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Programação de 6 a 11 de outubro de 2014

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

De 6 a 11 de outubro de 2014

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6, segunda, 19h: Clube de Leitura, enfocando o livro As coisas, de Georges Perec. Mediação de Hermes Bernardi.

as coisasAs coisas, de 1965, pode ser lido no quadro da emergência do contexto de intertextualidade. Assinado por um jovem quase desconhecido, o livrinho saído pela editora Julliard corporificava um programa de trabalho definido, uma tomada de posição diante dos dois principais modelos então vigentes nas letras francesas: a literatura engajada (ou sartriana) e onouveau roman.

Tendo escolhido como protagonista um casal de vinte e poucos anos, na condição de exemplar típico de um determinado meio social, Perec declarou que sua ambição foi expor “tudo o que pode ser dito a propósito da fascinação que exercem sobre nós os objetos”. Jérôme e Sylvie são “psicossociólogos”, emprego que na verdade não constitui uma profissão, mas que emerge com promessas de ascensão rápida na esteira do nascimento das agências de publicidade. Aplicando questionários de estudos motivacionais, atividade que lhes deixa tempo para débeis veleidades intelectuais e para a vida boêmia, no fundo os dois jovens apenas hesitam diante do inevitável: um cargo dentro de uma grande agência, passaporte para um apartamento mais amplo e para as mercadorias ostentadas nas vitrines e nas revistas.

georges perecGeorges Perec nasceu em 1936 e foi um dos grandes inovadores da literatura no século XX. Filho de judeus poloneses que imigraram para a França, perdeu o pai na frente de batalha, durante a Segunda Guerra, e a mãe num campo de concentração. Em 1965, recebeu o prestigioso prêmio Renaudot por As coisas, seu primeiro romance, e, em 1967, passou a integrar o centro de literatura experimental OuLiPo (Ouvroir de Littérature Potencielle), fundado por Raymond Queneau. Sua prosa extremamente lúdica recorre à lógica e à matemática para lançar uma luz surpreendente sobre os detalhes mais repetitivos das sociedades de consumo. Perec morreu em 1982.

 

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 clube de leitura

Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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Palavraria - livros a

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7, terça, 19h: Festipoa revisitada – Conto com poesia, com Moema Vilela e Michelle Buss. Mediação de Guto Leite.

O encontro, produzido pela FestiPoa Literária Revisitada e Sampleada, reúne uma poeta e uma ficcionista para conversar sobre produção literária, ofício de escrita e para leituras de seus trabalhos, com mediação do poeta e professor de literatura Guto Leite.

Esta é a terceira edição da atividade, que já contou com as participações de Cláudia Tajes, Everton Behenck, Paula Taitelbaum e Pedro Gonzaga.

michelle bussAutora do livro Mosaicos (Patuá, 2014), Michelle C. Buss nasceu em Jaguari, Rio Grande do Sul e mora em Porto Alegre desde 2007. É graduada em Comunicação Social pela PUCRS e atualmente cursa Bacharelado em Letras pela UFRGS. Desde muito cedo imergiu no universo das artes,  dividindo seu coração entre a música e as palavras. Começou a escrever poemas ainda quando criança e considera a literatura e a música como fragmentos do seu próprio ser.


Moema VilelaMoema Vilela nasceu
  em Mato Grosso do Sul. É jornalista (UFMS), fez mestrado em Estudos de Linguagens – Linguística e Semiótica (UFMS) e em Letras – Escrita Criativa (PUCRS). Em 2014, escreve para a revista Cultura em MS e é doutoranda em Escrita Criativa na PUCRS. Trabalha com arte e comunicação desde 2000. Publicou contos e poemas em revistas nacionais e na antologia De tudo fica um pouco (2011), organizou Vozes da Dança (2008) e co-organizou Vozes do Teatro (2008), entre outras publicações impressas. Ter saudade era bom, seu primeiro livro individual, será lançado na Palavraria nesta sexta, 10.


guto leiteGuto Leite
. Poeta, músico, compositor, professor. Poeta dos livros “zero um” (2010), “Poemas Lançados Fora” (7Letras, 2007), “Sintaxe da Última Hora” (Scortecci, 2006) e “Reflexos” (FEME, 2000), além de premiado em concursos literários e presente em diversas coletâneas de poesia. Linguista pela Unicamp, especialista, mestre e doutorando em Literatura Brasileira pela UFRGS. Atualmente trabalha como professor temporário de Literatura Brasileira na UFRGS.www.gutoleite.com.br. Teve recentemente seu livro inédito “Entrechos” agraciado no Açorianos 2012 com o prêmio Criação Literária.

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8, quarta, 19h: Lançamento do livro Os rebeldes: geração beat e anarquismo místico, de Cláudio Viller. Palestra do autor com o tema Ler os beats – rebelião, transgressão, anarquismo místico e qualidade poética e sessão de autógrafos. Promoção Festipoa revisitada e L&PM Editores.

rebeldes - cláudio willer

geração beat

Movimento literário, vanguarda artística com ramificações na música e na fotografia, a geração beat foi um sopro de ar fresco na cultura norte-americana dos anos 50. Manifestou-se por meio de um grupo de jovens escritores que extrapolaram a arte e a vida transformando-as numa explosão criativa, embalada pelo êxtase das drogas, em busca de experiências transcendentais. O companheirismo de Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Neal Cassady, Gregory Corso, Lawrence Ferlinghetti, Carl Solomon, entre muitos outros, deu origem a uma das mais originais manifestações culturais de meados do século XX, que até hoje surpreende e fascina leitores de todo o mundo.

