Posts Tagged ‘FestiPoa Literária

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 12, Abertura da exposição Detetive – desenhos de Fabriano Rocha. Canjas musicais de Guto Leite, João Ortácio e Afonso Antunes.

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b

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12, terça, 19h: Abertura da exposição Detetive – desenhos de Fabriano Rocha. Canjas musicais de Guto Leite, João Ortácio (Renascentes), Afonso Antunes (guitarrista e vocalista da banda Alpargatos).

detetive - Frabriano Rocha 12-4

O detetive é um personagem de tal forma presente na cultura ocidental que um apressado amante do assunto poderia atribuir-lhe estatuto de arquétipo, uma espécie de fator psíquico inconsciente – coletivamente falando, seria um fator condicionante do comportamento humano.
Pois a exposição Detetive nasceu como uma espécie de resposta ao persistente fascínio que um certo tipo de detetive exerceu e exerce sobre o desenhista – em especial os detetives dos chamados “romances noir”, de Raymond Chandler e Dashiell Hammett.

 

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Palavraria - livros a.

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Vem aí, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2013: Feira Além da Feira

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FEIRA ALÉM DA FEIRA – 2013

De 31 de outubro a 15 de novembro de 2013

feira além da feira 2013Uma programação que privilegie a literatura em tempos de Feira do Livro. É com essa ideia que está sendo lançado em 2013 o evento FEIRA ALÉM DA FEIRA. Reunindo grandes nomes da literatura no Rio Grande do Sul, entre escritores, tradutores e estudiosos de literatura, o evento reunirá debates, cursos, oficinas, saraus e outras tantas atividades em torno da literatura, tendo como palco livrarias que não estão presentes na Praça da Alfândega nesses dias de Feira do Livro, mas que apoiam a literatura continuamente ao longo do ano.

A criadora e coordenadora do evento, Gabriela Silva – que assina com a Breviário Cursos a curadoria -, diz que a intenção era reunir os agitadores culturais que trabalham continuamente com a literatura e reunir em um evento que acontecesse em paralelo à Feira do Livro, mas não como um contraponto ou protesto, e sim para dar à literatura o protagonismo que o evento da Praça da Alfândega aos poucos lhe foi tirando.

Na organização do evento estão Gabriela Silva, Jeferson Tenório, Robertson Frizero, Eduardo Cabeda, Carla Osório e Fernando Ramos.

Os eventos do Feira Além da Feira 2013 são gratuitos. Para as oficinas e cursos, pede-se inscrição prévia pelo site da Breviário, na seção INSCRIÇÕES, e a taxa de R$ 5,00 (cinco reais) recolhida no local para a emissão de certificados. As inscrições estão abertas e as  vagas são limitadas.

feira além da feira 2013 - progr

Locais:

Palavraria – Livros & Cafés
Palavraria - livros aRua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim
Telefone 51 3268 4260

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Livraria Bamboletras
bamboletras

Rua General Lima e Silva, 776 – Loja 03 – Cidade Baixa
Telefone 51 3221 8764

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Sapere Aude Livros
sapere aude livros

Rua Lopo Gonçalves, 33 – Lojas 1 e 2 – Cidade Baixa
Teleone: 51 3221-0203

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Petit Dali Art – Food – Bar
petit dali
Rua Vasco da Gama, 52 – Bom Fim
Telefone: 51 3092 0080

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Casa de Cultura Mário Quintana
casa de cultura
Rua dos Andradas, 736 – Centro
Telefone 51 3221 7147

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Monumento do Expedicionário
monumento do expedicionário

Parque da Redenção

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Apoio: Palavraria Livros & Cafés,  Livraria BamboletrasSapere Aude LivrosPetit Dalí, Vereda Literária, Jornal Vaia e Festipoa Literária

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Palavraria - livros a.

