Posts Tagged ‘Manuel Bandeira

17
dez
13

Aconteceu na Palavraria, sábado passado, 14, Sarau das seis – De Manoel a Manuel, leituras de Manuel Bandeira e Manoel de Barros

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14, sábado, Sarau das seis – De Manoel a Manuel, leituras de Manuel Bandeira e Manoel de Barros. Com Jeferson Tenório, Gabriela Silva, Laís Chaffe e Diego Petrarca.

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Palavraria - livros c.

 

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12
dez
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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 14, às 18h, Sarau das seis – De Manoel a Manuel, leituras de Manuel Bandeira e Manoel de Barros. Com Jeferson Tenório, Gabriela Silva, Laís Chaffe e Diego Petrarca.

program sem

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14, sábado, 18h: Sarau das seis – De Manoel a Manuel, leituras de Manuel Bandeira e Manoel de Barros. Jeferson Tenório e Gabriela Silva recebem Laís Chaffe e Diego Petrarca.

sarau das seis - dez

Para encerrar com chave de ouro o ano de 2013, o Sarau das Seis apresenta; “De Manoel a Manuel”, leituras e releituras de dois grandes poetas da literatura brasileira: Manuel Bandeira e Manoel de Barros. Essa edição conta com a participação de dois poetas supimpas: Laís Chaffe e Diego Petrarca. Ao final do sarau faremos sorteio de livros. Venha participar com a gente não esqueça que o sarau é de leitores para leitores, portanto, traga o seu poema favorito.

sarau das seis

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04
out
12

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 06/10: Sarau das 6

program sem

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06, sábado, 18h: Sarau das 6 leituras e comentários sobre literatura, com Gabriela Silva, Jaqueline Bohn Donada, Lígia Sávio, Jeferson Tenório.

Esta edição do Sarau é especial de boa: baladas, sonetos, quadrilhas para amar o amor, para mover a máquina do mundo ou para a contemplar a cinza das horas. Leremos Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.  Essa edição conta com a participação mais que especial de Luís Fernando Kalife Júnior e Pedro Matias.

Luís Fernando Kalife Júnior é graduado em Letras pela UFRGS e mestrando em Teoria da Literatura na PUCRS. Compõe o grupo os Cancioneiros, que  palestram sobre a história da canção brasileira e sobre as relações entre literatura e música em escolas, universidades e espaços diversos.

Pedro Matias é graduado em Letras pela FAPA, cursa especialização em Literatura Brasileira na UFRGS, é escritor e professor de literatura.  Escreve para a revista Conhecimento Prático de Língua Portuguesa.

O grupo responsável pela produção do Sarau das 6 é constituído por:

Jaqueline Bohn Donada. Apaixonada, em tempo integral, por literatura, cultura e viagens. Viajou às entranhas monstruosas do romantismo quando publicou o livro “Spontaneous Overflow of Powerful Feelings”: Romantic Imagery in Mary Shelley’s Frankenstein, em 2009. Formada em Letras, respira literatura, principalmente a de língua inglesa, há anos. Atualmente vive no século XIX. Nas horas vagas, é professora de inglês e aluna de doutorado pela UFRGS.

 Gabriela Silva. Tem literatura no seu dna. Desde a infância convive com homens e deuses e as histórias que lhe contam. É formada em Letras, estuda o mal e a morte na literatura e todas as teorias conspiratórias e literárias. É doutoranda em Teoria da Literatura na PUCRS, tendo como foco a construção da personagem. Atualmente está em Lisboa, dizem que estudando.

Lígia Savio. Amante do poeta francês Rimbaud desde a adolescência, é professora de literatura, do município de Porto Alegre e doutora em Letras pela UFRGS. Participou de antologias independentes na década de 70 (Teia, Teia II e Paisagens) com a participação de Caio Fernando de Abreu e Wesley Coll. entre outros.

Jeferson Tenório. É feito de literatura. Professor e apaixonado por Dom Quixote. Premiado no concurso Paulo Leminski em 2009 com o conto “Cavalos não choram” e no concurso Palco Habitasul com o conto “A beleza e a tristeza”, adaptado para o teatro em 2007 e 2008, além de ter tido poemas selecionados no concurso Poemas no Ônibus em 2009. Faz mestrado em literaturas Luso-africanas pela UFRGS

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04
jun
12

Ronald Augusto, Relendo Drummond

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Relendo Drummond

Convidados pela Palavraria a escrever sobre Carlos Drummond de Andrade, escritores amigos da casa ensaiam dizeres sobre a obra do escritor mineiro. O poeta e crítico Ronald Augusto manda seu recado.

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Depois de Manuel Bandeira, sem dúvida, o melhor, por Ronald Augusto

Carlos Drummond de Andrade é um grande poeta, inclusive porque, quando foi preciso, soube reconhecer que Manuel Bandeira lhe era superior. Alguns objetarão dizendo que o itabirano afirma isso no espaço ambíguo de um poema, lugar onde se anulam a verdade e a mentira, e que, portanto, não se pode levá-lo a sério nesse gesto de desprendimento em que concede o primeiro posto ao poeta recifense. Mas como, do meu ponto de vista, a insuficiência do mundo exige a colaboração da arte para torná-lo plausível e tolerável, sou obrigado a discordar e insistir que Drummond não dissimulava, pois, neste momento moderno/pós-moderno, onde tudo se volta equívoco, a começar pala linguagem referencial (que serve de legenda ao mundo), me parece que o poema, paradoxalmente, acaba por se constituir em um discurso forte o bastante para justificar nossas mais caras ilusões.

Por outro lado, se me engano, isto é, se o que afirma o poema de Drummond (no tocante a superioridade de Bandeira) não pode ser levado a sério, então o crédito que se dá aos seus assuntos elevados e graves: o vasto mundo, o medo, a náusea, a memória, a pedra prosaica e dantesca, a bomba, enfim, todos os seus movimentos em direção à tematização do fracasso e da beleza do “humano” não merecem, por conseguinte, nossa devota confiança.

Talvez seja esse o problema: lê-se mais os assuntos e os temas do que o poema drummondiano. A verdade é essa: num poema bom os acordes vão para um lado e as palavras para o outro. Um poema bom se plasma sobre uma consciência de linguagem que não teme a disjunção entre nome e coisa, aliás, essa coincidência não existe. Algo similar acontece com o cinema, a maioria se interessa pela fábula (a história) e se mostra desatenta à narrativa (como se conta a história), à estética fílmica (planos, angulações, movimentos de câmera), ou seja, não se dá atenção àquilo que singulariza tal linguagem. Prefiro ser um intérprete (em sentido musical) da música de Drummond a me solidarizar com os seus ombros fatigados.

A suposta humildade de Bandeira também não é a música de Bandeira. A “humildade” é a fábula. Joaquim Pedro de Andrade em seu curtametragem O poeta do Castelo, filmou muito bem esse personagem da poesia de Manuel Bandeira. Sua música não se esgota nessa virtude-clichê.

Muito bem, mas eu estou aqui, a convite dos meus amigos da Palavraria, para falar de Drummond. E acho que já falei o suficiente. Grande Drummond, o segundo melhor poeta de nós todos.

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Ronald Augusto Poeta, músico, e crítico de poesia. É autor de, entre outros, Homem ao Rubro (1983), Puya (1987), Kânhamo (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004) e No Assoalho Duro (2007). Despacha no blog www.poesia-pau.blogspot.com e é diretor-associado do website WWW.sibila.com.br

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