Posts Tagged ‘A crônica de Emir Ross

24
nov
13

A crônica de Emir Ross: Coisas que odeio

.

.

Coisas que odeio, por Emir Ross 

 

A segunda coisa que mais odeio na vida é ser escritor. A primeira é não ter leitores. Ser escritor é passar o dia sozinho frente a um papel mudo. E passar a noite mudo frente a mulheres que esperam a gente dizer alguma coisa.

Não ter leitores é ainda pior. É ter a certeza que você deixou de comer gostosas durante meses a troco de nada.

Eu não entendo muito de troco. Talvez, se entendesse, minha conta bancária permitiria pagar as gostosas ao invés de perdê-las por falta de assunto.

Este é um dos maiores paradoxos da minha limitada galáxia. Se tenho tanto assunto para encher folhas inúteis, por que não tenho uma linha sequer para despir uma peça de roupa de uma pseudo-modelo.

Não entendo os paradoxos. Por vezes, acho que são iguais aos meus leitores: não existem. Por vezes, penso que são uma teoria da conspiração: estão em todos os lugares, menos onde deveriam.

Mas o dever nada mais é do que algo que inventaram para ser burlado.

Eu, como não tenho deveres, vivo inventando regras. Afinal, só é possível de se quebrar uma regra depois dela existir. Talvez essa venha a ser a quarta coisa que eu mais odeie na vida. A terceira, com certeza, serão as pessoas que conseguem quebrar regras sem ter que inventá-las.

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.

Anúncios
10
nov
13

A crônica de Emir Ross: Sedentário funcional

.

.

Sedentário funcional, por Emir Ross 

 

Sou sedentário funcional. Minhas células absorvem o exercício, mas não interpretam. Seria o mesmo que ter horas de voo e não saber pilotar. Ou ter o diploma do ensino médio e não saber o significado desse parágrafo. O que não seria novidade.

Antigamente, recebia diploma quem exercitava a massa cinzenta. Porém, pelas mudanças estatais, hoje é mais interessante se ter escolas que não ensinam. Ou ter pedreiros que não sabem fazer uma argamassa. Ou funcionários públicos que, bom, deixa pra lá.

Somos o país do deixa pra lá.

Já fomos o país do café, o país do futuro, o país do futebol. Hoje somos o país do deixa pra lá. Dos analfabetos funcionais, dos sedentários funcionais. Dos políticos funcionais. Aqui, só não é funcional o jeitinho. Todos têm o seu.

O tupiniquim tem jeito pra tudo.

Pra acordar mais tarde sem ser notado.

Pra servir-se mais no buffet à quilo pagando o mesmo.

Pra passar no vestibular sem saber patavinas.

Patavinas, por contraponto, é uma das palavras mais injustiçadas do dicionário. Aí vocês perguntam: Mas patavinas existe no Michaelis?

Não.

Não existe. Temos um dicionário funcional.

É claro que ele não é tão funcional quanto as escolas dos sonhos dos governantes. Mas tem lá seu valor na nossa escola dos deixa pra lá.

O que eu acho disso tudo?

Que sou um sedentário funcional. Um pagador de impostos funcional. E tenho um saco funcional. Afinal, pra aguentar tanto finge que faça que eu finjo que acredito, só tendo mesmo as bolas murchas. Ou uma conta nas Ilhas Patavinas.

 

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.

27
out
13

A crônica de Emir Ross: Os gurus

.

.

Os gurus, por Emir Ross 

O Davi Coimbra é um ícone. Um rótulo. Uma marca de texto e de ser humano. Para ser mais específico, uma marca de homem. Um homem que sabe o que está fazendo e, principalmente, sabe o que estão pensando dele. Eu o respeito. Muito mais por ele ser exatamente o oposto do que cria para si: tenho certeza disso. Mas o respeito muito mais por algo que ele disse um dia e apenas eu sei.

“Se o filme tiver a palavra ‘amor’ no título, não assisto que é furada.”

