Posts Tagged ‘política

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maio
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Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 16, Lançamento do livro Operação banqueiro, de Rubens Valente

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

 

16, sexta, 19h: Lançamento do livro Operação banqueiro, de Rubens Valente. (Geração Editorial)

Uma história brasileira sobre poder, chantagem, crime e corrupção. A incrível história de como o banqueiro Daniel Dantas escapou da prisão com o apoio do Supremo Tribunal Federal e virou o jogo, passando de acusado a acusador.

operação banqueiroUm acontecimento inusitado assombrou o Brasil em 2008: o poderoso e enigmático banqueiro Daniel Dantas foi preso pelo delegado federal Protógenes Queiroz, por ordem do juiz Fausto De Sanctis, e conduzido algemado para uma cela comum, acusado de vários crimes. Mas logo depois foi libertado, por ordem do então presidente do Supremo Tribunal Federal — STF, Gilmar Mendes. As provas da investigação foram anuladas. O delegado foi afastado de seu trabalho e elegeu-se deputado. O juiz deixou sua vara e assumiu o cargo de desembargador no Tribunal Regional Federal, mas em área sem relação com crimes financeiros, sua especialidade. O que teria acontecido? Neste livro, que se lê como um thriller policial, o repórter investigativo Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, desvenda toda a história, com a revelação de aspectos inéditos, documentos e segredos.

rubens valenteRubens Valente, 43 anos, é um dos maiores jornalistas investigativos do país. Repórter desde 1989, cobriu diversos escândalos e investigações federais, como a CPI dos Correios, em 2005, e várias operações da Polícia Federal. Trabalha atualmente na sucursal da Folha de S. Paulo em Brasília. Recebeu o Prêmio Esso de Reportagem em 2001, duas vezes o Prêmio de Excelência Jornalística da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), em 2012 e 2013, nas categorias Jornalismo de Profundidade e Relações Interamericanas, duas vezes o Grande Prêmio Folha de Jornalismo (2001 e 2010) e o prêmio do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul em 2011. Participou do projeto “Folha Transparência”, que em 2013 recebeu o Prêmio Esso de Contribuição à Imprensa. Recebeu três menções honrosas do Prêmio Latinoamericano de Jornalismo de Investigação do IPYS (Instituto de Prensa y Sociedad), nos anos de 2004, 2011 e 2012, e uma menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

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Palavraria - livros a.

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26
mar
14

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 27, 19h: Lançamento do livro Gracias a La vida, de Cid Benjamin

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

27, quinta, 19h: Lançamento do livro Gracias a La vida, de Cid Benjamim (Editora José Olympio)

gracias a la vida - cid benjaminCom uma linguagem bastante acessível, o livro fala sobre o cotidiano de quem passou anos na clandestinidade, como foi participar da luta armada, a perda de companheiros próximos, a prisão, a violência sofrida no DOI-Codi e o exílio.  Sua exposição aos fatos apontam para um dos mais consolidados e objetivos relatos sobre esses anos de nossa história.

cid benjaminCid de Queiroz Benjamin foi líder estudantil em 1968 e, depois, participou da guerrilha urbana. Preso em 1970, foi libertado em troca do embaixador alemão Von Hollenben e passou quase 10 anos no exílio. Foi fundador do PT e hoje está no PSOL. É jornalista, tendo trabalhado em sindicatos, em O Globo e no Jornal do Brasil. Foi professor nas Faculdades Integradas Hélio Alonso e superintendente de comunicação na OAB/RJ. É autor do livro Hélio Luz, um xerife de esquerda (Relume Dumará, 1998).

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Palavraria - livros a.

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10
dez
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 12, o lançamento do livro Os filhos deste solo. Encontro com o fotógrafo Valdenir Cunha, com mediação de Rafael Guimaraens.

program sem

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12, quinta, 19h: Lançamento do livro Os filhos deste solo. Encontro com o fotógrafo Valdenir Cunha, com mediação de Rafael Guimaraens.

convite Os Filhos Palavraria

 

 

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31
mar
13

A crônica de Emir Ross: Cabeças cortadas

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Cabeças cortadas, por Emir Ross

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Eu não sei porque, mas o cabeleireiros estão me lembrando cada vez mais uma profissão que nunca faz o que a gente espera deles: os políticos.

Eu ainda não consegui descobrir porque os cabeleireiros perguntam como queremos o corte. Afinal, depois de sentarmos naquela cadeira, que mais parece uma cadeira de força ou uma cadeira elétrica beirando para uma cadeira dos horrores, eles fazem o que bem entendem da nossa cabeça. Houve um, em Sevilla, que fazia lingüiça.

Os cortes de cabelo nunca são o que a gente espera. Um dos motivos, claro, é o nosso cabelo. No Brasil, é comum mulatas podres de fashion mega produzidas, embaladas e aromatizadas chegarem ao cabeleireiro não menos bem empacotado, com uma revista mega-tendência última-moda ultra-moderna com cortes hiper-descolados vindos lá do Japão. Depois de trocarem idéias, fofocas, beijinhos e elogios é hora de conferir as tesouradas e sair com cara de nojo porque o cabelo pixaim ficou diferente do cabelo espetado da mulata made in japan da revista.

Voltando aos políticos. Pra começar, político não é profissão, embora a grande maioria no Brasil se denomina político profissional. Político é um cargo. Público. E profissão é algo exercido por profissionais. Mas tendo em vista a grande trama que rola pelos poderes, tiro o meu chapéu para esses profissionais.

