Archive for the 'Palavraria indica livros' Category

17
set
13

A crônica de Guto Piccinini: Sobre o imponderável

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Sobre o imponderável, por Guto Piccinini

Seguia pela rua, com os pensamentos absortos neste qualquer coisa do dia a dia. Caminhava a passos largos, numa pressa imprecisa que conduzia meus passos mais do que era conduzida por eles. Nesta idade, é uma surpresa ver minhas pernas com tanta vitalidade, seguindo o rumo ditado por algo que transcende o corpo. Não é raro estes pequenos estranhamentos com nós mesmos. Passava em frente da única capela da cidade. A acompanhava com o olhar distante, tangenciando a sensação de estar sendo interpelado pelo prédio, do outro lado da rua, como num misto de repulsa e curiosidade. Há muito recusara a frequentar os encontros tão comuns à cidade, demasiadamente centralizados, e mesmo nos últimos anos havia tornado mais intensa esta relação, evitando entrar ou mesmo a passar por perto do local. Sabemos os efeitos incontornáveis que a primeira decisão confere a estas relações. Mas, de algum modo, segui para aquela direção. Estanquei em meu fluxo contínuo e resolvi adentrar neste antro de espiritualidade e benevolência. Não era um prédio imponente, mas de uma humildade singela, preenchido por adornos simples, de um branco gasto pelo tempo. De frente para a fachada, um pouco mais simpática desta distância, vi um movimento incomum. Pessoas se aglomeravam em uma sala estreita, recheada de flores e tristeza. A ideia da morte já faz parte do meu cotidiano envelhecido, como uma contagem regressiva que se aproxima em aceleração constante. Estava sendo velado um homem, de uma juventude que acompanha grande indignação o costumaz abatimento e consternação.

O corpo compõe serenamente com o silêncio imposto aos remanescentes que o rodeavam em clima fúnebre. Permaneço de pé na soleira da porta e acompanho de longe o zumbizar de palavras que intentam aconchegar às duras penas aquele encontro com a ausência. Eram homens e mulheres extasiados por este embate injusto, de modo geral inócuo, de constituir algum sentido ao imponderável. Penso que aí nos deparamos com o peso do fracasso de nossa onipotência. Momento sublime em sua crueza, donde o passado e o futuro perdido explodem num presente derradeiro e implacável. Ali, testemunho pessoas serem solapadas do desejo inocente da imortalidade. Lembro de ser pequeno e imaginar a experiência da morte como um outro mundo, distante, como se pudesse desviar de seu golpe certeiro no último instante. Presente em todas as pessoas que rodeavam a si próprios naquele ritual de despedida, nada mais fazia sentido nisto que era sentido. Não havia por onde mover-se. Estático, dou-me conta de que, nestes momentos, compadeço daqueles que permanecem. Não somente num sentido de amparo à dor que lateja lancinante e que, torpes, insistem nesta caminhada incompreensível. Preocupam-me os restos desta vida espalhados, de seu passado renascido, das imagens de um virtual futuro. Uma memória viva, ilustre e iluminada. Afinal, o que seria a morte? Estúpida e inextinguível. Cada qual com sua ínfima existência, terminado o rito, carrega consigo um pedaço desta história, re-avivando e preenchendo as lacunas dessa dúvida infinita.

* Este texto é uma singela homenagem ao amigo Samuel Eggers. Parafraseando Primo Levi sobre a sensação de vazio que permeia mim e a todos que o conheciam: “Pela primeira vez, então, nos damos conta de que a nossa língua não tem palavras para expressar essa ofensa, a aniquilação de um homem”.

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Guto Piccinini, psicólogo, mestre em psicologia social e frequentador da Palavraria. Atualmente experimentando palavras.

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28
ago
13

Palavraria indica: Redes de indignação e esperança, livro de Manuel Castells

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Redes de indignação e esperança: Movimentos sociais na era da internet, livro de Manuel Castells (Zahar, 2013)

À venda na Palavraria – R$ 49,90

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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RedesDeIndignacaoEEsperanca


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Recente conferencista do Fronteiras do Pensamento em Porto Alegre, em junho  (veja matéria aqui), Manuel Castells examina nesta obra os movimentos sociais que eclodiram em 2011 – como a Primavera Árabe, os Indignados na Espanha, os movimentos Occupy nos Estados Unidos – e oferece uma análise pioneira de suas características sociais inovadoras: conexão e comunicação horizontais; ocupação do espaço público urbano; criação de tempo e de espaço próprios; ausência de lideranças e de programas; aspecto ao mesmo tempo local e global. Tudo isso, observa o autor, propiciado pelo modelo da internet.

