dias de Feira do Livro, mas que apoiam a literatura continuamente ao longo do ano.

A criadora e coordenadora do evento, Gabriela Silva – que assina com a Breviário Cursos a curadoria -, diz que a intenção era reunir os agitadores culturais que trabalham continuamente com a literatura e reunir em um evento que acontecesse em paralelo à Feira do Livro, mas não como um contraponto ou protesto, e sim para dar à literatura o protagonismo que o evento da Praça da Alfândega aos poucos lhe foi tirando.

Na organização do evento estão Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Robertson Frizero, Eduardo Cabeda, Carla Osório e Fernando Ramos.

Os eventos do Feira Além da Feira 2013 são gratuitos. Para as oficinas e cursos, pede-se inscrição prévia pelo site da Breviário, na seção INSCRIÇÕES, e a taxa de R$ 5,00 (cinco reais) recolhida no local para a emissão de certificados. As inscrições estão abertas e as  vagas são limitadas.

feira além da feira 2013 - progr

Locais:

Palavraria – Livros & Cafés
Palavraria - livros aRua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim
Telefone 51 3268 4260

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Livraria Bamboletras
bamboletras

Rua General Lima e Silva, 776 – Loja 03 – Cidade Baixa
Telefone 51 3221 8764

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Sapere Aude Livros
sapere aude livros

Rua Lopo Gonçalves, 33 – Lojas 1 e 2 – Cidade Baixa
Teleone: 51 3221-0203

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Petit Dali Art – Food – Bar
petit dali
Rua Vasco da Gama, 52 – Bom Fim
Telefone: 51 3092 0080

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Casa de Cultura Mário Quintana
casa de cultura
Rua dos Andradas, 736 – Centro
Telefone 51 3221 7147

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Monumento do Expedicionário
monumento do expedicionário

Parque da Redenção

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Apoio: Palavraria Livros & Cafés,  Livraria BamboletrasSapere Aude LivrosPetit Dalí, Vereda Literária, Jornal Vaia e Festipoa Literária

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Palavraria - livros a.

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14
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 17, o lançamento do livro Contos da vida difícil, de Aldyr Garcia Schlee

program sem

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17, quinta, 19h: Lançamento do livro Contos da vida difícil, de Aldyr Garcia Schlee (Edições Ardotempo). Conversa do autor com Regina Ungaretti seguida de sessão de autógrafos.

Convite ALDYRSCHLEE

“Poderá parecer que estes contos, rompendo com um silêncio cúmplice e conivente sobre as misérias da chamada“vida fácil”, não passem da retomada de um passado distante.

Contudo, restritos aos limites do imaginável, situam-se no plano de uma mesma e permanente  realidade que, se não se esquece e se oculta deliberadamente, tem sido abordada com os prejuízos e preconceitos característicos de uma sociedade conformada por suas próprias mazelas.

O tema relativo ao mercado prostibulário e, especialmente ao tráfico de mulheres foi sempre  desenvolvido através de estereótipos, no plano do melodrama de folhetim e do convencionalismo conformista, através de um discurso moralizador de grande poder emocional que o deturpa e que encontra eco na pregação de certos religiosos e reformadores sociais.

Por tudo isto, as histórias de mulheres e homens de vida fácil, girando em torno da sedução barata, da violência gratuita e da perversidade maniqueísta, não têm lugar aqui.”

Aldyr Garcia Schlee

Capão do Leão, verão de 2013

aldyr garcia schlee 1Aldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de  antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela Ediciones de la Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino  Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos, onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura.

É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal de Literatura  Brasileira e foi cinco vezes premiado com o Prêmio Açorianos.

Aldyr Garcia Schlee, que atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de  Pelotas,  é convidado destaque da Jornada Literária de Passo Fundo, com sua obra original e  singular como o mais destacado autor brasileiro de linguagem de fronteira. Aliás esse é o tema de suas palestras agendadas, a convite, em março de 2014 na Université de Paris Sorbonne Nouvelle,  Université de Rennes e Maison de l’Amerique Latine em Paris.

