Posts Tagged ‘Fernando Ramos

03
nov
14

Aconteceu na Palavraria, quinta, 30, Abertura da Feira Além da Feira – O mundo é um moinho: a literatura e a necessidade do sonho, com João Gilberto Noll, Lígia Sávio e Celso Gutfriend. Mediação de Fernando Ramos.

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aconteceu

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30, quinta, 20h: Abertura da Feira Além da Feira – O mundo é um moinho: a literatura e a necessidade do sonho, com João Gilberto Noll, Lígia Sávio e Celso Gutfriend. Mediação de Fernando Ramos. 

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29
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Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 30, Abertura da Feira além da Feira, com João Gilberto Noll, Lígia Sávio e Celso Gutfriend. Mediação de Fernando Ramos

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

30, quinta, 20h: Abertura da Feira Além da Feira – O mundo é um moinho: a literatura e a necessidade do sonho, com João Gilberto Noll, Lígia Sávio e Celso Gutfriend. Mediação de Fernando Ramos. 

feira além da feira 2014 - dom quixote

joão gilberto nollJoão Gilberto Noll nasceu em Porto Alegre, em 1946. Publicou treze livros. Recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Prêmio Jabuti em cinco ocasiões, em 1981, 1994, 1997, 2004 e 2005. Seu romance HARMADA está incluído na lista dos 100 livros essenciais brasileiros em qualquer gênero e em todas as épocas da Revista Bravo.

lígia sávioLígia Sávio possui graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(1971), mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina(1999) e doutorado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(2007). Atualmente é Adjunto da Faculdade Porto-Alegrense. Tem experiência na área de Letras. Atuando principalmente nos seguintes temas:Revolução dos Cravos, Tempo, História, Mito, Literatura e Tetralogia Lusitana. É uma das idealizadoras e apresentadoras do Sarau das Seis, evento realizado mensalmente na Palavraria.

CELSO GUTFREIND 03Celso Gutfreind nasceu em Porto Alegre, em 1963. Tem vários livros publicados, entre poesias, infantis e ensaios. Como médico, Celso realizou especialização em Medicina Geral Comunitária e, posteriormente, em Psiquiatria e Psiquiatria Infantil. Fez doutorado e pós-doutorado em Paris, nessa área, tendo como tema de pesquisa a utilização terapêutica do conto. Atualmente, é professor de psiquiatria infantil na faculdade de Medicina e no mestrado de saúde coletiva da Universidade Luterana do Brasil e da Fundação Universitária Mário Martins. Pela Artes e Ofícios publicou o livro Grilos, finalista do Prêmio AGES Livro do Ano 2006; e A almofada que não dava tchau, finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2007 e vencedor do Prêmio AGES Livro do Ano 2007.

fernando ramosFernando Ramos editor do jornal Vaia há 11 anos e idealizador e organizador da FestiPoa Literária

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Feira Além da Feira é um evento para ampliar os espaços e as atrações para aqueles que desejam aproveitar a atmosfera literária que toma conta da cidade em outubro e novembro.
Muitas pessoas trabalham pela organização da Feira Além da Feira, e seria injusto não citar todas, mas o grupo responsável pelas decisões é formado por Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Diego Petrarca, Fernando Ramos e Eduardo Cabeda. A ideia compartilhada cresceu, formamos uma equipe e uma rede de parcerias solidárias que permitem que todas as nossas atividades sejam gratuitas. Nosso lucro é a difusão cultural, em constante busca pelo espaço cada vez mais amplo para a literatura.
Em 2014 a Feira Além da Feira ocorrerá no período de 30 de outubro a 16 de novembro, com uma extensa programação em diversos locais da cidade. Convidamos a todos para acompanhar nossa programação e participar deste evento que é um resumo de todo nosso amor pela literatura.

Confira a programação completa:http://www.feiraalemdafeira.com.br/programacao/

 

 

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16
out
13

Vem aí, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2013: Feira Além da Feira

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FEIRA ALÉM DA FEIRA – 2013

De 31 de outubro a 15 de novembro de 2013

feira além da feira 2013Uma programação que privilegie a literatura em tempos de Feira do Livro. É com essa ideia que está sendo lançado em 2013 o evento FEIRA ALÉM DA FEIRA. Reunindo grandes nomes da literatura no Rio Grande do Sul, entre escritores, tradutores e estudiosos de literatura, o evento reunirá debates, cursos, oficinas, saraus e outras tantas atividades em torno da literatura, tendo como palco livrarias que não estão presentes na Praça da Alfândega nesses dias de Feira do Livro, mas que apoiam a literatura continuamente ao longo do ano.

