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Programação de 13 a 18 de outubro de 2014

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

13 a 18 de outubro de 2014

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13, segunda, 19h: Início da Oficina de Leitura e Escrita, com o escritor João Gilberto Noll. Promoção da Festipoa revisitada.

noll

A FestiPoa Literária e a livraria Palavraria oferecem oficina de leitura e escrita com João Gilberto Noll. Os encontros serão às segundas-feiras, de 19h a 21h, a partir de 13 de outubro, e a duração será de dois meses.

A oficina partirá de leituras solicitadas: de dois livros de contos de escritores contemporâneos – “O voo da madrugada”, do brasileiro Sérgio Sant’Anna, e “Iniciantes”, do norte-americano Raymond Carver.

Essas obras servirão de paradigmas do texto atual, para promover nos participantes o toque nervoso da contemporaneidade. Os alunos produzirão, semanalmente, um conto sob a orientação de Noll.

O valor total da inscrição será de 530,00 que podem ser pagos em duas vezes.

 

INSCRIÇÕES ABERTAS
As vagas são limitadas a 15 participantes
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Inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre
De segunda a sábado, das 11 às 21h

Informações pelos emails festipoaliteraria@gmail.com e palavraria@palavraria.com.br, e pelo telefone (51) 3268.4260.

 

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14, terça, 19h: Lançamento do livro Novo corpo amoroso, de &. Migracielo (Outr&m Editorial)

WebOs trens partiam. Fui comprar minha passagem mas o bilheteiro alegou que o idioma dos trens já tinha sido interditado e por isso já não poderia me vender ingressos para aquele trajeto. Perguntei qual era o nome do trajeto em cartaz, ao que seus lábios tremeram numa convulsão, e depois o corpo todo dele como que se trincou sem dizer nada. Não insisto: não tenho as perguntas programadas. Me afasto do guichê e olho, é preciso dizer que um pouco desolado, para os braços abertos de um relógio atravessando as horas. Será que vou ter que pedir carona? Nisso um homem se aproximou e disse que para quem perdia o trem havia sempre a opção de viajar de ônibus: a estrada fica logo ali, é só sair da estação. Ele tirou um olho da órbita e colocou na palma da minha mão. Minha mão sou eu? Eu sou o amor: dentro de mim ele verá. Depois o homem se afastou. Eu já tinha terminado meu cafezinho. Fui até um telefone público mas não telefonei para ninguém. Apertei o telefone contra o ouvido e ouvi o sinal de discagem: isso também era uma dança? O pulso da máquina solitária ao meu ouvido não me incomodava, fiquei ali de pé com o telefone no ouvido esperando para ver se alguma comunicação acontecia. Eu não queria simplesmente manipular os números: telefone respira. Eu tinha perdido o trem, e agora? O cego apontou a porta giratória. Ele disse: a saída. Depois o homem se afastou. Era cego e se afastou depois de me mostrar uma saída aparente, uma possibilidade. Era estranho: mediante sua órbita esvaziada, era como se um umbigo tivesse recém nascido na cara do cego! Para ver mais? (Trecho do livro)

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15, quarta, 19h: Lançamento do livro Translúcido, de João Pedro Wapler (Letra1)

translúcidoCom efeito, a favor de Translúcido o que se pode constatar de mais simples e fundamental é a percepção de seu autor da noção de que a qualidade de um livro não pode ser presumida da quantidade de páginas, quer para mais, quer para menos. Pois não é o caso que João Pedro Wapler – ainda que nos oferte um livro magro e poemas-síncopes – aposte, por exemplo, na ultrapassada vaga do haikai leminskiano, ou seja, como se ele desse uma piscadela de olhos à quantidade de páginas – aqui, para menos – concedendo a isso o caráter de papel-moeda ou de valor real para a poesia e, de resto, para a literatura. O breve, porém grande livro, Translúcido, carrega em seu centro aqueles traços que a visão poundiana identifica como essenciais à boa poesia: concentração e linguagem carregada de significado. A qualidade do ambíguo, que esse livro atualiza de modo preciso, cobra amorosamente do leitor uma participação colaborativa. Embora a responsabilidade de João Pedro Wapler sobre seus poemas se encerre, paradoxalmente, no momento da publicação de Translúcido, é possível que ele, como todo poeta, se dê por satisfeito se o leitor desprezar a moral social da significação que, segundo Barthes, exige do poeta “uma fidelidade aos conteúdos, enquanto ele só conhece uma fidelidade às formas”. (Ronald Augusto, poeta, sobre o livro)

 

joão pedro waplerJoão Pedro Wapler é poeta. Nasceu em Porto Alegre em 1986. Translúcido é seu primeiro livro de poemas. Participou de antologias poéticas no Brasil. Tem poemas publicados no jornal Zero Hora, além de artigos críticos em diversos sites dedicados à literatura e aos debates culturais.