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CONTOS DA VIDA DIFICIL
ALDYR GARCIA SCHLEE
Contos – (NOVO) 2013
ISBN 978-85-62984-30-3
edições ardotempo – 2013
Valor: R$ 35,00

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14
out
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A crônica de Ademir Furtado: A condição indestrutível de ter lido um bom livro

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A condição indestrutível de ter lido um bom livro, por Ademir Furtado

a condição indestrutível

Há uma crença antiga entre alguns literatos de que literatura se faz com palavras, não com ideias. Essa máxima é válida com uma condição: a de que as palavras tenham força e vigor, e sejam pronunciadas com a potencialidade de fecundar a página onde penetram. E aí já caímos num paradoxo, porque a palavra fecundante já não é uma simples palavra, é um fluxo semântico capaz de alterar a significação de qualquer enunciado.

Recentemente li um livro que me fez refletir sobre essa questão. Trata-se de A Condição indestrutível de ter sido, de Helena Terra, publicado pela Dublinense em 2013. É o tipo de obra em que a linguagem é o personagem mais importante. A fabulação é simples. Uma mulher jovem cria um blog coletivo e lá conhece um homem e se apaixona por ele. Ou melhor, pelas palavras dele, pois o relacionamento, de início, é apenas virtual. Mais adiante, as palavras adquirem corpo e o homem se materializa num quarto de hotel. Impossível não fazer aqui uma associação com o poder de criação pela palavra. A mulher disse: faça-se o homem da minha vida, e o homem se fez. E a mulher viu que isso era bom e correu ao encontro dele.  Mas, passados poucos dias, viu que o homem era Mau e não hesitou em evocar outras palavras pronunciadas em outro quarto de hotel.

As leituras possíveis são várias. Uma delas, a personagem seria uma espécie de Pigmalião feminino da era da internet. Mas a minha preferida é a que dá à palavra o poder de despertar uma realidade que está potencializada num corpo ainda não fecundado. Porque o estado emocional da personagem é dado em algum momento. Ela vive um relacionamento real que é mais virtual do que aquele iniciado pelo computador, uma situação evidente de privação afetiva. A percepção da própria carência é a circunstância determinante do desejo por algo mais intenso. Porém, esse desejo á apenas latente, porque não tem um objeto em que se projetar. É alguma palavra lançada na tela do computador, que traz o significado de um homem dotado de poderes mágicos, que vai canalizar toda a ânsia por uma vida mais satisfatória. A partir daí, cada palavra desse homem vai se somar à primeira e construir na imaginação dessa mulher um texto que só ela lê. O próprio homem, aliás, cheio de reticências, um sinal muito eloquente da linguagem, parece não corroborar a leitura que ela faz do texto dele. Mas, para ela isso não importa. O texto que ela passa a recitar já estava ovulado, e só precisava do sêmen da palavra para germinar.

Se essa minha leitura tiver algum fundamento, aquela máxima do início desta resenha fica comprometida. E não seria pra menos, pois as palavras com esse poder de criação não andam jogadas ao vento como uma folha de papel em branco. Elas carregam o peso das ideias que transmitem e são certeiras, sempre visam um alvo determinado. A palavra que não tem o poder de transmissão de um pensamento é apenas um ruído para quem ouve, e uma mancha no papel para quem lê.

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Ademir Furtado é autor do romance Se eu olhar para trás (Dublinense, 2011).  As crônicas aqui publicadas aparecem no sítio Ademir Furtado.

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14
out
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Vai rolar na Palavraria, nesta, quarta, 16, a Primeira Reunião da Cambada de Leitores de Andrea Camilieri. Participam Fraga (organizador), Edgar Vasques, Ernani Ssó, Cláudio Levitan e Carla Osório.

program sem

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16, quarta, 18h30: Primeira Reunião da Cambada de Leitores de Andrea Camilieri. Participam Fraga (organizador), Edgar Vasques, Ernani Ssó, Cláudio Levitan e Carla Osório.

A partir deste mês, Andrea Camilleri– criador do Comissário Montalbano – tem uma CLAC mensal na Palavraria.

