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11
dez
10

Sem ideias para os presentes de Natal? Dê filmes da Casa de Cinema de Porto Alegre

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Sem idéias para os presentes de Natal?

Dê filmes da Casa de Cinema de Porto Alegre.

Veja a lista de DVDs disponíveis na Palavraria:

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3 efes, de Carlos Gerbase – R$ 29,00. Sissi, uma jovem com o pai viúvo e desempregado, luta para sustentar a família e sonha em dividir um apartamento com o namorado jogador de futebol. Martina, de situação financeira mais estável, luta para voltar a ser desejada pelo marido publicitário, ou pelo primeiro que aparecer. Giane já mudou de vida, e pode influenciar o futuro de Sissi. De acordo com o Professor Valadares, essas três mulheres estão apenas tentando saciar seus apetites mais básicos: a Fome, o Sexo e o Fasma.

Coleção Curtas da Casa – R$ 77,00. São 37 curtas de ficção, documentários e especiais de televisão. Filmes dirigidos pelos diretores premiados em diversos festivais no Brasil e no exterior Ana Luiza Azevedo, Carlos Gerbase e Jorge Furtado. A coleção inclui também o DVD “Outras Histórias”, com curtas de diversos diretores convidados. Curtas legendados em quatro idiomas. Cenas exclusivas de making-ofs e extras.

Curtas Outras histórias, de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo – R$ 18,00. Coleção de curtas de vários diretores:
Um homem sério
Trampolim
Continuidade
O velho do saco
O Zeppelin passou por aqui
A morte no edifício império
Batalha naval
A coisa mais importante da vida
Memória
O amor nos anos 90
Obscenidades
No amor
Extras. Disponível em: PORTUGUÊS com legendas em INGLÊS, ESPANHOL e FRANCÊS.

Curtas Ana Luiza Azevedo, R$ 18,00. Dona Cristina perdeu a memória
Três minutos
Barbosa
Ventre livre
O bochecha
Dia de visita
A importância do currículo na carreira artística
Extras: Depoimento da diretora e making of de Dona Cristina perdeu a memória.

Coleção Domingos Oliveira – R$ 77,00. São 4 longas de ficção – Separações; Amores; Todas as mulheres do mundo; Edu coração de ouro – dirigidos por Domingos Oliveira. Legendados em português, inglês e espanhol.

Cuidado que mancha, de Ana Luiza Azevedo – R$ 20,00. DVD com três espetáculos para crianças do Grupo Cuidado que Mancha: “A Mulher gigante” (musical com bonecos, 40 minutos), “A Família Sujo” (teatro musical, 31 minutos) e “O Natal de Natanael” (teatro musical, 32 minutos). Espetáculos gravados ao vivo no Teatro Bruno Kiefer. O DVD inclui as letras completas das músicas, com visualização selecionável. Como extra, o curta-bônus “O Quadro da Andréa”.

Curtas – Carlos Gerbase – R$ 18,00
Curtas:
– Deus Ex-Machina
– Sexo e Bethoven
– Aulas muito particulares
– O corpo de Flávia
– Passageiros
– Interlúdio
– O amante amador
– Faustina
– O comprador de fazendas

Curtas Jorge Furtado – R$ 18,00
Curtas:
Oscar Boz
O Sanduíche
Ângelo anda sumido
Felicidade é… Estrada
Veja bem
A Matadeira
Esta não é sua vida
Barbosa
Ilha das Flores
O Dia em que Dorival encarou a guarda
Temporal

Decamerão, a comédia do sexo, de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo – R$ 35,50. Série de 5 episódios produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre para a TV Globo. Livremente inspirada nos contos de Giovanni Bocaccio, escritos no século XIV. Masetto, um esperto camponês, chega a uma aldeia disfarçado de padre. Em seguida, é chamado para dar a extrema unção ao velho Spinelocchio, e termina celebrando o casamento, por interesse de herança, de seu filho Toffano com a enfermeira Monna. Apaixonado por Monna, e por ela correspondido, Masetto acaba por abalar toda a vida da aldeia, envolvendo-se também com o comerciante Filipinho e sua esposa Isabel, além dos criados Calandrino e Tessa.

Houve uma vez dois verões, de Jorge Furtado – R$ 29,00. Xico, adolescente em férias na “maior e pior praia do mundo”, encontra Roza num fliperama e se apaixona. Transam na primeira noite, mas ela some. Ao lado de seu amigo Juca, Xico procura Roza pela praia, em vão. Só mais tarde, já de volta a Porto Alegre e às aulas de química orgânica, é que ele vai reencontrá-la. Xico quer conversar sobre “aquela noite”, mas Roza conta que está grávida. Até o próximo verão, ela ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida dele.

Sal de prata, de Carlos Gerbase – R$ 29,00. Cátia, uma bem-sucedida economista, tem que repensar sua vida quando seu namorado Veronese, um cineasta polêmico, sofre um ataque cardíaco, deixando um passado obscuro, uma loja de artigos fotográficos, alguns curtas realizados e muitos roteiros no computador.

Saneamento básico, o filme, de Jorge Furtado – R$ 29,00. Na pequena Linha Cristal, a comunidade se mobiliza para construir uma fossa no arroio e acabar com o mau cheiro. Marina, a líder do movimento, descobre que a Prefeitura este ano só tem verba para produzir um vídeo de ficção. Então ela e seu marido Joaquim resolvem filmar a história de um monstro que surge no meio das obras de saneamento. Marina escreve um roteiro, Joaquim faz uma fantasia. Silene aceita ser atriz, Fabrício tem uma câmara. Aos poucos, as filmagens vão envolvendo todos os moradores do local.

Tolerância, de Carlos Gerbase – R$ 29,00. História de um casal que confronta suas civilizadas teorias sobre o sexo e a política com a realidade, descobrindo que nem o mundo, nem eles mesmos, ainda são suficientemente civilizados.

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Venha até a loja da Palavraria – Livros & Cafés:

Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Poa

Telefone 32684260

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10
dez
10

Sem ideias para os presentes de Natal? Livro Colonos e Quilombolas

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Livro é sempre um bom presente!

Veja esta promoção na Palavraria:

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Livro Colonos e Quilombolas
Memória fotográfica das colônias africanas de Porto Alegre,
de Irene Santos (org.)

 

de R$ 40,00 por R$ 32,00

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Colonos e Quilombolas é um registro de histórias dos territórios negros urbanos formados em Porto Alegre (RS). O livro trata do território que se iniciava, após o período de escravização no Brasil, na capital gaúcha, na atual Cidade Baixa e passava pelos bairros Bom Fim, Mont’Serrat, Rio Branco e estendia-se até o bairro Três Figueiras, onde ainda subsiste o Quilombo dos Silva, reconhecido pelo Governo Federal. Esse registro se deu por meio de testemunhos e vozes iconográficas de seus protagonistas, moradores dessa região conhecida como Colônia Africana. Colonos e Quilombolas teve a coordenação editorial da fotógrafa gaúcha Irene Santos, introdução da Profa. Petronilha Gonçalves, que já integrou o Conselho Nacional de Educação, e prefácio do artista plástico e curador baiano Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro (SP). Participaram ainda Cidinha da Silva, Dorvalina Fialho, Vera Daisy Barcellos e Zoravia Bettiol. O livro foi lançado em Porto Alegre no mês de outubro e após em São Paulo, Curitiba e Salvador.


Venha até a loja da Palavraria – Livros & Cafés:

Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Poa

Telefone 32684260

08
dez
10

Sem ideias para os presentes de Natal? Camisetas “eu não sou de plástico” em oferta na Palavraria

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Presentes para amigo secreto,

para a namorada, para o namorado,

para familiares?

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Veja esta promoção na Palavraria:

camisetas

eu não sou de plástico

coleção 2009

femininas e masculinas

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desconto 25%

de R$ 40,00 por R$ 30,00

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Venha até a loja da Palavraria – Livros & Cafés:
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Poa
Telefone 3289 2184

08
dez
10

Sem ideias para os presentes de Natal?

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08
nov
10

Confira as ofertas da Editora Arquipélago na Palavraria

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Veja a lista dos livros da Editora Arquipélago à venda com 20% de descontos para pagamentos à vista. Válido para o período da Feira do Livro de Porto Alegre – 2010.

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Reserve seu exemplar – palavraria@palavraria.com.br, 3268 4260
ou venha até a loja: Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

De segunda a sábado, das 11 às 21h.

Observação: os preços abaixo são os preços de capa, sem o desconto.