O sociólogo espanhol faz um relato dos eventos-chave dos movimentos e divulga informações importantes sobre o contexto específico das lutas. manuel castellsMapeando as atividades e práticas das diversas rebeliões, Castells sugere duas questões fundamentais: o que detonou as mobilizações de massa de 2011 pelo mundo? Como compreender essas novas formas de ação e participação política? Para ele, a resposta é simples: os movimentos começaram na internet e se disseminaram por contágio, via comunicação sem fio, mídias móveis e troca viral de imagens e conteúdos. Segundo ele, a internet criou um “espaço de autonomia” para a troca de informações e para a partilha de sentimentos coletivos de indignação e esperança – um novo modelo de participação cidadã.

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Palavraria - livros a

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19
ago
12

Livros de Shermer já estão na Palavraria

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O escritor Michael Shermer, psicólogo e historiador da ciência norte-americano, estará em Porto Alegre para conferência no Fronteiras do Pensamento no próximo dia 27 de agosto. Três de suas obras mais recentes em português (veja as sinopses abaixo) já estão à venda na Palavraria.

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Ensine ciência a seu filho

Foi para os pais – cientistas ou não – que desejam manter viva a curiosidade dos filhos, que Michael Shermer escreveu Ensine ciência a seu filho.  A obra inclui uma introdução a assuntos de física, astronomia, química, biologia etc. Com termos simples, claros e corretos, explica conceitos básicos de tal forma que os pais podem facilmente entender e compartilhar com os pequenos – e nunca mais eles vão precisar responder “porque é assim”.

A obra é muito mais que um livro de conceitos científicos: ela ajuda a entender como se faz ciência e a usar o método científico no dia a dia. Com diversos exemplos e sugestões práticas, Shermer mostra maneiras de incentivar as crianças a buscar as respostas a tantas questões, iniciando-as no caminho do pensamento racional.

A abordagem, diz Shermer, deve ser de honestidade e de desafio constantes. Há dicas, por exemplo, de como lidar com dúvidas para as quais você não sabe a resposta e, mais importante, o que fazer quando você e seu filho não conseguem encontrar a resposta. O indicado em momentos como esses é dizer que a ciência se constrói exatamente de perguntas não respondidas (essas são sem dúvida boas perguntas) e que, quem sabe, um dia seu filho se torne um cientista para estudar aquele tema de forma mais profunda – e então finalmente achar uma resposta.

Para completar, o livro traz uma série de experiências que podem ser feitas em casa, com materiais comuns, uma forma divertida e educativa de se passar um tempo em família.

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Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas

Poucos podem falar com mais autoridade pessoal das crenças humanas do que Michael Shermer. Ele conta que se tornou cético depois de uma odisseia de dez anos pelo mundo da saúde alternativa e das terapias para melhorar a aptidão física. Em seu livro, Shermer aborda sob uma ótica estritamente científica temas como a negação do Holocausto, o criacionismo, as experiências de quase morte e a paranormalidade. Segundo ele, nada supera o método científico, que envolve a obtenção de dados para formular e testar as explicações dos fenômenos naturais, desenvolvido inicialmente nos séculos XVI e XVII.

Para Shermer, as pessoas acreditam em coisas estranhas porque faz parte da natureza humana procurar padrões, conexões de eventos, mesmo onde na verdade não existe nada. Seu livro serve como uma bússola ajudando a navegar pelo “frequentemente confuso desfile de afirmações e crenças que nos são apresentadas como histórias e padrões que fazem sentido”. Mas, acima de tudo, o autor demonstra que o cético não é um cínico nem um niilista. “O ceticismo é uma abordagem provisória das afirmações, é a aplicação da razão a todas as ideias”, diz. “O ceticismo é um método, não uma posição. Os céticos não entram numa investigação fechados à possibilidade de que o fenômeno seja real ou a afirmação seja verdadeira. Quando dizemos que somos céticos, queremos dizer que precisamos ver evidências concretas antes de acreditar.”

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Cérebro e crença

Sintetizando trinta anos de pesquisas, o psicólogo e historiador da ciência Michael Shermer subverte o pensamento tradicional sobre como os humanos formam suas crenças referentes ao mundo. Em palavras simples, as crenças surgem primeiro e seus motivos vêm depois. O cérebro, afirma Shermer, é o motor da crença. Usando dados sensoriais que fluem a partir dos sentidos, o cérebro procura e encontra padrões, para depois infundir-lhes significado na forma de crenças. Concebidas as crenças, nosso cérebro subconscientemente busca evidências que as confirmem, acelerando o processo de reforço – e esse continua num feedback positivo. Em Cérebro e crença, Shermer oferece exemplos reais de como o processo ocorre, indo da política, economia e religião para teorias conspiratórias, crenças sobrenaturais e paranormais. Demonstra por que a ciência é o melhor instrumento já concebido para determinar se nossas crenças correspondem ou não à realidade.

