Posts Tagged ‘crônicas

05
out
16

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 5, Lançamento de O livro das coisas verdadeiras, crônicas de Pedro Gonzaga.

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5, quarta, 18h30: Lançamento de O livro das coisas verdadeiras, crônicas de Pedro Gonzaga.

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23
set
16

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 24, Lançamento do livro Detetive à deriva, de Luís Henrique Pellanda.

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24, sábado, 17h: Lançamento do livro Detetive à deriva, de Luís Henrique Pellanda.

 

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Reinventar a crônica – gênero praticado no Brasil desde a carta de Caminha, passando por Machado de Assis e Lima Barreto, até os anos de esplendor de Rubem Braga e Paulo Mendes Campos – não é para qualquer um. Mas é isso que faz Luís Henrique Pellanda, com a facilidade de quem vai ali na esquina.

Esse movimento de sair de casa tem tudo a ver. Ao contrário da tendência atual de transformar o espaço da crônica nos jornais, revistas e sites em tribuna de opinião, Pellanda prefere a rua como lugar de observação e inspiração.

Às vezes uma janela basta. O cronista confessa sua fixação nelas: “Vejo uma parede e já quero esburacá-la”. Insatisfeito, desce ao chão, “tão sujo quanto o céu”: a Boca Maldita, a Ébano Pereira, a Rua XV, as praças Tiradentes, Osório e Santos Dumont (para ele, a Pracinha do Amor), o Passeio Público, o Capão Raso da infância.

Ao passar as páginas de “Detetive à deriva”, o leitor se torna íntimo de logradouros nos quais, quiçá, nunca pôs os pés. Uma Curitiba que está longe do velho (e maldoso) diagnóstico – “a fria” –, pois surge cidade intensa, quente, quase pelando, mesmo que estejamos no inverno, ao depararmos estranhos personagens em inolvidáveis situações: o velho com a menina no colo, os urubus do terraço, um par de botas abandonado, o bebê chinês, um berçário de barbados, o rastro de pétalas da Saldanha Marinho…

Tudo é descoberta nos textos deste livro. A principal delas o próprio cronista descobriu ou, na melhor das hipóteses, tratou de inventar: a relação entre o flâneur e o detetive, entre os cronistas e os autores policiais. O mistério cotidiano narrado em pistas que só o autor vê. Não à toa, a epígrafe é tirada de um romance de Raymond Chandler: “Parecia uma boa vizinhança onde se cultivar maus hábitos”. Philip Marlowe, o private eye de Chandler, era antes de tudo um sentimental. Pellanda, um lírico durão. Alvaro Costa e Silva      

Sobre o autor: 

Luís Henrique Pellanda nasceu em Curitiba, em 1973. Escritor e jornalista, é autor dos livros O macaco ornamental (contos), Nós passaremos em branco (crônicas, finalista do Prêmio Jabuti 2012) e Asa de sereia (crônicas, finalista do Portugal Telecom 2014). É cronista do jornal Gazeta do Povo.

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11
jul
16

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 12, Lançamento do livro O marido perdido – dia a dia de hospital e outras crônicas, de Luciana Silveira Campos.

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12, terça, 19h: Lançamento do livro O marido perdido – dia a dia de hospital e outras crônicas, de Luciana Silveira Campos.

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29
maio
16

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 4, Lançamento do livro Nas velas do violão – Crônicas, letras e partituras, de Raul Ellwanger. Apresentação de Nelson Coelho de Castro, cantorias e autógrafos.

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4, sábado, 17h: Lançamento do livro Nas velas do violão – Crônicas, letras e partituras, de Raul Ellwanger. Apresentação de Nelson Coelho de Castro, cantorias e autógrafos. 

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Nas Velas do Violão reuni o desejo de escrever algumas memórias, a partir de pressões que me fazem muitos amigos, e transmitir um pouco do que aprendi sobre o ofício de criar canções. Sendo um amante da musica e dos relatos meditados de vivências pessoais, tentei encaixar as duas facetas. Criador de pequenas peças (as famosas doze músicas de três minutos de um antigo disco de vinil), encontrei um formato também de pequeno fôlego, próximo da crônica, para expor ideias, lembranças, anedotas e dicas técnicas sobre 71 canções. Por isto, cada texto tem sua letra e sua partitura.

Recorrendo um bom pedaço de tempo e de vida0, incluí canções compostas desde 1967. Para abordar cada uma, me deixei levar pelo mais espontâneo que me sugeria ao ouvi-la, crendo que assim poderia transmitir o aspecto mais vital, aquele que mais me toca de cada tema. Assim, muitos detalhes e facetas que cercam cada canção e sua época, seu feitio e seu destino, deixam de ser referidos, para privilegiar o mais essencial. Pude assim oscilar entre o comentário severo sobre alguma passagem da técnica contrapontística e uma situação divertida entre músicos, pude passear com meu cão entre bromélias, pássaros e bovinos, pude tomar um chope no bairro boêmio, pude contar a angústia do exílio, pude reverenciar os parceiros que me somaram às suas artes, pude tentar compreender certas letras que não entendia, pude falar de amigas, amigos e mestr@s  que são parte da pessoa que chego a ser hoje.

