Archive for the 'Clube de Leitura' Category

05
jul
15

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 6, Clube de Leitura – debate sobre o livro Equador, de Miguel Sousa Tavares, com mediação de Maria Fernanda

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b

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6, segunda, 19h: Clube de Leitura – debate sobre o livro Equador, de Miguel Sousa Tavares, com mediação de Maria Fernanda.

equador

No começo do século XX, Luis Bernardo Valença, conhecido intelectual português, é convidado pelo rei d. Carlos a executar uma missão descabida e complicada, que implicará numa abrupta mudança de sua vida. Solteiro e perto dos quarenta anos, ele desfruta das regalias que uma cidade grande como Lisboa tem a oferecer. Aceitar o convite do rei significa abandonar tudo por uma vida nova, na qual, entretanto, poderia colocar em prática suas convicções políticas: contribuir para a efetiva abolição da escravatura na África, assumindo o papel de governador de São Tomé e Príncipe.
Mais de um século depois de abolida a escravidão em Portugal, ainda sobram dúvidas se de fato os trabalhadores são empregados e bem tratados. É mesmo difícil esclarecer o limiar entre o trabalho escravo e o assalariado. Muitas vezes, sobretudo em pequenas colônias perdidas no meio da África, um homem que tem contrato assinado pode, mesmo assim, continuar a receber chicotadas de quem não sabe se deve chamar de “senhor” ou de “patrão”.
Equador, primeiro romance de Miguel Sousa Tavares, publicado em 2003, trata justamente dessa complexidade política e da dificuldade de definir na prática aquilo que parece claro nos conceitos e na teoria. Mais do que isso, este livro fala das paixões humanas e de como elas interferem nos jogos de poder. Luis Bernardo decide aceitar a missão proposta e é então jogado em uma realidade completamente alheia. Percebe que só a sua inteligência não será suficiente para dar conta do que o espera na ilha de São Tomé e Príncipe, onde chegam apenas dois barcos por mês e a população desconhece os direitos humanos já há muito tempo em voga na Europa.
O leitor, acompanhando os passos de Luis Bernardo, vai conhecendo o território e os personagens da ilha por meio das descrições minuciosas do autor; junto do protagonista, percebe a ambiguidade da sua realidade. E não são apenas questões políticas que estão envolvidas nesse cenário: quando Luis é tomado por uma paixão proibida e incontornável, tudo se torna ainda mais confuso e envolvente.

Miguel Sousa TavaresMiguel Souza Tavares nasceu no Porto, em 1952. É formado em direito, mas trabalha como jornalista. É comentarista da TV1 e colunista do jornalExpresso. É autor de livros de reportagem e crônicas, como Sahara, a república da areiaSul, e de livros infantis e juvenis, como O planeta Branco e O segredo do rio.

 

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Palavraria - livros a.

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01
jun
15

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 1, Clube de Leitura. Em foco o livro Nova gramática finlandesa, de Diego Marani

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b

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1, segunda, 19h: Clube de Leitura: Nova gramática finlandesa, de Diego Marani. Mediação de Jaime Medeiros Júnior.

nova gramática Trieste, 1943. Um homem à beira da morte chega a um navio-hospital alemão atracado no porto da cidade. Com um grave ferimento na cabeça, sem documentos, memória ou capacidades linguísticas, recebe o tratamento de um médico finlandês que se convence, pautado pelos poucos indícios disponíveis, de que está diante de um conterrâneo. Enquanto cuida de sua saúde, o médico lhe ensina a língua finlandesa, confiando que assim o ajudará a redescobrir sua identidade. Os dois são cúmplices nessa jornada de exílio e autoconhecimento, que vai levá-los “de volta” a Helsinki. Publicado na Itália no ano 2000, Nova gramática finlandesa foi aclamado pela crítica como obra-prima e ganhou diversos prêmios, entre eles o prestigioso Cavour. Desde então, foi traduzido para diversas línguas e virou um best-seller na Europa. Marani, que trabalha oficialmente como linguista da União Europeia, parece um nativo ao dar conta das (sabidamente complexas) língua e história finlandesas.
Por certo, no entanto, não se trata de uma apostila de língua ou de história. Remontando às narrativas que povoam o imaginário coletivo, como a de Rômulo e Remo, Mogli e Kaspar Hauser, Nova gramática finlandesa é um romance que mistura elementos de suspense e reflexões poéticas sobre a formação da identidade, a aquisição da linguagem, as guerras e os mitos de fundação de uma nação.