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26
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta: Sarau das seis, com leituras e comentários sobre o livro A autoestrada do sul e outras histórias Festipoa revisitada 2013

program sem

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28, quarta, 19h: Sarau das 6, Leituras e comentários sobre o livro A autoestrada do sul e outras histórias (L&PM pocket, 2013, tradução de Heloísa Jahn) com Lígia Sávio, Jeferson Tenório e Gabriela Silva. Convidado especial: Sérgio Karam (organizador da coletânea). Na programação da Festipoa revisitada 2013

autoestrada_do_sulQuem pega um livro de Julio Cortázar (1914-1984) pela primeira vez está prestes a adentrar em mundo admirável e único: cheio de personagens estranhos, por vezes kafkianos, mas repletos de um sentimento próximo à ternura e até mesmo ao alumbramento infantil. A partir de experiências cotidianas e rotineiras ele lapidou os tesouros mais surpreendentes, exatos e perturbadores. As histórias aqui reunidas – uma amostra das décadas de produção e criatividade incessantes, em nova tradução – têm isso e algo mais em comum: o fato de jamais subestimarem o leitor. Pelo contrário, o autor o considera uma peça-chave ao qual reserva um lugar de destaque no jogo literário. Após cada conto, sentimos como se uma nova janela houvesse se aberto para nossa compreensão da vida. Como afirmou Vargas Llosa, a literatura de Cortázar “é um refúgio de sensibilidade e imaginação que nos ajuda a fugir da insegurança e do absurdo deste mundo”.

sergio karanSérgio Karam é músico, produtor e apresentador de programas radiofônicos, escritor e ministrante de cursos. Saxofonista, vem dividindo cenas musicais da cidade  com diferentes atores, como o Bando Barato pra Cachorro, Dúnia Elias, Paulo Dorfman e atualmente integra o Seu Conjunto, grupo do músico Arthur de Faria, com o qual gravou os CDs Música pra Gente Grande (1996), Flicts (2000), Meu Conjunto Tem Conserto (2002) e Música Pra Bater Pezinho (2005). Lançou o disco de jazz e música instrumental Caixa de Música (2003) e recebeu o prêmio Açorianos de melhor instrumentista em 2004. Foi programador de música popular, produtor e apresentador de programas de jazz da Rádio FM Cultura de Porto Alegre. Escreveu artigos sobre música e literatura, além de resenhas de discos de jazz, como colaborador, para os jornais Diário do Sul e Zero Hora e para a extinta revista Capacete, de Porto Alegre. É autor do livro  Guia do Jazz (L&PM Editores, 1993). Tem ministrado cursos sobre jazz  na Casa de Cultura Mário Quintana, no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano, no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e no Studio Clio.

gabriela silva 02Gabriela Silva. Tem literatura no seu dna. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem.

lígia sávioLígia Savio. Amante do poeta francês Rimbaud desde a adolescência, é professora de literatura, do município de Porto Alegre e doutora em Letras pela UFRGS. Participou de antologias independentes na década de 70 (Teia, Teia II e Paisagens) com a participação de Caio Fernando de Abreu e Wesley Coll. entre outros.

Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS.

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Veja a apresentação da nova edição do livro:

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 27: Rayuela, 50 anos de publicação, na programação da Festipoa revisitada 2013

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27, terça, 19h30: Rayuela, 50 anos de publicação: Bate-papo sobre o romance com Ernani Ssó, Karina Lucena e Liliam Ramos. Mediação: Luis Gonzaga Lopes. Na programação da Festipoa revisitada 2013

amarelinha

O JOGO DA AMARELINHA é um labirinto literário no qual Cortázar discute os questionamentos do homem diante de seu destino, conflitos, dúvidas e paixões. Dividido em três partes, pode ser lido de diversas formas. Cada leitor cria o seu próprio livro e ritmo.
julio-cortazar-2

Julio Cortázar nasceu em Bruxelas, em 1914, mas foi educado na Argentina — país de origem de seus pais. Estudou Letras, trabalhou durante algum tempo como professor em áreas rurais até que em 1951 fixou residência definitiva em Paris, onde desenvolveu brilhante carreira literária, iniciada com a publicação de Los reyes. Entre suas principais obras destacam-se Bestiário, Octaedro e 62 Modelo para armar. Julio Cortázar morreu em Paris, em 1984.

ernani ssóErnani Ssó nasceu em Bom Jesus, RS, num ano de neve. Em 1974 entrou para o jornalismo, porque queria ser escritor. Saiu em 75, pelo mesmo motivo. Tem livros para adultos, mas prefere os infantis, porque são mais difíceis de escrever. Chama-se Ernani por causa de um galã de radionovela e Ssó, esse erro de revisão, de maluco, ou para não se sentir muito sozinho, como disse Mário Quintana. Escreve uma coluna semanal de humor, ou coisa parecida, na revista eletrônica http://www.coletiva.net