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A Vida Que Ninguém Vê, de Eliane Brum

208 páginas
R$ 32,00

Uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. Uma cronista à procura do extraordinário contido em cada vida anônima. Uma escritora que mergulha no cotidiano para provar que não existem vidas comuns. O mendigo que jamais pediu coisa alguma. O carregador de malas do aeroporto que nunca voou. O macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja. O álbum de fotografias atirado no lixo que começa com uma moça de família e termina com uma corista. O homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade.

Essas fascinantes histórias da vida real fizeram sucesso no final dos anos 90, quando as crônicas-reportagens eram publicadas na edição de sábado do jornal Zero Hora. Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Eliane Brum e pela agudeza do olhar que a repórter imprime aos seus personagens – todos eles tão extraordinariamente reais que parecem saídos de um livro de ficção.

A edição que marcou a estréia da Arquipélago Editorial – reúne as 21 melhores colunas de A Vida Que Ninguém Vê acrescidas de textos que revelam o “dia seguinte” de dois personagens emblemáticos da série de reportagens: Adail realizou seu grande sonho, enquanto Antonio sofreu de uma segunda tristeza. Ao final do volume, um texto inédito de Eliane avalia, com o distanciamento que o tempo oferece, o que há por trás dessa vida que (quase) ninguém viu. É mais uma prova da força do trabalho da autora. E uma demonstração de que a reportagem é uma arte.

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Terra Adentro, de Luís Sérgio Metz, Pedro Luiz da Silveira Osório e Tau Golin

178 páginas
R$ 29,00

Eles eram três. Amigos e companheiros de militância, na política e no jornalismo, na poesia e no nativismo. Num certo dia, no distante março de 1980, montaram em seus cavalos e deram início a uma jornada que marcaria para sempre a maneira como viam o mundo – especialmente aquele universo particular que habitavam, o território mítico do pampa. Saíram de Santa Maria e só pararam 13 dias depois, 600 quilômetros mais longe, no interior de Jaguarão, perto da divisa do Brasil com o Uruguai.

Em seguida, contaram o que viram: o pior bolicho do mundo, o homem que se esconde em si mesmo, a hospitalidade campeira, as frustradas tertúlias em volta do fogo de chão, as desventuras do Tigre (o bravo cachorro que os acompanhou). Mais do que isso, relataram um momento singular na história daquele pedaço de chão: a chegada da televisão e o esmagamento que a nova cultura de massa provocava no imaginário do homem do campo. Em outras palavras, eles fizeram um retrato da passagem do Rio Grande do Sul tradicional ao moderno.

Tudo isso foi contado – em uma reportagem especial publicada originalmente Caderno de Sábado do Correio do Povo – com uma prosa em ritmo de galope e sempre em tom de causo. Porque nenhum dos três viajantes pretendia tirar da experiência da viagem uma tese sociológica (embora tenham passado perto). O interesse era jornalístico, o que importava era o registro do que se passou naqueles longos 13 dias. Por isso, também é um livro de aventura, o relato de uma viagem única, irrepetível hoje em dia.

Hoje eles são dois. Luiz Sérgio Metz, um dos autores do texto, faleceu em 1996, aos 43 anos. Escritor e letrista cujo talento ainda não foi plenamente reconhecido, é autor de outros três livros. Terra Adentro seria o quarto. No momento em que se completam dez anos de sua morte, seus companheiros de travessia prestam a mais bela homenagem que um escritor poderia desejar: ter sua obra apresentada aos leitores, que agora poderão acompanhar a jornada daqueles três homens. Terra adentro, tempo afora.

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O Calcanhar do Aquiles, de Duda Teixeira

224 páginas
R$ 34,00

Eu, você, seus pais, o seu vizinho da frente, o dono da livraria e o autor deste livro temos algo em comum: somos todos um pouco gregos. Qualquer pessoa deste lado do mundo, da chamada civilização ocidental, tem um pé (ou até mesmo os dois) na Grécia Antiga. Isso porque foi lá, naquele pequeno território há milhares de anos, que surgiram as bases de um conhecimento coletivo que ainda partilhamos em áreas como a filosofia, a medicina, a astronomia, a matemática e as artes.

Mas a sociedade grega não era formada apenas por pensadores e suas elucubrações filosóficas. Nem só de intrincados debates viviam aqueles homens. No correr dos dias comuns, eles dedicavam-se a assuntos bem mais mundanos. Tomavam porres homéricos de vinho com pimenta, recorriam a videntes em transe para conhecer o futuro, inventavam palavrões cabeludos, faziam macumba, faltavam às assembléias políticas e competiam nus nas disputas esportivas. Um cotidiano repleto de manias, defeitos, preocupações triviais e um bocado de situações inusitadas.

Essa mistura, da qual ainda faz parte uma mitologia de significados inesgotáveis, é a marca do povo grego. É isso tudo que o jornalista Duda Teixeira nos conta neste livro, deixando de lado a sisudez das teses acadêmicas, mas com um profundo trabalho de pesquisa. E muito bom humor. O resultado é uma obra divertida, de leitura saborosa, uma coleção das histórias mais curiosas que tiveram como protagonistas os gregos. Essa gente tão parecida comigo, com você, com todos nós.

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A Longa Marcha – A história do mito-fundador da China Comunista, de Sun Shuyun

Tradução: Caroline Chang
336 páginas
R$ 44,00

Bem de perto, os heróis cheiram mal. É isso que denuncia sua humanidade. E é assim que os mitos começam a ruir. Episódios históricos só viram épicos à custa do extermínio das verdades inconvenientes. Forjam-se heróis para ocultar homens. A história é transformada em lenda. E lenda, nesse caso, é a história lavada de suas indignidades.

A Longa Marcha é o mito fundador da China de Mao Tse-tung. Em 1934, o exército comunista, que pode ter chegado a 200 mil pessoas – os números são controversos – foi expulso de suas bases pelas tropas nacionalistas de Chiang Kaishek. Empreendeu então uma travessia que superou os dez mil quilômetros. Estima-se que apenas um quinto chegou até o fim. Os sobreviventes fundaram a nova China não sobre a história da Longa Marcha, mas sobre a lenda. Ela se tornou a peça de propaganda da revolução.

Sun Shuyun, como todos os chineses, cresceu embalada por canções e filmes heróicos. O mito é parte do que ela é. Mas havia demasiadas perguntas sem respostas. Setenta anos depois, em 2004, Sun refez a marcha do exército comunista. Encontrou mais do que foi buscar.

Seu livro dá voz aos homens e mulheres que atravessaram a China com os pés enrolados em trapos. Restaram poucos não apenas porque os expurgos, as doenças, o frio e a fome mataram mais do que o inimigo – mas porque as deserções foram maiores do que as mortes em batalhas.

Em suas páginas, Chen confessa que se alistou para ganhar seu primeiro sapato. Huang narra os dias em que esperou sua vez na fila para beber a urina dos cavalos dos oficiais – único remédio disponível para soldados com diarréia. Wang conta que deixou um rastro de sangue na neve. Chegou ao topo da montanha viva, mas nunca mais menstruou. É a própria China que emerge das lembranças. Sua geografia, sua cultura, suas dores.

Ao fundo, é a voz de Sun Shuyun que se ouve. Ela faz também uma travessia para dentro de si mesma. É honesta ao expor o embate travado entre as vozes do mito que a habita e da História que foi buscar. Esse livro mostra como Mao transformou fuga em epopéia. Ecoa em cada um de nós porque nos debatemos todos com lendas travestidas de História. Como Sun Shuyun, nós também conhecemos o significado de despertar no meio de uma longa noite com o eco de verdades abafadas. Eliane Brum

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A Literatura Vista de Longe, de Franco Moretti

Tradução: Anselmo Pessoa Neto
184 páginas
R$ 36,00

Se o leitor se intrigou com o título deste belo estudo e reagiu pensando “Mas literatura é sempre algo a ser visto de perto!”, seja bem-vindo: é exatamente este contraste o ponto de partida para apreciar e fruir adequadamente as teses de Franco Moretti sobre estudar literatura hoje.

Autor de alguns trabalhos de grande poder descritivo, muitos dos quais traduzidos no Brasil, Franco Moretti é talvez o mais original formulador das aproximações entre estudos de literatura e geografia. Estudioso do romance, forma narrativa moderna que domina o cenário das letras há mais de dois séculos, ele procede a levantamentos documentais da geografia presente no romance e dá a ver quão estruturante é o papel do espaço nos relatos ficcionais, para muito além do aspecto meramente paisagístico que habitualmente se concebe.

