Posts Tagged ‘Julio Cortazar

29
ago
13

Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 28, Sarau das 6: Leituras e comentários sobre o livro Autoestrada do sul e outras histórias

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Aconteceu nesta quarta, 28, mais uma edição do Sarau das 6: Leituras e comentários sobre o livro Autoestrada do sul e outras histórias (tradução de Heloísa Jahn) com Lígia Sávio, Jeferson Tenório e Gabriela Silva. Convidado especial: Sérgio Karam (organizador da coletânea). Na programação da Festipoa revisitada 2013. Fotos do evento.

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Palavraria - livros c.

 

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26
ago
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta: Sarau das seis, com leituras e comentários sobre o livro A autoestrada do sul e outras histórias Festipoa revisitada 2013

program sem

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28, quarta, 19h: Sarau das 6, Leituras e comentários sobre o livro A autoestrada do sul e outras histórias (L&PM pocket, 2013, tradução de Heloísa Jahn) com Lígia Sávio, Jeferson Tenório e Gabriela Silva. Convidado especial: Sérgio Karam (organizador da coletânea). Na programação da Festipoa revisitada 2013

autoestrada_do_sulQuem pega um livro de Julio Cortázar (1914-1984) pela primeira vez está prestes a adentrar em mundo admirável e único: cheio de personagens estranhos, por vezes kafkianos, mas repletos de um sentimento próximo à ternura e até mesmo ao alumbramento infantil. A partir de experiências cotidianas e rotineiras ele lapidou os tesouros mais surpreendentes, exatos e perturbadores. As histórias aqui reunidas – uma amostra das décadas de produção e criatividade incessantes, em nova tradução – têm isso e algo mais em comum: o fato de jamais subestimarem o leitor. Pelo contrário, o autor o considera uma peça-chave ao qual reserva um lugar de destaque no jogo literário. Após cada conto, sentimos como se uma nova janela houvesse se aberto para nossa compreensão da vida. Como afirmou Vargas Llosa, a literatura de Cortázar “é um refúgio de sensibilidade e imaginação que nos ajuda a fugir da insegurança e do absurdo deste mundo”.

sergio karanSérgio Karam é músico, produtor e apresentador de programas radiofônicos, escritor e ministrante de cursos. Saxofonista, vem dividindo cenas musicais da cidade  com diferentes atores, como o Bando Barato pra Cachorro, Dúnia Elias, Paulo Dorfman e atualmente integra o Seu Conjunto, grupo do músico Arthur de Faria, com o qual gravou os CDs Música pra Gente Grande (1996), Flicts (2000), Meu Conjunto Tem Conserto (2002) e Música Pra Bater Pezinho (2005). Lançou o disco de jazz e música instrumental Caixa de Música (2003) e recebeu o prêmio Açorianos de melhor instrumentista em 2004. Foi programador de música popular, produtor e apresentador de programas de jazz da Rádio FM Cultura de Porto Alegre. Escreveu artigos sobre música e literatura, além de resenhas de discos de jazz, como colaborador, para os jornais Diário do Sul e Zero Hora e para a extinta revista Capacete, de Porto Alegre. É autor do livro  Guia do Jazz (L&PM Editores, 1993). Tem ministrado cursos sobre jazz  na Casa de Cultura Mário Quintana, no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano, no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e no Studio Clio.

gabriela silva 02Gabriela Silva. Tem literatura no seu dna. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem.

lígia sávioLígia Savio. Amante do poeta francês Rimbaud desde a adolescência, é professora de literatura, do município de Porto Alegre e doutora em Letras pela UFRGS. Participou de antologias independentes na década de 70 (Teia, Teia II e Paisagens) com a participação de Caio Fernando de Abreu e Wesley Coll. entre outros.

Jeferson Tenório 01Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS.

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Veja a apresentação da nova edição do livro:

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24
ago
13

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 27: Rayuela, 50 anos de publicação, na programação da Festipoa revisitada 2013

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27, terça, 19h30: Rayuela, 50 anos de publicação: Bate-papo sobre o romance com Ernani Ssó, Karina Lucena e Liliam Ramos. Mediação: Luis Gonzaga Lopes. Na programação da Festipoa revisitada 2013

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O JOGO DA AMARELINHA é um labirinto literário no qual Cortázar discute os questionamentos do homem diante de seu destino, conflitos, dúvidas e paixões. Dividido em três partes, pode ser lido de diversas formas. Cada leitor cria o seu próprio livro e ritmo.
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Julio Cortázar nasceu em Bruxelas, em 1914, mas foi educado na Argentina — país de origem de seus pais. Estudou Letras, trabalhou durante algum tempo como professor em áreas rurais até que em 1951 fixou residência definitiva em Paris, onde desenvolveu brilhante carreira literária, iniciada com a publicação de Los reyes. Entre suas principais obras destacam-se Bestiário, Octaedro e 62 Modelo para armar. Julio Cortázar morreu em Paris, em 1984.

