Posts Tagged ‘literatura gaúcha



22
jul
14

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 23, Lançamento do livro Depois da água, poemas de Telma Scherer. Sessão de autógrafos, com apresentação de Diego Petrarca, leituras e exibição de videopoemas da poeta.

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

23, quarta, 19h: Lançamento de Depois da água, livro de poemas de Telma Scherer. (Fundação Cultural Catarinense) Sessão de autógrafos, com apresentação de Diego Petrarca, leituras e exibição de videopoemas da poeta. Promoção da Festipoa revisitada.

depois_da_agua_capaDepois da água é o terceiro livro de poesia de Telma Scherer. Publicado através do Prêmio Elisabete Anderle da Fundação Cultural Catarinense, com edição da Nave /Nauemblu Ciência e Arte. O design é de Ayrton Cruz. Com 120 páginas, o livro contém um ensaio fotográfico produzido pela poeta, que esteve exposto no início do ano na Sala Lindolf Bell / Centro Integrado de Cultura, na capital catarinense, através do festival Floripa na Foto. Como os trabalhos anteriores da autora, Desconjunto (IEL/CORAG, 2002) e Rumor da casa (7Letras, 2008), Depois da água surgiu com performances de poesia falada antes que o livro tomasse sua forma definitiva.

As performances aconteceram desde 2009 em espaços como as Livrarias Saraiva de Porto Alegre, algumas feiras de livro do interior do Rio Grande do Sul (através da programação do SESC-RS), festivais literários como Agosto das Letras (João Pessoa), Arte en Loberías (Cabo Polonio, Uruguai), Mundial Poético de Montevideo e Ronda de Poetas, também na capital uruguaia.

Em parceria com os artistas Guilherme Doze e Luize Zanette, foram produzidos três videopoemas, que serão exibidos durante o lançamento. Uma amostra pode ser conferida no youtube através do canal Depois da Água.

telma scherer 01Telma Scherer moraem Florianópolis, onde faz doutorado em Teoria Literária na Universidade Federal de Santa Catarina. É pesquisadora do LabFLOR (Laboratório Floripa em Composição Transdisciplinar: Arte, Cultura e Política) coordenado pela professora Dra. Tereza Virgínia Almeida, e formada em Filosofia e mestra em Literatura Comparada pela UFRGS. Publicou, em 2008, o livro Rumor da Casa (Editora 7 Letras) e em 2002, pelo IEL, Desconjunto. Veja mais sobre a autora em http://www.telmascherer.blogspot.com.br/.

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Palavraria - livros a.

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21
jul
14

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 22, Literatura de ação, Bate-papo com os escritores Marcelo Almeida e Leonel Caldela.

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

22, terça, 19h: Literatura de ação, Bate-papo com Marcelo Almeida e Leonel Caldela. (Promoção Buqui Editora)

literatura de ação

Marcelo de Abreu Almeida nasceu em fins de 1986 e desde cedo foi apresentado ao mundo dos livros e das histórias, com o qual tanto aprendeu e dialogou durante sua formação infantil e, em especial, adolescente. Talvez por isso, na hora de decidir o que fazer na faculdade, tenha divagado entre tantos cursos distintos (como Publicidade e Direito) e só sossegou quando entrou para as Letras, formando-se em 2012. Além disso, fez diversos cursos de escrita criativa, entre os quais a oficina do professor Charles Kiefer. Atualmente é tradutor de livros e de jogos de videogame, e espera iniciar aqui também uma longa carreira literária.

Leonel Caldela é autor da Trilogia da Tormenta, série de romances no maior cenário de RPG nacional, composta por O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus. Também escreveu O Caçador de Apóstolos e Deus Máquina, romances de fantasia medieval em universo próprio. Escreve, edita e traduz livros de RPG pela editora Jambô e é um dos autores do selo Fantasy – Casa da Palavra. Mora em Porto Alegre, mas sua mente e coração costumam estar em outros lugares.

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Palavraria - livros a.