A criadora e coordenadora do evento, Gabriela Silva – que assina com a Breviário Cursos a curadoria -, diz que a intenção era reunir os agitadores culturais que trabalham continuamente com a literatura e reunir em um evento que acontecesse em paralelo à Feira do Livro, mas não como um contraponto ou protesto, e sim para dar à literatura o protagonismo que o evento da Praça da Alfândega aos poucos lhe foi tirando.

Na organização do evento estão Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Robertson Frizero, Eduardo Cabeda, Carla Osório e Fernando Ramos.

Os eventos do Feira Além da Feira 2013 são gratuitos. Para as oficinas e cursos, pede-se inscrição prévia pelo site da Breviário, na seção INSCRIÇÕES, e a taxa de R$ 5,00 (cinco reais) recolhida no local para a emissão de certificados. As inscrições estão abertas e as  vagas são limitadas.

feira além da feira 2013 - progr

Locais:

Palavraria – Livros & Cafés
Palavraria - livros aRua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim
Telefone 51 3268 4260

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Livraria Bamboletras
bamboletras

Rua General Lima e Silva, 776 – Loja 03 – Cidade Baixa
Telefone 51 3221 8764

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Sapere Aude Livros
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Rua Lopo Gonçalves, 33 – Lojas 1 e 2 – Cidade Baixa
Teleone: 51 3221-0203

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Petit Dali Art – Food – Bar
petit dali
Rua Vasco da Gama, 52 – Bom Fim
Telefone: 51 3092 0080

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Casa de Cultura Mário Quintana
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Rua dos Andradas, 736 – Centro
Telefone 51 3221 7147

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Monumento do Expedicionário
monumento do expedicionário

Parque da Redenção

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Apoio: Palavraria Livros & Cafés,  Livraria BamboletrasSapere Aude LivrosPetit Dalí, Vereda Literária, Jornal Vaia e Festipoa Literária

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11
out
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Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 11, o lançamento do livro Rua da padaria, poemas de Bruna Beber

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Sexta, 11, o lançamento do livro Rua da padaria, poemas de Bruna Beber. Leituras e comentários conduzidos por Guto Leite e Fernando Ramos. Na programação da Festipoa Revisitada 2013

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Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 10, a Saideira da Festipoa 2013, com Letícia Wierzchowsky, Ana Mariano e Tabajara Ruas

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aconteceu

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Aconteceu nesta segunda, 10, Saideira da Festipoa 2013. Letícia Wierzchowsky, Ana Mariano e Tabajara Ruas conversaram sobre os personagens de suas obras e os de O tempo e o vento. Fotos do evento.

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07
nov
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Aconteceu na Palavraria, quarta-feira, 31/10: Francisco Marshall e Fernando Ramos na Vereda Literária

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Aconteceu na Palavraria, quarta-feira passada, 31, mais um encontro da Vereda Literária 2012: Fernando Ramos e Francisco Marshall, mediados por Leila de Souza Teixeira e com a participação de Reginaldo Pujol Filho. Fotos do evento.

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30
out
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 31/10: Exército de um homem só, com Franciso Marshall, Fernando Ramos e Leila de Souza Teixeira na Vereda Literária

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31, quarta, 19h: Vereda Literária: Leila de Souza Teixeira conversa com Fernando Ramos e Francisco Marshall na mesa “Exército de um homem só”: idealizadores e organizadores de eventos literários falam sobre suas experiências na batalha por levar a literatura para as ruas.

Francisco Marshall, curador cultural do StudioClio, é Professor Doutor nos cursos de pós-graduação em Artes Visuais e História da UFRGS, coordenador do Curso de Especialização em Museologia na mesma instituição, pesquisador e arqueólogo com atividades internacionais, é autor de diversas publicações sobre suas áreas de atuação. É um dos gestores do Fronteiras do Pensamento.

Fernando Ramos editor do jornal Vaia há 11 anos e idealizador e organizador da FestiPoa Literária

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Leila de Souza Teixeira, nascida em Passo Fundo (RS), em 1979, é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O interesse por literatura a levou a cursar a Certificação Adicional em Escrita Criativa, na PUC/RS, bem como a participar das oficinas literárias de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Léa Masina. Venceu, em 2006, os concursos Osman Lins e Mário Quintana/SINTRAJUFE. Publicou contos nas antologias Inventário das delicadezas (2007) e Outras mulheres (2010) e na Revista VOX do IEL/RS (2011). É autora do livro de contos Em que coincidentemente se .É idealizadora e curadora da Vereda Literária.

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A VEREDA LITERÁRIA é um evento anual, próximo ao período da Feira do Livro de POA, mas fora das mediações da Praça da Alfândega (não com o propósito de oposição, mas com o de adição: propor mais um caminho, ou mais uma vereda, que fomente novas discussões literárias). A realização do evento não tem fins comerciais e não conta com patrocínio. Por isso, essa Vereda é fruto do trabalho e doação dos seus idealizadores, da parceria de amigos ligados a área da literatura e cultura, e, é claro, da boa vontade dos participantes das ‘mesas’.