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16, quinta, 19h: Primeiras Leituras: Ismael Caneppele lê trechos de seu novo livro Só a exaustão traz a verdade, a ser lançado no final de outubro (Editora Pergamus). Mediação de Kelli Pedroso. 

Primeiras leituras são encontros mensais para se conhecer, em primeira mão, livros que estão na iminência de serem publicados. Promoção da Festipoa Revisitada.

Ismael caneppeleIsmael Caneppele já é uma das mais importantes revelações da literatura brasileira contemporânea. Além de escrever romances, divide seu tempo desenvolvendo argumentos e roteiros para cinema e viajando para pequenas cidades, preferencialmente cortadas por trilhos de trem. Morou na Alemanha e na Croácia, onde foi assistente de direção em ópera e ator de teatro. “Música para quando as luzes se apagam” é seu primeiro título publicado. Atualmente reside em São Paulo. Seu segundo livro “Os Famosos e os Duendes da Morte” foi filmado pelo diretor Esmir Filho (jovem cineasta premiado em Cannes e criador do Tapa na Pantera). A produção do longa foi feita pela Dezenove Som e Imagens, de Sara Silveira, importante nome do cinema brasileiro. O roteiro é assinado por ele e Esmir Filho.

kelli pedrosoKelli Pedroso é editora e escritora, autora do livro O sexo das antas.

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17, sexta, 19h: Debate Perspectivas sobre a composição e o estudo de canção popular, com Bianca Obino, Felipe Azevedo, Fernando Lewis de Mattos e Guto Leite. Promoção da Festipoa revisitada.

Bianca Obino convida Killy Freitas 013Bianca Obino é Bacharel em Canto Lírico pela UFRGS, Bianca agrega ao seu currículo diversos cursos, workshops e masterclasses de aperfeiçoamento nas áreas de canto lírico, canto popular, técnica vocal e fisiologia do canto com reconhecidos professores e fonoaudiólogos. Entre os cursos, participou do Florence Opera International Masterclass, cidades de Florença e Prato (Itália), em 2009, e certificou-se nos três níveis do método Somatic Voiceworktm, nas cidades de Nova Iorque e Winchester (EUA), em 2011. Atualmente, desenvolve uma temporada de estudos na Inglaterra: na Bath SPA University, ela desenvolverá seu mestrado em Composição e Canção. Suas composições estão registradas no CD Artesão, lançado em 2013.

FELIPE AZEVEDOFelipe Azevedo é compositor, violonista e arranjador. Vencedor de quatro prêmios Açorianos no RS: Menção especial – Balaio de Cordas 1999; Melhor Compositor MPB 2001; Melhor Trilha composta para espetáculo de Dança 2002 e Melhor Instrumentista MPB 2005. Além do Tamburilando, tem três álbuns lançados: Cimbalê (1998), Identidades (2002) junto com o acordeonista suíço, Olivier Forel e Percussìvé ou a prece do louva-a-deus (2007).  

fernando lewis de mattosFernando Lewis de Mattos (Porto Alegre, 1963) é compositor, arranjador, professor, musicólogo e instrumentista. Cursou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ingressou no seu quadro docente em 1987 e posteriormente obteve grau de mestre em 1997 com a dissertação A Salamanca do Jarau de Luiz Cosme: Análise Musical e História da Recepção Crítica, obtendo nota máxima. Sua tese de doutorado enfocou também a produção de Luiz Cosme, sendo intitulada Estética e Música na Obra de Luiz Cosme. Tem grande número de obras compostas para os mais varidos gêneros e formações instrumentais e vocais, algumas das quais tem sido gravadas no Brasil e no exterior e recebido premiações. É um autor freqüentemente ouvido nos concertos da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, da Orquestra de Câmara da ULBRA e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Suas atividades se estendem ainda às áreas do cinema e do teatro, criado trilhas sonoras, da pesquisa, com investigações em música eletrônica, da direção artística de grupos musicais, e do ensaio, escrevendo textos críticos, desenvolvendo pesquisas sobre a música gaúcha e apresentando obras gravadas de outros compositores.