Nas Velas do Violão velejam comigo parentes, ídolos, colegas, bairros, cidades, países, exílios, amores, estéticas, mancadas, éticas, sabores, alcoois, perfumes, piadas, filosofadas, bobices e seriedades. Vinicius de Morais, Mutinho, Pery Souza, Paulinho do Pinho, Tenorio Jr., Elis Regina, Jeronimo Jardim, Flora Almeida, Alfredo Zitarrosa, Toinho do Quinteto Violado, Alicia Sherman, Macunaima, Eugenia Perpetua da Rosa, Vicente Barreto, León Gieco, Mercedes Sosa, Tarrago Ros, Vicente Feliú, Toti Soler, Santiago Ellwanger, Pancho Giacobbe,  passeiam sua amizade elegante e  suas canções pelos becos, palcos e botecos de Montevidéu, Porto Alegre, Barcelona, São Leopoldo, Osório, Praia do Rosa, La Habana, Santiago do Chile, São Francisco de Assis, Palermo Viejo, Santa Tereza, Lapa, Sumaré, Auxiliadora, Bonfim, ao ritmo  de candombes e afoxés, milongas e chacareras, sambas e valsas, zambas e tangos, discutindo a harmonia, a vida, a rima, o contraponto, os pescados, a décima, o sotaque, o futebol, os amores e desamores,  a metáfora, a anacrusa, o perfume da amada, o soneto, a  sob as bandeiras americanas de Garibaldi, Getulio Vargas, Bolivar, Artigas, Allende e Marti. Um caleidoscópio, um turbilhão, uma eterna chegada:  uma boa “sopa marinera”, da beira furtiva do cais.

Por detrás e por dentro das letras, partituras e textos deste livro está o sonho de fazer música popular bonita e comprometida, numa época e num continente estremecidos. Na voz que nasce do hálito do próprio peito, está a vida vivida, o breve tempo de urgências pessoais, a vicissitude do músico de província, o suave perfume do amor familiar e da amizade, o malabarismo de escapar às tiranias, o doce e agreste sendeiro do cantautor destes tempos e destas terras.

Raul Ellwanger

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Palavraria - livros a.

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21
mar
16

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 22, Lançamento do livro Uma estranha na cidade, de Carol Bensimon.

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22, terça, 19h30: Lançamento do livro Uma estranha na cidade, de Carol Bensimon.

Uma estranha na cidade - carol
Em seu primeiro livro de não ficção, Carol Bensimon traz textos que colocam em evidência as peculiaridades e as angústias de uma geração que, enquanto aprende a decodificar o mundo, tenta ser compreendida pela que a antecedeu. Aqui estão reunidas crônicas publicadas no jornal, reflexões veiculadas em blogues e ainda um ensaio inédito sobre a busca pelo genuíno em uma cidade-fantasma dos Estados Unidos. As pautas são múltiplas: planejamento urbano e o espaço das pessoas nas cidades, viagens, tecnologia e sua interferência no cotidiano, novos paradigmas do consumo e até mesmo as maneiras contemporâneas de expressão sentimental e sexual. Antes de mudar o mundo, a geração que já viveu a revolução digital quer relações interpessoais mais livres, espera criar cidades humanas e seguras e tenta empurrar um pouco mais para longe as fronteiras geográficas. Os ventos de mudanças já estão aqui. Resta descobrir para onde navegar.

Carol Bensimon nasceu em 1982, em Porto Alegre. Publicou o livro contos “Pó de parede” e os romances “Sinuca embaixo d’água” e “Todos nós adorávamos caubóis”. Em 2012, foi selecionada pela revista inglesa Granta para integrar a edição “Os melhores jovens escritores brasileiros”. Escreve não ficção no Blog da Companhia das Letras e no jornal Zero Hora.

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13
mar
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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 12, Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda

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12, quarta, 19h: Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda (Arquipélago Editorial)

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11
mar
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 19h: Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda

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12, quarta, 19h: Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda (Arquipélago Editorial)

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A cidade, talvez a melhor das invenções humanas, é o palco no qual os personagens de Luís Henrique Pellanda ganham vida. Ali se desenrolam as mais inesperadas tramas, muitas delas cercadas de silêncio e mistério, em que caminhos e olhares se cruzam para revelar novas possibilidades. Há um bocado de lirismo, e outro tanto de fantasia. E há, sobretudo, uma profunda humanidade. Quando observados pelo cronista, a cidade e seus habitantes podem ser tudo, menos ordinários. O pelicano de Curitiba, as sereias da Praça Osório, a velha em viscose de onça, o cantor sem dentes, os fantasmas da geada e os sacrificados do verão, o sabiá enterrado vivo, uma dupla sertaneja milagreira. Nas crônicas deste livro, Pellanda nos apresenta uma metrópole em eterna reconstrução, morrendo aos poucos para reviver mais adiante – e que é aqui transformada em literatura.