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10
maio
11

A pandorga que entortou o vento, por Reginaldo Pujol Filho

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A pandorga que entortou o vento
por Reginaldo Pujol Filho

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Liz Calder de cavanhaque? Rogério Pereira dos pampas? A FestiPoa Literária, cuja quarta edição termina amanhã e que já foi responsável por trazer à Capital Laerte, Marcelino Freire e Nelson de Oliveira em eventos com entrada franca, é fruto da mente e do esforço dele

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Comparar é um bom jeito de explicar alguma coisa. Fernando Ramos, criador da Festa Literária de Porto Alegre poderia ser o Marcelino Freire do Bom Fim.

Não, tem uma diferença.

– Não escrevo, não tenho necessidade, seria forçado – diz Fernando.

Quem sabe Liz Calder de cavanhaque? Também não. Criadora da Flip, Calder foi editora na Inglaterra, vem do mundo dos livros. Fernando, 36 anos, trabalha no TRT “desde os 19, hoje no administrativo” e, a não ser que enveredasse pelo mercado editorial na adolescência – mas nessa época queria ser jogador, “era fanático, pensava na linguagem do futebol –, não é Liz Calder. Que tal Rogério Pereira dos pampas, já que, como o editor do Rascunho, há 11 anos Fernando faz um jornal literário, o Vaia? Mas Fernando não é jornalista. É formado em História, começou o Vaia de brincadeira e só seguiu porque a turma que iniciou o projeto saiu fora. Fernando não tem similar, difícil descrever. Tanto que Fabrício Carpinejar, perguntado “quem é Fernando Ramos?”, optou pela poesia “Uma pandorga que entortou o vento”.

Pandorga ou não, ele mesmo não sabe se dizer muito bem. Pergunte se é o Dono do Vaia, pai do jornal que já trouxe poesia, conto, entrevista de centenas de autores ilustres como Ferreira Gullar, ou gente sem livro publicado. “É, mas se o Vaia acabasse, não sei se faria diferença”, dirá. Cheio de indefinições, o perfil do sujeito que há quatro anos realiza a FestiPoa Literária virou investigação: quem diachos é Fernando Ramos? Quem tira dinheiro do bolso pra distribuir literatura na forma de jornais e eventos, sem receber tostão ou holofote por isso? Marcelino Freire acha que “é um teimoso, obstinado, apaixonado”. Pode ser, apaixonado por livros, embora diga que “não sou o clássico leitor, que lê desde pequeno”. Não? Como, se aos 10 anos gostou de Drummond em um jogral? Ou, adolescente, de mal com o mundo, leu um livro inteiro numa tarde?

– Foi genial, pensei “isso é interessante de fazer nos momentos ruins, de indignação, recolhimento”.

Fernando é um baita leitor. Depois do primeiro livro que “não lembro o título, não era Coleção Vagalume… era policial” e da série Para Gostar de Ler, não parou. Se entrega a João Gilberto Noll com o mesmo carinho com que lê menos famosos como o radicado no Espírito Santo, Reinaldo Menezes. A devoção à leitura – que poderia explicar – explica menos ainda a gana de estar na rua, fazendo festas literárias e saraus. Com emprego público fixo, “todos que trabalham comigo têm carro, apartamento, casa na praia”, poderia investir numa boa biblioteca e no fim do dia, pés pra cima, ler livros como Vi uma Foto de Anna Akhmátova, pro qual anda sem tempo, “leio uma página, duas, paro… a leitura tá paradassa”.

Vai demorar pra adquirir casa na praia. Ano a ano investe o imóvel na realização da FestiPoa e no jornal.

– No Vaia vai pouco, mas ano passado foram uns R$ 2 mil no evento. Este ano vai isso de novo.

Isso que a FestiPoa foi premiada no Fato Literário 2010, deixando o orçamento da festa um pouco menos simbólico em 2011. Porque se alguém pensa que ele se remunerou com os R$ 10 mil do prêmio, saibam que “Ih, já foi tudo na festa, pena não ter mais, traria mais gente”. Acreditem nele, palavra de Ricardo Silvestrin, diretor do IEL, “topa todas e não pede nada. Não quer aplauso, créditos. E realiza”.

Topa todas por quê? Editor e escritor, Rodrigo Rosp diz que “não faz por mim, por você, muito menos por ele. Faz por ela: a literatura”. Talvez sim, talvez não. Acompanhando o Fernando, a impressão é de que não tem porquês objetivos. Beira a hipongagem e chega a dizer “Se tiver envolvido com algo, é o movimento, tá valendo”. E o que é o movimento, Fernando?