De outra parte, seu trabalho lida com os espinhosos temas da história da literatura, em especial do romance. Sabemos que ninguém tem mais serenidade de falar ingenuamente em histórias nacionais de literatura, menos ainda com a crescente mundialização dos mercados e o conseqüente entrecruzamento de tendências, estilos, enredos; mas quase ninguém ainda havia atinado com premissas sólidas para uma história mundial da literatura. E aí entra Moretti em cena: tomando por base uma perspectiva materialista mezzo darwinista, postula, em particular para o romance, alguns princípios capazes de descrever a origem e o desenvolvimento dessa forma narrativa em todo o mundo.

Utopia? Sim, mas ao alcance do debate, senão mesmo da escrita, como está provando sua obra. No livro que o leitor tem agora em mãos, Moretti oferece três modelos abstratos para a história da literatura. Abstratos, quer dizer: que lidam com a literatura como um objeto passível de uma perspectiva científica aparentada das ciências da natureza. Ele mesmo explica que seu marxismo tem pouco a ver com as sutilezas filosofantes das tradições francesa e alemã e muito em comum com a tradição empirista inglesa (Moretti, italiano, especializou-se em romance inglês, justamente).

Gráficos, mapas e árvores, então, são as figuras abstratas que Moretti mobiliza, aqui, para pensar (de longe, de cima, panoramicamente) sobre literatura, e o leitor vai logo apreciar o enorme rendimento que ele obtém, ao lado do não menos interessante ritmo de sua argumentação, marcante em maisde um sentido, que ajuda a arejar a conversa sobre história da literatura, aqui e em toda parte por onde já circula. Luís Augusto Fischer

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Uma Vida Menos Ordinária, de Baby Halder
Tradução: João Luiz Guimarães
224 páginas
R$ 38,00

“Tome, escreva alguma coisa neste bloco. Se quiser, você pode escrever a história da sua vida nele. Tudo que aconteceu desde que você consegue se lembrar e desde que tomou consciência de si mesma”, disse a Baby Halder o seu patrão, um professor de antropologia aposentado. “Escreva todo dia. Você precisa fazer isso.” Assim ela fez, e assim nasceu este livro. Apontada como uma “estrela emergente no horizonte literário indiano” pelo jornal The New York Times, até aquele momento decisivo ela era apenas mais uma entre milhões de mulheres pobres submetidas à tirania de uma sociedade patriarcal e preconceituosa.

O resultado dessa transformação pela escrita é uma narrativa única, retrato de uma vida que tinha tudo para terminar como começou. Baby Halder foi abandonada pela mãe aos quatro anos. Aos 12, foi obrigada pelo pai a se casar com um homem mais velho e violento. Conseguiu escapar do casamento, mas não da pobreza nem do estigma de ser mãe solteira. Como integrande da casta mais baixa, até onde ela poderia chegar? Sobreviver era tudo o que interessava, até aquele momento em que teve o primeiro contato com a literatura.

Ali, tudo mudou. A infância não deixou de ser trágica, nem os problemas se desfizeram. Mas, aos poucos, Baby passou a habitar um mundo no qual existem metáforas. Uma vida menos ordinária é um texto que não tenta ser poético em cada frase. Pelo contrário, tem na crueza das descrições e na linguagem seca e direta a sua força vital. Mas, observado em seu conjunto, é uma fascinante metáfora do poder transformador da palavra.

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Machado e Borges e outros ensaios sobre Machado de Assis, de Luís Augusto Fischer
264 páginas
R$ 37,00

Luís Augusto Fischer é ficcionista, cronista, crítico literário, roteirista, até dicionarista (do porto-alegrês). Quem podia ser melhor, então, para escrever sobre Machado de Assis, escritor que usou todos os gêneros possíveis para animar a cultura do seu tempo? Ao ler este livro, fiquei impressionado por duas coisas – primeiro, a naturalidade, a desenvoltura, do estilo, e segundo, a ousadia do autor ao abordar assuntos abrangentes.

Comecemos pelo ensaio de abertura, sobre Machado e Borges. Sempre os dois autores foram comparados, mas nunca com tanto detalhe, levando em conta tantos contextos, geográficos e históricos, sem excluir o biográfico. Ambos foram sobretudo céticos, na vida e na narrativa, visceralmente opostos a um realismo ingênuo. Neles, o leitor sente sempre a presença da voz narrativa – no caso de Machado, tanto nos contos como nos romances, e tanto em Quincas Borba quanto em Dom Casmurro, digamos.

Os dois ensaios seguintes expandem estes argumentos. O primeiro junta uma inesperada terceira figura aos dois sul-americanos – a de Edgar Allan Poe. Será que este triângulo nos explica o porquê da diferença de Machado, a estranha dificuldade de exportá-lo, de aclimatá-lo em terras européias que ele nunca visitou?

O segundo, “A invenção de distâncias”, em harmonia com tendências recentes da crítica machadiana, focaliza os contos, dando-lhes uma importância enorme dentro da obra. Li-o com enorme prazer. É escrito com toda a clareza e o charme a que Fischer nos acostuma, e o que é mais, com uma honestidade que não hesita em questionar as conclusões anteriores do próprio autor, nem de achar inspiração num crítico que pareceria estar nas antípodas dos gostos do autor – o português Abel Barros Baptista.

São só três ensaios, entre vários. Este é um livro que honra o seu autor, e que veio para ficar. John Gledson

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Conversas de Cafetinas, de Sérgio Maggio
160 páginas
R$ 31,00

“Amei Raimundo Temporal, amei Congo de Ouro, amei Pai, amei Sena, que deitava na minha cama, todo bacana”, anuncia a mulher, esparramada em si mesma, 110 quilos de lembranças. “Era um homem gostoso, cabeludo. Parecia um macaco, tinha um perfume que embelezava a gente.”

Essa é Saiana, figura de uma época que torcia as ancas para preservativo, “com camisinha não tem buceta que fique apertada”. Que avisa: “Na minha casa, abaixo de Deus, eu. Abaixo de mim, a polícia.” Tem Nini, que só amou um homem que ficou noivo de outra e agora envelhece ao lado de um que não ama. Tem dona Cabeluda, mulher que amarra a palavra literalmente no fio do bigode. Inaugurou o negócio no tempo em que prostituta usava “vestido meia-perna e sapatos de salto alto” e segue firmona, 30 anos depois, administrando “10 mulheres que usam um taco de short combinando com um taco de blusa”. E Andréa, que capitaneia seu “Cabaré das Donzelas Inocentes” nem tão inocentes assim, porque volta e meia ela fica nervosa e “dá uns tapinhas…. mas nada de violência, coisas de mãe”.

E ainda Gina, Minininha, Juci e Fátima, uma soma robusta de oito cafetinas. Ou “donas de casa”, como elas preferem. Oito contadoras de uma história que seduz o jornalista Sérgio Maggio desde o tempo em que, menino, ele se solidarizava com os ciúmes da mãe diante dos olhares compridos do pai para as misteriosas moças do cabaré. Ou quando, aos oito anos, escondido embaixo da mesa da sala, enchia os olhos com Maria Machadão e as mulheres coloridas do bordel Bataclã, na novela Gabriela.

Sérgio Maggio andou por ladeiras de Salvador e curvas de cidadezinhas do interior baiano para escutar não prostitutas, mas cafetinas, as mulheres no comando do prazer e da dor, administradoras de não-ditos na vida das cidades. Na esquina dessas conversas, às vezes tensas, encontram-se duas mitologias, a do repórter que veio buscar segredos, a das cafetinas que, no vício da profissão, tentam adivinhar que mercadoria agradaria mais ao freguês.

Nesse jogo de esconde-esconde, as verdades assomam nos vãos da prosa, na existência substantiva dessas mulheres, no absurdo do cotidiano que escapa de todo o controle, na vida que elas gostariam de acreditar que comandam, mas que escorrega por entre os dedos. Estão, todas as oito e cada uma ao seu modo, agarradas à possibilidade de reinvenção pela palavra num mundo que se desmancha, cada vez mais incertas do seu lugar. Aqui também a vida se ilumina nos cantos escuros da narrativa. Eliane Brum

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O Pai dos Burros. Dicionário de lugares-comuns e frases feitas, de Humberto Werneck
208 páginas
R$ 29,00

Humberto Werneck é um colecionador. Não de borboletas, como explica na apresentação deste livro, mas de lugares-comuns e frases feitas. Há quase quatro décadas ele mantém o hábito de anotar, no cantinho de papel que estiver à mão, aquelas expressões que, de tanto uso, tornaram-se gastas. É o caso de “a escola da vida”, “abraçar uma causa” e “acreditar piamente”, apenas três exemplos entre as mais de 4.500 expressões espalhadas pelos 2.000 verbetes da obra.