Eles são sensacionais. Na verdade, se todos os profissionais brasileiros levassem à risca sua profissão como os políticos seríamos o país número um em Nobels. Os políticos têm carreira. Sim: carreira política. Isso significa que você começa por baixo, faz estágios, aprende a discursar, leia-se mentir, faz alianças, leia-se quadrilhas e destina as verbas para as necessidades da população, leia-se necessidades políticas.

Tirando os políticos, as mulatas e os cortes japoneses que nem japoneses são, o que me faz ficar mais puto que o cabeleireiro é o ego desses tesoureiros. Esses dias cheguei ao salão para reduzir um pouco o volume de minha juba. “Um pouco”, fiz questão de mencionar. Mas biba quando se empolga é pior que o Edmundo. Fominha ao extremo. Não larga a tesoura. É navalhada e cabelo voando e caindo e chiando por todo lado. Até parece político cortando verba da merenda escolar. Taí outra coisa em comum entre cabeleireiros e políticos: ambos estão sempre a par da tesouraria.

Resultado: fiquei com corte de milico de Segunda Guerra Mundial.

Eu não entendo essa fixação em acabar com a cabeça dos outros.

Eu não entendo esse desejo insaciável de inventar moda nos cabelos alheios.

Eu não entendo, finalmente, porque perguntam “O que vamos fazer nesse cabelo sem vida?”

Talvez a resposta esteja nos caixas secretos do Senado. Mas o que quero realmente salientar é que sem vida é o que o próximo cabeleireiro que não seguir minhas instruções vai ficar. Da próxima vez, chegarei dizendo: “meu cabelo tá sem vida, mas presta atenção, faz o que eu quero senão tu vai é ficar igual a ele.”

Essa é uma boa frase para se dizer a um político em véspera de eleição, quando este prometer dar mais vida à população.

Invejo meu pai, que não pegou essa onda de cortes. Lembro dele saindo todo sábado após a sesta. Ia para o barbeiro. Chegava em casa ao anoitecer com os bolsos repletos de balas, com a barba feita e o cabelo aparado. Todos os sábados. Com o cabelo do jeito que ele queria. E com os bolsos cheios.

Isso que é ser moderno-tendência-últimamoda-fashion: é ir ao barbeiro e este fazer exatamente o que a gente quer. É eleger um político para um cargo e ele defender nossos interesses.

Esse pessoal que insiste em fazer nossa cabeça, seja em Brasília ou no Salão do Shopping, não tá com nada. Está, no máximo, com os dias contados pelas lâminas de uma tesouraria bem afiada.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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13
jan
13

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 15/01: Lançamento do livro A sociedade justa e seus inimigos

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15, terça, 19h: Lançamento do livro A sociedade justa e seus inimigos, de Antônio David Cattani e Marcelo Ramos de Oliveira – organizadores (tomo editorial)

a sociedade justa e seus inimigosRetire a máscara dos principais inimigos da sociedade justa e descubra seus diversos mecanismos de proteção e ocultamento. Conheça a “Bolsa Rico”, que transfere recursos públicos para milionários rentistas, saiba por que o sistema tributário, altamente regressivo, é moldado para privilegiar o capital e facilitar a apropriação privada da riqueza, faça um tour pelos paraísos fiscais e examine legislações que favorecem práticas criminosas. Explore essas e outras artimanhas pouco conhecidas da realidade brasileira que nos permitem compreender as contradições que marcam o país, sexta potência econômica do planeta, mas ocupando uma vexatória posição entre os dez países com maior desigualdade social.

Os organizadores:

Antônio david cattaniAntonio David Cattani: Doutor pela Université de Paris I – Panthéon-Sorbonne (1980), com pós-doutorado na Ecole de Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris, 1993-1994). Professor titular de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e no Programa de Pós-Graduação em Sociologia; professor visitante na Université Laval (Québec – Canadá), coordenador de convênios de cooperação internacional (Université Laval, Université de Montréal, Canadá) e Centre National des Arts et Métiers (França). Pesquisador 1A do CNPq. Editor da revista Sociologias. Consultor ad hoc: CNPQ, CAPES, FINEP, Editora da UFRGS, Scielo, revistas de Ciências Sociais. Membro do conselho consultivo internacional da Cátedra UNESCO – Unisinos. Prêmio Fapergs 2007 Pesquisador destaque em Ciências Humanas e Sociais. Vencedor do prêmio Açorianos de Literatura 2007- categoria Ensaios de Humanidades (c/ L. Holzmann). Organizador e autor de vários livros publicados no Brasil, Argentina, Colombia, França, Itália, México e Portugual. Coordenador da coleção “Sociedade e Solidariedade” – editora da UFRGS. Área de especialização : Sociologia do Trabalho (trabalho urbano, sindicalismo, economia solidária). Atualmente, desenvolve pesquisas sobre “Desigualdades socioeconômicas” e coordena o grupo de pesquisa latino-americano “Riqueza e Desigualdade”.

Marcelo Ramos Oliveira: Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil, graduado em Economia e em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1984) e especialista em Sociologia pela Universidade de Wisconsin-Madison (1990), Projetos Sociais e Culturas pela UFRGS (2001) e em Política e Técnica Tributária pelo Centro Interamericano de Administrações Tributárias (2007).

Demais autores:

Dão Real Pereira dos Santos . Fátima Gondim Farias . Marcelo Lettieri Siqueira . Maria Lucia Fattorelli . Evilasio Salvador . Douglas Fischer . Brian Nicholson . Alberto Amadei Neto


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