Arquivo para janeiro \28\UTC 2014

28
jan
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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 3, 19h: Clube de Leitura – O vermelho e o negro, de Stendhal

clube de leitura

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Leitura de fevereiro:

O vermelho e o negro, de Stendhal (Tradução de Paulo Neves)

Mediação de Débora Fogazzi

03 de fevereiro de 2014, segunda-feira, 19h

Na Palavraria

vermelho e o negro

Entre todos os romances produzidos na história da literatura mundial, O vermelho e o negro é o mais clássico, vasto, célebre, radical e brilhante. A saga romântica de Julien Sorel e suas “eternas e definitivas” amadas Sra. de Rênal e Mathilde de La Mole é um livro marco dentro da arte de escrever e do romance, além de retratar como ninguém as complexas relações sociais na França do período da Restauração napoleônica. Inspirado em fatos reais (um escândalo entre famílias de destaque da burguesia francesa), O vermelho e o negro rompe com a tradição do romantismo, introduzindo o realismo no romance francês.

stendhalHenri-Marie Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de janeiro de 1783 – Paris, 23 de março de 1842) notabilizou-se como romancista e crítico. Seu estilo, ao contrário do excesso de ornamentos, valorizava o perfil psicológico dos personagens, a interpretação de seus atos, sentimentos e paixões. Seus romances mais conhecidos são: Do amor (1822), O vermelho e o negro (1831) e A cartuxa de Parma (1839), obras de notável análise psicológica, escritas todas elas com uma precisão e uma nudez simultaneamente naturais e intencionais. As duas últimas podem ser chamadas de novelas de aprendizagem, e compartilham de rasgos românticos e realistas; nelas aparece um novo tipo de herói, tipicamente moderno, caracterizado por seu isolamento da sociedade e seu confronto com suas convenções e ideais, no que muito possivelmente se reflete em parte a personalidade do próprio Stendhal. Como crítico, escreveu: História da pintura na Itália (1817); Roma, Nápoles e Florença (1817) e as vidas de Mozart, Napoleão, Rossini, entre outros. Stendhal seguiu a princípio a carreira comercial e empreendeu em 1814 uma viagem de estudo pela Itália. Dândi afamado, freqüentava os salões de maneira assídua, enquanto sobrevivia com os redimentos obtidos com suas colaborações em algumas revistas literárias. Em 1821 foi expulso de Milão, suspeito de estar filiado a um clube de carbonários. Regressando a Paris, onde seu nome era, então, já citado com respeito, aí permaneceu até que foi nomeado cônsul em Trieste e depois em Civita Vechia, posto que ocupava quando faleceu em decorrência de um ataque de apoplexia.

O encontro de março, já marcado para a segunda segunda-feira, dia 10, às 19h, terá por objeto o livro NIKETCHE, da moçambicana Paulina Chiziane.

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

clube de leitura

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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24
jan
14

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 23: 60 anos de IEL e Revista Vox, no Sarau das Seis

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Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 23, Sarau das Seis, comemorando os 60 anos de IEL e comentando textos da Revista Vox. Com Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Lígia Sávio e Tailor Diniz.

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22
jan
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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 21, lançamento do livro Outro olhar, de Charles Kiefer

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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 21, lançamento do livro Um outro olhar (reedição), de Charles Kiefer (Editora Dublinense).

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20
jan
14

Vem aí, na Palavraria, em março: Oficina de poesia com Ronald Augusto

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Dia 25 de Março de 2014 reiniciam os trabalhos de mais um ciclo de A Precisão do Impreciso, oficina de poesia coordenada por Ronald Augusto e que acontece na Palavraria Livros desde 2005. O projeto, portanto, está prestes de comemorar 10 anos de atividades. O foco é o trabalho corpo-a-corpo com a linguagem. De acordo com Ronald, prosadores medíocres são tolerados e até publicados com pompa, poetas medíocres são intragáveis e facilmente se revelam aos olhos de muitos. “Quem não quiser ser um representante nem de um lado nem de outro, pode vir participar da minha oficina”, afirma Ronald Augusto.

Em seus objetivos gerais a oficina pretende:

Reforçar o valor da literatura como forma de ampliar a subjetividade do indivíduo — objetivo por si só pertinente, haja vista o panorama sociocultural cada vez menos voltado ao pensamento e à interpretação.

