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Programação de 7 a 12 de julho de 2014

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

De 7 a 12 de julho de 2014

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07, segunda, 19h: Clube de Leitura: As cidades invisíveis,de Ítalo Calvino. Mediação de Susana Lopez.

as cidades invisíveis

‘As Cidades Invisíveis’, de Italo Calvino, um dos escritores mais importantes e instigantes da segunda metade do século XX, conta a história do famoso viajante Marco Polo, que descreve para Kublai Khan as incontáveis cidades do imenso império do conquistador mongol. “Se meu livro As cidades invisíveis continua sendo para mim aquele em que penso haver dito mais coisas, será talvez porque tenha conseguido concentrar em um único símbolo todas as minhas reflexões, experiências e conjeturas.” Assim se refere o próprio Italo Calvino – um dos escritores mais importantes e instigantes da segunda metade do século XX – a este livro surpreendente, em que a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana.

italo calvino Italo Calvino nasceu em Santiago de Las Vegas, Cuba, em 1923, tendo ido logo a seguir para a Itália. Participou da resistência ao fascismo durante a guerra e foi membro do Partido Comunista até 1956. Em 1946 instalou-se em Turim, onde doutorou-se com uma tese sobre Joseph Conrad. Publicou sua primeira obra, Il sentiero dei nidi di ragno, em 1947. Com O visconde partido ao meio, lançado em 1952, o autor abandonou o neorrealismo dos primeiros livros e começou a explorar a fábula e o fantástico, elementos que marcariam profundamente a sua obra. Nos anos 1960 e 1970 aprofundou suas experiências formais em livros como As cidades invisíveis e Se um viajante numa noite de inverno. Considerado um dos maiores escritores europeus deste século, morreu em 1985.

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Palavraria - livros a.

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10, quinta, 19h: Lançamento de nova edição do livro O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas.  Bate-papo do autor com Sergius Gonzaga.

Nos anos de chumbo, exílio é palavra corrente. Muitos são os que vivem o drama de deixar o Brasil, perseguidos pelos agentes da ditadura. Gente incomum nos ideais, mas simples nas emoções. Gente como os personagens de O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas, que mostra o outro lado da militância política: a solidão, tão contundente quanto a ponta dos fuzis; a esperança, única arma capaz de resistir à poderosa máquina repressora; e o carinho, ungüento para as feridas da luta.

Como tantos brasileiros, os protagonistas do livro procuram abrigo, inicialmente, no Chile socialista de Allende. Afugentados pela revolução de Pinochet, são obrigados a partir para um novo exílio na Europa. Não há no romance dimensões heróicas — no meio dos conflitos, os personagens, apesar da truculência da perseguição, encontram tempo para venturas e desventuras românticas. Dramas e fugas para o exílio, para a insanidade ou para a morte dividem espaços com momentos de esperança, risos e solidariedade.

O amor de Pedro por João é o segundo romance de Tabajara Ruas. Escrito em Copenhague, durante o exílio imposto ao autor pela ditadura militar, utiliza a linguagem cinematográfica em toda a sua agilidade e fragmentação.

sarau das seis - tabajara ruas 04Marcelino Tabajara Gutierrez Ruas nasceu em Uruguaiana (Rio Grande do Sul)  em 1942. Estudou arquitetura na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e na Kongeligkunsacadami, em Copenhage. Estudou cinema na High School de Vejle, na Dinamarca. Exilado, viveu entre 1971 e 1981 no Uruguai, Chile, Argentina, Dinamarca, São Tomé e Príncipe e Portugal.

Literatura 
Tabajara Ruas publicou no Brasil seis romances: A região submersaO amor de Pedro por João (listado como leitura obrigatória para o vestibular de 2015 na UFRGS), Os varões assinalados (considerado um dos trinta melhores livros dos últimos 30 anos por Zero Hora), Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez (personagem-título considerado um dos 20 melhores do século XX na literatura gaúcha por Zero Hora), Netto perde sua alma (Troféu Açorianos de melhor romance/1996) e O fascínio.

Também é autor de ensaios: Mario (com Armindo Trevisan e Dulce Helfer), A cabeça de Gumercindo Saraiva (com Elmar Bones), Solar dos CâmaraRS: caminhos, luzes e sombras; livro de crônicas: Um Porto Alegre; quadrinhos: História de CuritibaA guerra dos Farrapos (ambos com Flavio Colin),História/Histórias de Porto Alegre (com Edgar Vasques e Liana Timm); os folhetins A segunda existência de Terry Lennox, 1835: A grande epopéiaO labirinto invisível; traduções do dinamarquês de textos infantis: O patinho feitoAs novas roupas do imperadorO intrépido soldadinho de chumbo (de Hans Christian Andersen) e da peça: Vamos transar? (do Grupo Rodemor).