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20
jul
14

Programação de 21 a 26 de julho de 2014

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

De 21 a 26 de julho de 2014

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22, terça, 19h: Literatura de ação, Bate-papo com Marcelo Almeida e Leonel Caldela. (Promoção Buqui Editora)

literatura de ação

Marcelo de Abreu Almeida nasceu em fins de 1986 e desde cedo foi apresentado ao mundo dos livros e das histórias, com o qual tanto aprendeu e dialogou durante sua formação infantil e, em especial, adolescente. Talvez por isso, na hora de decidir o que fazer na faculdade, tenha divagado entre tantos cursos distintos (como Publicidade e Direito) e só sossegou quando entrou para as Letras, formando-se em 2012. Além disso, fez diversos cursos de escrita criativa, entre os quais a oficina do professor Charles Kiefer. Atualmente é tradutor de livros e de jogos de videogame, e espera iniciar aqui também uma longa carreira literária.

Leonel Caldela é autor da Trilogia da Tormenta, série de romances no maior cenário de RPG nacional, composta por O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus. Também escreveu O Caçador de Apóstolos e Deus Máquina, romances de fantasia medieval em universo próprio. Escreve, edita e traduz livros de RPG pela editora Jambô e é um dos autores do selo Fantasy – Casa da Palavra. Mora em Porto Alegre, mas sua mente e coração costumam estar em outros lugares.

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Palavraria - livros a.

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23, quarta, 19h: Lançamento de Depois da água, livro de poemas de Telma Scherer. (Fundação Cultural Catarinense) Sessão de autógrafos, com apresentação de Diego Petrarca, leituras e exibição de videopoemas da poeta. Promoção da Festipoa revisitada.

depois_da_agua_capaDepois da água é o terceiro livro de poesia de Telma Scherer. Publicado através do Prêmio Elisabete Anderle da Fundação Cultural Catarinense, com edição da Nave /Nauemblu Ciência e Arte. O design é de Ayrton Cruz. Com 120 páginas, o livro contém um ensaio fotográfico produzido pela poeta, que esteve exposto no início do ano na Sala Lindolf Bell / Centro Integrado de Cultura, na capital catarinense, através do festival Floripa na Foto. Como os trabalhos anteriores da autora, Desconjunto (IEL/CORAG, 2002) e Rumor da casa (7Letras, 2008), Depois da água surgiu com performances de poesia falada antes que o livro tomasse sua forma definitiva.

As performances aconteceram desde 2009 em espaços como as Livrarias Saraiva de Porto Alegre, algumas feiras de livro do interior do Rio Grande do Sul (através da programação do SESC-RS), festivais literários como Agosto das Letras (João Pessoa), Arte en Loberías (Cabo Polonio, Uruguai), Mundial Poético de Montevideo e Ronda de Poetas, também na capital uruguaia.

Em parceria com os artistas Guilherme Doze e Luize Zanette, foram produzidos três videopoemas, que serão exibidos durante o lançamento. Uma amostra pode ser conferida no youtube através do canal Depois da Água.

telma scherer 01Telma Scherer moraem Florianópolis, onde faz doutorado em Teoria Literária na Universidade Federal de Santa Catarina. É pesquisadora do LabFLOR (Laboratório Floripa em Composição Transdisciplinar: Arte, Cultura e Política) coordenado pela professora Dra. Tereza Virgínia Almeida, e formada em Filosofia e mestra em Literatura Comparada pela UFRGS. Publicou, em 2008, o livro Rumor da Casa (Editora 7 Letras) e em 2002, pelo IEL, Desconjunto. Veja mais sobre a autora em http://www.telmascherer.blogspot.com.br/.

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24, quinta, 18h: Lançamento de nova edição do livro Maria Wilker, romance de Suzana Albornoz. (Editora Mulheres)

Trata-se da segunda edição, revista, do romance Maria Wilker, Prêmio Cruz e Sousa Nacional de Romance em 1982, cuja primeira edição foi em 1983, pela Fundação Catarinense de Cultura, em FlorianópolisEsta segunda edição sai pela Editora Mulheres, dirigida pela Zahidé Lupinacci Muzart, também em Florianópolis. O livro conta com uma apresentação escrita por Lélia Almeida, prêmio açorianos de literatura em 2013. A capa é ilustrada pelo artista plástico de Porto Alegre, Geraldo Fischer.