A Palavraria sempre abrigou grupos de leitores de todos os gêneros literários. Agora ganhou mais um, específico, policialesco: a CLAC, Cambada de Leitores de Andrea Camilleri. O pretexto para os encontros da CLAC é a admiração pelo genial autor e seu humano personagem, o Comissário Montalbano. A intenção é reunir os fãs e atrair novos interessados nas aventuras do Montalbano e seus chefiados na delegacia de Vigàta.

As pautas da CLAC serão propostas de uma reunião para outra: pode ser um determinado livro, um conto qualquer, um dos personagens (imaginem tratar do Catarella ou abordar a Lívia). Haverá espaço para depoimentos, leitura ao vivo, papo em torno da tradução, curiosidades sobre  o escritor etc. Enfim, tudo sobre o prazer de acompanhar um sucesso internacional (quase 30 livros e 25 filmes da série televisiva italiana, exibida em mais de 60 países, menos aqui).

E a idéia prática final: cobrar da Editora Record os próximos lançamentos – já são 12 livros em atraso, baita descompasso com a satisfação dos leitores em outros idiomas. A partir da primeira reunião coletiva (os fãs de outros policiais são bem-vindos), entra no ar o blog da CLAC, com a programação da cambada, divulgação de resenhas, links, atualidades sobre Andrea Camilleri.

Ah, claro que a Palavraria já estocou exemplares.

Anfitriões: Carla Osório (Palavraria), Cláudio Levitan (desenhista/músico), Edgar Vasques (cartunista/ chargista/pai do Rango), Ernani Ssó (escritor/ tradutor), Fraga (jornalista/humorista/coordenador da CLAC)

O que: Papos em torno dos casos do Comissário Montalbano
Quando: Quarta-feira, dia 16/10, das 18:30 às 21h
Onde: Palavraria, Vasco da Gama/165, fone 3268 4260
Quanto: Evento gratuito, aberto a quem aparecer

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andrea camillieriNascido em Porto Empedocle (Agriento) em 1925, Andrea Camilleri trabalhou por muito tempo como roteirista e diretor de teatro e televisão, produzindo os famosos seriados policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. Estreou como romancista em 1978. A consagração, porém, viria apenas no início dos anos 1990, quando publicou A forma da água, primeiro caso do comissário Salvo Montalbano. Desde então recebeu alguns dos principais prêmios literários italianos e tornou-se sucesso de público e crítica em todos os países onde foi lançado, com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

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14
out
13

Mercado de pulgas, por Nelson Rego

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Mercado de Pulgas

 mercado de pulgas

Coletânea de aforismos e outros textos curtos produzidos por Nelson Rego

 

 

Está no olhar

Pessoas do mal classificam a todos segundo a divisão do mundo em dois grupos: do bem e do mal. Pessoas do bem, não.

Há quem diga ser ao contrário.

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Quase-sinônimos

Acalmar-se. Diluir-se.

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Corpo e mente

A menor distância entre dois pontos é a sobreposição completa.

Lições escolares

“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”. (Isaac Newton, 1648‑1727).

“O que conhecemos é um oceano, o que não sabemos é o que fazer com isso”. (Luizinho, 10 anos, 2112).

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Igual aos diferentes

Método eficaz para conquistar o título de Grande Coisa é repetir, com ar grave, que as pessoas eram mais honradas no passado.

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Nelson Rego é autor de Tão grande quase-nada (Tomo Editorial, 2004), livro de biografias ficcionais e de Daimon junto à porta (Dublinense, 2011), livro vencedor do prêmio Açorianos de Literatura em 2011, no gênero conto. Participou das antologias de contos Inventário das delicadezasBrevíssimos e Novos contos imperdíveis, todas organizadas por Charles Kiefer. Ganhou prêmios literários com poesias. É professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com formação em geografia, filosofia, sociologia e educação. É autor e organizador da coleção de livros Geração de ambiências e de outros títulos, que reúnem apresentações e análises de práticas inovadoras em educação formal e não-formal.