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Michael Shermer Professor e escritor norte-americano, é mestre em Psicologia experimental e Ph.D. em História da Ciência. Articulista semanal da Scientific American, é também fundador da Sociedade dos Céticos, instituição que publica a revista Skeptic e que investiga questões que se apresentam como paranormais ou supernaturais e que promove conferências com os principais nomes da ciência atual. De um cristão fervoroso na juventude até a mudança da faculdade de Teologia para Psicologia e Biologia, a diversificada história de vida de Shermer foi decisiva para que ele abordasse os mesmos questionamentos sob outros ângulos. Atualmente, divulga suas ideias pelo mundo através de palestras e escreve livros que rapidamente se tornam best-sellers.

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21
nov
11

Palavraria indica: livros de Alain de Botton

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Conhecido mundialmente por abordar em sua obra temas ligados à vida cotidiana, tais como o amor, a arquitetura, a literatura e a religião, o filósofo suíço Alain de Botton está em Porto Alegre, nesta segunda, 21, participando do seminário internacional Fronteiras do Pensamento. A propósito,  indicamos duas recentes edições brasileiras de livros do autor.

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Em Religião para ateus, o filósofo – e ateu obstinado – Alain de Botton discute o principal erro do ateísmo moderno: negligenciar os aspectos relevantes das religiões após o descarte dos princípios centrais das fés. Embora, em um primeiro momento, a discussão a respeito da existência ou não de Deus possa ser considerada como um divertido exercício, ao observar os ritos e conceitos morais que regem as religiões, o autor propõe um passo adiante. Dissecadas, crenças, como cristianismo, judaísmo e budismo, podem ser compreendidas como arcabouços éticos estruturados por nós para atender à demanda humana de viver em comunidade, controlando sua tendência à violência, estimulando hábitos essenciais, como a compaixão e o perdão, e reconfortando mente e corpo diante do sofrimento. Com uma linguagem acessível e provocativa, Alain de Botton discute como as religiões são sábias por não esperar que lidemos sozinhos com nossas emoções e sugere como a sociedade contemporânea pode fazer uso dessas ferramentas para mitigar alguns dos males mais persistentes e negligenciados da vida secular. Ao descartar os dogmas e o sobrenatural, o autor propõe o resgate de uma sabedoria que pertence a toda humanidade, inclusive aos mais céticos.

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Em um avião percorrendo o trecho Paris-Londres, um homem e uma mulher sentam lado a lado. Um puxa conversa, o outro corresponde. E, junto à esteira de bagagens, ele já tem certeza de que está apaixonado por Chloe. Este enredo todo mundo conhece, mas o que faz de Ensaios de amor um livro único é a profundidade com que o autor analisa cada uma das emoções envolvidas num relacionamento, fazendo uso de um gênero híbrido entre narrativa e ensaio. Alain de Botton, ao lançar seu olhar de filósofo sobre os meandros do amor, produz um livro que é um convite à reflexão sobre os sentimentos muito delicados e até mesmo nebuloso, sobre os quais muitas vezes se prefere calar, como aquilo que não é dito no primeiro encontro, ou a hesitação em dizer “Eu te amo”.

A presença de Alain de Botton entre nós vem de certa forma afirmar um fato cultural já notório: a filosofia aplicada aos temas do cotidiano volta a interessar. A propósito disso lembramos que as inscrições para o Curso de Filosofia da Unisinos encerram nesta terça, 22/11, e o vestibular acontece no próximo sábado, dia 26/11. Veja informações mais detalhadas em http://bit.ly/rQKH1u.

