Posts Tagged ‘Cristina Macedo

17
nov
10

Aconteceu na Palavraria: debate Cinema, literatura e condição humana

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Nesta quarta, 17, a professora Maria Helena Martins recebeu a escritora Cristina Macedo, para mais um dos Encontros sobre Arte, Cultura e Saúde, promoção do CELPCYRO na Palavraria. O tema da vez foi Cinema, literatura e condição humana. Fotos do encontro.

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16
nov
10

Vai rolar na Palavraria: 17/11: Cinema, literatura e condição humana – Encontros sobre arte, cultura e saúde

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17, quarta, 19h: Cinema, literatura e condição humana, palestra e debate com Maria Helena Martins, Guilherme Castro e Cristina Macedo. Encontros sobre Arte, Cultura e Saúde, promoção do CELPCYRO na Palavraria.

Neste encontro, sob a coordenação da professora Maria Helena Martins, o cineasta Guilherme Castro apresenta seu curta-metragem Terra prometida e a escritora Cristina Macedo lê seus contos, obras que serão abordadas a partir do mote A arte imita a vida ou a vida inspira a arte, por mais absurda e irreal que esta possa parecer?

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Filha do escritor e médico psiquiatra e psicanalista Cyro Martins, Maria Helena de Sousa Martins nasceu em Porto Alegre. Criou o CELP Cyro Martins – CELPCYRO, em 1997 e, desde então, é sua Diretora-presidente, coordena seus projetos de pesquisa, eventos, cursos, publicações e o conteúdo deste site. Lecionou na UFRGS e na USP, na qual se tornou Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada (FFLCH). Além de docência e pesquisa universitárias, sempre gostou do convívio com saberes e fazeres extra acadêmicos. Daí sua participação em projetos como o PROLER, percorrendo o Brasil pela formação de leitores. Também vem desse gosto sua consultoria para as Secretarias de Educação e de Cultura do Município e do Estado de São Paulo, e para o Instituto Itaú Cultural. A interação de linguagens verbais e não verbais, assim como tensões, provocações e iluminação mútua entre diferentes áreas do conhecimento e artes povoam suas conjeturas e questionamentos. Cursos, seminários e oficinas que ministra são especialmente voltados para a relação do leitor com a obra, o processo de atribuição de significados ao que lê, influenciado por vivências e expectativas suas. Tudo isso tem sido carreado para o maior dos desafios de sua atividade profissional, que é dar vida e consistência aos trabalhos no CELPCYRO.

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Cristina Macedo, professora de inglês, escritora e tradutora, nasceu em Santa Maria e vive em Porto Alegre. É mestre em Literaturas de Língua Portuguesa, pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), com a dissertação A Mulher em O Tempo e o Vento. Traduziu Ariel, de Sylvia Plath, juntamente com o poeta Rodrigo Garcia Lopes (Editora Verus, em 2007). Publicou contos na antologia Ponto de Partilha I, organizada pelos escritores Valesca de Assis e Rubem Penz (Editora Kalligraphos, 2008) e na coletânea de poesia, ensaios e contos Arca de Impurezas (Território das Artes Editora). Criou em 2008 o Sarau Literário Zona Sul, que apresenta uma vez por mês em bares e restaurantes da zona sul da cidade, divulgando a obra de poetas e escritores.

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Guilherme Castro é cineasta, atuando como diretor e roteirista, além de professor universitário. Entre os filmes que realizou, estão Terra Prometida (Kikitos de melhor direção, filme e atriz, e Kandango de melhor filme); Transversais, documentário da série Fronteiras do Pensamento; Becos, documentário em 35 mm. Para a RBS TV: roteiro do especial Mario Quintana Sou Eu Mesmo; roteiro e direção do especial Garibaldi, herói de dois mundos; os episódios O Massacre dos Bugres e Mariazinha, da série Histórias Extraordinárias; Fazenda Itu, da série Estâncias e Fazendas. Para a TVE RS: coordenador do projeto de teledramaturgia Histórias do Sul, em 5 episódios de 30 minutos cada, com adaptações de obras literárias para a televisão; os programas de televisão TV CINE e Crônicas do Tempo; coordenador do projeto Sul Sem Fronteiras: 14 documentários para a televisão; o documentário ‘Êxodos’, com pronunciamentos e fotos de Sebastião Salgado; idealizador e editor-chefe do programa de telejornalismo Jornal da Cidadania, 01 hora, diário (Prêmio Direitos Humanos/Conselho Britânico/UNESCO). Presidiu a Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos e o Conselho Estadual de Cultura RS, é vice-presidente da FUNDACINE RS. Graduado em Jornalismo e Direito pela UFRGS, é professor de Cinema na UNISINOS e na ULBRA, e mestrando em Comunicação no PPGCOM/UFRGS. Atualmente realiza o LM documentário Chocolatão – O Filme e o longa metragem de ficção Porteira Fechada, baseado na obra homônima de Cyro Martins.