Divulgar e, na medida do possível, ampliar a riqueza da produção poética brasileira.

Estimular a produção de poemas no sentido de acréscimo criativo (qualitativo) à nossa tradição literária.

E em seus objetivos específicos:

Identificar e explorar no interior do texto a função poética da linguagem, de modo a potencializar os elementos já iniciados ou prefigurados racional ou intuitivamente nos escritos dos candidatos.

Ler, em cada poema apresentado, o que está de fato escrito/inscrito desde um ponto de vista de forma-e-fundo, e não aquilo que gostaríamos que estivesse escrito.

Trabalhar elementos/insumos essenciais como sonoridade, rima, ritmo, imagem, espacialidade verbal e outras ferramentas de linguagem.

Perceber que forma e conteúdo são inseparáveis.

Tomar consciência de que a poesia não é uma janela para o real. A arte da poesia propõe quando muito um sentido provável para o real.

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A oficina acontecerá às terças, sempre a partir das 19h. Cada ciclo/módulo se desenvolve durante três meses (12 encontros). O custo total por participante é de Cr$ 400,00. Maiores detalhes é só enviar um email para dacostara@gmail.com ou fazer contato pelo celular (51) 99480569.

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20
jan
14

A crônica de Gustavo Lagranha: Fleet Foxes: Música transcendente

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Fleet Foxes: Música transcendente, por Gustavo Lagranha

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Quando criança, eu me entretinha com um certo brinquedo de montar imaginando castelos, reis e lutas entre cavaleiros. Meu filme predileto, ao qual devo ter assistido no mínimo cento e cinquenta vezes, era a Espada Era a Lei, da Disney, uma versão infantil para a lenda do Rei Artur.

Não saberia explicar a razão de haver em meu violento imaginário de guri um espaço tão especial para a Idade Média. Não sou dos mais crentes em vidas pretéritas, logo me afasto de tal linha de raciocínio. Sei que em seguida me demorei no feudalismo, ao estudar História, bem como nas músicas do Led Zeppellin que evocavam raízes célticas[1].

Ano passado quando, tanto por curiosidade como por atração, comecei a estudar os músicos folk americanos e ingleses, recebi a sugestão de um amigo: escute Fleet Foxes. Foi uma estupefação à primeira audição e também um estranhamento. As vozes limpas e melódicas, as harmonias simples e inusitadas estavam impregnadas daquele acento medieval tão caro à minha imaginação.

Ouvi, ouvi de novo e de novo. Li críticas, a maioria favorável, tentando entender a natureza da fascinação que o grupo de Seattle me provocou. Como gostos são normalmente inexplicáveis, segui no simples escutar o EP e os dois álbuns da banda.

Há um problema no compartilhamento massivo de músicas pela world wide web. Consiste em que já se torna raro termos acesso ao objeto CD, DVD ou vinil. Com os Fleet Foxes foi assim, não o nego: entrei num software de downloads, baixei os discos da banda e os passei para o pen drive que utilizo no carro. Nada do álbum, com capinha, letras e créditos. Apenas arquivos de música transitando por diversos tipos de mídia.

Pois aí me escapou a chave que integraria as referências. Eis que a capa do primeiro álbum do grupo, o epônimo Fleet Foxes[2], é a reprodução de uma pintura de Pieter Bruegel, o Velho, representando uma tumultuada cena camponesa da Alta Idade Média. Claramente sob a influência de Hyeronimus Bosch, referência primária para mim, o “Peasant Bruegel” está retratando a decadência do feudalismo.

Então se revelou por que a música dos americanos e seu tom reminiscente me fazem tão bem: num mundo em que assistimos à decadência de um sistema antigo de viver – que em minha pequena cidade muito corresponde ao modo feudal – devemos, como o fizeram Joyce, Eliot e outros grandes, procurar no caos de nosso tempo o homem universal, de valores universais. Foi sempre esta minha crença, e me satisfaço muito em encontrar uma música que embale minhas esperanças de que tal feito seja possível.