Diego Marani nasceu em Ferrara, na Itália, em 1959. Trabalha na Direção Geral de Interpretação de Conferências da União Europeia. Autor de mais de dez livros, entre romances e ensaios, Marani é famoso por ter inventado o europanto, uma mistura de várias línguas europeias combinadas sem regras ou gramática.

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Palavraria - livros a.

04
out
14

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 6, Clube de Leitura, enfocando o livro As coisas, de Georges Perec. Mediação de Hermes Bernardi.

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

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6, segunda, 19h: Clube de Leitura, enfocando o livro As coisas, de Georges Perec. Mediação de Hermes Bernardi.

as coisasAs coisas, de 1965, pode ser lido no quadro da emergência do contexto de intertextualidade. Assinado por um jovem quase desconhecido, o livrinho saído pela editora Julliard corporificava um programa de trabalho definido, uma tomada de posição diante dos dois principais modelos então vigentes nas letras francesas: a literatura engajada (ou sartriana) e onouveau roman.

Tendo escolhido como protagonista um casal de vinte e poucos anos, na condição de exemplar típico de um determinado meio social, Perec declarou que sua ambição foi expor “tudo o que pode ser dito a propósito da fascinação que exercem sobre nós os objetos”. Jérôme e Sylvie são “psicossociólogos”, emprego que na verdade não constitui uma profissão, mas que emerge com promessas de ascensão rápida na esteira do nascimento das agências de publicidade. Aplicando questionários de estudos motivacionais, atividade que lhes deixa tempo para débeis veleidades intelectuais e para a vida boêmia, no fundo os dois jovens apenas hesitam diante do inevitável: um cargo dentro de uma grande agência, passaporte para um apartamento mais amplo e para as mercadorias ostentadas nas vitrines e nas revistas.

georges perecGeorges Perec nasceu em 1936 e foi um dos grandes inovadores da literatura no século XX. Filho de judeus poloneses que imigraram para a França, perdeu o pai na frente de batalha, durante a Segunda Guerra, e a mãe num campo de concentração. Em 1965, recebeu o prestigioso prêmio Renaudot por As coisas, seu primeiro romance, e, em 1967, passou a integrar o centro de literatura experimental OuLiPo (Ouvroir de Littérature Potencielle), fundado por Raymond Queneau. Sua prosa extremamente lúdica recorre à lógica e à matemática para lançar uma luz surpreendente sobre os detalhes mais repetitivos das sociedades de consumo. Perec morreu em 1982.

 

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 clube de leitura

Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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Palavraria - livros a

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01
ago
14

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 6, segunda, 19h: Clube de Leitura – O processo, de Franz Kafka

clube de leitura

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Leitura de agosto:

O processo, de Franz Kafka

Mediação de Carla Osório

07 de julho de 2014, segunda-feira, 19h

o processo

O processo é um romance que conta a história de Josef K., personagem que acorda certa manhã e, sem motivos conhecidos, é preso e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não revelado. A história de Josef K. atravessa os anos sem perder nada do seu vigor. Ao contrário, a banalização da violência irracional no século XX acrescentou a ela o fascínio dos romances realistas. Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.

kafkaFranz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883 na cidade de Praga, Boêmia (hoje República Tcheca), então pertencente ao Império Austro-Húngaro. Era o filho mais velho de Hermann Kafka, comerciante judeu, e de sua esposa Julie, nascida Löwy. Estudou em sua cidade natal, formando-se em direito em 1906. Trabalhou como advogado, a princípio na companhia particular Assicurazioni Generali e depois no Instituto de Seguros contra Acidentes do Trabalho. Duas vezes noivo da mesma mulher, Felice Bauer, não se casou. Em 1917, aos 34 anos de idade, sofreu a primeira hemoptise de uma tuberculose que iria matá-lo sete anos mais tarde. Alternando temporadas em sanatórios com o trabalho burocrático, nunca deixou de escrever, embora tenha publicado pouco e, já no fim da vida, pedido inutilmente ao amigo Max Brod que queimasse seus escritos. Viveu praticamente a vida inteira em Praga, exceção feita ao período de novembro de 1923 a março de 1924, passado em Berlim, longe da presença esmagadora do pai, que não reconhecia a legitimidade de sua carreira de escritor. A maior parte de sua obra – contos, novelas, romances, cartas e diários, todos escritos em alemão – foi publicada postumamente. Kafka faleceu em um sanatório perto de Viena, Áustria, no dia 3 de junho de 1924, um mês antes de completar 41 anos de idade. Seu corpo foi enterrado no cemitério judaico de Praga. Quase desconhecido em vida, o autor de O processoNa colônia penalA metamorfose e outras obras-primas da prosa universal é considerado hoje – ao lado de Proust e Joyce – um dos maiores escritores do século XX.