Tamanha obsessão tem uma razão: Werneck sempre se preocupou com a funcionalidade da linguagem. A necessidade de que cada palavra ou sentença seja usada precisamente. “Se escrever vale a pena, deve ser para enunciar algo que se pretende novo — e me parece um contrassenso, sobretudo no jornalismo, tentar passar o novo com linguagem velha”, escreve Werneck. O que não significa que os lugares-comuns devam, necessariamente, ser banidos. “O que se quer com este livro é apenas recomendar desconfiança diante de tudo aquilo que, no ato de escrever, saia pelos dedos com demasiada facilidade. Porque nada de verdadeiramente bom costuma vir nesse automatismo.”

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Inteligência com Dor. Nelson Rodrigues ensaísta, de Luís Augusto Fischer
336 páginas
R$ 39,00

Íntimo e desmedido, reacionário e frágil, iconoclasta e moralista: Nelson Rodrigues é um daqueles autores que não deixam ninguém indiferente. Também é difícil ficar indiferente diante deste livro de Luís Augusto Fischer, que enfoca o lado menos estudado da obra de Nelson: suas crônicas.

Crônicas? Nada disso, argumenta Luís Augusto Fischer.  Ensaios! Ensaios!, proclama o crítico,  com “olho rútilo” e um não menos rodriguiano “vozeirão de barítono de Puccini”.

A crônica, para Fischer, é um gênero literário mais próximo das gracinhas do que do humor verdadeiro,  mais inclinada ao descompromisso do que ao envolvimento pessoal;  um gênero que não se arrisca –e Rubem Braga é desancado de passagem— a dar conta, de corpo e alma, do tempo presente.

São estas algumas das qualidades que Fischer identifica, de modo persuasivo, ao mesmo tempo livre e sistemático, nos textos de Nelson Rodrigues. Mais ainda, esse “Montaigne brasileiro” foi quem definitivamente –e Mário de Andrade leva suas lambadas também—incorporou a linguagem coloquial à literatura brasileira.

A revalorização da obra jornalística de Nelson Rodrigues deve muito a Ruy Castro, que organizou vários volumes de suas confissões, desabafos, provocações contra D.  Hélder Câmara, estagiárias de calcanhar sujo e padres de passeata. São, sem dúvida, textos que ninguém lê sem prazer, até pelo que têm de hiperbólico em sua desconcertante naturalidade.

Fischer dá um passo além nessa recuperação, mobilizando com agilidade e sem pedantismo um expressivo aparato teórico (em geral marxista, aliás) para acertar os relógios da crítica com esse tremendo dinossauro das nossas letras. Escrevendo contra a esquerda em plena ditadura, não é à toa que Nelson Rodrigues tenha ficado por muito tempo na geladeira;  Fischer não se intimida diante do problema, reconhecendo que em muitos pontos o “reacionário” tinha razão.

O autor desta orelha não iria tão longe; vê em Nelson Rodrigues, de resto, uma intencionalidade quase profética de convicções que o afasta do modo ensaístico, por excelência exploratório e inconclusivo. Mas essa é apenas uma das discussões que este livro, tão cortante e luminoso, está pronto a suscitar. Nelson Rodrigues, autor de ensaios? Não sei se é. Sei que Luís Augusto Fischer é.  E dos bons. Marcelo Coelho

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Sobrescritos, de Sérgio Rodrigues
152 páginas
R$ 25,00

As pessoas coçaram atrás da orelha. Depois, porém, as pessoas coçaram atrás da orelha de novo. Por fim, as pessoas ficaram com o lado de trás da orelha inteiramente escalavrado. Quando os primeiros Sobrescritos apareceram, enigmáticos, na coluna Todoprosa, de Sérgio Rodrigues, no bom e velho site NoMínimo, as pessoas suspeitaram que eram minicontos à clef, dispostos a esculhambar de vez o mundo das letras. Quem seria o “escritor de barba espessa e fama rala?”, alarmaram-se alguns. E o inesquecível Lúcio Nareba, “lenda da blogosfera literária nacional”, quem haveria de ser?, sussurraram outros.

Felizmente, houve também quem percebesse de cara que todas essas figuraças, incluindo Demóstenes Bastião, o que escrevia em preto-e-branco, ou o latinista Cecilio Giovenazzi, “o maior memorialista do onanismo no Ocidente”, habitavam era a interseção entre a capacidade de observação e o talento para fabular de Sérgio, crítico-romancista. Daí elas tanto incomodarem quanto permanecerem na memória bem após o log off, caso do primeiro texto da coletânea, no qual a blogueira reencena Love story com o estruturalista.

Hoje, portanto, quando a sempre prestigiosa Todoprosa é navegável via IG, mais pessoas já leem os Sobrescritos como as delicadas peças de ironia, bibliofilia e alguma tristeza que eles de fato são. Embora algumas das pessoas, por via das dúvidas, carreguem sempre um band-aid para o lado de trás da orelha no bolso da frente das calças. Arthur Dapieve

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Os Novos Escribas. O fenômeno do jornalismo sobre investigações no Brasil, de Solano Nascimento
112 páginas
R$ 18,00

“Há uma grande diferença entre descobrir uma irregularidade e descobrir que alguém descobriu uma irregularidade”, avisa Solano Nascimento na frase de abertura deste livro provocador. Ele está se referindo a uma transformação silenciosa – e maléfica – que ocorre no jornalismo dito investigativo no Brasil: não é mais o próprio repórter que desvenda as maracutaias e falcatruas, mas autoridades que têm a obrigação de fazer isso, como policiais, promotores, procuradores e outros agentes de órgãos de fiscalização. Ao jornalista cabe apenas ter acesso àquela fita, ao tal dossiê, ao vídeo comprometedor.

Para detectar essa tendência, o autor observou a cobertura jornalística dos escândalos políticos nas três principais revistas semanais do país – Veja, IstoÉ e Época – em todos os anos em que houve disputa presidencial desde a redemocratização, da eleição de Fernando Collor de Mello, em 1989, à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Com apuro científico e analítico, Solano Nascimento demonstra que a transformação do “jornalismo investigativo” no que ele chama de “jornalismo sobre investigações” é uma realidade incômoda.

Ao abrir mão de investigar por si mesmo, o jornalista fica mais vulnerável ao risco de ser usado pela fonte que passa a informação e pode perder o controle sobre o próprio trabalho. Em outras palavras, o repórter deixa de ser um autor para se tornar um escriba, aquele que resigna a reproduzir a obra dos outros – o que é ruim para a imprensa, e terrível para a sociedade.

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Operação Portuga. Cinco homens e um recorde a ser batido, de Sérgio Xavier Filho
176 páginas
R$ 32,00

Este não é um livro sobre corrida, embora se passe entre treinos e competições. É sobre gente. Na verdade, um tipo muito especial de gente. O esporte é o pano de fundo, mas o que está em jogo é muito mais do que isso. São histórias de competição, superação e camaradagem.

Em outubro de 2006, o empresário Amílcar Lopes Jr., o Portuga, realizou um feito memorável ao completar a Maratona de Chicago em 2 horas 43 minutos e 50 segundos. A marca, extraordinária para um amador, fez dele uma espécie de lenda no circuito dos corredores de rua de São Paulo. Desde aquele momento, Portuga se tornou o homem a ser batido. Marcelo Apovian (o Lelo), José Augusto Urquiza (o Guto) e Tomás Awad são os mais fortes candidatos a derrotar Amílcar no que ficou conhecido como o “Desafio do Portuga”.

Os três desafiantes treinam forte. Para alcançar o objetivo, eles, que são executivos ocupados, driblam suas agendas apertadas, desviam de compromissos sociais e deixam de lado muitas horas de descanso ou de convívio familiar. Também deixam para trás, como no caso do Lelo, as sequelas de um acidente que quase lhe custou a perna. A marca mítica não sai da cabeça deles, o Portuga precisa ser derrubado.

O circuito das maiores maratonas do mundo – Berlim, Boston, Chicago, Nova York e Paris – é o cenário ideal para a busca pelo recorde. Lelo, Guto e Tomás correm o mundo, literalmente, para derrubar o Portuga. A esse grupo junta-se mais tarde Felipe Wright e sua obsessão em terminar uma maratona abaixo de 3 horas. E ele chegou lá, com a ajuda de um amigo capaz de um gesto de pura e comovedora nobreza.