– Estar fazendo qualquer coisa. Tô com uma gurizada agora na Casa de Cultura Mario Quintana (Coletivo Cabaré do Verbo). Se eu contribuir, tá bom.

– Fernando é um dos caras mais insistentes que conheço. Nos conquista com seus projetos, é conquistado por outros tantos. Mente e ouvidos abertos – diz a sócia da livraria Palavraria, Carla Osório.

O escritor Paulo Scott diz que Fernando “tem muito a ensinar à maioria dos velhos e novos escritores gaúchos; generoso, inteligente, sem esnobismo”. Foi assim e empurrado pelo tal movimento que ele criou e fez a primeira edição da FestiPoa em menos de três meses. Mas, na verdade, o que poderia receber o clichê agitador cultural (embora a calma e a fala mansa do Fernando não combinem nada com agito) parece se aproximar mesmo do que o próprio Fernando nega ser:

– Grande escritor, autor – afirma o poeta Everton Behenck. – Escreve em voz alta capítulos da nossa literatura.

E a comparação com um escritor, artista vai além. O espírito com que se dedica aos projetos equipara-se à forma como muitos artistas se entregam à arte. Questionado sobre quantas horas por dia tem trabalhado na FestiPoa, Fernando para e pensa “Horas? Por dia? Sei lá, o dia inteiro”. É fato. Durante este nosso bate-papo, teve ideias para a edição atual e as próximas. Como o escritor que, obcecado por um tema, relaciona a ele todas as experiências; ou um músico que acha a melodia que buscava em uma frase no meio de uma conversa. Da mesma forma, Fernando vive também o prazer e a dor do processo criativo.

– Prazer é beber uma cerveja, se divertir. Aqui não tem prazer como fim. Às vezes é muito chato – comenta o trabalho com a FestiPoa e o Vaia.

Mas, verdadeiro artista, desapegado de fins, segue fazendo, independentemente de promessas de satisfação.

Fernando lembra é Manoel de Barros, sua poética da inutilidade, das ignorãças. Não quer grandiosidades, resultados, posteridade. Faz por fazer e “não pra marcar. Melhorando um pouco a Vasco da Gama, a quadra da Palavraria, tá bom. O mundo tá sempre mudando, como vou ter pretensão de fazer a diferença?”, e aproxima-se mais de Barros por meio de outro poeta, “mas ainda vale a sabedoria do João Cabral: entre fazer o inútil e não fazer, faz o inútil. Não fazer é mais inútil”.

Sabedoria do poeta e do Fernando, “um Bombril” na opinião do escritor Lima Trindade. Talvez seja, fazedor de mil e uma inutilidades. Que fazem, sim, a diferença.

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Publicado no Caderno de Cultura do jornal ZH, em 07/05/2011

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Reginaldo Pujol Filho nasceu em março de 1980 em Porto Alegre e trabalha como redator publicitário. Lançou Azar do personagem (Não Editora / 2007), organizou a antologia Desacordo Ortográfico (Não Editora / 2009 – Livro do Dia / 2010) e tem contos publicados em antologias, revistas, jornais, sites e no YouTube (vídeo Querido U). Escreve com alguma regularidade no blogue Por causa dos elefantes.

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13
set
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Aconteceu na Palavraria: encontro literário de Altair Martins e Marco de Curtis

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Sábado, 11, na Palavraria, aconteceu o encontro literário dos escritores Altair Martins e Marco de Curtis. Leituras e bate-papo enfocando as respectivas obras. Richard Serraria e Eliana Mara Chiossi fizeram o sarau de abertura, com belas canções entremeadas das leituras inspiradas de Eliana. Da série Palavra – Alegria da Influência,  produção do Fernando Ramos, do Jornal Vaia. Fotos do evento.

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09
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09

Aconteceu na palavraria – bate-papo de Scott, Carpinejar, Carlos André e Pellizzari

Uma boa parte da novíssima geração de escritores do Rio Grande do Sul esteve representada num festivo encontro realizado segunda, 07, na Palavraria. Utilizando-se como pretexto a visita de Paulo Scott à cidade – que agora mora no Rio de Janeiro – Fernando Ramos, do Vaia, conseguiu reunir na livraria um timaço de escritores. Além dos escalados para conduzir o papo – Scott, Carpinejar, Carlos André e Pellizzari, marcaram presença na platéia Cardoso, Antônio Xerxeneski, Rodrigo Rosp, Bernardo Moraes, Marcelo Noah, Everton Behenk, Samir Machado de Machado, Alexandre Rodrigues… Para além do tema – irreverentemente discutido pelos presentes, o encontro caracterizou uma grande confraternização. As fotos registram o evento.

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