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Mercado de pulgas aparece quinzenalmente, às segundas-feiras, neste blog.

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Palavraria - livros a

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13
out
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Programação de 14 a 19 de outubro de 2013

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15, terça, 19h: Confraria de Leitura Reinações: livro Decifrando Ângelo, de Luís Dill. Coordenação de Gladis Berriel.

confraria reinações

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16, quarta, 18h30: Primeira Reunião da Cambada de Leitores de Andrea Camilieri. Participam Fraga (organizador), Edgar Vasques, Ernani Ssó, Cláudio Levitan e Carla Osório.

A partir deste mês, Andrea Camilleri– criador do Comissário Montalbano – tem uma CLAC mensal na Palavraria.

A Palavraria sempre abrigou grupos de leitores de todos os gêneros literários. Agora ganhou mais um, específico, policialesco: a CLAC, Cambada de Leitores de Andrea Camilleri. O pretexto para os encontros da CLAC é a admiração pelo genial autor e seu humano personagem, o Comissário Montalbano. A intenção é reunir os fãs e atrair novos interessados nas aventuras do Montalbano e seus chefiados na delegacia de Vigàta.

As pautas da CLAC serão propostas de uma reunião para outra: pode ser um determinado livro, um conto qualquer, um dos personagens (imaginem tratar do Catarella ou abordar a Lívia). Haverá espaço para depoimentos, leitura ao vivo, papo em torno da tradução, curiosidades sobre  o escritor etc. Enfim, tudo sobre o prazer de acompanhar um sucesso internacional (quase 30 livros e 25 filmes da série televisiva italiana, exibida em mais de 60 países, menos aqui).

E a idéia prática final: cobrar da Editora Record os próximos lançamentos – já são 12 livros em atraso, baita descompasso com a satisfação dos leitores em outros idiomas. A partir da primeira reunião coletiva (os fãs de outros policiais são bem-vindos), entra no ar o blog da CLAC, com a programação da cambada, divulgação de resenhas, links, atualidades sobre Andrea Camilleri.

Ah, claro que a Palavraria já estocou exemplares.

Anfitriões: Carla Osório (Palavraria), Cláudio Levitan (desenhista/músico), Edgar Vasques (cartunista/ chargista/pai do Rango), Ernani Ssó (escritor/ tradutor), Fraga (jornalista/humorista/coordenador da CLAC)

O que: Papos em torno dos casos do Comissário Montalbano

Quando: Quarta-feira, dia 16/10, das 18:30 às 21h

Onde: Palavraria, Vasco da Gama/165, fone 3268 4260

Quanto: Evento gratuito, aberto a quem aparecer

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andrea camillieriNascido em Porto Empedocle (Agriento) em 1925, Andrea Camilleri trabalhou por muito tempo como roteirista e diretor de teatro e televisão, produzindo os famosos seriados policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. Estreou como romancista em 1978. A consagração, porém, viria apenas no início dos anos 1990, quando publicou A forma da água, primeiro caso do comissário Salvo Montalbano. Desde então recebeu alguns dos principais prêmios literários italianos e tornou-se sucesso de público e crítica em todos os países onde foi lançado, com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

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17, quinta, 19h: Lançamento do livro Contos da vida difícil, de Aldyr Garcia Schlee (Edições Ardotempo). Conversa do autor com os professores Sergius Gonzaga e Regina Ungaretti seguida de sessão de autógrafos.

contos da vida difícil - ft Perin“Poderá parecer que estes contos, rompendo com um silêncio cúmplice e conivente sobre as misérias da chamada“vida fácil”, não passem da retomada de um passado distante.

Contudo, restritos aos limites do imaginável, situam-se no plano de uma mesma e permanente  realidade que, se não se esquece e se oculta deliberadamente, tem sido abordada com os prejuízos e preconceitos característicos de uma sociedade conformada por suas próprias mazelas.

O tema relativo ao mercado prostibulário e, especialmente ao tráfico de mulheres foi sempre  desenvolvido através de estereótipos, no plano do melodrama de folhetim e do convencionalismo conformista, através de um discurso moralizador de grande poder emocional que o deturpa e que encontra eco na pregação de certos religiosos e reformadores sociais.

