Posts Tagged ‘Está tudo bem querido?

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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 14/08, lançamento do livro Está tudo bem, querido?, de Ricardo Morales

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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 14, lançamento do livro Está tudo bem, querido?, de Ricardo Morales. Fotos do evento.

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 14/08: Lançamento do livro Está tudo bem, querido?, contos de Ricardo Morales

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14, terça, 19h: Lançamento do livro Está tudo bem, querido?, contos de Ricardo Morales (Editora Dublinense).

Os 16 contos que compõem Está tudo bem, querido? apresentam um protagonista chamado, como seu autor, Ricardo Morales. Os pontos de vista – que partem da primeira e da terceira pessoa –, além de diversos contextos e cenários, deixam claro que não se trata de um único personagem em diferentes fases da vida: o que existe é uma pulsão, talvez inédita na literatura brasileira, das múltiplas faces de um autor.

O que os vários Ricardo Morales têm em comum entre si é uma espécie de sentimento de inadequação: caminham cabisbaixos pelos subúrbios, vêm de lares sufocantes, levam uma existência tortuosa e distante de qualquer idílio de felicidade. Mulheres, traição, bebidas, sexo e dinheiro (ou a falta dele) são temas recorrentes.

É impossível não perceber o tom aflitivo, quase claustrofóbico, de todos os contos. Com descrições exatas e nada poéticas do existir solitário, do existir melancólico e do existir irrefletido, Está tudo bem, querido? evoca tanto o que é visível quanto o que está na sombra.

Esqueça as firulas e os rodeios: o que Morales apresenta nestes contos é o poder da prosa seca, da dor intensa – a frustração debaixo do tapete da sala, o desânimo diante do desemprego e da pilha de louça suja. A apatia da rotina conjugal contrasta com uma fúria contida, algo que parece estar sempre pronto para explodir. Definitivamente, não está tudo bem.

Ricardo Morales é advogado-artesão que há algum tempo deixou de escrever somente peças processuais. Sem formação literária acadêmica, escreve contos – preferencialmente com temáticas urbanas, pois é um ser das cidades que não sabe viver sem respirar gás carbônico, sentir cheiro de gasolina e comer xisbúrguer. Participou de diversas antologias e foi premiado em concursos de contos. Estudou criação literária com Charles Kiefer, Léa Masina e Luiz Antonio de Assis Brasil. Atualmente, cursa pós-graduação em literatura brasileira na PUC/RS.

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