maria wilker“De início, Maria Wilker tem uma qualidade nítida e indiscutível: é bom de ler, fluente e vivo, Suzana Albornoz não é chata, nem pretenciosa, nem artificial. Dividido em sete metódicos capítulos, o romance se propõe a contar a história de uma jovem descendente de alemães que, recém formada em Pedagogia, sai de um subúrbio de Porto Alegre para uma cidadezinha do interior da Alemanha, como bolsista. Lá, Maria passa sete anos, entre 1968 e 1975, justamente durante os anos mais negros da repressão política no Brasil. Depois, vem a volta ao Rio Grande do Sul, as aulas numa outra cidade do interior, um caso de amor homossexual e, por fim, um terrível e inesperado acidente. Provavelmente insatisfeita com as técnicas tradicionais de narrativa, à sua maneira Suzana tenta algumas inovações. Assim, cada capítulo tem um enfoque diferente do outro. No primeiro, a linguagem realista, na terceira pessoa, lembrando vagamente o Érico Veríssimo do ciclo urbano; no segundo, o tradicional recurso das cartas; no terceiro, Maria assume a primeira pessoa para narrar sua volta ao Brasil; no quarto, a narrativa se fragmenta, e Maria passa a ser uma desconhecida não só para si mesma, mas também para a autora, que a observa como um voyeur, utilizando, no final, o simulacro de um estilo cinematográfico para descrever o acidente.” Caio Fernando Abreu, Chamada do Leia Livros, abril de 1983

suzana guerra albornozSuzana Albornozpossui graduação em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS (Porto Alegre,1960-1963), mestrado em Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (Porto Alegre, 1981-1984); estudos doutorais de História e Filosofia Política na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais – EHESS (Paris,1986-1990); doutorado em Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (Belo Horizonte,1994-1997). Lecionou na Universidade Federal de Rio Grande – FURG e na Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. Tem experiência em Ciências Sociais e Filosofia, especialmente em questões de Ética e de Política, tendo publicado sobre o pensamento de Ernst Bloch e sobre temas como educação, gênero, trabalho, utopia, violência, felicidade e amizade.

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07
jul
14

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 10, Lançamento de nova edição do livro O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas. Bate-papo do autor com Sergius Gonzaga.

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

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10, quinta, 19h: Lançamento de nova edição do livro O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas.  Bate-papo do autor com Sergius Gonzaga.

Nos anos de chumbo, exílio é palavra corrente. Muitos são os que vivem o drama de deixar o Brasil, perseguidos pelos agentes da ditadura. Gente incomum nos ideais, mas simples nas emoções. Gente como os personagens de O amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas, que mostra o outro lado da militância política: a solidão, tão contundente quanto a ponta dos fuzis; a esperança, única arma capaz de resistir à poderosa máquina repressora; e o carinho, ungüento para as feridas da luta.

Como tantos brasileiros, os protagonistas do livro procuram abrigo, inicialmente, no Chile socialista de Allende. Afugentados pela revolução de Pinochet, são obrigados a partir para um novo exílio na Europa. Não há no romance dimensões heróicas — no meio dos conflitos, os personagens, apesar da truculência da perseguição, encontram tempo para venturas e desventuras românticas. Dramas e fugas para o exílio, para a insanidade ou para a morte dividem espaços com momentos de esperança, risos e solidariedade.

O amor de Pedro por João é o segundo romance de Tabajara Ruas. Escrito em Copenhague, durante o exílio imposto ao autor pela ditadura militar, utiliza a linguagem cinematográfica em toda a sua agilidade e fragmentação.

sarau das seis - tabajara ruas 04Marcelino Tabajara Gutierrez Ruas nasceu em Uruguaiana (Rio Grande do Sul)  em 1942. Estudou arquitetura na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e na Kongeligkunsacadami, em Copenhage. Estudou cinema na High School de Vejle, na Dinamarca. Exilado, viveu entre 1971 e 1981 no Uruguai, Chile, Argentina, Dinamarca, São Tomé e Príncipe e Portugal.

Literatura 
Tabajara Ruas publicou no Brasil seis romances: A região submersaO amor de Pedro por João (listado como leitura obrigatória para o vestibular de 2015 na UFRGS), Os varões assinalados (considerado um dos trinta melhores livros dos últimos 30 anos por Zero Hora), Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez (personagem-título considerado um dos 20 melhores do século XX na literatura gaúcha por Zero Hora), Netto perde sua alma (Troféu Açorianos de melhor romance/1996) e O fascínio.