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17
set
10

Aconteceu na Palavraria: encontros sobre arte, cultura e saúde

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Aconteceu agora à noite, na Palavraria, o segundo dos Encontros sobre Arte, Cultura e Saúde, promoção do CELPCYRO. O tema da vez foi Sentidos, emoções e razão na leitura e na criação e contou com a participação da Drª. Maria Helena Martins, coordenadora do evento, e sua convidada especial, a escritora e tradutora Cristina Macedo. Fotos do evento.

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22
jul
09

Aconteceu na Palavraria: bate-papo com Ademir Assunção

ADEMIR_COYOTE 19 01O poeta, editor e agitador cultural Ademir Assunção – paulista de Araraquara e atualmente morador de São Paulo – andou em Porto Alegre na semana passada. Não veio para agitar – segundo suas próprias palavras; veio para visitar os filhos que moram por aqui.
Mas o Fernando Ramos, editor do Jornal Vaia, atento como sempre, não deixou passar a oportunidade: com o pretexto de lançar no Rio Grande o recém impresso número 19 da revista Coyote (da qual o Ademir é um dos editores), bolou um encontro do Ademir com três ativos nomes da poesia gaúcha – Telma Scherer, Cristina Macedo e Ronald Augusto. Na terça, 14, estavam todos na Palavraria – inclusive os filhos do Ademir – para mais um estimulante bate-papo.

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A conversa girou em torno das revistas literárias: o fazer cotidiano e os desafios dos editores alternativos (a expressão é minha) para manter viva a palavra poética num mundo mercantilizado. Aliás, registro umas duas ou três frases de Ernesto Sábato que fizeram bela moldura para a discussão. A título de editorial, aparecem lá nas primeiras páginas da Coyote 19:

Não devemos desperdiçar a graça dos pequenos momentos de liberdade de que podemos desfrutar: uma mesa compartilhada com pessoas que amamos, umas criaturas que ampararemos, uma caminhada entre as árvores, a gratidão de um abraço. Nós nos salvaremos pelos afetos. O mundo nada pode contra um homem que canta na miséria.

COYOTE 19 03

Bacana que, como manda o figurino, o papo rolou com muita leitura. As gurias e os guris da mesa se puxaram e mandaram ver muito poema bom. Aproveito para concluir esta nota, reproduzindo dois poemas lidos com muita emoção pelo Ademir, numa homenagem póstuma ao poeta Rodrigo de Souza Leão, morto prematuramente há alguns dias.

Em tempo: a revista está um primor – editorial e gráfico. Vai para minha pilha de livros na cabeceira. Coyote 19 encontra-se à venda na Palavraria por R$ 10,00.

Valeu Telma, Ronald, Cristina. Valeu Ademir. Boa, Fernando.

Um abraço do Luiz Heron

Dois poemas de Rodrigo de Souza Leão:

I
Guelras e silêncio. As formigas passeiam pelos peixes. Jonas e sua baleia estão expostos. À mostra, toda a tradição. Estandartes nas mãos. Crianças começam a cantar o estribilho do hino nacional. As bandeiras se masturbam no vento. Poetas discutem a complexidade do mundo sem complexidade. O hino é belo e a flâmula é verde e amarela. Eu só queria romper a bolha que me prende a esta casa e a estes metros quadrados. Eu iria à feira ver os peixes mortos. Sentir o odor fétido das sardinhas expostas. E não ler em algum lugar que tudo está à venda. Inclusive as cabeças dos líderes da oposição poética. Um a um decapitados por serem apenas diferentes. [Do livro O caga-regras. Pará de Minas, Virtual Books, 2009.]

napalm_01

II
Cada gol é uma medalha no peito. O general tem muitas medalhas e nenhuma guerra. Em São Paulo, certa vez, uma mulher super-poderosa disse que eu tinha sido soldado em outra encarnação. Muitas guerras a serem vencidas. Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones. Vietnã. Na veia. Helicópteros por todo o lado. Napalm. Gás mostarda. Baionetas enfiadas nos corpos. Injetando alguma química feroz. [Fragmento do livro Todos os cachorros são azuis, 2008.]

MARCADOR 01_LIVROS

 




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