Posts Tagged ‘Luís Henrique Pellanda

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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 24, Lançamento do livro Detetive à deriva, de Luís Henrique Pellanda.

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24, sábado, 17h: Lançamento do livro Detetive à deriva, de Luís Henrique Pellanda.

 

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Reinventar a crônica – gênero praticado no Brasil desde a carta de Caminha, passando por Machado de Assis e Lima Barreto, até os anos de esplendor de Rubem Braga e Paulo Mendes Campos – não é para qualquer um. Mas é isso que faz Luís Henrique Pellanda, com a facilidade de quem vai ali na esquina.

Esse movimento de sair de casa tem tudo a ver. Ao contrário da tendência atual de transformar o espaço da crônica nos jornais, revistas e sites em tribuna de opinião, Pellanda prefere a rua como lugar de observação e inspiração.

Às vezes uma janela basta. O cronista confessa sua fixação nelas: “Vejo uma parede e já quero esburacá-la”. Insatisfeito, desce ao chão, “tão sujo quanto o céu”: a Boca Maldita, a Ébano Pereira, a Rua XV, as praças Tiradentes, Osório e Santos Dumont (para ele, a Pracinha do Amor), o Passeio Público, o Capão Raso da infância.

Ao passar as páginas de “Detetive à deriva”, o leitor se torna íntimo de logradouros nos quais, quiçá, nunca pôs os pés. Uma Curitiba que está longe do velho (e maldoso) diagnóstico – “a fria” –, pois surge cidade intensa, quente, quase pelando, mesmo que estejamos no inverno, ao depararmos estranhos personagens em inolvidáveis situações: o velho com a menina no colo, os urubus do terraço, um par de botas abandonado, o bebê chinês, um berçário de barbados, o rastro de pétalas da Saldanha Marinho…

Tudo é descoberta nos textos deste livro. A principal delas o próprio cronista descobriu ou, na melhor das hipóteses, tratou de inventar: a relação entre o flâneur e o detetive, entre os cronistas e os autores policiais. O mistério cotidiano narrado em pistas que só o autor vê. Não à toa, a epígrafe é tirada de um romance de Raymond Chandler: “Parecia uma boa vizinhança onde se cultivar maus hábitos”. Philip Marlowe, o private eye de Chandler, era antes de tudo um sentimental. Pellanda, um lírico durão. Alvaro Costa e Silva      

Sobre o autor: 

Luís Henrique Pellanda nasceu em Curitiba, em 1973. Escritor e jornalista, é autor dos livros O macaco ornamental (contos), Nós passaremos em branco (crônicas, finalista do Prêmio Jabuti 2012) e Asa de sereia (crônicas, finalista do Portugal Telecom 2014). É cronista do jornal Gazeta do Povo.

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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 12, Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda

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12, quarta, 19h: Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda (Arquipélago Editorial)

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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 19h: Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda

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12, quarta, 19h: Lançamento do livro Asa de sereia, crônicas de Luís Henrique Pellanda (Arquipélago Editorial)

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A cidade, talvez a melhor das invenções humanas, é o palco no qual os personagens de Luís Henrique Pellanda ganham vida. Ali se desenrolam as mais inesperadas tramas, muitas delas cercadas de silêncio e mistério, em que caminhos e olhares se cruzam para revelar novas possibilidades. Há um bocado de lirismo, e outro tanto de fantasia. E há, sobretudo, uma profunda humanidade. Quando observados pelo cronista, a cidade e seus habitantes podem ser tudo, menos ordinários. O pelicano de Curitiba, as sereias da Praça Osório, a velha em viscose de onça, o cantor sem dentes, os fantasmas da geada e os sacrificados do verão, o sabiá enterrado vivo, uma dupla sertaneja milagreira. Nas crônicas deste livro, Pellanda nos apresenta uma metrópole em eterna reconstrução, morrendo aos poucos para reviver mais adiante – e que é aqui transformada em literatura.

ivan angelo e luís henrique pellanda 03Luís Henrique Pellanda nasceu em Curitiba (PR), em 1973. Escritor, jornalista e músico, é coeditor e cronista dos sites Vida Breve Eletroficção. Trabalhou nos jornais Gazeta do Povo e Primeira Hora e foi subeditor e colunista do Rascunho. Escreveu os livros O macaco ornamental (contos) e Nós passaremos em branco (crônicas) e organizou As melhores entrevistas do Rascunho – Volume 1 (2010) e Volume 2 (2012).

 

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Aconteceu na Palavraria: lançamento do livro As melhores entrevistas do Rascunho

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Nesta sexta, 19, o editor Tito Montenegro, da Arquipélago Editorial recepcionou convidados no lançamento do livro As Melhores Entrevistas do Rascunho – Vol. 1, organizado por Luís Henrique Pellanda e ilustrado por Ramon Muniz. Rogério Pereira, editor do Rascunho – jornal literário paranaense e Luís Henrique fizeram palestra sobre o jornal. Fotos do evento.

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Vai rolar na Palavraria: 19/11: Lançamento do livro As melhores entrevistas do Rascunho

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19, sexta, 19h: Lançamento do livro As melhores entrevistas do Rascunho – volume 1, de Luís Henrique Pellanda (org.). (Editora Arquipélago)

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Este é um livro improvável. Quando circulou pela primeira vez, em 2000, o jornal literário Rascunho parecia condenado ao mesmo destino de muitas outras publicações do gênero: uma morte tão rápida quanto certa. Ao contrário de todas as previsões, no entanto, o Rascunho teve a audácia de sobreviver e se transformou em uma aventura editorial que – teimosamente – já dura uma década. Nesse período, o Rascunho publicou entrevistas com 153 escritores, de jovens promessas a nomes consagrados. Essas conversas – geralmente longas e por escrito, sempre minuciosas e reveladoras – são um traço característico do jornal, uma marca de nascença que o acompanha desde o número zero.

As entrevistas dos 15 escritores reunidas neste volume cobrem uma boa parte da trajetória do Rascunho, mas revelam bem mais do que isso. Elas são um retrato vívido da literatura brasileira contemporânea pela voz de quem a produz. As opiniões, os métodos, as influências e as manias desses escritores – que podem não ser os seus preferidos, mas sem dúvida têm muito o que dizer – formam um documento para o leitor de hoje e o pesquisador do futuro. Um registro em primeira pessoa da cena literária brasileira neste começo de século 21.

Escritores entrevistados:

Altair Martins
Bernardo Carvalho
Cristovão Tezza
Elvira Vigna
Fausto Wolff
Fernando Monteiro
João Gilberto Noll
João Ubaldo Ribeiro
José Castello
Luiz Ruffato
Mario Sabino
Milton Hatoum
Nelson de Oliveira
Sérgio Sant’Anna
Wilson Martins

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