Também é autor de ensaios: Mario (com Armindo Trevisan e Dulce Helfer), A cabeça de Gumercindo Saraiva (com Elmar Bones), Solar dos CâmaraRS: caminhos, luzes e sombras; livro de crônicas: Um Porto Alegre; quadrinhos: História de CuritibaA guerra dos Farrapos (ambos com Flavio Colin),História/Histórias de Porto Alegre (com Edgar Vasques e Liana Timm); os folhetins A segunda existência de Terry Lennox, 1835: A grande epopéiaO labirinto invisível; traduções do dinamarquês de textos infantis: O patinho feitoAs novas roupas do imperadorO intrépido soldadinho de chumbo (de Hans Christian Andersen) e da peça: Vamos transar? (do Grupo Rodemor).

No exterior publicou os romances A região submersa (Dinamarca e Portugal), Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez (Colômbia e Uruguai), Netto perde sua alma (Uruguai e Portugal), O fascínio (Uruguai e Portugal), A cabeça de Gumercindo Saraiva, El cerco (Uruguai), Frontera (Chile), Garibaldi e Rossetti (Itália).

Cinema 
Atuando no cinema desde 1978, Tabajara Ruas trabalhou em diversos projetos, todos várias vezes premiados. Dirigiu juntamente com Beto Souza o longa-metragem Netto perde sua alma (2001), vencedor de 14 prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema: Melhor filme, melhor música, melhor montagem e prêmio especial à produção no Festival de Gramado; Melhor ator para Werner Schünemann e melhor direção de arte no Festival de Brasília, 2001; Melhor fotografia no Festival de Huelva, na Espanha; Melhor roteiro, melhor ator coadjuvante para Sirmar Antunes, melhor direção de arte e Troféu Gilberto Freyre no Festival de Recife; Melhor diretor estreante e melhor música no Festival de Trieste, Itália.

Participou dos longas Kilas, o mau da fita, de José Fonseca e Costa/1978/Portugal (roteiro), Um S marginal, de José Caetano/1978/Portugal (assistência de direção), Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva/1997 (roteiro final), Concerto campestre, de Henrique de Freitas Lima (roteiro), Oeste, de Chico Faganello (roteiro). É autor do roteiro da minissérie Garibbaldi in America (Laz Produções/1998), do roteiro do longaPerseguição (com Ligia Walper/1997), de A antropóloga (de Zeca Pires/2002). Em curtas-metragens trabalhou em Paulo e Ana Luiza em Porto Alegre, de Rogerio Ferrari/1998 (roteiro), Manhã, de Zeca Pires/1989 (roteiro), Ilha, de Zeca Pires/2001 (roteiro), O dia em que Dorival encarou a guarda, de José Pedro Goulart e Jorge Furtado/1987 (argumento), Duelo, de Jaime Lerner/1998 (argumento).

Em enquete realizada pelo jornal Zero Hora em maio de 1992, Tabajara Ruas foi escolhido como um dos dez melhores escritores da literatura gaúcha. Durante a edição da 47ª Feira do Livro de Porto Alegre/RS 2001, Tabajara Ruas recebeu o Prêmio Erico Verissimo, concedido pela Câmara Municipal de Porto Alegre, pela importância e relevância do conjunto de sua obra. Tabajara vive entre Florianópolis e Porto Alegre.

sergius gonzagaSergius Gonzaga é professor de Literatura Brasileira na UFRGS e ministra cursos na Casa de Ideias. Durante sua carreira participou de centenas de cursos, mesas e palestras no estado, país e exterior (Argentina, Uruguai, Espanha e Portugal). Como cronista e comentarista de livros, trabalhou vários anos na TVE e na Tevê Guaíba. Criou o jornal de cultura Já e as editoras Novo Século e Leitura XXI. Foi um dos fundadores do curso Unificado e do colégio Leonardo da Vinci. Dirigiu a editora da UFRGS e o Instituto Estadual do Livro. De 2005 a 2012, exerceu a função de Secretário Municipal de Cultura, de Porto Alegre, e no ano de 2010 tornou-se o representante da Associação Brasileira dos Municípios junto ao Conselho Nacional de Cultura. Entre suas obras, destacam-se o Curso de Literatura BrasileiraGuia de leitura de A rosa do PovoGuia de leitura de estrela da vida inteira, O hipnotizador de Taquara (crônicas), Erico Verisimo e Josué Guimarães.

 

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Palavraria - livros a.