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Aforismos, de Karl Kraus
Trad. e org. de Renato Zwick
208 páginas – Capa dura
R$ 39,00

“O aforismo jamais coincide com a verdade; ou é uma meia verdade ou uma verdade e meia”, escreveu Karl Kraus (1874-1936) a respeito do gênero em que se tornou um mestre. Personagem singular do debate intelectual europeu do começo do século XX, Kraus encontrou na brevidade e na condensação extrema dos aforismos a forma ideal de espetar seus adversários – notadamente jornalistas, políticos e figuras prestigiadas do meio cultural vienense. Exprimindo o que à primeira vista pode parecer uma generalização abusiva, o aforismo desestabiliza as certezas cotidianas cristalizadas em frases feitas e, à luz de seu brilho repentino, desvenda aspectos da realidade até então ignorados. Neste volume, apresenta-se uma poderosa mostra de como podem ser cortantes esses pequenos textos – e de como Kraus, manejando a sátira, feriu seus inimigos com grande concisão. Como ele mesmo dizia: “Há escritores que já conseguem dizer em vinte páginas aquilo para o que às vezes preciso de até duas linhas.”

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As melhores entrevistas do rascunho – vol. 1, de Luís Henrique Pellanda (Org.). Ilustrações de Ramon Muniz
288 páginas
R$ 39,00

Este é um livro improvável. Quando circulou pela primeira vez, em 2000, o jornal literário Rascunho parecia condenado ao mesmo destino de muitas outras publicações do gênero: uma morte tão rápida quanto certa. Ao contrário de todas as previsões, no entanto, o Rascunho teve a audácia de sobreviver e se transformou em uma aventura editorial que – teimosamente – já dura uma década. Nesse período, o Rascunho publicou entrevistas com 153 escritores, de jovens promessas a nomes consagrados. Essas conversas – geralmente longas e por escrito, sempre minuciosas e reveladoras – são um traço característico do jornal, uma marca de nascença que o acompanha desde o número zero.

As melhores entrevistas do Rascunho é um projeto que não seria possível sem a persistência do editor do jornal, Rogério Pereira, que driblou o fechamento da publicação mesmo quando o bom senso indicava esse caminho. A teimosia, porém, nunca foi só dele, como lembra no prefácio o escritor e jornalista Luís Henrique Pellanda, organizador desta antologia: “Se há algo realmente importante a declarar sobre o Rascunho é que ele só existiu e perdura graças à colaboração gratuita e apaixonada de diversas e incontáveis pessoas”.

As entrevistas dos 15 escritores reunidas neste volume cobrem uma boa parte da trajetória do Rascunho, mas revelam bem mais do que isso. Elas são um retrato vívido da literatura brasileira contemporânea pela voz de quem a produz. As opiniões, os métodos, as influências e as manias desses escritores – que podem não ser os seus preferidos, mas sem dúvida têm muito o que dizer – formam um documento para o leitor de hoje e o pesquisador do futuro. Um registro em primeira pessoa da cena literária brasileira neste começo de século 21.

Escritores entrevistados:

Altair Martins
Bernardo Carvalho
Cristovão Tezza
Elvira Vigna
Fausto Wolff
Fernando Monteiro
João Gilberto Noll
João Ubaldo Ribeiro
José Castello
Luiz Ruffato
Mario Sabino
Milton Hatoum
Nelson de Oliveira
Sérgio Sant’Anna
Wilson Martins

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08
nov
10

Feira do livro na Palavraria: 20% de descontos

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Durante o período da Feira do Livro de Porto Alegre – 2010, a Palavraria oferece descontos de 20% para pagamentos à vista. Vale para todos os livros da loja.

Venha até a Palavraria e confira os títulos. De segunda a sábado, das 11 às 21h.

Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

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09
jul
10

Promoção Palavraria – Companhia das Letras: até 40% de descontos

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OS MELHORES DETETIVES DO MUNDO EM PROMOÇÃO

Até 20 de agosto, 24 títulos essenciais da Coleção de Policiais da Companhia das Letras estarão em promoção, com descontos de até 40%.

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ASSASSINOS SEM ROSTO, de HENNING MANKELL de R$ 46,00 por R$ 27,00. É madrugada. Faz muito frio. Em um lugarejo no sul da Suécia, um agricultor descobre que seus vizinhos foram sadicamente brutalizados durante a noite. Chamado ao local, o inspetor Kurt Wallander se vê diante de um crime aparentemente sem sentido. Não houve roubo. Por que então aquele casal de velhos teria sido atacado? A única pista é uma palavra sussurrada pela mulher: “Estrangeiro”. Wallander já tem problemas suficientes, está no meio de uma guerra privada: a mulher o deixou há seis meses e depois disso ele engordou sete quilos; o destino da filha lhe tira o sono; o pai, viúvo, lhe dá trabalho. E agora esse crime: o inspetor jamais havia imaginado até que ponto a sua moderna Suécia podia ser palco do mais puro horror. O caso, naturalmente, ganha repercussão nacional, não só pela brutalidade, mas também por suas implicações políticas: pode estar em curso um movimento xenófobo no país. A imprensa e os altos escalões do governo vão pressionar por uma solução rápida. Como se não bastasse, Wallander terá de aceitar que uma nova promotora (bem atraente, é verdade) monitore seus movimentos, o que às vezes equivale a “obstruir” as investigações. Para Kurt Wallander, será difícil – e aterrorizante – reconstituir o que houve naquela madrugada gélida.

O BALNEÁRIO, de MANUEL VAZQUEZ MONTALBAN. De R$ 43,50 por R$ 26,00. Os triglicérides são uma desgraça. Mais ainda se o mau colesterol e a glicose também resolvem fazer das suas. É o que conclui o detetive Pepe Carvalho ao se instalar por quinze dias num balneário, famoso no passado pelos banhos de lama e hoje pelas dietas minimalistas de folhas e gelatina. O veredicto do médico-chefe é implacável: Carvalho é uma bomba-relógio ambulante e precisa urgentemente purificar seu organismo. Logo ele, um gourmet de grande estilo, tem de se submeter às mesmices do regime vegetariano. Carvalho já sonha com o roteiro gastronômico que cumprirá ao sair, e que inclui, é claro, uma escala no El Bulli de Ferran Adrià. O balneário foi criado por dois espertos suíços que intuíram que as pessoas voltariam a se preocupar consigo mesmas depois de anos se preocupando com o mundo. Em tempos de narcisismo, o balneário se tornou a sede de uma multinacional da saúde naturista. Entre a malta que o freqüenta, gordos e reumáticos, intoxicados de fumo, de bebidas e de todos os pecados da gula, há um industrial basco, um intelectual vagamente comunista, uma ricaça americana, um general da OTAN. Esses pacatos clientes se envolverão em estranhos crimes e conspirações, para alegria do detetive, que pode assim compensar a monotonia do regime.

A CAIXA VERMELHA, de REX STOUT. De R$ 44,00 por R$ 26,00. Na Nova York de 1936, uma jovem modelo abre uma caixa vermelha e morre ao ingerir um bombom envenenado: seria ela o alvo da cilada ou apenas a vítima acidental de uma trama envolvendo seu patrão, o magnata Boyd McNair? É o que Nero Wolfe deverá elucidar, sem sair de casa, utilizando sua prodigiosa inteligência dedutiva e os préstimos do fiel assistente Archie, que enfrenta vários perigos para recolher indícios que ajudem o genial detetive a armar sua própria rede.

A CHAVE DE VIDRO, de DASHIELL HAMMETT. De R$ 44,50 por R$ 26,50. Estados Unidos, 1930. Dois grupos de mafiosos se digladiam por poder político. O chefe de um deles, Paul Madvig, está empenhado na campanha de reeleição do senador Ralph Bancroft Henry. Seus interesses são políticos e afetivos, já que tem a intenção de se tornar seu genro. Às vésperas das eleições, o filho do senador, Taylor Henry, é encontrado morto. O capanga de Madvig, Ned Beaumont, jogador contumaz e detetive amador, inicia a investigação disposto a incriminar um sujeito que lhe deve dinheiro. Consegue rapidamente, e sem nenhum escrúpulo, acertar as contas com o desafeto, mas se enreda, definitivamente, no caso. A morte de Taylor Henry se transforma em arma na disputa pelo poder, e uma série de cartas anônimas e notícias de jornal acusam Madvig do crime. Num cenário de corrupção, que envolve um promotor público subserviente, policiais desonestos e muito uísque, sucedem-se, em ritmo vertiginoso, cenas de violência, seqüestros, assédio, traição e até um suicídio. Em nova tradução, A chave de vidro é um clássico da literatura policial, lançado originalmente em 1931. Foi adaptado para o cinema em 1942 por Stuarte Heisle e estrelado por Verônica Lake e Alan Ladd.