ernani ssóErnani Ssó nasceu em Bom Jesus, RS, num ano de neve. Em 1974 entrou para o jornalismo, porque queria ser escritor. Saiu em 75, pelo mesmo motivo. Tem livros para adultos, mas prefere os infantis, porque são mais difíceis de escrever. Chama-se Ernani por causa de um galã de radionovela e Ssó, esse erro de revisão, de maluco, ou para não se sentir muito sozinho, como disse Mário Quintana. Escreve uma coluna semanal de humor, ou coisa parecida, na revista eletrônica http://www.coletiva.net

Karina LucenaKarina de Castilhos Lucena nasceu em Caxias do Sul/RS, em 1984. É doutoranda em Letras pela UFRGS, onde estuda as Literaturas de Língua Espanhola. Sua dissertação de Mestrado foi sobre Gabriel García Márquez e a tese de Doutorado sobre Juan Carlos Onetti. Faz parte do grupo de pesquisa “Para uma história materialista da literatura e da cultura brasileiras” que está pensando novas formas de organizar a literatura nacional, inclusive em seus pontos de contato com a produção da América Hispânica. É professora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Junto com Lilian Ramos, conduz os debates do Evento de comemoração dos 50 anos da publicação de O Jogo da Amarelinha – Rayuela – de Julio Cortázar. do setor de espanhol do Instituto de Letras/UFRGS.

liliam ramosLilian Ramos é doutoranda em Letras – Literaturas Estrangeiras Modernas – Língua Espanhola, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Com Karina Lucena conduz os debates do Evento de comemoração dos 50 anos da publicação de O Jogo da Amarelinha – Rayuela – de Julio Cortázar. do setor de espanhol do Instituto de Letras/UFRGS.

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luis gonzaga lopesLuiz Gonzaga Lopes é repórter de cultura do jornal Correio do Povo.

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30
maio
13

A crônica de Gustavo Lagranha: O Tempo e O Perseguidor

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O Tempo e O Perseguidor*, por Gustavo Lagranha

Há algo de errado com o tempo. Os dias voam, como se durassem uma piscada. Tal reclamação não é exclusividade minha; pensei que fosse em virtude de meu atarefamento que surgia essa impressão. Contudo ao questionar desde senhores aposentados a jovens e adultos desocupados, vem sempre um: nossa, já e metade do ano e parece que o réveillon foi ontem.

Deixarei de lado as especulações astrofísicas e astrológicas, ou místicas, como se prefira. Há toda a sorte de teoria nesses campos. Enveredo pelo caminho que me atrai: a literatura, a escritura, a palavra no papel ou na tela.

Em suma, o tempo literário é uma narração (mythós), uma ficção de tempo engendrada paralelamente ao decurso real – esse fluxo pretensamente constante e ininterrupto. Ilustrando o que afirmo, recordo a frase de Johnny Carter em O Perseguidor de Cortázar, a respeito de um fabuloso solo de sax alto interrompido abruptamente: “eu já toquei isso amanhã.” Há, neste conto longo do argentino que muito admiro, diversas construções do alter ego de Charlie Parker a respeito do tempo. Elucubrações que soam despropositadas, decorrentes do uso que o personagem faz de maconha, mas que, lidas hoje à luz de nosso cotidiano maluco, possuem uma assombrosa contundência. Mais adiante no texto Johnny diz: “(…) quando comecei a tocar, ainda menino, entendi que o tempo mudava.” E pouco além prossegue: “essa questão do tempo é complicada, vive me pegando de tudo que é jeito. Aos poucos eu começo a reparar que o tempo não é como uma sacola que a gente vai enchendo. Quero dizer que mesmo que a gente mude o que vai colocando na sacola, só cabe uma determinada quantidade, e pronto. Está vendo minha mala, Bruno? Cabem dois ternos e dois pares de sapatos. Bem, agora imagine que você esvazia a minha mala e depois vai pôr de novo os dois ternos e os dois pares de sapatos e de repente vê que só cabem um terno e um par de sapatos. Mas o melhor não é isso. O melhor é quando você percebe que pode botar uma loja inteira na mala, centenas e centenas de ternos, como eu às vezes ponho a música no tempo quando estou tocando.”

A brilhante criação de Cortázar traz à nossa falta de tempo uma lição, que converge justamente ao ponto de vista que desejo revelar: o momento, através da arte – literária ou não – pode se alargar, ou paralisar, ou até correr mais rápido. Ler a Odisséia é e sempre será voltar ao tempo – entenda-se essa volta aqui não como simples figura de linguagem – dos gregos; Ler Walden de Thoreau é não só visitar os bosques norteamericanos em meados do século XIX, mas também, de mãos dadas com o autor, passear novamente pelo tempo dos gregos.

São exemplos, somente, que ilustram e convidam. A arte e a literatura – e aqui acho uma referência para a qualidade na arte – genuína, original, relevante, possui sempre essa capacidade de liquidar o tempo – de o prostrar, derrotado, à condição de coadjuvante. Então talvez não haja algo errado com o tempo; talvez nosso excesso de referências nos ponha cada vez mais angustiados diante da volatilidade do que se produz, dando um xeque naquele velho sonho humano de se tornar eterno.