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01
out
13

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 4, lançamento do livro Palavra que sim, poemas de Cícero Galeno Lopes. Apresentação do livro por Fabiane Resende e Rafael Jardim

program sem

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04, sexta , 19h: Lançamento do livro Palavra que sim, poemas de Cícero Galeno Lopes. Apresentação do livro por Fabiane Resende e Rafael Jardim.

cp palavra que simAmplitude temática que percebe tanto a simplicidade prosaica da rotina diária quanto revisita os grandes temas atemporais e abstratos, relativos à condição humana, a que se soma farta erudição, cristalina nas epígrafes e propostas de releituras, numa extensa e criativa interlocução com textos da literatura mundial e brasileira, em seus diversos gêneros; com letras de música de Villa-Lobos a John Lennon e Chico Buarque de Holanda; com textos jornalísticos e ainda com alguns extraídos de lendas e dos cancioneiros populares: assim é o segundo livro de poemas de Cicero Galeno Lopes, profícuo ensaísta e escritor de ficção, orador contagiante e poeta sensível e inteligente.

Palavra que sim expressa um lirismo intimista de extrema poeticidade, capaz de captar a singeleza e a magia dos elementos da natureza, pelo exercício contemplativo, ao mesmo tempo em que empreende releituras críticas do contexto social mundial e brasileiro, observado desde o processo exploratório de colonização até o presente vivido pelo homem e pela sociedade contemporâneos. Numa atmosfera de desilusão, que se mostra na lágrima e no sentimento de solidão, o eu lírico flagra a arrogância, a hipocrisia, a dominação, a não aceitação do outro, a alienação diante da tevê, os maléficos efeitos do regime ditatorial, os problemas ambientais e os maus-tratos com a Terra, contingências em que vêm se dando as relações humanas, observadas na abstração e na concretude diária, pontual.

O trabalho com o tempo, já observado em Vidamundo (2012), tem continuidade neste volume, manifesto no modo como o homem lida com ele, sua passagem e a imperiosa necessidade de aproveitá-lo. Há aqui o reconhecimento da finitude humana e do presente como tempo de dominações e de impessoalidade.

O inusitado linguístico, resultado de um caprichoso trabalho com a exploração e a articulação da palavra em todos os seus níveis – fônico, lexical, sintático e semântico – é característica das três partes em que se divide o volume, respectivamente, Imagens, Perspetivas e Reflexões. Todas interligadas pela pertença ao campo semântico da visão, do ponto de vista, aqui considerados múltiplos, conforme indica o uso plural dos três termos.

Palavra que sim é, pois, minucioso e ricamente elaborado. Portanto, exige do leitor e o desacomoda; mas sobretudo o envolve e o delicia. À leitura, então! À boa leitura!

Fabiane Resende

 

Cícero Galeno LopesCícero Galeno Lopes é Licenciado (UCPel), Especialista (UFSM), Mestre (PUCRS) e Doutor (UFRGS) em Letras. É ensaísta, ficcionista, poeta e articulista em jornais. Como docente de ensino superior,  dedica-se à literatura brasileira, de modo especial à sul-rio-grandense. Como editor, planejou, criou, editou e consolidou revistas acadêmico-científicas e uma série de cadernos universitários, entre 1996 e 2004. Publicou três livros de contos pela Editora Movimento, de Porto Alegre: Conto e ponto (1999), A curva da estrada (2000) e A viagem (2005) e o livro de poemas Vidamundo (2012).

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29
set
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 3, lançamento do livro O homem que fumava dois cigarros de uma só vez, de Celso Dias

program sem

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03, quinta, 19h: Lançamento do livro O homem que fumava dois cigarros de uma só vez, de Celso Dias (Pradense Editora).

celso dias

Celso Dias nasceu em 30 de novembro de 1958 em Porto Alegre, onde vive. É graduado em História e Mestre em Antropologia Social na UFRGS tendo feito também doutorado em Comunicação Social na PUC.  Professor e servidor público do Instituto Geral de Perícias, ele escreve contos desde a década de noventa sem nunca  haver publicado.

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28
set
13

Programação de 30 de setembro a 05 de outubro de 2013

program sem

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30, segunda, 19h: Lançamento do livro O duplo, de Otto Rank (Editora Dublinense). Debate O duplo na literatura e no cinema, com Ana Maria Lisboa de Mello e Sissa Jacoby.

o duplo

Livro do psicanalista austríaco, que estava fora de catálogo no Brasil desde 1939, ganha edição nova com tradução direto do alemão

Otto Rank foi, depois de Freud, o mais prolífico entre os primeiros psicanalistas, com dezenas de trabalhos publicados. Entre eles, está O duplo: um estudo psicanalítico, em que investiga a duplicidade do Eu na literatura, no cinema ou em outras artes. O livro estava fora de catálogo no Brasil desde 1939.

