Posts Tagged ‘Mariana Ianelli

18
jun
11

A crônica de Mariana Ianelli: Um Don Juan celestial

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Um Don Juan celestial, por Mariana Ianelli

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Ilustração de Alfredo Aquino

Eis que no mundo das investigações autorais hoje pairam rumores em torno das famosas Cartas Portuguesas. A suspeita é de que essas cartas de amor ardente desde há séculos atribuídas a Mariana Alcoforado tenham sido na realidade forjadas e que um homem chamado Guilleragues seja o autor dessa façanha literária.

Uma vez confirmada a hipótese, ganha a literatura uma das versões mais ousadas de Don Juan na voz de uma freira que troca sua fé pela má fortuna, que se mortifica, sacrifica sua vida e se deleita em morrer de amor num transe que seria um autêntico transe religioso se Deus não tivesse sido solenemente destronado por um homem. Esperando por uma visita, depois por uma carta e então não esperando mais nada, pedindo ao amante que se lembre dela, em seguida o desafiando a esquecê-la, apiedando-se de si mesma e então se gabando de amar com violência, vai esta freira enlouquecendo de amor, enlouquecendo esplendidamente, repetindo o nome de um homem mil vezes por dia, amando um retrato mil vezes mais que sua vida, até chegar à última carta como a última fase de um delírio, quando o fervor começa a se transformar em “qualquer coisa parecida com a tranquilidade”, um amor satisfeito em si, um amor sem amante.

Rilke, não por acaso, nutria especial admiração pelas Cartas Portuguesas. Assim como deu conselhos a um jovem poeta, também aconselhou certa vez uma de suas amantes a tomar como exemplo o amor de Mariana Alcoforado. Ele que era um solitário, mas sempre cercado de mulheres, fazia prevalecer esse delírio esplêndido em seus galanteios, e o fazia com tamanha arte que realmente acabava sendo visto por suas amantes como “um arcanjo de terno”, um “Fra Angélico”, “uma aparição”. Registre-se aí uma espécie rara de sedutor, um sedutor de almas. Um Don Juan celestial.

Publicado em Vida Breve

 

Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

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28
maio
11

A crônica de Mariana Ianelli: Nossa cruz interdita

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Nossa cruz interdita, por Mariana Ianelli

A suástica que hoje tem seus adeptos não é a mesma que Rudyard Kipling estampava na capa dos seus livros no começo do século 20. Já não representa um amuleto da sorte, representa a corrupção da inteligência que se incorporou a este símbolo desde a sua transformação num slogan nazista.

Estamos mais próximos de uma suástica tatuada no peito de um delinquente do que de uma suástica inscrita na cerâmica de um vaso antigo. O que por milênios foi um emblema de felicidade e harmonia em um século tornou-se uma insígnia do horror e do extermínio. Se nos coubesse dar um lugar para este símbolo, dificilmente pensaríamos numa catedral ou num templo budista. Mosaicos, esculturas, altares, portões de uma cidade e páginas de um livro santo já exibiram essa cruz como um signo de bom augúrio, proteção espiritual, equilíbrio. Hoje a suástica é a nossa cruz interdita. Não ousamos mais exibi-la, sob o risco de denúncia, de repúdio, de censura por falta de bom senso.

Como reabilitar uma cruz? É a pergunta que fica. Como desinfetá-la de uma representação hedionda, como pregá-la de novo no alto de uma fachada sem que isto seja a apologia de um crime, um insulto à memória de um povo, a extravagância infeliz de um polemista, como lembrar da pré-história de um símbolo e associá-lo antes a um santuário que a um campo de extermínio, como fazemos para girar essa cruz e, condizendo com o seu sentido, progredir.

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Ilustração de Alfredo Aquino

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Publicado em Vida Breve

 

Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

Mariana Ianelli publica aos sábados no blog da Palavraria.