A CONFRARIA DO MEDO, de REX STOUT. De R$ 48,00 por R$ 29,00. Os membros da Liga da Expiação são homens possuídos pela culpa e pelo medo. Houve um tempo em que eram jovens e tinham o privilégio de ser alunos de Harvard, mas não foi o orgulho de ter freqüentado a mais tradicional universidade americana que os manteve unidos. Há 25 anos, numa brincadeira de estudantes, eles causaram o acidente que vitimou seu colega Paul Chapin, obrigando-o a conviver pelo resto da vida com uma deficiência física. Agora, a morte de dois integrantes da Liga e o desaparecimento de um terceiro reavivam os fantasmas de cada um. Na verdade, os ex-colegas de faculdade entram em pânico. O que mais estarão escondendo? Sem dar um passo na rua, Nero Wolfe vai elucidar os mistérios que envolvem a sinistra confraria. Se há uma coisa que ele odeia é sair de casa, o que se explica, ao menos em parte, pelo fato de sua obesidade causar-lhe certos transtornos de locomoção. Refestelado em seu apartamento, religiosamente ocupado em amar suas dez mil orquídeas e tomar as providências para o jantar, o excêntrico detetive despachará o assistente Archie Godwin, sempre sedento de ação, para buscar os fatos que sustentarão sua intuição infalível.

CORRENTEZAS, de FRANCES FYFIELD. De R$ 47,00 por R$ 28,00. O cientista americano Henry Evans conhecera Francesca Chisholm durante uma viagem à Índia. Vinte anos depois, ele a procura na pequena Warbling, no litoral da Inglaterra, procurando retomar o amor que deixou escapar. Ao chegar ao povoado, descobre que Francesca foi condenada pelo assassinato do filho de cinco anos. Apesar da confissão de Francesca, Henry não acredita que ela possa ter cometido o crime. As lembranças de juventude e uma série de indícios sobre o comportamento do garoto vão levá-lo a empreender uma investigação pessoal sobre o que aconteceu. Henry passa a interrogar os moradores da pequena cidade: a advogada Maggie, prima de Francesca, Peter e Timothy, casal de homossexuais que o hospeda, e Angela, a melhor amiga de Francesca. Frances Fyfield desenvolve aqui uma história dupla: a da investigação sentimental de Henry e outra, de grande profundidade psicológica, que se conta pelas palavras da própria Francesca. A autora une as duas histórias numa atmosfera de indefinições, em que um antigo castelo aberto à visitação turística guarda fantasmas do passado e o violento mar do litoral inglês afeta os humores dos moradores e dos visitantes.

A DAMA FANTASMA, de CORNELL WOOLRICH. De R$ 44,00 por R$ 26,00. Cornell Woolrich escreveu A dama fantasma em 1942 sob o pseudônimo de William Irish. O romance foi adaptado para o cinema dois anos depois e se tornou um dos principais filmes do cinema noir da década de 40. Um homem inocente é acusado de assassinar a própria esposa. A única pessoa que pode salvá-lo é a mulher que o fez companhia durante a noite do crime: eles foram ao teatro e jantaram juntos. Mas, apesar de ter passado seis horas ao lado dela, Scott Henderson não consegue descrevê-la à polícia. Não sabe o seu nome, não lembra como ela estava vestida, nem como ela era. Para piorar a situação, ninguém parece ter visto a mulher, nem mesmo o barman e o garçom que serviram o casal na noite do crime. Ele sabe que não foi uma visão, mas ninguém acredita na sua história. Henderson precisa encontrar a moça antes que seu tempo se esgote. Mas ele está preso e faltam poucos dias para sua execução. Sua vida está nas mãos de uma pessoa sem nome, sem rosto e sem forma – uma dama fantasma.
EDIÇÕES PERIGOSAS, de JOHN DUNNING. De R$ 49,50 por R$ 29,50. Cliff Janeway é um tira muito peculiar. Concilia a violenta tarefa diária de caçar assassinos sanguinários com o refinado hobby de colecionador de livros raros. Eis que livros e crimes convergem no caso do assassinato cruento de um humilde mascate de livros. Janeway se move em várias frentes: encara um assassino astucioso e capaz de reduzir suas vítimas ao estado de hambúrguer malpassado; comenta Mark Twain, Faulkner e até Stephen King, do ponto de vista de um livreiro, e redescobre o amor, sob a forma de uma misteriosa figura feminina. Graças à prosa potente e à diabólica imaginação ficcional de John Dunning, o leitor segue ávido os passos de Cliff Janeway, talvez o mais cativante personagem de romance policial desde o detetive Marlowe criado por Raymond Chandler.

O FAROL, de P. D. JAMES. De R$ 52,00 por R$ 30,00. Combe Island, na costa da Cornualha, tem uma história sangrenta de pirataria e crueldade. Agora pertence a um respeitável fundo privado e serve de refúgio para personagens importantes em busca de sossego e segurança. Mas o passado parece assombrar a ilha quando um dos hóspedes aparece morto, vítima de um assassinato com características muito estranhas, que parecem apontar em direções contraditórias e confundem as investigações. Altos escalões do governo britânico pediram a Adam Dalgliesh uma solução rápida e discreta para o crime, mas a ação do comandante se complica com as tensões existentes entre a detetive Kate Miskin e o sargento Frances Benton, membros de sua equipe, e as incertezas sobre o futuro de sua relação com Emma Lavenham, que o fragilizam. Um segundo assassinato, de grande brutalidade, é apenas o prelúdio para o medo que invade todos os que estão na ilha ao tomar conhecimento de que um risco letal paira sobre suas cabeças – e que não há maneira de eliminá-lo. Os leitores reconhecerão o traço característico da ficção de P. D. James: tensão da primeira à última linha.

GONE, BABY, GONE, de DENNIS LEHANE. De R$ 52,00 por R$ 30,00. O desaparecimento da pequena Amanda McCready chocou os habitantes de Boston, que se mobilizaram para ajudar dezenas de policiais a encontrar pistas do paradeiro da criança. A mídia faz sua parte, divulgando boletins e repetidos apelos à população. Procurados pela tia de Amanda, os detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, já com certa fama na cidade, julgam não ter muito a colaborar. Seriam, afinal, apenas mais duas pessoas entre as centenas em busca da menina. No entanto, a dupla acaba aceitando o caso, pois, segundo o próprio Kenzie, é intolerável aceitar as palavras “desaparecida” e “quatro anos de idade” na mesma frase. A investigação revela uma trama ainda mais complexa do que eles poderiam imaginar; não se trata apenas de um caso simples, mas de um crime que envolve traficantes e outros bandidos da pior espécie. Auxiliados por dois policiais da Brigada de Proteção às Crianças, os investigadores lutam contra o tempo para encontrar Amanda com vida. Gone, baby, gone é o quarto romance protagonizado pela dupla Kenzie e Gennaro, já conhecida dos leitores de Um drink antes da guerra, Apelo às trevas, Sagrado (todos esses publicados pela Companhia das Letras) e Prayers for rain (inédito no Brasil). Em Gone, baby, gone, Dennis Lehane mostra mais uma vez por que vem sendo considerado um dos novos mestres do gênero policial, na tradição de Dashiell Hammett e Raymond Chandler.

INFORMAÇÕES SOBRE A VÍTIMA, de JOAQUIM NOGUEIRA DA COSTA. De R$ 47,50 por R$ 28,50. Um convite para entrar numa delegacia não parece seduzir ninguém em São Paulo, onde vive e atua o tira Venício, personagem à cata dessas Informações sobre a vítima. Mas se for como leitor, e não como indigitado elemento, o cidadão poderá passar para dentro e para fora das grades na hora que quiser, munido do salvo-conduto da surpreendente ficção de estréia do ex-delegado Joaquim Nogueira. Movido por um imperioso desejo de justiça, Venício investiga por conta própria o assassinato de um amigo policial. Suas diligências rastreiam os propósitos secretos de uma dezena de suspeitos e dão uma amostra vívida do bas-fond paulistano: um padrasto estuprador, o traficante e sua mãe hipertensa, o bicheiro generoso com as autoridades, a escrivã de “camiseta fininha, sem sutiã, os peitos nadando ali embaixo como dois peixes lerdos e preguiçosos”. A vida do investigador Venício não é glamorosa, mas esbanja perigo. Venício cospe, sangra e atira realidade por todas as letras. Solitário profissional, ex-galã involuntário que ainda arranca o interesse eventual das mulheres, o tira madurão de Joaquim Nogueira não tem nada de hollywoodiano. Mora sozinho num modesto apartamento, dirige um fusquinha e nem telefone tem: usa o da vizinha.