Serviço:

Religião para ateus, Editora Intrínseca – R$ 19,90

Ensaios de amor, Rocco & L&PM Editores – R$ 16,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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27
mar
11

Palavraria indica: Três esquizos literários: Antonin Artaud, Raymond Roussel e Jean-Pierre Brisset

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Três esquizos literários – Antonin Artaud, Raymond Roussel e Jean-Pierre Brisset, de Marcos Eduardo Rocha Lima. Editora Sulina / Editora da UFRGS, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 35,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Este livro é o resultado de uma tese de doutorado, em que o autor coloca todo seu estilo ensaístico e acadêmico num texto vibrante que contagia por seu estilo desconcertante, um estilo que, descomprometido com respostas e verdades, busca lançar as questões em um jogo de xadrez x poder e que traz aos leitores o embate da escrita, da autoria e da loucura. Os loucos dançam, os loucos cantam, os loucos escrevem. É simples assim. E é como Marcos Eduardo Rocha Lima aproxima e embaralha o que ele chama os Três Esquizos Literários. Para longe do diagnóstico que estigmatiza e do autoritarismo da razão sobre a loucura, o contato aqui com e entre Artaud, Roussel e Brisset é procedido muito mais pela festa que seus feitos escriturais suscitam. À beira dessa esquiza tríade de nomes próprios, permanecem a inspiração e a alegria da vida que só mesmo loucamente pode redundar, como diria Michel Foucault, em beleza possível.

Marcos Eduardo Rocha Lima nasceu em Goiânia. Formado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), prosseguiu seus estudos com mestrado em Filosofia pela UFMG, mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorado em Literatura pela UFSC. Atuou como professor da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), na Cidade do México, da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), em Belo Horizonte/MG, e na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), em Itajaí/SC. Atualmente, é professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFSC e coordenador do Projeto de Extensão intitulado “Grupo de Teatro, Cinema e Terapia para Usuários do CAPS”.

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24
mar
11

Palavraria indica: Ópera – Guia ilustrado Zahar

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Ópera. Guia Ilustrado Zahar – Compositores, Sinopses, Cantores, Montagens, de Alan Riding & Leslie Dunton-Downer. Zahar, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 64,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Um guia completo que traz 165 sinopses de óperas de diversas partes do mundo; a história de 400 anos de música cênica, do Renascimento italiano aos dias de hoje; informações sobre os grandes intérpretes e fotografias deslumbrantes de centenas de encenações clássicas e modernas. E ainda revela a vida dos mestres da ópera, do início do século XVII a compositores contemporâneos e experimentais como Thomas Adès e Philip Glass.

Um panorama abrangente e elucidativo, que faz qualquer um se sentir em uma encenação de verdade.

Alan Riding é um devoto da ópera que, como correspondente de arte europeia do New York Times, já cobriu inúmeras produções operísticas em teatros de Londres a Viena, de Berlim a Milão, de Paris a Nova York.

Leslie Dunton-Downer é autora de libretos para óperas produzidas em Aspen, Nova York, Paris, Evian, Spoleto (Itália) e Moscou. Colaborou com renomados compositores, regentes, cantores e diretores da Europa, Ásia e América do Norte.

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22
mar
11

Palavraria indica: Contos, livro de Ivo Bender

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Contos, de Ivo Bender. L&PM Editores, 2010.

À venda na Palavraria – R$ 36,00

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Neste livro a realidade se coloca a serviço do fantástico e o cenário apresentado é completamente novo e, por que não, inusitado. O autor apresenta em seus contos um novo e curioso olhar sobre o Rio Grande. A temática da imigração europeia – sobretudo alemã – é grata pelo autor, já que reaviva suas memórias em São Leopoldo, interior do Rio Grande do Sul. A partir deste ponto, Bender constrói a vida dos homens e mulheres que povoaram a região.

Assim como Ítalo Calvino, Ivo Bender cria suas cidades invisíveis, conta aquilo que elas têm de mais singular para então usá-las como plano de fundo na ambientação de sua narrativa. Este detalhe é importante para entender contos como Campos de Santa Maria do Egito, Vale das Tílias, Sonora, Pedra Marcada, Brau Lopes, Espinheiros, Mercês, Aljofres e Corticeira. Todos estes relatos carregam nomes de cidades inventadas por Ivo Bender. Com estes nove contos – frutos da sua produção recente, com exceção de Campos de Santa Maria do Egito, escrito há mais de dez anos –, Bender tece um novo mapa para a geografia sulina e mostra que além de um grande dramaturgo é também um habilidoso narrador.

Ivo Bender, natural de São Leopoldo (RS), é autor de Queridíssimo canalha (1971), Quem roubou meu Anabela? (1972) e a Trilogia perversa (1988). Dramaturgo, professor aposentado do curso de Artes Dramáticas da UFRGS e é mestre e doutor em Teoria da Literatura pela PUCRS. Agraciado em 2002 com o Prêmio Açorianos de Literatura na categoria literatura dramática pela peça Mulheres Mix, este volume marca a estreia de um dos maiores dramaturgos brasileiros contemporâneos na escrita de relatos breves. Ivo já traduziu obras de Jean Racine, Emily Dickinson e Harold Pinter e encenou O Macaco e velha.

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