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14
maio
11

A crônica de Mariana Ianelli: Noturno profundo

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Noturno profundo, por Mariana Ianelli

Musil, Ingeborg Bachmann, Thomas Bernhard. Há uma abóbada escura cobrindo telhados, bosques, igrejas, montanhas. Há um clima de outono e angústia. Se cada livro tem sua porção de luz e sombra, estamos no crepúsculo. Mas em toda paisagem não há nada tão sombrio quanto um poema de Georg Trakl. Não há paisagem mais cheia de trevas. Georg Trakl é a flor azul da Áustria, o pássaro selvagem, o noturno profundo.

Entramos na noite e em tudo o que a noite propicia, os sonhos, a loucura, as formas do medo, segredos de amor e morte. Púrpura, marrom, azul e negro são as cores de Georg Trakl. Existe uma massa escura de pinheiros e por baixo dela um ar de chumbo. Nessa pintura aparecem camponeses, pastores, caçadores, soldados e anjos. Aqui e ali, uma pincelada de branco, o branco de um rosto petrificado, o branco do mármore e dos ossos. Os animais da noite de Trakl são os morcegos, as serpentes, os ratos, as aranhas. A lua vermelha reflete o sol se pondo do outro lado do mundo. Há um canal por onde desce um barco vazio e estrelas que se apagam. Há uma cor de ouro, mas esse ouro não refulge, é a cor de um dia que termina, a cor de uma infância que já vai muito longe. O sentimento da paisagem é de desterro, de orfandade, a solidão do último homem de uma linhagem assombrado pelo vulto dos seus ancestrais. É também um sentimento de filho não-nascido, de inocência arrancada e morta. Então uns olhos se abrem. Os olhos amarelos de Deus. E no meio da noite um salmo se levanta, uma flauta entre os juncos, o matiz de todos esses azuis, lilases, vermelhos e brancos: a cor rosa do rosto de um anjo. Uma poesia que é mistura de grito, sussurro e canto: De Profundis.

Georg Trakl viu de frente o sofrimento dos soldados austríacos feridos na batalha de Grodek, na Galícia. Viu a melancolia de um exército quando se desagrega em combates individuais contra a morte. Trakl foi um dos que estiveram nos campos de sangue no início da Primeira Guerra. Tentou o suicídio uma vez e falhou. Não sendo isso tenebroso o bastante, Trakl e sua irmã Gretl eram cocainômanos e amantes. Em novembro de 1914, em sua segunda tentativa, agora com êxito, Georg Trakl morre de uma orvedose. Não se pode dizer que foi um poeta precoce. O que viveu em seus 27 anos muitos não vivem durante a vida toda. Não foi alguém que conheceu a noite, simplesmente. Foi alguém que esteve na noite profunda.

Ilustração de Alfredo Aquino

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Publicado em Vida Breve

 

Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

Mariana Ianelli publica aos sábados no blog da Palavraria.

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07
maio
11

A crônica de Mariana Ianelli: Dia do silêncio

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Dia do silêncio, por Mariana Ianelli

O que quer que justifique a data, é irresistível pensar que esse dia existe desde sempre, que apenas gradativamente foi perdendo espaço, sendo expulso, até resultar numa ilha remota da qual já não se tem notícia, um pedaço de terra aonde agora só se chega, quando se chega, para breves passeios turísticos.

Não é o lugar onde alguém fica ruminando uma estratégia, uma jogada de mestre, qualquer coisa bem pensada que vai crescendo, amadurecendo na sombra, não é isso. Nem é uma forma de protesto, um estado de alerta, uma prova declarada de desprezo ou uma divergência tão grande que nada vale a pena ser dito. Não é um minuto de silêncio pelas vítimas de uma chacina. Existe a censura, a veladura, o regime do medo, mas também não é isso, esse túmulo de verdades escondidas onde o que fecha a boca é a impotência, a humilhação ou a cumplicidade num crime. Tudo isso existe dentro de limites bem conhecidos e forma só uma casca de silêncio. Por baixo e ao redor dessa casca continua o mesmo barulho, o mesmo trabalho de colmeia, um mundo de insatisfações, de intenções e de interesses confundidos.

