Posts Tagged ‘Antonio Machado

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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 16, A poesia de Antonio Machado – Ciclo de Poetas de Língua Espanhola. Com Raquel Grossman, María Cinta Aguaded Gómez, Jane Felipe, Maximiliam Kurz, Cristina Rosa e Felix Gonzalez.

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16, segunda, 19h: A poesia de Antonio Machado – Ciclo de Poetas de Língua Espanhola. Com Raquel Grossman, María Cinta Aguaded Gómez, Jane Felipe, Maximiliam Kurz, Cristina Rosa e Felix Gonzalez.

Antonio Machado

Antonio Machado (1875-1939), poeta sevilhano, deixou um grande legado dentro do Modernismo espanhol, formando parte da denominada Generación del 98. Foi eleito membro da Real Academia Espanhola. Alguns de seus livros publicados mais importantes: Soledades, Campos de Castilla e La Guerra. Podemos destacar entre sua obra poética: A un olmo seco, Caminante no hay camino, El crimen fue em Granada, Anoche cuando dormia, Elegía de um madrigal, Españolito que vienes al mundo e La mujer manchega. Em português encontram-se alguns poemas traduzidos na Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea, traduzida e selecionada por José Bento (ASSÍRIO & ALVIM, 1985).

Coordenação geral:
raquel grossman
Profª Raquel Grossman – Uruguaia, reside no Brasil há muitos anos. Formada em nutrição pela Faculdade de Medicina de Montevidéu; professora de música pelo Conservatório Musical Kolischer, Montevidéu. Atualmente leciona o idioma espanhol, ministrando aulas particulares de conversação, individuais ou em grupo, bem como na preparação de profissionais em suas diversas áreas de atuação. Coordena seu próprio curso, cujo diferencial consiste em atividades culturais bilíngues em espanhol-português.

Participações especiais:
maria cinta
Profª Drª María Cinta Aguaded Gómez – Espanhola, de Sevilla, é licenciada em Psicologia pela Universidad de Sevilla, também é pedagoga e professora da Universidad de Huelva, Espanha. Integra os grupos de pesquisa “Ágora” e “Comunicar”, em Andalucía sobre competência midiática. Realizou estágios em centros estrangeiros França, Itália, Suécia, Bélgica e Portugal. É coordenadora Erasmus de alunos de Catania (Sicilia). Publicou vários livros como autora e coautora, bem como artigos em revistas. Atualmente faz pós-doutorado na FACED/UFRGS.

jane felipeProfª Drª Jane Felipe – Carioca, é professora de graduação e pós-graduação da FACED/UFRGS. Psicóloga (UFRJ), Mestre (UFF/RJ) e doutora em Educação (UFRGS). Pós-doutorado em Cultura Visual (Universidad de Barcelona). Atualmente coordena a pesquisa Violências de gênero, amor romântico e famílias: entre idealizações e invisibilidades, os maus tratos emocionais e a morte. Possui inúmeras publicações na área de gênero, sexualidade, infâncias e educação.

maximilian kurzMaximiliam Kurz – alemão, é licenciado em línguas românicas (francês e português), pelo Instituto de Línguas Românicas da Universidade de Leipzig; Mestrado em “línguas e tradução” pela Universidade Johannes Gutenberg de Mainz em Germersheim. Atualmente faz Pós-graduação na UFRGS. Nas horas vagas é trompetista da banda Farabute.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAProfª Drª Cristina Rosa – Gaúcha, Cristina Maria Rosa é Doutora em Educação (UFRGS, 2004) e Pós-Doutora em Estudos Literários na Educação pela UFMG (2011). Trabalha como Professora na área da Alfabetização e da Leitura Literária na FaE/UFPel, é uma das tutoras do PET/Educação e Coordena o GELL – Grupo de Estudos em Leitura Literária. Recentemente, organizou a obra Escritas, Leitores e História da Leitura (2012) e os didáticos A Velha, a mosca e a narrativa (2012) e Nosso Abecedário (2013). Cristina é autora dos livros infantis De arqueologias e de Avôs, Luíza, Cobras no Laranjal, Frederico, o Príncipe e Irmãzinha de Estimação (os dois últimos em formato e-book). Seu último livro, intitulado “Onde está meu ABC de Erico Veríssimo? Notas sobre um livro desaparecido” (Ed. da UFPel), será lançado no dia 17 de dezembro no Centro Cultural CEEE – Erico Veríssimo.