O JOGO DE RIPLEY, de PATRICIA HIGHSMITH. De R$ 46,00 por R$ 27,50. O jogo de Ripley (1974) é o terceiro livro da série de Patricia Highsmith com o personagem Tom Ripley. Depois de assassinar Dickie Greenleaf em O talentoso Ripley (1955) e de ter cometido outros crimes em Ripley underground (1970) – a ser lançado em breve pela Companhia das Letras -, Ripley leva uma vida tranqüila em sua casa numa pequena cidade próxima de Paris. Ali, tem amigos entre os moradores do lugar e não precisa se preocupar com dinheiro, pois faz alguns trambiques e é sustentado pela mulher. Certo dia, ele recebe a visita de Reeves Minot, para quem costuma executar pequenos serviços ilegais. Minot planeja mandar matar dois membros de diferentes famílias da máfia italiana e, assim, provocar a discórdia entre elas. O objetivo do crime é atrapalhar a ação da máfia no jogo ilegal de Hamburgo, para o qual Minot trabalha.
Ripley hesita em ajudar. Apesar de ter conseguido cometer vários assassinatos sem que nada ficasse provado contra ele, Ripley acha que as pessoas podem desconfiar de sua conduta, já que seu nome circulou no noticiário ligado a ocorrências policiais. Por isso, numa festa na casa de Jonathan Trevanny, imagina que o anfitrião suspeita de seu envolvimento nos inúmeros crimes em que se meteu. Ripley decide pregar-lhe uma peça: sugere ao parceiro Minot o nome de Trevanny para a missão de assassinar os mafiosos. Mas, para surpresa do protagonista, Trevanny aceita a tarefa. O jogo de Ripley, então, volta-se contra ele próprio e o talentoso assassino se vê novamente no centro de uma sucessão de crimes.

O LADRÃO NO ARMÁRIO, de LAWRENCE BLOCK. De R$ 38,50 por R$ 23,00. Sentado na cadeira do consultório, com a boca escancarada, Bernard Rhodenbarr escuta estupefato a proposta de seu dentista, Craig Sheldrake: será que ele aceitaria exercitar as habilidades de arrombador para roubar as jóias de Crystal, ex-mulher de Craig? A poltrona do dentista não é dos lugares mais aconchegantes, ainda mais quando se é pego de surpresa: Bernie não imaginava que o dentista soubesse que ele era ladrão. É assim que a tortura odontológica se transforma em oportunidade de negócios – negócios escusos, claro – para Bernard Rhodenbarr. Depois de se livrar das fechaduras, Bernie entra no apartamento da ex-senhora Sheldrake. Mas, enquanto pilha o lugar, é surpreendido e tem de se refugiar no guarda-roupa. Ao sair do esconderijo, o ladrão depara com o cadáver de Crystal e percebe que a pasta com as jóias surrupiadas desaparecera. Agora Bernie terá de convencer a polícia de que não tem nada a ver com a morte da ex-mulher do dentista, com o sumiço das jóias, com uma grande soma de dinheiro falso nem com mais algumas mortes que não tardam a se suceder. O ladrão no armário é um romance da série protagonizada por Bernie Rhodenbarr, da qual fazem parte O ladrão que achava que era Bogart, O ladrão que estudava Espinosa e O ladrão que pintava como Mondrian.

UM LUGAR ENTRE OS VIVOS, de JEAN-PIERRE GATTEGNO. De R$ 45,00 por R$ 27,00. De um lado, o assassino Joseph Arcimboldo, que vem assombrando as mulheres de Paris com bárbaros crimes cometidos em série. De outro, Ernest Ripper, escritor sem talento, mas ansioso por inscrever seu nome na história da literatura. Entre os dois, firma-se um contrato que envolve, além de muito dinheiro, perigo: Arcimboldo contrata Ripper como ghost writer para narrar os crimes que cometeu. Logo, porém, surgem inquietações: Arcimboldo teme que Ripper lhe roube a história, e o escritor receia algum tipo de represália da parte de seu sócio. As tensões se avolumam a cada página dessa narrativa metalingüística em que a vida real transfere-se para as páginas da literatura policial. Nelas, convivem a mocinha romântica, a amante emancipada, uma poderosa editora de hábitos sexuais bizarros, um tio inválido num hospital e um michê que atende mulheres ricas. Enquanto Arcimboldo almeja eternizar suas façanhas, Ripper sonha em escrever o romance de sua vida. Não se sabe, entretanto, se o livro vai ser concluído pelo biógrafo, assim como não se pode assegurar que esteja encerrada a série de crimes do biografado. A desconfiança entre os dois cresce até que Arcimboldo começa a vigiar Ripper e sua namorada Sabine – e a vítima seguinte pode estar fora da literatura.

MORTE NO SEMINÁRIO, de P. D. JAMES. De R$ 52,00 por R$ 30,00. Lançado em 2001 na Inglaterra e em seguida nos Estados Unidos, onde teve tiragem inicial de 300 mil exemplares, Morte no seminário é mais um exemplo do talento raro de P. D. James para magnetizar o leitor. Escrevendo aos oitenta anos, James está impecável, por exemplo, na sua capacidade de construir enredos intrincados e plausíveis, ou de controlar o suspense e de infundir complexidade psicológica às personagens. Desta vez o palco do mistério é Santo Anselmo, seminário anglicano localizado numa das regiões mais desoladas da costa inglesa. Ali, na praia, será encontrado o corpo de um noviço, soterrado por um deslizamento de areia. Insatisfeito com o laudo conclusivo de morte acidental, o pai da vítima, um empresário poderoso, convoca o detetive Adam Dalgliesh para investigar informalmente o caso. Dalgliesh conhece Santo Anselmo. É um lugar em que passou férias na infância, e a expectativa que tem ao partir para lá é a de ter um nostálgico fim de semana. Na noite seguinte à de sua chegada, entretanto, mais um corpo será encontrado – e agora o rosto desfigurado do segundo religioso morto é apenas uma das provas de que um assassino feroz está em ação. A essas duas mortes soma-se outra, além de intensos conflitos emocionais, disputas por bens, incesto, adultério – motivos de toda ordem que, num ambiente tenebroso, quase gótico, farão de cada personagem um suspeito. O carismático Dalgliesh estará diante de um dos casos mais terríveis de sua carreira, e não sabe que sua presença, longe de intimidar o assassino, talvez o torne ainda mais ousado.

MORTE NOS BÚZIOS, de JOSE REGINALDO PRANDI. De R$ 39,50 por R$ 24,00. A mãe-de-santo Aninha prevê a morte de uma mulher num jogo de búzios. Na manhã seguinte, a previsão se confirma: a cliente do terreiro de candomblé é encontrada morta com o pescoço cortado e a boca cheia de folhas de manjericão. Desvendar o homicídio, com aspectos de sacrifício religioso, é tarefa do delegado Tiago Paixão, que acaba se embrenhando na rotina e nos costumes do terreiro de mãe Aninha. Um segundo crime com as mesmas referências supostamente religiosas faz com que o assassino fique conhecido nos jornais como “o Sacrificador”. Logo surgem imitadores, desencadeando uma onda de violência na cidade. Enquanto o delegado Paixão se vê pressionado pela imprensa e por seus superiores, o terreiro de mãe Aninha se vê na mira de fanáticos religiosos e uma guerra santa à brasileira está prestes a estourar.

NA MULTIDÃO, de LUIZ ALFREDO GARCIA ROZA. De R$ 35,50 por R$ 21,00. O delegado Espinosa enfrenta um de seus casos mais intrigantes: a morte por atropelamento de Laureta Sales Ribeiro, pensionista da Previdência Social. Ela acabava de sair do 12o. DP, em Copacabana, onde tentara conversar com Espinosa. Depoimentos de testemunhas levam à hipótese de homicídio. As investigações conduzem a uma agência da Caixa Econômica Federal e a um suspeito: um funcionário exemplar com o estranho hábito de fundir-se à multidão nas ruas do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, Espinosa faz uma incursão à própria infância, no Bairro Peixoto, e evoca a morte de uma menina, ocorrida quarenta anos antes. Enquanto o delegado remexe na memória e nos velhos álbuns de família, buscando no passado uma explicação para os acontecimentos presentes, o inspetor Ramiro e o detetive Welber vigiam os passos do suspeito. Quando tudo parece esclarecido, um novo assassinato surpreende a polícia e lança outra luz sobre a investigação. Em meio à confusão de sua vida afetiva, jogos de sedução e disputas amorosas, Espinosa tem de enfrentar um psicopata perigoso à procura de uma identidade redentora. Garcia-Roza, mais uma vez, perscruta o crime com o olhar da psicanálise e se consagra como um dos maiores autores da literatura policial brasileira. Reconstitui com maestria as motivações da mente psicótica e seu esforço desesperado de reescrever o passado, identificando as circunstâncias, algumas vezes fortuitas, que forjam um assassino. Com uma narrativa enxuta e empolgante, Na multidão convida o leitor a refletir sobre as relações familiares, a culpa e a solidão.