Concordo com o Davi. Confesso que passei a admirá-lo como pessoa após ouvi-lo dizer isso.

O DC conseguiu resumir em uma frase e uma atitude o que eu passara a vida buscando. Contei essa descoberta para a Juliana, que torceu o nariz. Tudo bem, as mulheres sempre preferem não se entregar por inteiro ao que sabem ser verdadeiro.

Agora, finalizo o que falei no início desse texto: o Davi Coimbra é um guru.

Eu havia pensado em escrever esta crônica para relatar uma descoberta fantástica. Uma descoberta minha que mudaria a visão da crítica como um todo. Havia pensado por esses dias que se passaram em relatá-la; para isso utilizaria a frase do DC para introduzir o tema. O Davi nada mais seria que um exemplo como início de raciocínio mais ou menos assim: ‘o Davi Coimbra disse que se o filme tiver a palavra amor no título é uma senha indicando que você não deve assisti-lo. Partindo disso, descobri…’

E, agora que estou escrevendo esse texto, esqueci qual fora minha descoberta fantástica que mudaria a visão sobre as artes como um todo.

Todavia, conhecendo-me um pouco como me conheço, minha fórmula deveria ser mais ou menos um ‘jamais leia um livro que comece com O dia estava…’ ou ‘jamais compre quadros de pintores que tenham feito flores coloridas.’

Como se Van Gogh e Poe não fossem recomendados.

Mas já que esses autores são ícones em suas áreas plásticas e literárias, assim como o Davi é nas guruísticas, creio que nada lhes tenho a dizer, pois sequer tenho a competência de anotar minhas idéias extraordinárias para não esquecê-las no dia seguinte. Está aí a grande diferença entre eu e os grandes mestres.

Idéias inovadores todos têm. Raciocínios fantásticos, todos fazem. Competência para anotar isso na mesa de um bar ao invés de ficar olhando para as pernas da gostosa de vestido curto, só os gurus possuem.

 

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.

12
out
13

A crônica de Emir Ross: Fred

.

.

Fred, por Emir Ross

Conheço o Fred há mais de 10 anos. Quinze? O Fred sempre acha que me surpreende. Eu finjo que acredito. Depois faço um contraponto. Só para confundi-lo. Certa vez tentou convencer-me sobre a existência de sereias. Assistira a um documentário.

“Sério, elas existem”.

Ele sempre acha que me traz novidades. Eu disse duvidar daquela história. Só pra causar polêmica.

“É uma invenção, meu camarada.”

Despedi-me. Minha sereia precisava ser alimentada. Vive lá em casa há dezenove anos. No aquário. Do quarto.

Sou seguidor daquele santo que só crê no que vê. Ou seja, faz pouco tempo que acredito em sereias.

Então o Fred veio com outra novidade: as pessoas mais felizes do mundo vivem numa ilhazinha da Oceania, praticamente sem eletricidade, moeda corrente, comércio e blá-blá.

Certamente são as mais felizes. Primeiro porque não tem a CEEE para lhes trazer problemas. Depois por não haver moeda. E comércio. Ou seja, as mulheres fazem o que têm que fazer e não ficam cobrando alianças vinte e quatro quilates e o diabo a cinco.

Gosto muito do Fred. Conversando com ele, me sinto na vanguarda.

Mas a vanguarda nada mais é que um motivo de preocupação. Queremos tanto nos sentir exclusivos e na frente de todos que acabamos sempre dando um passo atrás. A humanidade se divide em círculos. Nos primórdios, se usava pouca roupa. No século XXVIII, muita. Agora estamos diminuindo. No carnaval, tiramos tudo.

Não creio que a roupa seja a essência da felicidade. Mas não dá pra contestar que as melhores coisas da vida se faz sem ela. O que seria de um banho de mar, por exemplo, usando de terno e gravata? A Cicarelli não iria gostar.

Mas a opinião dela não é das mais importantes. O que vale é a opinião do Fred. Apesar de formais, são conciliatórias. Acredito que ele foi uma princesa em outra vida. De uma tribo ou nação da América Central. Onde se usava pouca roupa e fazia-se sacrifícios humanos. Por isso seu não-medo de morrer. E seu desejo de levar a vida leve.