O duplo: um estudo psicanalítico, publicado pela Dublinense, terá lançamento em Porto Alegre no dia 30 de setembro de 2013 (segunda-feira), a partir das 19h, na Palavraria, onde acontecerá o debate “O duplo na literatura e no cinema”, com a presença das professoras da PUCRS Ana Maria Lisboa de Mello e Sissa Jacoby, coordenadoras do projeto e responsáveis pela edição do livro.

A partir de um verdadeiro passeio literário, passando por autores como E. T. A. Hoffmann, Edgar Allan Poe, Fiodor Dostoiévski, Adelbert von Chamisso e Oscar Wilde, entre inúmeros outros, Otto Rank conduz os seus leitores pelos caminhos do problema do duplo. Analisando obras e autores e fundamentando a sua argumentação em um amplo apoio teórico proporcionado pela obra dos estudiosos do tema, tanto nos campos da antropologia, da história dos mitos, da história do folclore e das superstições, mas, sobretudo, da psicanálise, o autor demonstra que o tema do duplo encontra-se intimamente referido à primordial relação que o homem mantém com as questões da vida e da morte.

No texto de apresentação, a psicanalista Maria Alice Timm de Souza explica a importância do livro. “Rank, que participou do círculo mais próximo de Freud por aproximadamente vinte anos, construiu, em O duplo, uma obra fundamental não só para os estudiosos da literatura e da psicanálise, como também para o leitor interessado em conhecer um tema que comparece sob múltiplas formas na arte e na vida”.

Gradiva Editorial é uma coleção de obras, com curadoria de Ana Maria Lisboa de Mello, dedicadas a recuperar peças fundamentais da literatura e da teoria, sempre em edições comentadas. O duplo inaugura a coleção.

otto rankOtto Rank, psicólogo, psicanalista, escritor e professor, nasceu em Viena, Áustria, em 1884. Proveniente de uma infância pobre, tornou-se serralheiro enquanto o irmão estudava Direito, pois os pais não podiam pagar a universidade para os dois ao mesmo tempo. Rank foi desde cedo um leitor incansável, tendo se aprofundado em filosofia e literatura. Por volta de 1900, leu A interpretação dos sonhos e foi apresentado a Freud. O brilhantismo do jovem logo despertou a simpatia de Freud, que o ajudou a prosseguir nos estudos, e resultou na sua nomeação como primeiro secretário da Sociedade Psicanalítica de Viena em 1906. Rank obteve o doutorado na Universidade de Viena, em 1912, sendo o primeiro a fazê-lo com uma tese de assunto psicanalítico. Nesse mesmo ano, fundou a Imago — publicação especializada na aplicação da psicanálise às ciências culturais — e, em 1919, com Freud, o Internationaler Psychoanalytischer Verlag, do qual passou a ser o maior responsável. A ruptura com o mestre, depois de 20 anos de parceria, o levou à França (1926) e, mais tarde, aos Estados Unidos (1935), onde se fixou definitivamente até sua morte, que ocorreu em 1939, em Nova Iorque.

A editora – A Dublinense foi criada em 2009 com o objetivo de formar um catálogo eclético. Os valores que norteiam a editora são o apuro com a palavra e o cuidado gráfico. A linha editorial da Dublinense está direcionada principalmente para os gêneros tradicionais da literatura de ficção, mas compreende também livros de negócios, ensaios, relatos e esportes. Seus sócios e idealizadores são Gustavo Faraon e Rodrigo Rosp.

LANÇAMENTO DE O DUPLO, com debate.
Data e horário: 30 de setembro de 2013 (segunda-feira), a partir das 19h.
Local: Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165 | Bom Fim | Porto Alegre | RS).
Preço: R$ 37,90 (exemplar) / Formato: 13 x 19 cm / 160 páginas

Ana Maria Lisboa de Mello Pós-Doutora em Letras pela Université de la Sorbonne Nouvelle e pela Université Stendhal, Ana Maria Lisboa de Mello possui licenciatura em português e francês e respectivas literaturas pela UFRGS e mestrado e doutorado em Letras pela PUCRS. Fez estágio de pós-doutoramento no Centre de Recherches sur l’ Imaginaire, na Université Stendhal, Grenoble III, com bolsa do CNPq, e na Sorbonne Nouvelle – Paris III (2004), com bolsa da CAPES. Atualmente, é professora adjunta da PUCRS.