Por tudo isto, as histórias de mulheres e homens de vida fácil, girando em torno da sedução barata, da violência gratuita e da perversidade maniqueísta, não têm lugar aqui.”

Aldyr Garcia Schlee

Capão do Leão, verão de 2013

aldyr garcia schlee 1Aldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de  antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela Ediciones de la Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino  Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos, onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura.

É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal de Literatura  Brasileira e foi cinco vezes premiado com o Prêmio Açorianos.

Aldyr Garcia Schlee, que atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de  Pelotas,  é convidado destaque da Jornada Literária de Passo Fundo, com sua obra original e  singular como o mais destacado autor brasileiro de linguagem de fronteira. Aliás esse é o tema de suas palestras agendadas, a convite, em março de 2014 na Université de Paris Sorbonne Nouvelle,  Université de Rennes e Maison de l’Amerique Latine em Paris.

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CONTOS DA VIDA DIFICIL
ALDYR GARCIA SCHLEE
Contos – (NOVO) 2013
ISBN 978-85-62984-30-3
edições ardotempo – 2013
Valor: R$ 35,00

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18, sexta, 19h: Lançamento do livro, Fly again, de Cleci Silveira (Editora Movimento)

Sem título-1

Um passeio com o tempo

Há quem passe a vida inteira sem compreender as armadilhas do tempo e, numa luta inglória, tente ora aprisioná-lo, ora fazê-lo fugir. Enquanto isso, outros contornam as vicissitudes das horas, dias e anos quase como a conhecer o caminho das pedras, caminhando de mãos dadas com Cronos. Estes privilegiados, às vezes, se propõem a dividir conosco sua jornada, pois lhes resta a outra mão para dar. E, qual ponte entre nós e o tempo, tornam-se cronistas.

Cleci Silveira, cujo sorriso já me encanta há mais de uma década, estendeu-me a mão e convidou a passear nas páginas que seguem. Proposta irrecusável. Sem surpresa, estive guiado por uma escrita segura e sedutora, cuja prosa dita um ritmo confortável. Mais do que dominar o idioma e a técnica, Cleci antecipa as curvas do tempo, contornos às vezes bruscos, propondo uma narrativa que combina lembranças e projeções. Oferece o mesmo olhar generoso e cálido para a criança e para o velho; ao que não mais será e para aquilo que nutre nossas esperanças.

Enquanto caminhamos pelas páginas de seu Fly again, a escritora lança mão de sua bagagem: muita leitura, boa música, vivências. Num instante, somos muitos lado a lado: Neruda, Tom & Vinicius, Carmen Miranda. Rubem Braga, Machado de Assis, Philip Roth. Também figuras muito nossas, como João Antonio Dib, e pessoas muito dela, como a amiga de infância e a vizinha de prédio. E flanamos de Porto Alegre às Américas. Todos de braços dados. Todos na hábil condução da autora – prova de que ela conhece bem o trilhar da crônica, suas pausas e inflexões. Agora que você já está com o livro em mãos, junte-se a nós. Acompanhe Cleci Silveira pelos caminhos do tempo. Garanto que vale o passeio.

Rubem Penz

cleci silveira (2)Cleci Silveira, poeta, cronista e ficcionista, nasceu em Porto Alegre. Trabalhou no Serviço de Radiodifusão Educativa na Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, de 1988 a 1990, manteve uma coluna no jornal O Moinho, sobre mobiliário antigo. Publicou os livros No Sótão Dormem Bonecas (contos, WS Editor, 2001);  A Trama do Silêncio (contos, Movimento, 2004); O Tocador de Saz e o Sultão (crônicas, Literalis, 2006); Além da Porta (romance, Movimento, 2008); Diário de mulher solteira (romance, Movimento, 2010); Poemas de aprendiz (Movimento, 2011) e. Possui também diversos trabalhos publicados em antologias. http://clecisilveira.com/
Fly again (Coleção Rio Grande: V. 155) — Cleci Silveira
Editora Movimento, 88 páginas
Preço de capa: R$ 20,00
Telefone do autora: (51) 3330-2683

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19, sábado, 18h: Sarau das seis: Para viver um grande amor – centenário  de Vinícius de Moraes, com Gabriela Silva, Jeferson Tenório e Lígia Sávio e participação especial de Andreia LaimerDiego Petrarca e Luís Fernando Kalife Jr.

