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07
dez
14

Mais recente filme de Jorge Furtado, O Mercado de Notícias já está à venda na Palavraria

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indica

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O Mercado de Notícias é lançado em DVD

Documentário com roteiro e direção de Jorge Furtado pode ser adquirido na Palavraria.

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DVD do documentário O Mercado de Notícias, com roteiro e direção de Jorge Furtado. A produção estreou nas salas comerciais em agosto desse ano, seguindo dez semanas em cartaz em 13 cidades.

O filme recebeu o prêmio de Melhor Documentário pelo júri oficial e popular da Mostra Competitiva de longas documentários internacionais do 18º Cine PE, em abril.

O Mercado de Notícias traz depoimentos de 13 importantes jornalistas brasileiros sobre o sentido e a prática da profissão, as mudanças na maneira de consumir notícias e o futuro do jornalismo. O filme reflete casos recentes da política brasileira, onde a cobertura da imprensa teve papel de grande destaque.

O surgimento do jornalismo, no século 17, é apresentado pelo humor da peça O Mercado de Notícias (The staple of news), escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson, em 1625. A peça de Jonson foi encenada pela primeira vez em 1626, em Londres, e esta é sua primeira tradução para a língua portuguesa, feita pelo diretor Jorge Furtado e pela professora Liziane Kugland. Trechos da comédia foram montados e encenados para a produção do longa, revelando sua espantosa visão crítica, capaz de perceber na imprensa de notícias, recém-nascida, uma
invenção de grande poder e grandes riscos.

Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata LoPrete são os jornalistas que dão depoimento no filme O Mercado de Notícias.

“Acredito que um documentário, para ser durável – e ele deve ser, mais que uma notícia -, tem que ser útil, no sentido de iluminar um tema, uma atividade, uma época. Deve servir de elemento deflagrador de debates, instigar novas pesquisas, despertar nos espectadores aquilo que o Umberto Eco chama de “espírito de decifração”. O Mercado de Notícias debate critérios jornalísticos, e este é o seu sentido e o sentido da peça de Jonson. É também uma defesa da atividade jornalística, do bom jornalismo, sem o qual não há democracia”, revela Furtado.

O filme integra a programação da 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul, que ocorre nas 25 capitais e no Distrito Federal até o dia 20 de dezembro. A Mostra exibe ao todo 41 filmes, todos com sistema closed caption e sessões de audiodescrição, voltadas para pessoas com deficiência visual. Para saber mais sobre a programação da 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul, acesse:
<http://www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/pt/>
http://www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/pt/

O DVD está à venda na Palavraria por R$ 35,00.

O Mercado de Notícias
Brasil, 2014, 94 min
Roteiro e Direção: Jorge Furtado
Produção Executiva: Nora Goulart
Montagem: Giba Assis Brasil
Direção de Fotografia: Alex Sernambi / Jacob Solitrenick
Direção de Arte: Fiapo Barth
Figurinos: Rosângela Cortinhas
Distribuição: Espaço Filmes

Elenco da peça: Antônio Carlos Falcão, Eduardo Cardoso, Elisa Volpatto, Evandro Soldatelli, Irene Brietzke, Ismael Caneppele, Janaina Kremer, Marcos Contreras, Mirna Spritzer, Nelson Diniz, Sérgio Lulkin, Thiago Prade, Úrsula Collischonn, Zé Adão Barbosa.

Entrevistados: Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira, Renata LoPrete.

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Palavraria - livros a

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06
abr
11

Toques da Palavraria: Flamenco

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Flamenco. Parte final do filme de Carlos Saura, com o emocionante bailado coletivo. Antes, o cantor Manzanita e o grupo Ketama cantam a adaptação musical do Romance Sonâmbulo, poema de Federico Garcia Lorca.

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Romance Sonambulo

Federico Garcia Lorca

 

Verde que te quiero verde.

Verde viento. Verdes ramas.

El barco sobre la mar

y el caballo en la montaña.

Con la sombra en la cintura

ella sueña en su baranda,

verde carne, pelo verde,

con ojos de fría plata.

Verde que te quiero verde.

Bajo la luna gitana,

las cosas le están mirando

y ella no puede mirarlas.

*

Verde que te quiero verde.

Grandes estrellas de escarcha,

vienen con el pez de sombra

que abre el camino del alba.

La higuera frota su viento

con la lija de sus ramas,

y el monte, gato garduño,

eriza sus pitas agrias.

¿Pero quién vendrá? ¿Y por dónde…?

Ella sigue en su baranda,

verde carne, pelo verde,

soñando en la mar amarga.

*

Compadre, quiero cambiar

mi caballo por su casa,

mi montura por su espejo,

mi cuchillo por su manta.

Compadre, vengo sangrando,

desde los montes de Cabra.

Si yo pudiera, mocito,

ese trato se cerraba.

Pero yo ya no soy yo,

ni mi casa es ya mi casa.

Compadre, quiero morir

decentemente en mi cama.

De acero, si puede ser,

con las sábanas de holanda.

¿No ves la herida que tengo

desde el pecho a la garganta?

Trescientas rosas morenas

lleva tu pechera blanca.

Tu sangre rezuma y huele

alrededor de tu faja.

Pero yo ya no soy yo,

ni mi casa es ya mi casa.

Dejadmed subir al menos

hasta las altas barandas,

dejadme subir, dejadme,

hasta las verdes barandas.

Barandales de la luna

por donde retumba el agua.

*

Ya suben los dos compadres

hacia las altas barandas.

Dejando un rastro de sangre.

Dejando un rastro de lágrimas.

Temblaban en los tejados

farolillos de hojalata.

Mil panderos de cristal,

herían la madrugada.

 

*

Verde que te quiero verde,

verde viento, verdes ramas.

Los dos compadres subieron.

El largo viento, dejaba

en la boca un raro gusto

de hiel, de menta y de albahaca.

¡Compadre! ¿Dónde está, dime?

¿Dónde está mi niña amarga?

¡Cuántas veces te esperó!

¡Cuántas veces te esperara,

cara fresca, negro pelo,

en esta verde baranda!

*

Sobre el rostro del aljibe

se mecía la gitana.

Verde carne, pelo verde,

con ojos de fría plata.

Un carámbano de luna

la sostiene sobre el agua.

La noche su puso íntima

como una pequeña plaza.

Guardias civiles borrachos,

en la puerta golpeaban.

Verde que te quiero verde.

Verde viento. Verdes ramas.

El barco sobre la mar.

Y el caballo en la montaña.




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