Eu não consigo.

Minha vida é pesada. Começando pela balança. Continuando pelas opiniões. Tudo em mim tem um peso enorme. Não acredito nos outros, muito menos em mim. É tão complicado definir as coisas, quanto mais dar nome às criaturas. Para mim, tudo é uma invenção. Duvido que seria feliz naquela ilha da Oceania. Primeiro por não conseguir viver sem energia elétrica. Segundo, por eu não conseguir viver sem problemas. E, terceiro, porque aquela ilha não existe. Minha sereia que o diga.

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.

29
set
13

A crônica de Emir Ross: Venda

.

.

Venda, por Emir Ross

Vendo meu carro. Por uns tostões a mais entrego também a carteira de habilitação. Se o comprador desejar, vendo juntamente meu nome. E, caso haja interessados, poderia oferecer os dentes. Um rim. Ou as coisas que aprendi na última década.

Em Porto Alegre tudo é negociável. Do teste do bafômetro à esposa do melhor amigo. Só há uma coisa que não se pode ter nesta cidade: automóvel. Por isso vendo o meu. Ou troco por um skate.

Aqui, ao se estar ao volante, nada pode ser feito com tranquilidade. Ou afeta-nos o trânsito que insiste em pensar que somos pílulas numa cartela de neosaldina ou afeta-nos o pavor, que insiste em sugerir que o motoqueiro a aproximar-se é um assaltante em potencial.

Eu já tinha neuroses suficientes. Agora, apavoro-me toda vez que me sugerem pegar o carro para ir ao futebol. A combinação automóvel-PortoAlegre já virou epidemia. Os glóbulos de um não aceitam as veias do outro. É só afrouxar o relaxômetro e a Brigada abre mais uma pasta de casos a resolver.

Mas então, quem será doido o suficiente para comprar meu carro? O mesmo sujeito que tiver o santo discernimento de comprar também um rim a fim de estocar no Mãe de Deus para quando algum membro da família vier a necessitar.

O carro custa seguro, combustível, estacionamento, condomínio, manutenção, lavagem, e outras coisas mais que não utilizo. Mas custa, principalmente, tensão, ou o contrário dela. Custa saúde. Houve época em que eu pagava seguro do meu Ford e não sobrava dinheiro para o Plano Fátima. Oficina autorizada para ele, fila do SUS e tapinha nas costas pra mim. No entanto, ratifico aos compradores que meu rim está em perfeito estado de conservação, como podem ver, nunca foi batido, riscado, nem nada, é original de fábrica e tem todos os manuais de nascimento e vacinação. Depois de retirado é só lavar e congelar. Caso for da vontade do cliente, pode mandar avaliar por um médico de sua confiança.

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.

15
set
13

A crônica de Emir Ross: Titãs

.

.

Titãs, por Emir Ross

Todo ano é a mesma história.

De um lado o CPERS – professores não precisam apenas dinheiro para se alimentar e pagar o T2. Precisam de um sistema que lhes permita serem professores.

Do outro lado, o Governo – o governo não tem verba para aumentar os salários e permitir que os professores se especializem ou comprem livros. Precisa implantar sistemas em que alunos não repitam o ano, repetência é prejuízo.

No meio, os alunos – alunos acham ótimo que professores e governo não se entendam e que todo ano saia greve. Férias fora de época. Passagem de ano garantida. A ignorância é uma dádiva.

A briga entre quem quer ensinar e quem quer se livrar do problema é um duelo que se estende desde que descemos das árvores. Professores alegam que se quisessem apenas remuneração, não seriam professores. Iam ser qualquer outra coisa. Catar latas ou limpar banheiros públicos. Fazem por ideologia.

Mas nos primórdios do século XXI, as ideologias soam como algo démodé, esquisito. Brega. Ainda mais ao sul tupiniquim.