É com grande alegria de viver que o Sarau das Seis apresenta sua edição especial “Para viver um grande amor – centenário de Vinicius de Moraes.” Nossos convidados especiais serão Andreia Laimer , Diego Petrarca e Luís Fernando Kalife Jr. Lembraremos que é melhor ser alegre que ser triste, que há casas engraçadas que tinham teto e não tinham nada, que não se pode cair no canto de Ossanha traidor e que amaremos por todas as nossas vidas. Se a morte é angústia de quem vive e a solidão é o fim de quem ama… vamos celebrar os dias que temos e a poesia que nos comove. Saravá para nós! Tragam seus livros, seus poemas, amores e sambas…Vai ser bonito de se ver. O Sarau é de leitores e para leitores!Esperamos vocês!

 

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12
out
13

A crônica de Emir Ross: Fred

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Fred, por Emir Ross

Conheço o Fred há mais de 10 anos. Quinze? O Fred sempre acha que me surpreende. Eu finjo que acredito. Depois faço um contraponto. Só para confundi-lo. Certa vez tentou convencer-me sobre a existência de sereias. Assistira a um documentário.

“Sério, elas existem”.

Ele sempre acha que me traz novidades. Eu disse duvidar daquela história. Só pra causar polêmica.

“É uma invenção, meu camarada.”

Despedi-me. Minha sereia precisava ser alimentada. Vive lá em casa há dezenove anos. No aquário. Do quarto.

Sou seguidor daquele santo que só crê no que vê. Ou seja, faz pouco tempo que acredito em sereias.

Então o Fred veio com outra novidade: as pessoas mais felizes do mundo vivem numa ilhazinha da Oceania, praticamente sem eletricidade, moeda corrente, comércio e blá-blá.

Certamente são as mais felizes. Primeiro porque não tem a CEEE para lhes trazer problemas. Depois por não haver moeda. E comércio. Ou seja, as mulheres fazem o que têm que fazer e não ficam cobrando alianças vinte e quatro quilates e o diabo a cinco.

Gosto muito do Fred. Conversando com ele, me sinto na vanguarda.

Mas a vanguarda nada mais é que um motivo de preocupação. Queremos tanto nos sentir exclusivos e na frente de todos que acabamos sempre dando um passo atrás. A humanidade se divide em círculos. Nos primórdios, se usava pouca roupa. No século XXVIII, muita. Agora estamos diminuindo. No carnaval, tiramos tudo.

Não creio que a roupa seja a essência da felicidade. Mas não dá pra contestar que as melhores coisas da vida se faz sem ela. O que seria de um banho de mar, por exemplo, usando de terno e gravata? A Cicarelli não iria gostar.

Mas a opinião dela não é das mais importantes. O que vale é a opinião do Fred. Apesar de formais, são conciliatórias. Acredito que ele foi uma princesa em outra vida. De uma tribo ou nação da América Central. Onde se usava pouca roupa e fazia-se sacrifícios humanos. Por isso seu não-medo de morrer. E seu desejo de levar a vida leve.

Eu não consigo.

Minha vida é pesada. Começando pela balança. Continuando pelas opiniões. Tudo em mim tem um peso enorme. Não acredito nos outros, muito menos em mim. É tão complicado definir as coisas, quanto mais dar nome às criaturas. Para mim, tudo é uma invenção. Duvido que seria feliz naquela ilha da Oceania. Primeiro por não conseguir viver sem energia elétrica. Segundo, por eu não conseguir viver sem problemas. E, terceiro, porque aquela ilha não existe. Minha sereia que o diga.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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11
out
13

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 11, o lançamento do livro Rua da padaria, poemas de Bruna Beber

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aconteceu

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Sexta, 11, o lançamento do livro Rua da padaria, poemas de Bruna Beber. Leituras e comentários conduzidos por Guto Leite e Fernando Ramos. Na programação da Festipoa Revisitada 2013

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Palavraria - livros c.