ivan angelo e luís henrique pellanda 03Luís Henrique Pellanda nasceu em Curitiba (PR), em 1973. Escritor, jornalista e músico, é coeditor e cronista dos sites Vida Breve Eletroficção. Trabalhou nos jornais Gazeta do Povo e Primeira Hora e foi subeditor e colunista do Rascunho. Escreveu os livros O macaco ornamental (contos) e Nós passaremos em branco (crônicas) e organizou As melhores entrevistas do Rascunho – Volume 1 (2010) e Volume 2 (2012).

 

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11
mar
14

Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 10, Lançamento do livro Difícil explicar, contos e crônicas de João Ricardo Lempek.

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10, segunda, 19h: Lançamento do livro Difícil explicar, contos e crônicas de João Ricardo Lempek.

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08
mar
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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 10, 19h: Lançamento do livro Difícil de explicar, contos e crônicas de João Ricardo Lempek

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10, segunda, 19h: Lançamento do livro Difícil de explicar, contos e crônicas de João Ricardo Lempek. (Editora Baraúna)

difícil explicar joão lempeckDifícil Explicar é composto de 12 contos de conteúdos diversos, dois inclusive ambientados em POA e em Gramado, outro  no Rio de Janeiro, na década de 50, e os demais, sem especificação de cidade, ou estado. Os contos são narrados com muita espirituosidade e leveza, e fogem do tradicionalismo estrutural, deixando o leitor sempre na expectativa de chegar ao final, muitas vezes surpreendentes. Alguns deles levam o leitor a momentos de alegria e outros apenas provocam alguma reflexão sobre determinado assunto da nossa vida cotidiana.

João Ricardo LempeckJoão Ricardo Lempek,  gaúcho de Porto Alegre, vive em Salvador/BA, há muitos anos, onde formou família. Entretanto, nunca abandonou sua terra natal, por ter deixado aqui familiares e amigos. Com o firme projeto de voltar, escolheu a serra gaúcha como local para dedicar-se ao seu lado hedonista de escritor, realizando, assim, um antigo sonho. É economista formado na PUC-RS.

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21
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 23, o lançamento do livro Províncias, crônicas de Marcelo Canellas

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23, quarta, 19h: Lançamento do livro Províncias, crônicas de Marcelo Canellas (Editora Globo)

Convite Provincias

Províncias universais

 Em deliciosa coletânea de crônicas, Marcelo Canellas recolhe nas miudezas provincianas a matéria poética para falar da vida e de suas contradições

Um dos mais premiados jornalistas da televisão brasileira, Marcelo Canellas já rodou o mundo ao longo de seus mais de 25 anos de carreira. Mas, segundo ele mesmo, jamais deixou a cidade de Santa Maria da Boca do Monte, encravada no centro do Rio Grande do Sul — a província sempre segue com ele, alma adentro, aonde quer que vá.

O livro de crônicas que Canellas acaba de lançar, apropriadamente intitulado Províncias, comprova a profunda conexão do autor com a geografia afetiva de seus anos de formação. Santa Maria, aqui, é o arquetípico microcosmo que, sob a lente de aumento da literatura, vai desvelando o caráter universal das miudezas de um cotidiano particular.

Nesse sentido, qualquer insignificância do dia a dia – o aroma do café passado no coador de pano, a imobilidade de uma estátua-viva na praça, a desmontagem da lona de um circo – ganha renovada dimensão nesses relatos. E, também, tudo o que há de profundamente relevante passa por uma necessária releitura: filtrada sob a perspectiva “provinciana” de Canellas, a recente tragédia da Boate Kiss tem, no livro, aquela que talvez seja sua mais pungente interpretação.

marcelo canellasPublicados originalmente no Diário de Santa Maria, os textos revelam uma prosa poética fluida, delicada, a serviço da observação da vida e de suas eternas contradições. A compilação Províncias é a oportunidade de tornar o lado cronista de Canellas tão reconhecido quanto sua faceta de jornalista.

Marcelo Canellas, nascido em Passo Fundo, em 1965, é formado em comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria. Repórter especial da Rede Globo, notabilizou-se pela cobertura de temas ligados a direitos sociais e humanos. Pela série de reportagens “Fome”, exibida no Jornal Nacional em 2001, ele e sua equipe conquistaram diversos prêmios — Ayrton Senna de Jornalismo, Barbosa Lima Sobrinho, Imprensa Embratel e Vladimir Herzog, além da Medalha ao Mérito da Organização das Nações Unidas.

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