Karina LucenaKarina de Castilhos Lucena nasceu em Caxias do Sul/RS, em 1984. É doutoranda em Letras pela UFRGS, onde estuda as Literaturas de Língua Espanhola. Sua dissertação de Mestrado foi sobre Gabriel García Márquez e a tese de Doutorado sobre Juan Carlos Onetti. Faz parte do grupo de pesquisa “Para uma história materialista da literatura e da cultura brasileiras” que está pensando novas formas de organizar a literatura nacional, inclusive em seus pontos de contato com a produção da América Hispânica. É professora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Junto com Lilian Ramos, conduz os debates do Evento de comemoração dos 50 anos da publicação de O Jogo da Amarelinha – Rayuela – de Julio Cortázar. do setor de espanhol do Instituto de Letras/UFRGS.

liliam ramosLilian Ramos é doutoranda em Letras – Literaturas Estrangeiras Modernas – Língua Espanhola, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Com Karina Lucena conduz os debates do Evento de comemoração dos 50 anos da publicação de O Jogo da Amarelinha – Rayuela – de Julio Cortázar. do setor de espanhol do Instituto de Letras/UFRGS.

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luis gonzaga lopesLuiz Gonzaga Lopes é repórter de cultura do jornal Correio do Povo.

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A pandorga que entortou o vento, por Reginaldo Pujol Filho

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A pandorga que entortou o vento
por Reginaldo Pujol Filho

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Liz Calder de cavanhaque? Rogério Pereira dos pampas? A FestiPoa Literária, cuja quarta edição termina amanhã e que já foi responsável por trazer à Capital Laerte, Marcelino Freire e Nelson de Oliveira em eventos com entrada franca, é fruto da mente e do esforço dele

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Comparar é um bom jeito de explicar alguma coisa. Fernando Ramos, criador da Festa Literária de Porto Alegre poderia ser o Marcelino Freire do Bom Fim.

Não, tem uma diferença.

– Não escrevo, não tenho necessidade, seria forçado – diz Fernando.

Quem sabe Liz Calder de cavanhaque? Também não. Criadora da Flip, Calder foi editora na Inglaterra, vem do mundo dos livros. Fernando, 36 anos, trabalha no TRT “desde os 19, hoje no administrativo” e, a não ser que enveredasse pelo mercado editorial na adolescência – mas nessa época queria ser jogador, “era fanático, pensava na linguagem do futebol –, não é Liz Calder. Que tal Rogério Pereira dos pampas, já que, como o editor do Rascunho, há 11 anos Fernando faz um jornal literário, o Vaia? Mas Fernando não é jornalista. É formado em História, começou o Vaia de brincadeira e só seguiu porque a turma que iniciou o projeto saiu fora. Fernando não tem similar, difícil descrever. Tanto que Fabrício Carpinejar, perguntado “quem é Fernando Ramos?”, optou pela poesia “Uma pandorga que entortou o vento”.

Pandorga ou não, ele mesmo não sabe se dizer muito bem. Pergunte se é o Dono do Vaia, pai do jornal que já trouxe poesia, conto, entrevista de centenas de autores ilustres como Ferreira Gullar, ou gente sem livro publicado. “É, mas se o Vaia acabasse, não sei se faria diferença”, dirá. Cheio de indefinições, o perfil do sujeito que há quatro anos realiza a FestiPoa Literária virou investigação: quem diachos é Fernando Ramos? Quem tira dinheiro do bolso pra distribuir literatura na forma de jornais e eventos, sem receber tostão ou holofote por isso? Marcelino Freire acha que “é um teimoso, obstinado, apaixonado”. Pode ser, apaixonado por livros, embora diga que “não sou o clássico leitor, que lê desde pequeno”. Não? Como, se aos 10 anos gostou de Drummond em um jogral? Ou, adolescente, de mal com o mundo, leu um livro inteiro numa tarde?

– Foi genial, pensei “isso é interessante de fazer nos momentos ruins, de indignação, recolhimento”.

Fernando é um baita leitor. Depois do primeiro livro que “não lembro o título, não era Coleção Vagalume… era policial” e da série Para Gostar de Ler, não parou. Se entrega a João Gilberto Noll com o mesmo carinho com que lê menos famosos como o radicado no Espírito Santo, Reinaldo Menezes. A devoção à leitura – que poderia explicar – explica menos ainda a gana de estar na rua, fazendo festas literárias e saraus. Com emprego público fixo, “todos que trabalham comigo têm carro, apartamento, casa na praia”, poderia investir numa boa biblioteca e no fim do dia, pés pra cima, ler livros como Vi uma Foto de Anna Akhmátova, pro qual anda sem tempo, “leio uma página, duas, paro… a leitura tá paradassa”.