Sissa Jacoby é especialista em literatura infantil, doutora em Letras, professora de literatura e pesquisadora da PUCRS. Tem livros publicados na área dos estudos sobre produção cultural para criança, a leitura e a autobiografia.

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03, quinta, 19h: Lançamento do livro O homem que fumava dois cigarros de uma só vez, de Celso Dias (Pradense Editora).

celso dias

Celso Dias nasceu em 30 de novembro de 1958 em Porto Alegre, onde vive. É graduado em História e Mestre em Antropologia Social na UFRGS tendo feito também doutorado em Comunicação Social na PUC.  Professor e servidor público do Instituto Geral de Perícias, ele escreve contos desde a década de noventa sem nunca  haver publicado.

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04, sexta, 19h: Lançamento do livro Palavra que sim, poemas de Cícero Galeno Lopes. Apresentação do livro por Fabiane Resende e Rafael Jardim.

cp palavra que simAmplitude temática que percebe tanto a simplicidade prosaica da rotina diária quanto revisita os grandes temas atemporais e abstratos, relativos à condição humana, a que se soma farta erudição, cristalina nas epígrafes e propostas de releituras, numa extensa e criativa interlocução com textos da literatura mundial e brasileira, em seus diversos gêneros; com letras de música de Villa-Lobos a John Lennon e Chico Buarque de Holanda; com textos jornalísticos e ainda com alguns extraídos de lendas e dos cancioneiros populares: assim é o segundo livro de poemas de Cicero Galeno Lopes, profícuo ensaísta e escritor de ficção, orador contagiante e poeta sensível e inteligente.

Palavra que sim expressa um lirismo intimista de extrema poeticidade, capaz de captar a singeleza e a magia dos elementos da natureza, pelo exercício contemplativo, ao mesmo tempo em que empreende releituras críticas do contexto social mundial e brasileiro, observado desde o processo exploratório de colonização até o presente vivido pelo homem e pela sociedade contemporâneos. Numa atmosfera de desilusão, que se mostra na lágrima e no sentimento de solidão, o eu lírico flagra a arrogância, a hipocrisia, a dominação, a não aceitação do outro, a alienação diante da tevê, os maléficos efeitos do regime ditatorial, os problemas ambientais e os maus-tratos com a Terra, contingências em que vêm se dando as relações humanas, observadas na abstração e na concretude diária, pontual.

O trabalho com o tempo, já observado em Vidamundo (2012), tem continuidade neste volume, manifesto no modo como o homem lida com ele, sua passagem e a imperiosa necessidade de aproveitá-lo. Há aqui o reconhecimento da finitude humana e do presente como tempo de dominações e de impessoalidade.

O inusitado linguístico, resultado de um caprichoso trabalho com a exploração e a articulação da palavra em todos os seus níveis – fônico, lexical, sintático e semântico – é característica das três partes em que se divide o volume, respectivamente, Imagens, Perspetivas e Reflexões. Todas interligadas pela pertença ao campo semântico da visão, do ponto de vista, aqui considerados múltiplos, conforme indica o uso plural dos três termos.

Palavra que sim é, pois, minucioso e ricamente elaborado. Portanto, exige do leitor e o desacomoda; mas sobretudo o envolve e o delicia. À leitura, então! À boa leitura!

Fabiane Resende

 

Cícero Galeno LopesCícero Galeno Lopes é Licenciado (UCPel), Especialista (UFSM), Mestre (PUCRS) e Doutor (UFRGS) em Letras. É ensaísta, ficcionista, poeta e articulista em jornais. Como docente de ensino superior,  dedica-se à literatura brasileira, de modo especial à sul-rio-grandense. Como editor, planejou, criou, editou e consolidou revistas acadêmico-científicas e uma série de cadernos universitários, entre 1996 e 2004. Publicou três livros de contos pela Editora Movimento, de Porto Alegre: Conto e ponto (1999), A curva da estrada (2000) e A viagem (2005) e o livro de poemas Vidamundo (2012).

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