 

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

clube de leitura

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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04
maio
14

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 5, 19h: Clube de Leitura – Livro Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, com mediação de Jeferson Tenório

clube de leitura

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Leitura de maio: Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato

Mediação de Jeferson Tenório

 

05 de maio de 2014, segunda-feira, 19h

Na Palavraria

 

eles eram muitos cavalos - capaLançado originalmente em 2001, o romance Eles eram muitos cavalos tornou seu autor num grande sucesso de público e crítica. Com uma voz literária original e arrebatadora, Luiz Ruffato retratava um dia na vida de São Paulo, combinando recursos de sua formação jornalística a inovações formais e estéticas. O romance, que chega neste relançamento à sua 11ª- edição, seria ainda vencedor dos prêmios APCA e Machado de Assis. Considerado pelo jornal O Globo um dos dez melhores livros de ficção da década, está publicado em Portugal, na França, Itália, Alemanha, Colômbia e Argentina.

O nove de maio de 2000 é um dia qualquer em São Paulo. Os habitantes seguem realizando pequenos e grandes feitos cotidianos, protagonistas de uma narrativa subterrânea, que representa, ao fim e ao cabo, o próprio tecido da cidade. Para captar essa polifonia urbana, Ruffato estruturou seu romance em 69 episódios, cada qual com registro e fôlego próprios, alternando entre poesia, discurso publicitário, música, teatro e prosa, instantâneos de uma cidade que só se move deixando para trás um rastro de esquecidos. Ao jogar luz sobre esses anônimos, o autor iluminou também as circunstâncias em que eles se confrontam, em atos que se alternam entre a solidariedade e a frieza. Doze anos depois de sua publicação, Eles eram muitos cavalos ainda é um retrato atual e doloroso da vida na grande cidade.

 

Luiz Ruffato 2011Luiz Ruffato nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Formado em comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou vários livros, entre os quais a pentalogia Inferno provisório e o aclamadoEles eram muitos cavalos, que recebeu o prêmio APCA e o Machado de Assis, da Biblioteca Nacional.

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

clube de leitura

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e discutiu o livro Terra Sonâmbula, de Mia Couto. Já foram enfocados Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino), Barba ensopada de sangue (Daniel Galera), Caixa preta (Amoz Oz), Jacob, o mentiroso (Jurek Becker), A ausência que seremos (Héctor Abad), Risíveis amores (Milan Kundera), , O pintor de batalhas (Arturo Pérez-Reverte), A infância de Jesus (J. M. Coetzee), A máquina de Joseph Walser (Gonçalo M. Tavares), Há quem prefira urtigas ( Junichiro Tanizaki) e Todos os homens são mentirosos (Alberto Manguel).

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Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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12
abr
14

Clube de Leitura na Palavraria: próxima reunião no dia 5 de maio, 19h, com o livro Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato. Mediação de Jeferson Tenório

clube de leitura

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Leitura de maio: Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato

Mediação de Jeferson Tenório

05 de maio de 2014, segunda-feira, 19h

Na Palavraria

eles eram muitos cavalos - capaLançado originalmente em 2001, o romance Eles eram muitos cavalos tornou seu autor num grande sucesso de público e crítica. Com uma voz literária original e arrebatadora, Luiz Ruffato retratava um dia na vida de São Paulo, combinando recursos de sua formação jornalística a inovações formais e estéticas. O romance, que chega neste relançamento à sua 11ª- edição, seria ainda vencedor dos prêmios APCA e Machado de Assis. Considerado pelo jornal O Globo um dos dez melhores livros de ficção da década, está publicado em Portugal, na França, Itália, Alemanha, Colômbia e Argentina.