felix gonzalezProf. Dr. Felix Gonzalez: colombiano, formado em Medicina Veterinária pela Universidad Nacional de Colômbia. Mestre em Fisiologia Animal pela mesma universidade e doutorado em Bioquímica e Fisiologia Animal (Universidade Federal de Viçosa/MG). Possui pós-doutorado em Bioquímica Clínica (Universidad de Murcia, Espanha) e em Metabolismo de Bovinos Leiteiros (Universidad de Santiago de Compostela, Lugo, Galícia/Espanha). Poeta nas horas vagas.

Participação musical:
André Leite de Souza: Historiador, multi-instrumentista, compositor e produtor musical. Trabalha com música desde 1989 e foi durante muitos anos guitarrista e arranjador do grupo Los Rockeros com apresentações no Brasil e no exterior. Atualmente tem como foco a composição musical de uma ópera rock cujo cenário é o bairro Cidade Baixa.

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nov
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Conversas na biblioteca, com Carla Osório: Os poetas e os caminhos

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Os poetas e os caminhos, por Carla Osório

Vendo e ouvindo o vídeo de “Cantares” publicado pela Palavraria recentemente [post de 19 de junho] me emocionei. Aquela multidão cantando um poeta que morreu durante a guerra civil espanhola, não assassinado como Federico Garcia Lorca, mas provavelmente de tristeza no exílio, poucos dias após cruzar a fronteira juntamente com milhares de espanhóis e chegar à França .

Muitos podem não saber quem é Antonio Machado, como eu não sabia até ouvir Joan Manoel Serrat, que fez um long-play (isso mesmo um vinil) inteiramente com poemas musicados. Essa é a grandeza desse Serrat e desse tal de Antonio Machado. Os cantares permanecem atuais e seguidamente me ouço dizer: “Caminante no hay camino, se hace camino al andar”.

O problema dos poetas é que eles nos acompanham e muitas vezes pedaços de seus poemas servem de ganchos para a vida. Cito alguns dos meus: “Vai, Carla, ser gauche na vida (Drummond); “Lento e bruto eu mudo, sei que vem outubro (Nei Duclós); “Todo o ex amor é um deus, nós é que perdemos a fé (Celso Gutfriend); “É a parte que te cabe deste latifúndio (João Cabral de Mello Neto ). Tem mais no meu baú imaginário, versos que fazem parte do cotidiano e que me fazem continuar.

Alguns me dão alento, outros me empurram para o mundo e não escapamos impumemente desses caras que reviram nossas entranhas e as expõem ao mundo ou que reviram as entranhas do mundo e as expõem a nós.

Antonio Machado refletiu em seus poemas uma Espanha decadente e em crise, Serrat o trouxe de volta ainda na ditadura de Franco, para revelar esse mesmo aspecto da sociedade espanhola.

“La España de charanga y pandereta,
cerrado y sacristia
de espíritu burlón y de alma quieta
há de tener su mármol y su dia,
su infalible mañana  y su poeta”.

Serrat e Antonio Machado se encontram e se complementam em momentos históricos diferentes, mas ambos souberam captar a decadência de uma era e o surgimento de outra. Ambos souberam nos dizer que o caminho não está traçado, que ao andarmos é que o construímos.

Carla Osório é sócia-proprietária da Palavraria.

As Conversas na Biblioteca, de Carla Osório, são publicadas neste blog na segunda sexta-feira de cada mês.

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