PASSADO PERFEITO, de LEONARDO PADURA FUENTES. De R$ 39,50 por R$ 23,50. Em Passado perfeito, o peculiar personagem Mario Conde nos apresenta uma Havana atual muito diferente do que mostram os folhetos turísticos. Conde é daquela espécie de detetives durões cuja metodologia escapa à lógica dedutiva típica dos primeiros detetives do gênero. Passado perfeito transcende o romance policial. A investigação de Mario Conde tem a força de uma viagem ao passado: o desaparecimento de Rafael Morín Rodríguez, colega do tempo do colégio, conduz o detetive a Tamara, mulher que ele sempre amou e que agora é casada com Rodríguez. Em um cenário de sonhos, repleto de lembranças e frustrações, a investigação se transforma em viagem ao passado. Conde está diante da possibilidade de reviver sua adolescência e, por que não, corrigi-la.

PRETO NO BRANCO, de GEORGE PELECANOS. De R$ 47,50 por R$ 28,50. A agência de investigações de Derek Strange não costuma aceitar casos de assassinato – tarefa da polícia, acredita o detetive. A morte de Chris Wilson é uma exceção. Flagrado ao apontar a arma para um branco, Wilson, um negro, é morto a tiros. O autor dos disparos é Terry Quinn, um policial branco. Ele não ouviu o outro gritar que era da polícia. Houve preconceito, ou Quinn só cumpriu seu dever? Para Strange, não há dúvida de que Chris Wilson morreu por ser negro. Quatro décadas depois da morte de Martin Luther King e dos distúrbios relatados em Revolução difícil, as tensões raciais continuam vivas logo abaixo da superfície. Inclusive na improvável aliança entre Strange e Quinn na busca da verdade. Nessa trama impecável, vibrante, caracterizada pelo equilíbrio delicado entre o cômico e o tenebroso, o leitor freqüenta uma Washington insuspeitada, em que vivem crápulas, viciados, homens violentos e policiais corruptos, num clima de total intolerância.
A PROMESSA DO LIVREIRO, de JOHN DUNNING. De R$ 49,50 por R$ 29,50. O ex-policial Cliff Janeway está de volta às livrarias, mais de uma década depois de sua estréia em Edições perigosas, romance ganhador do prêmio Nero Wolfe de literatura policial, e de Impressões e provas. Em A promessa do livreiro, Janeway recebe a visita de uma velha senhora que lhe pede algo impossível: recuperar uma coleção de obras raras do famoso explorador inglês Richard Burton, que havia pertencido ao avô dela e que fora roubada oitenta anos antes. Para provar que está dizendo a verdade, ela entrega a Janeway uma primeira edição de Burton autografada. Dias depois, uma mulher é assassinada por causa do livro. Furioso, Janeway decide ir fundo na investigação e deixa a cidade de Denver para caçar dois livreiros vigaristas em Baltimore. Outras três pessoas parecem estar ligadas ao crime: um brutamontes sem sobrenome e um ganhador do prêmio Pulitzer, além de uma bela advogada que inspira Cliff Janeway a pentear o cabelo. Durante a investigação, ele se depara com respostas de um enigma ainda maior: por que Richard Burton esteve durante três meses no interior dos Estados Unidos, pouco antes da Guerra Civil? Seria ele um espião? Em A promessa do livreiro, John Dunning lida com mistérios do passado e do presente, da verdade e da ficção, manipulando, com a habilidade de costume, dezenas de personagens e intrigas.

QUANDO NOSSO BOTECO FECHA AS PORTAS, de LAWRENCE BLOCK. De R$ 44,00 por R$ 26,50. Em 1975, Matthew Scudder costumava se embebedar em todos os bares, sempre acabando ou começando pelo Armstrong’s, seu boteco favorito. Suas recordações povoam esse livro que, segundo Lawrence Block, apesar de não ser o primeiro da série Scudder, deveria ser o primeiro a ser lido por quem ainda não conhece o detetive. Para os inúmeros fãs, é a oportunidade de chegar mais perto do ex-tira Matt Scudder, detetive particular, protagonista de Punhalada no escuro (2001), Bilhete para o cemitério (1997) e Os pecados dos pais (2002). Em 1985, Scudder fica sabendo que um antigo comparsa foi libertado da prisão, após cumprir longa sentença. A notícia transporta o detetive para o verão de 1975 e o faz recordar fatos, amigos, bares, situações e acontecimentos numa Nova York muito diferente. Lawrence Block cria um universo emocional a partir de Scudder e suas jornadas noite afora, um mundo onde, apesar do cinismo e da violência entranhados na vida da metrópole, subsistem valores como a amizade, a solidariedade e a lealdade. Os bares freqüentados por Scudder e seus amigos são tão reais que, ao terminar a leitura, parece que também nós perdemos os amigos e o nosso santo boteco.

OS RESSUSCITADOS, de IAN RANKIN. De R$ 59,00 por R$ 35,00. O detetive John Rebus não é o que se poderia chamar de policial exemplar. Arredio à autoridade e com uma tendência a resolver as coisas do seu jeito, ele só consegue contornar os problemas que cria graças a sua competência para resolver casos difíceis. Mas dessa vez passou dos limites: no meio de uma reunião sobre o assassinato de um marchand de Edimburgo, ele de repente joga na chefe uma caneca de chá. Rebus é afastado do caso e mandado para a Academia de Polícia Escocesa, onde policiais que apresentam mau comportamento devem adquirir bons modos e aprender os méritos do trabalho em equipe – e assim poder “ressuscitar” para o serviço. Rebus é posto numa equipe cuja tarefa é reabrir um caso arquivado há anos, do qual, por coincidência, ele participou, e que lhe traz lembranças atormentadoras. E logo descobre que está envolvido em algo mais do que um simples retreinamento. Enquanto isso, a detetive Siobhan Clarke, sua parceira e amiga, prossegue sozinha a investigação do assassinato do marchand. Mas surgem revelações que aproximam de modo intrigante os dois casos. Ambientado na bela cidade de Edimburgo, Os ressuscitados revela um mundo onde o choque de interesses, de morais e de personalidades alimenta uma luta da qual é impossível sair ileso.

SOBRE MENINOS E LOBOS, de DENNIS LEHANE. De R$ 53,00 por R$ 30,00. Como se fossem arrastados pelas águas turvas do rio Mystic, três amigos se vêem conduzidos de volta ao passado. No mesmo cenário em que brincavam quando garotos, Dave, Jimmy e Sean se reencontram e percebem estar frente a uma encruzilhada que parece conduzir a um destino trágico. Vinte e cinco anos depois do seqüestro de Dave, ocorrido nas mesmas imediações dos Flats e do Point – dois bairros violentos da zona sul de Boston -, a bela filha de dezenove anos de Jimmy é assassinada em circunstâncias misteriosas. Dor e violência arrastam o leitor numa trama em que as perspectivas de vida e de realização não ultrapassam os sufocantes limites de dois bairros historicamente construídos em torno do crime. Em Sobre meninos e lobos, Dennis Lehane retoma temas como a ameaça à infância, a relação entre pais e filhos e, por fim, a convicção de que as consequências dos erros ressoam ao longo do tempo e podem afetar a vida de pessoas que nada tinham a ver com as ações iniciais.

VESTIDO PARA MORRER, de DONNA LEON. De R$ 44,00 por R$ 26,50. Se não fosse pelo feriado de Ferragosto – que todos os anos inunda Veneza de turistas – a notícia de um travesti encontrado morto num terreno baldio certamente se tornaria o assunto mais comentado da cidade. Além disso, uma onda de calor faz os moradores se trancarem em suas casas, na segurança dos aparelhos de ar-condicionado, e o crime fica diluído entre os muitos outros escândalos que estampam as capas dos jornais.  Para o chefe da polícia de Veneza, trata-se de um caso simples, banal: o michê fora assassinado por um cliente, insatisfeito com os serviços prestados. Apenas o comissário Guido Brunetti suspeita de algo maior por trás do crime. Quando o corpo é identificado como sendo o de um diretor de banco, Brunetti se vê às voltas com uma conspiração que envolve algumas das figuras mais importantes da cidade, e novos cadáveres não tardam a aparecer.

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