Arquivo para fevereiro \26\UTC 2014

26
fev
14

Vem aí, em março: Os clássicos na Palavraria, curso de literatura com Gabriela Silva.

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Cursos 2014

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Os clássicos na Palavraria,
curso de literatura com a professora Gabriela Silva.

A partir de 15 de março, até julho, aos sábados, das 10h30 às 12h.
Investimento: R$ 150, 00 (em dinheiro ou cheque)

clássicos

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Você já leu os grandes clássicos da literatura universal? São obras de reconhecido valor estético e que representam o pensamento de homens de várias épocas da história humana através da arte literária, e por isso são sempre recorrentes na cultura ocidental, influenciando outros autores e comportamentos de seus leitores. “Os clássicos na Palavraria” é um curso onde serão vistos esses livros e tudo que envolve sua leitura: autor, época de produção, enredo, estrutura, personagem, perspectivas na cultura e sobretudo a influência sobre os leitores. O curso é aberto a todos os interessados em literatura e em se reunir com pessoas que também gostam de livros e de sempre aprender com a arte.

15/03 – Hamlet de William Shakespeare
29/03 – O vermelho e o negro de Stendhal
12/04 – Frankenstein de Mary Shelley
26/04 – O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde
17/05 – Decameron de Giovani Boccaccio
31/05 – Dom Quixote de Miguel de Cervantes
14/06 – Madame Bovary de Gustave Flaubert
28/06 – Orgulho e preconceito de Jane Austen
12/07 – Os Maias de Eça de Queiroz
26/07 – Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

Horário: das 10:30 às 12:00.

Público: estudantes e interessados em literatura. Será fornecido certificado.

Investimento: R$ 150, 00 (em dinheiro ou cheque)

Local e inscrições: Palavraria Livros – Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim – Porto Alegre – RS
51 32684260

Informações na Palavraria ou pelo mail: literaturaseminario@gmail.com

gabriela silva 02A ministrante: Gabriela Silva é doutora em Teoria da Literatura (PUCRS), professora de literatura e ministra cursos e oficinas em diversos locais.

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Palavraria - livros a

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24
fev
14

A crônica de João Pedro Wappler: Não como nossos pais

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Não como nossos pais, por João Pedro Wapler

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Ouço muito pelos bares da vida sobre a dispersão cognitiva da minha geração. Como sou filho dela me sinto atingido pelas críticas. Minha mania de perseguição me faz revidar aos chato de plantão: “Nós não somos só um bando de idiotas viciados em Facebook!” Muitos dizem que somos hiperconectados mas pouco aprofundados. Isso faz todo sentido. Assino embaixo. Mas o que eu acho que faz falta para os especialistas em matéria de vida é captar a difusa e fragmentada linguagem de hoje. Será que esses críticos dos tempos vigentes não são simplesmente saudosistas perdidos na maré de informação?

Paradoxalmente, muitos dos ditos mais velhos se dão muito bem na nossa pós-modernidade cada vez mais atomizada. São jovens de cabeça. Apesar de muita gente madura de idade se sentir hostilizada no mundo virtual, não é tão difícil assim aderir a ele. Depois de algumas horas na frente do PC, qualquer tecnófobo aprende o bê-á-bá da web. O fato é que quem não navega na internet hoje acaba sendo convidado para um cruzeiro marítimo nas águas tecnológicas. Mesmo quem odeia a web não pode mais evitá-la. Só por curiosidade: você conhece alguém que não tenha celular? Pois é, muita gente odiava esses aparelhinhos e hoje é quase impossível viver sem um.

O grande barato de hoje não é propriamente a profundidade intelectual e o fanatismo por ideologias, características típicas de décadas antecessoras. O grande esquema do novo milênio é o acesso quase universal à informação. Essa é a revolução que foi forjada pela tecnologia. O que falta provavelmente é tempo para os filhos do novo milênio digerirem tudo o que cai no prato cultural deles.

Vejamos só o caso do cinema. Há algum tempo atrás para ver filmes antigos o cara precisaria gastar uma grana na locadora ou esperar que por sorte algum clássico passasse na tv a cabo. Fora isso muitos filmes nunca foram lançados em cópias para serem assistidos em casa. Com a internet o sujeito pode achar praticamente todos os filmes da história do cinema de graça. Isso é absolutamente revolucionário e faz um bem extraordinário para o novo público.