O silêncio que ficou difícil, que foi aos poucos se afastando e se perdendo é outro. Não quer significar nada, não sente falta de nada. Não tem o que esconder nem o que reprimir. É quando tudo repousa por dentro. Um horizonte tranquilo, exato, completo. Nenhuma rajada de vento, nem mau pressentimento, nenhum desejo de estar em outra parte. É um chão de pedra com silêncio de pedra. A coisa mais simples. Uma paragem. Um lugar que se habita.

***

Lembrando Ernesto Sabato, falecido na madrugada do dia 30/04, último sábado:

 

A dois meses de seu centenário, Sabato encetou viagem para outros séculos. Porque lhe parecia triste morrer, foi mais além: tornou-se o anfitrião de uma outra realidade. Penetrou na noite definitiva, como fazem aqueles que de um sonho não voltam mais. Agora podem esses dois grandes amigos, Borges e Sabato, retomar sua conversa e devanear sobre a vida como antes devaneavam sobre a eternidade.

Ilustração de Alfredo Aquino

Publicado em Vida Breve

 

Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

Mariana Ianelli publica aos sábados no blog da Palavraria.

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04
maio
11

A crônica de Mariana Ianelli

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Quem é Leonard Cohen, por Mariana Ianelli

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Leonard Cohen era ainda um menino quando foi seduzido por essa mulher mítica, de sensualidade litúrgica, pestanas orvalhadas e perfume de vinhas floridas. Devia ter oito ou nove anos quando isso aconteceu, quando a poesia desabou sobre ele dentro de uma sinagoga em Montreal. Desde muito cedo pensou que podia ser escritor, mas nunca esteve completamente seguro disso. Foi assim que se mudou para a torre da Música, duvidando sempre. Foi assim que se viu atado a uma mesa, fadado a esperar por anos a fio até encontrar a palavra certa, o verso perfeito, porque essa era a sua religião.

Poeta, monge, cantor, amante são títulos que dizem pouco sobre Leonard Cohen. Melhor dizer que ele já abdicou de muitas coisas, que elegeu um país solitário e içou uma bandeira branca, que discutiu com a Eternidade e uma vez se deitou com uma mulher de ancas infantis em um quarto em Los Angeles. Que adormeceu a meio de um salmo, jejuou em segredo e foi um dos filhos da neve, esse mesmo filho que depois dos cinquenta teve saudades da mãe e desejou levá-la para a Índia e vê-la maravilhar-se com a cinza do Mar Arábico.

Leonard Cohen é esse homem pouco nostálgico, que não pode ser confortado nem guarda remorsos, o que teve o coração desfeito e ficou acordado a noite inteira pensando em alguma forma de beleza. É esse homem que afundou feito uma rocha, que raspou a cabeça, envergou uma túnica e agiu generosamente mesmo remoendo de ódio por dentro. É esse admirador das belas mulheres de Bombaim, o que espera que haja música no Paraíso, o pequeno judeu com sua Bíblia, que escreve sobre as sombras do Holocausto e sobre uma nuvem em forma de cogumelo, aquele que ama Joana d’Arc como uma de suas últimas mulheres.

Leonard Cohen é o peregrino que navega numa barca de asas decepadas, o que compõe um longo poema chamado Isaías, o apaixonado que, mesmo tendo esquecido metade da sua vida, ainda se lembra das coxas de uma mulher escapando das suas mãos como um cardume de peixes assustadiços. É esse homem que uma vez sentiu o seu corpo tão cheio de ternura que se dispôs a perdoar a toda gente. Esse poeta que escreveu durante anos poemas em uma mesa entre ervas daninhas e margaridas no fundo de uma casa em uma ilha do mar Egeu. Esse amante da lua que já tentou remover com seus óleos o feitiço do rival sobre a memória da namorada.

Leonard Cohen canta para o vento porque o vento é amigo do seu espírito de pluma. Ele sabe que os insetos são como os místicos por mal distinguirem entre vida e morte. Sabe que as possibilidades estão aí para serem derrotadas. Sabe também que o seu tempo está se esgotando e que nunca entenderá completamente esse vale de lágrimas. Não espera vitória nem honrarias. Conhece muito pouco do seu próprio nome. Um dia reuniu suas partes todas em torno de uma súplica, desejou morrer na cruz por um amigo, hesitou entre abandonar um amor e acompanhar os peregrinos, deixou sua túnica pendurada no gancho de uma velha cabana de um mosteiro e levou uma mulher até a beira do rio para amá-la, como qualquer outro homem teria feito.

Leonard Cohen está sentado debaixo de uma janela onde a luz é intensa. Está muito perto das coisas que perdeu e sabe que não terá de perdê-las novamente. É esse homem que melhor se sente quanto menos sabe quem é. Esse que agora sobe ao palco para cantar, no auge dos seus setenta e seis anos, com seu chapéu de feltro e seu terno impecável, provando que ainda existe neste mundo uma nota de elegância. Que ainda existe alguém que sente e pensa com elegância. Isso ele nos diz sem palavras, com um sorriso de doçura, apenas.

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Ilustração de Alfredo Aquino


Publicado em Vida Breve

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Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

23
abr
11

A crônica de Mariana Ianelli: Depois do último dia

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Depois do último dia

por Mariana Ianelli

 

Quando as chaves giravam nas portas era a mesma pergunta para El Djohar Akrour e suas companheiras de cela: “Hoje somos nós?”. Da pequena janela dava para ouvir a guilhotina sendo montada lá fora. Isso foi há mais de cinqüenta anos e El Djohar ainda se lembra das correntes nas mãos e nos pés. Como ela, muitos outros que participaram da guerra pela libertação da Argélia passaram pelo corredor da morte.  Alá Akbar, gritavam os que iam para a guilhotina, Alá Akbar, respondiam os condenados de dentro das celas.

Os que receberam indulto agora se lembram. Lembram das noites sem dormir, das orações, das canções, dos lamentos, lembram de jejuar um dia depois da execução de um condenado que poderia te r sido qualquer um deles. Não estavam mais sendo punidos por um crime, estavam levando sua resistência até o cúmulo do sacrifício. Tinham já cruzado o limite das intrincadas questões, das circunstâncias delicadas, dos pequenos problemas a serem resolvidos. Chegaram tão perto do último dia que foi como terem se queimado numa profecia. Lembram de subir nos ombros uns dos outros até a janela engradada no alto da cela porque o que era feito lá fora era feito por eles, a montagem da máquina de calar os insurgentes. Lembram do peso do silêncio, horas longas para cumprir gestos mínimos, aqueles  gestos de todos os dias, cegos,  repetitivos, gestos de que ninguém normalmente se dá conta porque são mecanismos de rotina, absolutamente insignificantes se desta vez não tivessem a consistência de uma vida.

Isso aconteceu durante os anos de terrorismo que encarniçaram a luta entre argelinos e franceses. Quando uma cidade acordava às quatro horas da manhã para acompanhar um dos condenados, quando uma lâmina bem oleada trespassava uma cabeça e as mulheres da casbá respondiam com preces e cantos. Isso aconteceu mais de um século depois de Victor Hugo ter publicado O Último Dia de um Condenado, seu manifesto literário contra a pena de morte, “esse direito exorbitante que a sociedade se outorga, de poder subtrair o que não deu”.

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Ilustração de Alfredo Aquino


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Publicado em Vida Breve

Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

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16
abr
11

Legião, poema de Mariana Ianelli

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Legião

Mariana Ianelli

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As estátuas cobertas de hera

Os casulos debaixo da escada

O chão traidor, esverdeado

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Mas ninguém se lembra

Que em outros tempos

Coisas minúsculas se agarravam

E cresciam atrás dos reposteiros

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Toda uma orgia assim igual a essa,

De trepadeiras e crisálidas,

Um miasma de verdades escondidas

Que a seu tempo conquistaria tudo

Sob este sol das três da tarde

Rebentando, arremetendo

Sem mais fazer sombra pela casa.

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Ilustração de Alfredo Aquino

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Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente  para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR). Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

Legião é poema inédito a ser publicado brevemente em livro pela Editora Iluminuras.

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