Ideologia é conta bancária. Dinheiro para as Brahma. Para a vodka com rédibul.

Professores formaram-se para ensinar. Não fizeram seis anos de psicologia. E se sequer conseguem convencer o governo de que são imprescindíveis para o desenvolvimento saudável da sociedade, penso que fica ainda mais difícil convencer os alunos que pensam não precisar estudar, pois o tio pedreiro nunca estudou e “tira três mango por mês.”

Os alunos são clientes do governo. O governo vai pela tangente. Pega o caminho mais fácil. Todos pegam o caminho mais fácil. Empurram com a barriga. Que é o que mais cresce nessa história. Junto com a baixa estima dos professores.

A saída é a greve. A entrada também.

Entrada para um túnel sem saída. Vez por outra aparece uma luz. Mas pouco ilumina. Uns se jogam contra ela. Outros, tapam com as mãos.

O duelo é de Titãs. Seres imortais. Sempre haverá governo, professores e alunos. Uma pena que a parte que deveria estar mais interessada nesse assunto apenas assiste de camarote. Ou nem isso.

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.

01
set
13

A crônica de Emir Ross: Borges

.

.

Borges, por Emir Ross

Tenho uma amiga escritora, a Dani Langer. Ela escreve muito melhor do que eu. Na real, eu nem escrevo. Ela sabe o que faz: é acadêmica, seus textos são limpos e aparados; encaixados e bem-servidos.

Nos meus, o único encaixe é no quadril dos personagens. Os textos são sujos de porra e lama e não são servidos: quem quiser, que se preste.

Talvez por isso a Dani Langer seja melhor escritora que eu.

Mas, talvez, ela seja melhor por gostar de Borges. Jorge Luis Borges.

Certo dia, numa conversa entre escritores, disse ela ao público: “façam um favor a vocês mesmos, leiam Borges”.

Eu já havia feito aquele favor a mim mesmo. E confesso: não gostei.

Achei Borges fantástico, fenomenal, excelente, maravilhoso, genial e tudo mais de bom que pode-se achar de um escritor. Mas achei-o muito limpinho. Não gostei.

Acho Borges muito bom.

Mas não gosto.

Não sei por que não gosto. Não gosto e pronto. Talvez por ele ser real, perfeito, conceitual, ícone, referência, cult, recomendável, intelectual. Taí, não gosto porque ele é intelectual. Não gosto de intelectuais. A cada cinco textos repito que intelectuais para nada servem.

Eu gosto de coisas vivas. Gosto do absurdo. Do bizarro. E gosto da irrealidade.

Borges transforma as invenções em verdades.

Eu prefiro quem transforma mentiras em mentiras. E nos faz acreditar nisso. Eu gosto de acreditar nas coisas improváveis.

Acredito até no ser humano.

Por isso não vivo no mundo real. Às vezes é válido manter-se ignorante. É mais salutar física e mentalmente.

As pessoas, de modo geral, gostam de Borges. Acho que a maioria delas gosta porque não entende. A outra parte gosta porque lhes dizem que é cult, recomendável, intelectual… Faz parte do jogo. Essas pessoas são como eu: não vivem no mundo real.

Qual a diferença, então? Nenhuma.

Tenho certeza de que gostar ou não de Jorge Luis Borges não fará diferença alguma na vida das pessoas. Assim como não faz diferença casar com marido rico ou pobre, dormir com mulher bonita ou feia, passar o final de semana em Mônaco ou Tramandaí.

A diferença é que tem gente que lê Borges e não gosta: e tem gente que gosta, mas não lê. Tem gente que casa com marido rico, mas não casa. Assim como tem gente que passa o final de semana em Tramandaí, mas está em Mônaco.

A diferença, portanto, pode não ser o que se faz. Tenho certeza de que vocês me entendem ipsis literis. Se não, por favor, bóra ler Borges.

.

Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

.

Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

.

.




setembro 2017
S T Q Q S S D
« out    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Categorias

Blog Stats

  • 617,854 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com

%d blogueiros gostam disto: