Posts Tagged ‘Edla Eggert

11
dez
11

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 09/12: Lançamento do livro Processos educativos no fazer artesanal de mulheres do Rio Grande do Sul, de Edla Eggert

.

.

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 09/12: Lançamento do  livro Processos educativos no fazer artesanal de mulheres do Rio Grande do Sul, de Edla Eggert. Fotos do evento.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

.


.

Anúncios
08
dez
11

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 09/12: Lançamento do livro Processos educativos no fazer artesanal de mulheres do Rio Grande do Sul, de Edla Eggert

.

.

09, sexta, 18h: Lançamento do  livro Processos educativos no fazer artesanal de mulheres do Rio Grande do Sul, de Edla Eggert (Ed. EDUNISC).

Produto de uma pesquisa financiada pelo cnpq por meio do edital Gênero, mulheres e feminismo de 2008, este livro constitui-se num estudo a partir da hermenêutica feminista e a educação sobre a criação e a produção do artesanato feito por mulheres no Rio Grande do Sul. São alvo de estudo artesãs do bordado na região de Ivoti, costureiras cooperativadas de Pelotas, produtoras de crochê de grampada de Rio Grande e tecelãs de Alvorada. O livro tem como fio condutor as reflexões alinhavadas com a participação das orientandas de iniciação científica, mestrado e doutorado e também das artesãs.

Da apresentação escrita por Suzana Albornoz:

Na intenção de lançar sobre essa investigação, tão reveladora, uma luz que lhes possa ainda acrescentar algo, não parece demais começar por relembrar o fato de que a arte, no sentido da grande arte que impõe uma distância contemplativa, tem sido, em geral, e por muito tempo, um afazer dos homens, isto é, dos representantes masculinos da espécie humana; e que suas companheiras de destino, as mulheres, temos sido naturalmente mais associadas ao artesanato, sendo assim lícito supor, pelo menos desconfiar que a característica de gênero tenha exercido influência na forma como se estabeleceu essa diferenciação de fronteiras entre arte e artesanato. (Albornoz, 2011, p.7)

Parece evidente, quando se busca, através da aprendizagem do artesanato, descobrir e incentivar a tomada de consciência e a afirmação da identidade de um grupo de mulheres ou de cada mulher nele envolvida, que se está dando por assentadas as diferenças conceituais de uso comum. Porém, penso ser interessante contorná-las, de modo a ver a questão por um prisma menos costumeiro. É, com certeza, a essa re-visão que este livro induz, com o seu múltiplo esforço de observação, acompanhamento e atenção às histórias de vida, certo de que a produção ou criação feminina, pela experiência de aprendizagem e da prática artesanal, significa instrumento útil, de utilidade para a sobrevivência econômica e para a autonomia social, mas também, ao mesmo tempo, constitui-se em expressão, enquanto propicia a afirmação das identidades e concede visibilidade aos sujeitos antes escondidos na sombra do labor sem produto aparente. (Albornoz, 2011, p.8)

.

Edla Eggert, professora na Unisinos, é graduada em Pedagogia pela União das Escolas Unidas do Planalto Catarinense (Uniplac), mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutora em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST) de São Leopoldo, com a tese Educa-teologiza-ção: fragmentos de um discurso teológico (mulheres em busca de visibilidade através da narrativa transcriada). É autora de Educação popular e teologia das margens (São Leopoldo: Sinodal, 2003) e de Narrar processos: tramas da violência doméstica e possibilidades para a educação e organizou, em parceria com outros pesquisadores, as obras As Mulheres e a Filosofia, [Re]leituras de Frida Kahlo: por uma ética estética da diversidade machucada e A graça do mundo transforma Deus.


.

.

28
mar
10

Programação da semana: de 29 de março a 3 de abril

.

.

29 de março a 3 de abril

.

31, quarta, 19h: Lançamento do livro Os limites do impossível, de Aldyr Garcia Schlee. Sessão de autógrafos e bate-papo com Luiz Rufatto.

.

Comentário de Sérgius Gonzaga sobre o livro de Schlee, publicado em Zero Hora (23.12.2009):

Jogo de espelhos e de simulacros
Dom Carlos, verdades e mentiras de Gardel

Jogo de espelhos e de simulacros, narrativa que se declara ficção quando se quer realidade, conjunto de contos que na sua essência compõe um romance, polifonia de desgarradas vozes femininas – todas prisioneiras da obsessão de confessar o que em suas vidas são desejos proibidos, transgressões ilimitadas e sombras –, universo monstruoso e, paradoxalmente, lírico, de onde emerge a figura impenitente do fazendeiro Dom Carlos que, como um demônio do pampa, atrai, seduz e desgraça para sempre os corpos e as almas de suas vítimas. Ele, o que recebeu a maldição do sexo sem peias. Ele, o pai de Carlos Gardel.

Nesta realidade movediça, próxima da alucinação e da impostura, em que tudo é e não é, neste mundo movente transcorrem os acontecimentos do romance Os Limites do Impossível, de Aldyr Garcia Schlee, cujo subtítulo – Contos Gardelianos – já aponta para a natureza aberta da obra. Falsos contos, como falso talvez seja o Gardel que se origina dos amores interditos?

Além de renovar as possibilidades do relato histórico, tanto na estrutura quanto na linguagem, o texto de Aldyr (que vive isolado numa fazenda decadente em Capão do Leão), com seu toque de irrealidade, suas lacunas intencionais, sua atmosfera opressiva, suas paixões loucas, produz no leitor uma experiência de arrebatamento. Não lembro de ter lido na ficção brasileira da última década algo que me causasse tão fortemente a impressão de beleza pungente e de inventividade.

Sergius Gonzaga –  Professor de Literatura e Secretário Municipal da Cultura de Porto Alegre – RS Brasil

.

Aldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela editora Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura.

É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira e foi três vezes premiado com o Prêmio Açorianos. Atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de Pelotas.

Obras publicadas

2009: Os limites do impossível – Contos gardelianos, Editora ARdoTEmpo
2000: Contos de Verdades, contos, Editora Mercado Aberto
1998: Linha Divisória, contos, Editora Melhoramentos
1997: Contos de Futebol, contos, Editora Mercado Aberto
1983: Contos de Sempre, contos, Editora Mercado Aberto
1991: El dia en que el papa fue a Melo, contos, Editora de la Banda Oriental (republicado em português como O Dia em que o Papa foi a Melo, Editora Mercado Aberto, 1999)
1984: Uma Terra Só, contos, Editora Melhoramentos

Luiz Ruffato (1961) é natural de Cataguases (MG). Jornalista e escritor, é formado em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Publicou “Cotidiano do medo” (poemas – 1984), “Histórias de remorsos e rancores” (contos – 1998) e (“os sobreviventes”) (contos – 2000). Participou da antologia “Novos contistas mineiros” (1986). Em 2001 recebeu menção especial no Prêmio Casa de Las Américas, pelo melhor livro publicado em língua portuguesa no ano anterior. Outros livros publicados: “Eles eram muito cavalos” (Prêmio APCA e Machado de Assis, da Biblioteca Nacional); “Mama son tanto felice – Inferno provisório – Vol. 1)”; “O mundo inimigo – Inferno provisório – Vol.2); “Vista parcial da noite – Inferno provisório – Vol. 3)”; “De mim já nem se lembra”; “Fora da ordem e do progresso” e “Tarja preta”. Organizou os livros “25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira” e “+ 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”.

.

.

1º, quinta, 19h: Lançamento do livro Narrar processos: tramas da violência doméstica e possibilidades para a educação, de Edla Eggert.

.

O livro é resultado de uma pesquisa, originada num Programa de Pós-Graduação em Educação, que produziu uma metodologia, por meio da confecção coletiva de um pano de parede, com a tematização da violência contra as mulheres. A experiência, na educação popular, somada ao feminismo, proporcionou um diálogo metodológico importante que envolveu Promotoras Legais Populares, uma Organização não governamental, o Centro de Capacitação e Assessoria (CECA) e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

.