No exterior publicou os romances A região submersa (Dinamarca e Portugal), Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez (Colômbia e Uruguai), Netto perde sua alma (Uruguai e Portugal), O fascínio (Uruguai e Portugal), A cabeça de Gumercindo Saraiva, El cerco (Uruguai), Frontera (Chile), Garibaldi e Rossetti (Itália).

Cinema 
Atuando no cinema desde 1978, Tabajara Ruas trabalhou em diversos projetos, todos várias vezes premiados. Dirigiu juntamente com Beto Souza o longa-metragem Netto perde sua alma (2001), vencedor de 14 prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema: Melhor filme, melhor música, melhor montagem e prêmio especial à produção no Festival de Gramado; Melhor ator para Werner Schünemann e melhor direção de arte no Festival de Brasília, 2001; Melhor fotografia no Festival de Huelva, na Espanha; Melhor roteiro, melhor ator coadjuvante para Sirmar Antunes, melhor direção de arte e Troféu Gilberto Freyre no Festival de Recife; Melhor diretor estreante e melhor música no Festival de Trieste, Itália.

Participou dos longas Kilas, o mau da fita, de José Fonseca e Costa/1978/Portugal (roteiro), Um S marginal, de José Caetano/1978/Portugal (assistência de direção), Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva/1997 (roteiro final), Concerto campestre, de Henrique de Freitas Lima (roteiro), Oeste, de Chico Faganello (roteiro). É autor do roteiro da minissérie Garibbaldi in America (Laz Produções/1998), do roteiro do longaPerseguição (com Ligia Walper/1997), de A antropóloga (de Zeca Pires/2002). Em curtas-metragens trabalhou em Paulo e Ana Luiza em Porto Alegre, de Rogerio Ferrari/1998 (roteiro), Manhã, de Zeca Pires/1989 (roteiro), Ilha, de Zeca Pires/2001 (roteiro), O dia em que Dorival encarou a guarda, de José Pedro Goulart e Jorge Furtado/1987 (argumento), Duelo, de Jaime Lerner/1998 (argumento).

Em enquete realizada pelo jornal Zero Hora em maio de 1992, Tabajara Ruas foi escolhido como um dos dez melhores escritores da literatura gaúcha. Durante a edição da 47ª Feira do Livro de Porto Alegre/RS 2001, Tabajara Ruas recebeu o Prêmio Erico Verissimo, concedido pela Câmara Municipal de Porto Alegre, pela importância e relevância do conjunto de sua obra. Tabajara vive entre Florianópolis e Porto Alegre.

 

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12, sábado, 19h: Lançamento do livro Arrastão e outros poemas, de Marlon de Almeida. Debate sobre a obra com o poeta e professor do Instituto de Letras da UFRGS, Guto Leite, e a doutora em Letras, Magali Lippert, professora do curso de Biblioteconomia do IFRS.

arrastão - marlon de almeida

 

ARRASTÃO E OUTROS POEMAS é o sétimo livro de poemas de Marlon de Almeida, poeta gaúcho que venceu o Prêmio Off Flip de Literatura 2013. ARRASTÃO apresenta-se em duas vertentes: Arrastão no mar, com poemas que se debruçam sobre as lides do mar, sobretudo a da pesca, e Arrastão na rua, cujo enfoque recai sobre aqueles que fazem da rua o seu viver, como a prostituta, o lavador de carros, o homem-cartaz e o menino de rua, entre outros.


marlon almeidaMarlon de Almeida 
é doutor em Letras pela UFRGS com tese sobre a poesia de Guilhermino Cesar. É autor de seis livros de poesia:Histórias de um domingo qualquer (1994), Domingo desde a esquina (1997), Domingo de futebol (1997), Domingo de chuva (2000), Malabares ou clube dos incomparáveis (2003) – livro indicado ao Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, Prosa do mar (7Letras/2008), vencedor do Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores e O pistoleiro e o guarda-meta de Bagé e outros poemas de acontecido (2010). Além de escritor, Marlon  é professor do Colégio de Aplicação da UFRGS.

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