[1] Escute Friends, do álbum Led Zeppellin III, e The Battle of Evermore, do Led Zeppelin IV, ambos da Atlantic Records

[2] Onde se encontra minha faixa predileta da banda: Tiger Mountain Peasant Song.

gustavo lagranhaGustavo Lagranha é bancário e estudante de Direito. Mora em Vacaria, cidade dos campos de cima da serra onde nasceu, longe dos estertores da capital. Morou em POA por cinco anos, onde virou fã, frequentador e amigo da Palavraria, tendo publicado nessa época contos nas antologias 103 que Contam e Novos Contos Imperdíveis, ambas organizadas por Charles Kiefer.

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20
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A crônica de Lilian Velleda Soares: Dá para inverter?

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Dá para inverter?, por Lilian Velleda Soares

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Abro o livro e a afirmação pula para dentro dos meus olhos. Provocação à minha dificuldade de lidar com um mundo gaveta-escaninho, ouso a discórdia, maravilha de pretensão. Mas vamos lá. Descartes firmou a dúvida como prova da existência – penso, logo existo, escreveu o filósofo. Divórcio entre razão e sentidos, sobre este apartamento ergueu-se o conhecimento nos últimos dois séculos. A razão deu-se por capaz de explicar a vida e suas circunstâncias, submetendo-a ao método: o que não cabe em medidas, não está no mundo. E o dogma, por sê-lo, afastou ainda mais o homem de si, lançando-o numa jornada de perene angústia, sob o império da técnica e do desprezo pelas manifestações do sensível. E, ai de nós, também a arte, buscou a razão enquadrá-la, o artista como reprodutor do visível.  Mas razão e sua filha, a técnica, não podem (ou talvez possam?), por assim dizer, amparar o homem em sua trajetória finita. Não acalmam seu coração, não o reconectam como ser-no-mundo. Este dar-se-conta-de-si, quem o torna possível é a arte. A arte como mergulho nas profundezas da alma, a extrair de cada um o que de mais humano neste um existe. È neste abismo, lá onde estão depositados os frutos-sementes da experiência vivida, que se pode, seja por meio de uma explosão de cores, de sons, ou da pá-que-lavra,  buscar matéria para fazer falar ao coração.

È preciso existir para pensar.

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lilian velleda soaresLilian Velleda Soares

Pelotas/RS

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20
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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 21, 19h30: Lançamento do livro Um outro olhar, de Charles Kiefer

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21, terça, 19h30: Lançamento do livro Um outro olhar, de Charles Kiefer (Editora Dublinense)

um outro olhar - kieferUm outro olhar foi lançado originalmente em 1993. Venceu o Prêmio Jabuti e o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, as duas premiações mais importantes do Brasil à época de seu lançamento. Vinte anos depois, a coletânea de dezoito contos é resgatada e ganha nova edição.

Charles KieferCharles Kiefer é natural de Três de Maio (RS), onde nasceu em 5 de novembro de 1958. Estreou na ficção em 1982 com “Caminhando na chuva”, novela de temática adolescente que já vendeu mais de cem mil exemplares. Em 1985, ganhou projeção nacional com a novela “O pêndulo do relógio”, agraciada com o Prêmio Jabuti. Em 1993, com o livro de contos “Um outro olhar”, o escritor recebeu outro Prêmio Jabuti. E em 1996, com “Antologia pessoal”, o terceiro Prêmio Jabuti. Conquistou uma série de outras premiações, entre elas o Prêmio Guararapes, da União Brasileira de Escritores, para “O pêndulo do relógio”, o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, em 1993, por “Um outro olhar”; e o Prêmio Altamente Recomendável para Adolescentes, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em 1986, para o livro infanto-juvenil “Você viu meu pai por aí?”, entre dezenas de outros. Tem mais de trinta livros publicados no Brasil, na França e em Portugal. Em 2010, lançou “Para ser escritor”, obra em que elabora seus mais de vinte e cinco anos de experiência como professor de oficinas literárias e, em 2011, a tese “A poética do conto: de Poe a Borges, um passeio pelo gênero”. Atualmente, é professor de Escrita Criativa, Produção de Textos Poéticos, Oficina de Criação Literária e Conto Brasileiro: Teoria e Prática, na PUCRS, e orientador de oficinas literárias particulares.

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