O nove de maio de 2000 é um dia qualquer em São Paulo. Os habitantes seguem realizando pequenos e grandes feitos cotidianos, protagonistas de uma narrativa subterrânea, que representa, ao fim e ao cabo, o próprio tecido da cidade. Para captar essa polifonia urbana, Ruffato estruturou seu romance em 69 episódios, cada qual com registro e fôlego próprios, alternando entre poesia, discurso publicitário, música, teatro e prosa, instantâneos de uma cidade que só se move deixando para trás um rastro de esquecidos. Ao jogar luz sobre esses anônimos, o autor iluminou também as circunstâncias em que eles se confrontam, em atos que se alternam entre a solidariedade e a frieza. Doze anos depois de sua publicação, Eles eram muitos cavalos ainda é um retrato atual e doloroso da vida na grande cidade. 

Luiz Ruffato 2011Luiz Ruffato nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Formado em comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou vários livros, entre os quais a pentalogia Inferno provisório e o aclamadoEles eram muitos cavalos, que recebeu o prêmio APCA e o Machado de Assis, da Biblioteca Nacional.

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O mediador:

Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977. Radicado em Porto Alegre, é mestre em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Leciona em escolas de Porto Alegre. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009, com o conto Cavalos não choram e no concurso Palco Habitasul, com o conto A beleza e a tristeza, adaptado para o teatro em 2007 e 2008. É autor do livro O beijo na parede, seu primeiro romance. É um dos organizadores do Sarau das 6, mensalmente apresentado na Palavraria. 

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clube de leitura

Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

Inscrições na Palavraria

Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h

ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

 

07
mar
14

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 10, 19h: Clube de Leitura – Niketche, uma história de Poligamia, de Paulina Chiziane

clube de leitura

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Leitura de março: 

Niketche – Uma história de Poligamia, de Paulina Chiziane (Tradução de Paulo Neves)

Mediação de Jeferson Tenório

 

10 de março de 2014, segunda-feira, 19h

Na Palavraria

 Niketche

Niketche conta a história de Tony, um alto funcionário da polícia, e sua mulher Rami, casados há vinte anos. Certo dia, Rami descobre que o marido é polígamo: tem outras quatro mulheres e vários filhos. As esposas de Tony estão espalhadas pelo país: em Maputo, em Inhambane, na Zambézia, em Nampula, em Cabo Delgado. Numa decisão surpreendente, Rami decide ir atrás das mulheres do marido. O romance retrata a busca de Rami como uma incursão pelo desconhecido e uma tentativa de lidar com a diferença, simbolizada pelas amantes do marido. Niketche é uma das danças do norte de Moçambique, extremo oposto de onde mora Rami. Ritual de amor e erotismo, a dança é desempenhada pelas meninas durante cerimônias de iniciação. Narrado em primeira pessoa por Rami, o livro alterna bom humor e lirismo. Neta de uma contadora de histórias, Chiziane herdou da avó o talento narrativo para construir histórias simples e envolventes sobre a vida cotidiana em seu país.

Paulina ChizianePaulina Chiziane cresceu nos subúrbios da cidade de Maputo, anteriormente chamada Lourenço Marques. Nasceu numa família protestante onde se falavam as línguas Chope e Ronga. Aprendeu a língua portuguesa na escola de uma missão católica. Começou os estudos de Linguística na Universidade Eduardo Mondlane sem, porém, ter concluído o curso. Participou activamente à cena política de Moçambique como membro da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), na qual militou durante a juventude. Iniciou a sua actividade literária em 1984, com contos publicados na imprensa moçambicana. Com o seu primeiro livro, Balada de Amor ao Vento, editado em 1990, tornou-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance. Negra de origem humilde, Paulina Chiziane teve de percorrer um longo caminho até se firmar como escritora. faz uma literatura ligada às suas raízes culturais, abordando temas femininos num país em que a atividade é exercida quase em sua totalidade por homens. Paulina vive e trabalha  Zambézia.

O mediador:

Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977. Radicado em Porto Alegre, é mestre em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Leciona em escolas de Porto Alegre. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009, com o conto Cavalos não choram e no concurso Palco Habitasul, com o conto A beleza e a tristeza, adaptado para o teatro em 2007 e 2008. Organiza mensalmente o Sarau das 6 na tradicional livraria Palavraria. É autor do romance O beijo na parede (Sulina, 2013).

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

clube de leitura

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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