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28
out
12

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 26/10: Vereda Literária 2012

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Aconteceram na Palavraria, nesta sexta, 26, dois encontros da Vereda Literária:  no primeiro, Gustavo Czekster conversou com Daniela Langer e Rafael Jacobsen sobre Visceralidades: literatura, fluidos e outras coisas mais. No segundo, Rafael Jacobsen  recebeu Gabriela Silva e Reginaldo Pujol Filho para desvendar os mistérios do Além-mar: o que aprender com o Português, e a literatura do lado de cá e de lá. Fotos do evento.

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27
ago
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A crônica de Emir Ross: Arte e política

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Arte e política, por Emir Ross

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Hoje é dia de citar Pedro Abrunhosa: “Acha-se que o que separa Portugal e Brasil é o Atlântico, o que, na verdade, nos une. Acha-se que o que une Portugal e Brasil é a língua, o que, na verdade, nos separa.”

O irônico é que ele não veio para Porto Alegre nem pela língua e muito menos pelo oceano. Pedro Abrunhosa veio pela música.

Eu ando numa fase musical. Esse é o lado bom do horário político. As pessoas dedicam-se mais à música, algumas até à literatura e, alguns poucos vão aos museus entre às treze e quatorze horas.

Há quem defenda o horário político com base no serviço que este presta aos votantes. Eu continuo acreditando que o único serviço que ele nos presta é o de esvaziar um pouco mais nossa gorda conta bancária. Acreditem, essa história do horário eleitoral ser gratuito é tão mentiroso quanto as promessas nele anunciadas.

Já vi candidato a vereador prometendo baixar o preço da gasolina. E candidato a deputado dizendo ser a homossexualidade uma doença e que ele tinha projeto para curar os que dela sofriam.

Mas, voltando à nossa conta bancária, que é o que mais nos interessa no momento, é bom dizer que o horário eleitoral só é gratuito para os partidos. Isso porque quem paga o espaço são os contribuintes, afinal estes já não sabem o que fazer com tanto dinheiro, então preferem investir em programas desse tipo.

Eu, como digno consumista, compro, pago e não uso.

Acredito que muitos, iguais a mim, também procedam dessa forma. Mas é o que se deve fazer em países de primeiro mundo, sem problemas sociais e com altíssimos investimentos de ordem pública na cultura.

Defendo uma LIC para o horário eleitoral gratuito. Este é o programa que mais incentiva e fomenta o acesso à diferentes manifestações culturais, mesmo que o que ele mais nos dê seja tempo, coisa que nos falta nas demais épocas do ano.

Estou elaborando um projeto de pesquisa para saber se nos meses em que vigora o horário político o dia passa a ter vinte e seis horas.

Afinal, uma das dúvidas que mais me assola é sobre o tempo. Alguém sabe onde vão parar as horas que a gente tem para se dedicar à música, à literatura e aos museus quando o horário político não existe?

Este é somente mais um dos mistérios da fé que temos nas inteligentes leis que regem este país.

Se Pedro Abrunhosa vivesse aqui, e somente aqui, talvez dissesse que as pessoas acham que o que separa arte e política são as eleições, que é o que, na verdade, as une. E que as pessoas acham que o que une arte e política é o tempo ocioso, o que, na verdade, as separa.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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