guto leiteGuto Leite. Poeta, músico, compositor, professor. Poeta dos livros “zero um” (2010), “Poemas Lançados Fora” (7Letras, 2007), “Sintaxe da Última Hora” (Scortecci, 2006) e “Reflexos” (FEME, 2000), além de premiado em concursos literários e presente em diversas coletâneas de poesia. Linguista pela Unicamp, especialista, mestre e doutorando em Literatura Brasileira pela UFRGS. Atualmente trabalha como professor temporário de Literatura Brasileira na UFRGS.www.gutoleite.com.br. Teve recentemente seu livro inédito “Entrechos” agraciado no Açorianos 2012 com o prêmio Criação Literária.

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18, sábado, 17h: Lançamento do livro Duas vezes na floresta escura, de Caio Riter (Editora Gaivota)

duas vezes na floresta escura“Lá no final da rua, a floresta densa, fechada, escura, que me mete medo e, ao mesmo tempo, me convida a desvendá-la. Desde que cheguei aqui, me paro olhando para aquelas árvores grandes que apontam pro céu e se aproximam umas das outras, feito gigantes a impedir passagem. Parecem esconder mistérios. Parecem.”

Nesse lançamento, Caio Riter leva uma novela policial ao interior do Rio Grande do Sul, onde vive Susana, uma adolescente cheia de dúvidas sobre o futuro. Sua mãe está temporariamente morando no exterior para terminar o doutorado, e seu pai recebeu uma nova proposta de emprego em uma cidadezinha pequena e aparentemente monótona, para onde os dois acabaram de se mudar. Agora, a protagonista terá que se adaptar à nova rotina, à nova escola e aos novos amigos. No entanto, sabia que isso iria demorar e, num primeiro momento, a vida lhe pareceu insuportável e sofrida.

Mas, aos poucos, vai se modificando, quando conhece Bethânia, Caetano, Nicole e César, um garoto estranho que adora espionar os outros. Começa a aceitar o fato de que a vida seria assim mesmo, pacata e quieta, como a floresta no fim da rua. Até que uma tragédia se abate sobre a cidade, bem próximo de Susana e de seus novos amigos. Agora, a solução de um bárbaro crime depende somente deles.

A trama é envolvente e carrega em si muito mais do que um mistério, ao tratar da relação entre pais e filhos, amigos e paixões. Dividida em duas fases, a narrativa é feita primeiramente por Susana. A partir do prólogo II, a ordem se inverte e o suspense ganha a voz de um novo narrador. Para completar, o projeto gráfico ambienta o leitor e o transporta para a cena do crime: uma floresta escura e sombria.

Sobre o autor
caio riterCaio Riter nasceu em Porto Alegre, onde mora até hoje. É professor mestre e doutor em Literatura Brasileira. Autor de vários livros, com os quais recebeu algumas distinções literárias, como os prêmios Açorianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e Selo Altamente Recomendável, entre outros. Formado em Jornalismo e em Letras, ministra aulas no ensino fundamental e médio, atuando também como professor universitário em cursos de graduação e de pós-graduação, além de participar como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul.

Sobre a Editora Gaivota

A Gaivota, selo da Editora Biruta criado em 2011, prima pela qualidade literária, projetos gráficos ousados, instigantes, e ilustrações que encantam. Mas o desafio vai além: abordar de maneira lúdica temas muitas vezes considerados complexos ou desinteressantes, com o intuito de aproximar crianças e jovens de assuntos que parecem distantes de seu cotidiano. Esse foco não exclui obras que estimulem a fantasia e inspirem a aventura – por isso apresentamos aos jovens leitores aquilo que há de melhor na literatura infantojuvenil nacional e estrangeira, com livros premiados nacional e internacionalmente.

Duas vezes na floresta escura, Caio Riter, R$ 34,00, ISBN 978-85-7848-135-3, a partir de 11 anos, 164 páginas.

 

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