Vai demorar pra adquirir casa na praia. Ano a ano investe o imóvel na realização da FestiPoa e no jornal.

– No Vaia vai pouco, mas ano passado foram uns R$ 2 mil no evento. Este ano vai isso de novo.

Isso que a FestiPoa foi premiada no Fato Literário 2010, deixando o orçamento da festa um pouco menos simbólico em 2011. Porque se alguém pensa que ele se remunerou com os R$ 10 mil do prêmio, saibam que “Ih, já foi tudo na festa, pena não ter mais, traria mais gente”. Acreditem nele, palavra de Ricardo Silvestrin, diretor do IEL, “topa todas e não pede nada. Não quer aplauso, créditos. E realiza”.

Topa todas por quê? Editor e escritor, Rodrigo Rosp diz que “não faz por mim, por você, muito menos por ele. Faz por ela: a literatura”. Talvez sim, talvez não. Acompanhando o Fernando, a impressão é de que não tem porquês objetivos. Beira a hipongagem e chega a dizer “Se tiver envolvido com algo, é o movimento, tá valendo”. E o que é o movimento, Fernando?

– Estar fazendo qualquer coisa. Tô com uma gurizada agora na Casa de Cultura Mario Quintana (Coletivo Cabaré do Verbo). Se eu contribuir, tá bom.

– Fernando é um dos caras mais insistentes que conheço. Nos conquista com seus projetos, é conquistado por outros tantos. Mente e ouvidos abertos – diz a sócia da livraria Palavraria, Carla Osório.

O escritor Paulo Scott diz que Fernando “tem muito a ensinar à maioria dos velhos e novos escritores gaúchos; generoso, inteligente, sem esnobismo”. Foi assim e empurrado pelo tal movimento que ele criou e fez a primeira edição da FestiPoa em menos de três meses. Mas, na verdade, o que poderia receber o clichê agitador cultural (embora a calma e a fala mansa do Fernando não combinem nada com agito) parece se aproximar mesmo do que o próprio Fernando nega ser:

– Grande escritor, autor – afirma o poeta Everton Behenck. – Escreve em voz alta capítulos da nossa literatura.

E a comparação com um escritor, artista vai além. O espírito com que se dedica aos projetos equipara-se à forma como muitos artistas se entregam à arte. Questionado sobre quantas horas por dia tem trabalhado na FestiPoa, Fernando para e pensa “Horas? Por dia? Sei lá, o dia inteiro”. É fato. Durante este nosso bate-papo, teve ideias para a edição atual e as próximas. Como o escritor que, obcecado por um tema, relaciona a ele todas as experiências; ou um músico que acha a melodia que buscava em uma frase no meio de uma conversa. Da mesma forma, Fernando vive também o prazer e a dor do processo criativo.

– Prazer é beber uma cerveja, se divertir. Aqui não tem prazer como fim. Às vezes é muito chato – comenta o trabalho com a FestiPoa e o Vaia.

Mas, verdadeiro artista, desapegado de fins, segue fazendo, independentemente de promessas de satisfação.

Fernando lembra é Manoel de Barros, sua poética da inutilidade, das ignorãças. Não quer grandiosidades, resultados, posteridade. Faz por fazer e “não pra marcar. Melhorando um pouco a Vasco da Gama, a quadra da Palavraria, tá bom. O mundo tá sempre mudando, como vou ter pretensão de fazer a diferença?”, e aproxima-se mais de Barros por meio de outro poeta, “mas ainda vale a sabedoria do João Cabral: entre fazer o inútil e não fazer, faz o inútil. Não fazer é mais inútil”.

Sabedoria do poeta e do Fernando, “um Bombril” na opinião do escritor Lima Trindade. Talvez seja, fazedor de mil e uma inutilidades. Que fazem, sim, a diferença.

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Publicado no Caderno de Cultura do jornal ZH, em 07/05/2011

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Reginaldo Pujol Filho nasceu em março de 1980 em Porto Alegre e trabalha como redator publicitário. Lançou Azar do personagem (Não Editora / 2007), organizou a antologia Desacordo Ortográfico (Não Editora / 2009 – Livro do Dia / 2010) e tem contos publicados em antologias, revistas, jornais, sites e no YouTube (vídeo Querido U). Escreve com alguma regularidade no blogue Por causa dos elefantes.

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