 

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A crônica de João Pedro Wappler: Porto Alegre menos chata

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Porto Alegre menos chata, por João Pedro Wapler

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Porto Alegre é uma cidade curiosa. Digo isso pelo fato de ela ser uma capital com todos os predicados para ser uma cidade superinteressante, mas que acaba não conseguindo subir às alturas por alguns ranços e idiossincrasias locais. É uma cidade que ainda não floresceu como deveria. Diferente de outras cidades brasileiras ainda não conseguimos transformar nossas potencialidades em resultados concretos para um município melhor.

Antes de tudo, o que mais define a capital gaúcha é, a meu ver, o fato de ser muito simpática e agradável – pelo menos é uma das características mais ressaltadas pelos visitantes e moradores. Muitos dizem: “Em Sampa tem tudo, mas aqui, mesmo com menos coisa pra se fazer e com menos dinheiro, tudo é perto e há mais tranquilidade”. POA é uma capital com cara de cidade do interior, essa é a verdade. Seu ar provinciano cativa. Nunca esqueço duma amiga carioca radicada aqui há anos que disse: “O Rio é maravilhoso, mas eu adoro viver nesse provincianismo daqui.” Curioso comentário. Você conhece algum carioca que deixou o Rio por opção? Caso, raro, muito caro.

Num panorama geral sobre nosso provinciano município posso começar a dizer que as ruas arborizadas são o grande atrativo local. Algumas cidades têm praias, outras lojas de grife, nós temos ruas arborizadas. Uma rua sem árvores perde toda a graça por aqui. Não somos uma cidade turística, isso é fato: uma cidade para viver e não para visitar. Temos muitas características que nos ligam ao Conesul mais do que ao Brasil. Somos mais parecidos com Montevideo do que com qualquer outra capital nacional. Mas a capital uruguaia é muito mais bonita do que Porto Alegre. Mas eu ainda acho que com um pouco de esforço chegamos lá! O fato é que gostamos e não gostamos do Brasil. Vamos ser sinceros, muitos porto-alegrenses gostariam de ser uruguaios ou argentinos nos confins da sua alma.

Relembrando nossas qualidades no quesito de conteúdo, Porto Alegre é uma cidade exportadora de escritores, jornalistas, artistas visuais, atores, músicos, publicitários, designers, advogados, etc. Por que todo mundo quer sair daqui? É lógico que não temos o número de oportunidades oferecidas por megalópoles e nunca conseguiremos modificar esse paradigma migratório, mas penso que se fortalecêssemos algumas características locais, tornaríamos a cidade mais vibrante e muitas das pessoas que estão loucas pra vazar daqui, poderiam repensar um pouco antes de ir para o Salgado Filho.

Um paradoxo é de que a maioria das pessoas que eu conheço quer sair daqui. O engraçado é que nunca saem – e se saem voltam logo. Os porto-alegrenses têm uma grande dificuldade de deixar pra trás suas raízes. Eu não sei responder essa questão. Não são antropólogo nem astrólogo.

Outro dado, seminal para o entendimento de nossas características, é que somos além de muito provincianos, também preconceituosos. A miscigenação tão forte e criativa no Brasil, aqui parece ser vista com desconfiança. Nossa cidade precisa se abrir para o mundo e não se fechar em si mesma – hábito aqui muito cultivado. POA precisa se misturar com o mundo. Nossas tradições não podem ser um fim em si. Nosso “orgulho de ser gaúcho” não pode ser nossa razão de ser. Resumindo, o gaúcho deve ser menos chato.

joão pedro waplerJoão Pedro Wapler é ator e escritor. Mantém o blog de fotografia Mobile Frame (http://mobileframe.tumblr.com).

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