Por incrível que pareça para muitos críticos dos jovens “alienados de hoje”, nunca foram assistidos tantos filmes clássicos pelos mais imaturos em matéria de cultura. Num final de cinema, uma adolescente pode fazer download e ver todos os filmes do Truffaut.

Isso gera uma nova geração de cinéfilos. Estão por aí se proliferando amostras de cinema, que são possibilitadas por esse acesso irrestrito a filmes. Antes a batalha era complicada. O programador buscaria VHS’s em cópias esdrúxulas ou gastaria uma fortuna para importar películas.

Nossa geração do novo milênio é altamente retrô. Ela ama o antigo. Ele é referência pra ela. Nunca a nouvelle vague foi tão assistida como é hoje.

O que mais atrapalha a rapaziada de hoje é a falta de foco. Com uma filmografia imensa na palma da mão, não sabemos que filme ver primeiro e antes de ver algum título já se está pensando no próximo. Outro dado é a doentia falta de paciência da moçada. Quantos conseguem ver um filme inteiro hoje sem nunca pausar?

A recepção da arte mudou completamente. Ela é entrecortada, impaciente, exigente, sedenta por estímulos e mais estímulos, até ficar saciada. Diretores como Tarantino captaram genialmente o Zeitgest dessa geração e se tornaram ícones incontestes da pós-modernidade.

Será que alguém aguenta hoje um Antonioni? A globalização massificou muito a cultura mas paradoxalmente deixou ela muito variada também. Há público pra tudo.

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João Pedro Wapler. Ator e escritor. Assina o blog de poesia Poesia Imoral (http://poesiaimoral.blogspot.com) e o de fotografia Mobile Frame (http://mobileframe.tumblr.com) . É colunista de literatura do site O Café (http://ocafe.com.br). 

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10
fev
14

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 11, 19h: Bate-papo com Reinaldo Moraes. Autógrafos e leituras pelo autor. Aquecimento para a 7ª edição da FestiPoa Literária.

program sem

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11, terça, 19h: Bate-papo com Reinaldo Moraes. O escritor autografará Tanto faz/Abacaxi e lerá trechos dos livros. Programação de aquecimento para a 7ª edição da FestiPoa Literária.

tanto faz

Disputados em sebos, Tanto faz (1981) e Abacaxi (1985), os romances que revelaram um de nossos maiores narradores, ganham edição definitiva – se é que esse adjetivo se aplica a um autor tão despudoradamente perfeccionista que não para de retocar a própria obra a cada edição. Ricardo de Mello é o herói-narrador deTanto faz – o garotão à beira dos trinta que deixa um emprego burocrático em São Paulo para morar em Paris, com um ano de bolsa de estudos num curso de “planificação econômica para basbaques do terceiro mundo”. Mas seu verdadeiro projeto é ser escritor. E ele logo pula fora da faculdade para investir numa vida aventureira e desregrada, animada com bebida, haxixe, drogas mais pesadas e as dezenas de girlsque vai seduzindo. “A cidade me excita como uma namorada nova”, diz. Depois de um ano de esbórnia em Paris, é hora de voltar para casa. E é essa volta, com escala em Nova York e no Rio, que ele narra em Abacaxi, polvilhada de cenas de sexo ou escatológicas e toda sorte de jorros e fluidos. Transgressores para a época e ainda capazes de chocar qualquer cidadão,Tanto faz e Abacaxi escancaram o talento de um grande escritor, com seus achados linguísticos, diálogos hilários e um cruzamento vertiginoso e saboroso entre alta e baixa cultura – coisa rara em outros autores até hoje.

reinaldo moraesReinaldo Moraes nasceu em São Paulo, em 1950. Estreou com Tanto faz (1981) e depois Abacaxi (1985) – reeditados em 2011 num volume único, pelo selo Má Companhia. Passou dezessete anos sem publicar ficção, até lançar o romance juvenil A órbita dos caracóis (2003), os contos de Umidade (2005), a história infantil Barata! (2007) e o romance Pornopopéia (2009, Objetiva).

 

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