Escutando mais um pouco Johnny Carter: “você percebe o que poderia acontecer num minuto e meio… Então um homem, e não só eu mas também essa aí e você e todos os rapazes, poderiam viver centenas de anos, se a gente encontrasse a maneira poderíamos viver mil vezes mais do que estamos vivendo por culpa dos relógios, por causa dessa mania de minutos e de depois de amanhã…”

*Excertos de O Perseguidor extraídos de As Armas Secretas, de Júlio Cortázar, tradução de Eric Nepomuceno – 4ª Edição, Editora José Olympio, 2006

gustavo lagranhaGustavo Lagranha é bancário e estudante de Direito. Mora em Vacaria, cidade dos campos de cima da serra onde nasceu, longe dos estertores da capital. Morou em POA por cinco anos, onde virou fã, frequentador e amigo da Palavraria, tendo publicado nessa época contos nas antologias 103 que Contam e Novos Contos Imperdíveis, ambas organizadas por Charles Kiefer.

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01
jul
11

Fragmentos da eternidade, por Leila D. S. Teixeira: auto-estrada do Sul

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Auto-estrada do Sul, por Leila D. S. Teixeira

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Foto de Leila D. S. Teixeira
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O conto “Auto-estrada do Sul”*, de Júlio Cortázar, é um excelente exemplo do uso do tempo e do espaço como elementos de construção do significado.

As personagens estão presas em um engarrafamento quilométrico, em uma estrada que leva a Paris. Na mesma velocidade em que se movem os carros, as relações interpessoais vão sendo construídas. Pessoas vão se conhecendo, grupos vão se formando, funções dentro dos grupos vão surgindo, vizinhos de carros vão se tornando íntimos. Durante trinta páginas, Cortázar estrutura um microcosmos delicado e complexo que vagarosamente passa a abarcar as personagens. É interessante notar que, as personagens vão se movendo lentamente e se tornando cada vez mais próximas, durante o percurso de um caminho com uma única direção, pois todas desejam chegar a Paris e não têm como voltar atrás. O tempo é tratado da mesma forma por Cortázar: em uma única direção. O escritor não utiliza flashbacks ou flashforwards na narrativa e, com isso, não diferencia de forma marcante o tempo da história e o tempo do discurso, coloca-os, ambos, movendo-se no mesmo sentido. Assim, a estrada sem volta, o tempo da história e o tempo da narrativa na mesma direção aparentam ser a linha da vida, na qual não se pode voltar atrás, tampouco adiantar acontecimentos.

O fim dessa estrada (e do conto) será o sinônimo da destruição do microcosmos paulatinamente construído. De maneira veloz e abrupta, em apenas um parágrafo, Cortázar desfaz totalmente a rede antes estruturada em trinta páginas: como acontece fora da ficção, o protagonista se vê sozinho em meio a estranhos, pois as pessoas com quem havia estabelecido intimidade e cumplicidade foram arrancadas de seu convívio, para sempre, sem que ele pudesse se despedir, pelo trânsito que voltou a correr a oitenta quilômetros por hora.

*O conto “Auto-estrada do Sul” está no livro “Todos os Fogos o Fogo”, de Júlio Cortázar, publicado pela Civilização Brasileira.

Leila D S Teixeira, nascida em Passo Fundo/RS em 1979, formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, participou dos livros “Outras Mulheres”, em 2010 e “Inventário das Delicadezas”, em 2007; venceu os concursos Osman Lins e Mário Quintana/SINTRAJUFE em 2006 e frequenta as oficinas Charles Kiefer desde 2005. Junto com Cristina Moreira e Daniela Langer, idealizou a Vereda Literária, programa de debates onde se enfocam temas literários, realizado na Palavraria.

Leila publica regularmente neste blog na primeira sexta-feira do mês.

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15
jul
10

Palavraria indica: livro Papéis inesperados, de Julio Cortázar

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Papéis inesperados, livro de Júlio Cortázar.
À venda na Palavraria – R$ 62,90

Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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Manuscritos inéditos, redigidos entre 1930 e 1980 e descobertos no final de 2006 pela herdeira do autor, Aurora Bermudez: 11 novos contos; três histórias que ficaram de fora de Histórias de Cronópios e de Famas (Trânsito, Almoços e Never stop the press); 11 novos episódios do livro Um tal Lucas; notas introdutórias do célebre capítulo 126, ponto de partida de O jogo da Amarelinha, suprimido do romance pelo próprio Cortázar; um outro retirado de O livro de Manuel; um bom número de poemas; e as famosas Entrevistas diante do espelho — onde Cortázar faz o papel de entrevistador e entrevistado. E muito mais.

Papéis inesperados, de Julio Cortázar. Org. Aurora Bernárdez e Carles Álvarez Garrida – Ed. Civilização Brasileira – 2010 – Trad. Ari Roitman e Paulina Wacht – R$ 62,90.

26
jun
10

A casa tomada, leitura de Julio Cortazar

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Toques da Palavraria

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La casa tomada. Animação baseada no conto A Casa Tomada, narrada pelo autor, Julio Cortázar. Juan e Ana são dois irmãos que vivem sós numa velha casa do bairro Belgrano. Uma tarde, sentem a presença de uma terceira pessoa dentro da casa.

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