CLAUDIO WILLER 04Claudio Willer nasceu em São Paulo em 1940 e é poeta, ensaísta e tradutor, ligado à criação literária mais rebelde, ao surrealismo e geração beat. Acaba de publicar Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM, 2014). Outras publicações recentes: Manifestos, 1964-2010, (Azougue, 2013), Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia (Civilização Brasileira, 2010); Geração Beat (L&PM Pocket, 2009); Estranhas Experiências, poesia (Lamparina, 2004). Traduziu Lautréamont, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Antonin Artaud. Publicado em antologias e periódicos no Brasil e em outros países. Doutor em Letras na USP, onde completou pós-doutorado. Também deu cursos, palestras e coordenou oficinas em uma diversidade de instituições culturais.

 

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10, sexta, 19h: Lançamento do livro Ter saudade era bom, contos de Moema Vilela (Editora Dublinense)

AF_APROV2_CAPAsTer saudade era bom tem Bijuzinha e tem o cunhado do Zizi, tem Larzo e a adolescente feminista, esforçada em ser cientista, que atende pelo apelido de Copérnico. Tem personagens saídos de uma mágica de Cartola, outros da ditadura de 1964 e do acidente na mina de San José de 2010, ao mesmo tempo, numa história mentida meio à Forrest Gump. Tem muita invenção escondida. Tomara que a viagem seja convidativa.

Em jogos com diferentes narradores, temáticas e subgêneros literários, do conto epistolar à ficção científica, o livro convida a reconstruir tramas máximas e mínimas, em dezesseis contos escritos principalmente entre 2010 e 2013, mas também alguns selecionados de produção anterior, como “Medo, saxofone, minúcias, palavras, perigo”, o mais antigo, de 1996.

Foi selecionado pelo edital do Fundo Municipal de Investimentos Culturais, da prefeitura de Campo Grande, e publicado pela Editora Dublinense em setembro de 2014.

Moema VilelaMoema Vilela nasceu  em Mato Grosso do Sul. É jornalista (UFMS), fez mestrado em Estudos de Linguagens – Linguística e Semiótica (UFMS) e em Letras – Escrita Criativa (PUCRS). Em 2014, escreve para a revista Cultura em MS e é doutoranda em Escrita Criativa na PUCRS. Trabalha com arte e comunicação desde 2000. Publicou contos e poemas em revistas nacionais e na antologia De tudo fica um pouco (2011), organizou Vozes da Dança (2008) e co-organizou Vozes do Teatro (2008), entre outras publicações impressas. Ter saudade era bom é seu primeiro livro individual.

 

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11, sábado, 11h: Encontro de Elida Tessler e Manoel Ricardo de Lima.

élidaElida Tessler é artista plástica e professora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Realizou doutorado em História da Arte Contemporânea na Université de Paris I – Panthéon-Sorbonne (França), onde residiu de 1988 a 1993. Entre 2009 e 2010, realizou o Pós-Doutorado na  EHESS-Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales e junto ao Centro de Filosofia da Arte – UFR de Philosophie – Université de Paris I- Panthéon – Sorbonne. É pesquisadora do CNPq, desenvolvendo pesquisa em torno das questões que envolvem arte e literatura, relacionando a palavra escrita à imagem visual. Foi fundadora em 1993 e coordenou até 2009, junto com Jailton Moreira, o TORREÃO, espaço de produção e pesquisa em arte contemporânea, em Porto Alegre. Mantém um grupo de pesquisa chamado.p.a.r.t.e.s.c.r.i.t.a., onde articula produção e reflexão crítica a partir de textos de artistas e da presença da palavra em produções contemporâneas de arte.

manoel ricardo de lima 14Manoel Ricardo de Lima é Professor Adjunto de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO, atuando na Escola de Letras [CLA] e no Programa de Pós-Graduação em Memória Social [PPGMS]. Pós-Doutor [2010] e Doutor em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC [2008], Mestre em Letras pela Universidade Federal do Ceará, UFC [1998] e Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará, UECE [1994]. Publicou os livros de poesia Falas inacabadas – objeto e um poema, Um livro – Transparência (com Élida Tessler), Embrulho, Quando todos os acidentes acontecem, Jogo de varetas/As mãos, e os ensaios Entre percurso e vanguarda – Alguma poesia de Paulo Leminski, 55 começos Fazer lugar – a poesia de Ruy Belo. Lançou recentemente na Palavraria os livros Geografia aérea (Editora 7letras) e Forma formante (Ed. UFSC)

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11, sábado, 17h: Lançamento de O livro dos desafios – Um guia para viver intensamente, de Juliana Gimbitzki. (Editora Giostri)

o livro dos desafiosMuitas vezes temos sonhos e vontades que deixamos de lado por várias razões. Torna-se necessário então um incentivo, e até novas ideias, para que possamos superar os desafios e alcançar nossos objetivos. Este livro busca nos guiar de forma bem-humorada através uma lista de coisas a serem feitas no decorrer da vida, desde coisas simples a complexas, divertidas e até estranhas, porém todas com algum significado, com exatamente este intuito: ajudar a identificar e realizar planos, permitido assim uma nova visão e valorização da nossa vida, antes que seja tarde demais.

Juliana Gimbitzki nasceu em Porto Alegre, em 1988. É educa­dora física, designer gráfica, blo­gueira e fotógrafa nas horas vagas; utilizou-se de suas experiências e interesses nas mais diversas áreas para apresentar ao leitor a obra aqui materializada.

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