Edla Eggert, professora na Unisinos, é graduada em Pedagogia pela União das Escolas Unidas do Planalto Catarinense (Uniplac), mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutora em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST) de São Leopoldo, com a tese Educa-teologiza-ção: fragmentos de um discurso teológico (mulheres em busca de visibilidade através da narrativa transcriada). É autora de Educação popular e teologia das margens (São Leopoldo: Sinodal, 2003) e organizou, em parceria com outros pesquisadores, as obras As Mulheres e a Filosofia, [Re]leituras de Frida Kahlo: por uma ética estética da diversidade machucada, e A graça do mundo transforma Deus.

.

.

03, sábado, 19h: Bianca Obino convida o poeta Sidnei Schneider. Pocket musical com Bianca Obino e leitura de poemas.

Dando continuidade ao sucesso do primeiro encontro ocorrido dia 20 de março, sábado, na Palavraria Livraria e Café com a bailarina e coreógrafa Cibele Sastre, no próximo dia 03 de abril, sábado às 19h, no mesmo local, a cantora, compositora e violonista Bianca Obino contará com a presença do poeta Sidnei Schneider que recitará poemas seus e de Qorpo Santo.

“Bianca Obino Convida” é um evento que une sempre um show musical no formato violão e voz – executado pela artista Bianca Obino – a uma performance de outro artista convidado, cuja área de atuação é distinta – literatura, dança, artes  dramáticas e visuais.

O espetáculo propõe o entrelaçamento dos universos artísticos da cantora aos dos seus convidados semelhante aos diálogos que estabelece nos arranjos do seu violão com sua voz. Assim, a artista, convidados e público tornam-se artesãos em cada encontro. Em fase de preparação de seu primeiro CD com título a definir, este projeto também visa inserir e conectar esta artista ao seu público.

Os encontros têm apoio cultural da rádio Buzina do Gasômetro, site Artístas Gaúchos e livraria Palavraria; produção de Jornal VAIA e Balaio de Cordas; arte de palco e cartazes de Cowbees; direção artística e musical de Felipe Azevedo.

.

.

Bianca Obino

Natural de Porto Alegre, graduada em música com habilitação em Canto, pela UFRGS, iniciou seus estudos musicais por volta dos 10 anos de idade. Fez cursos e oficinas de especialização em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, e recentemente em Florença, sob orientação da soprano italiana Patrizia Morandini. A artista também atua como orientadora vocal. A prática de tocar e cantar culminou na busca de aprofundamento nos dois instrumentos que utiliza: violao e voz; e assim tem desenvolvido um estudo violonístico com o compositor, violonista, cantor e educador musical Felipe Azevedo sobre os aspectos históricos e estilísticos da música popular brasileira, técnica violonística aplicada ao seu trabalho autoral e de intérprete, além de arranjo e composição de canções.
[Veja mais em http://www.biancaobino.com/]

Sidnei Schneider

É poeta, tradutor e contista. Autor dos livros de poesia Quichiligangues (Dahmer, 2008), Plano de Navegação (Dahmer, 1999) e tradutor de Versos Singelos/José Martí (SBS, 1997). Participa de Poesia Sempre (Biblioteca Nacional/MinC, 2001), Antologia do Sul (Assembléia Legislativa, 2001), O Melhor da Festa (Nova Roma, 2009) e de outras dez publicações. 1º lugar no Concurso de Contos Caio Fernando Abreu, UFRGS, 2003 e 1º lugar em poesia no Concurso Talentos, UFSM, 1995, de um total de treze premiações. Publicou artigos, poemas, contos e traduções de poesia em jornais e revistas. [Veja mais em http://umbigodolago.blogspot.com/ ]

.

.

.




setembro 2019
S T Q Q S S D
« out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Categorias

Blog Stats

  • 722.742 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com
Anúncios

%d blogueiros gostam disto: