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Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 3: Para assassinar a literatura, com Júlio Zanotta, Jorge Rein e Mário Pirata

ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

 

3, sexta, 19h: Para assassinar a literatura – evento de lançamento dos livros Ventonaveia, de Mario Pirata; A ninfa dragão, de Júlio Zanotta; e The quick brown fox jumps over the lazy dog (a veloz raposa castanha salta por cima do cachorro lerdo), de Jorge Rein (Scriptorium de investigação para o assassinato da literatura)

para assassinar a literatura - cartaz 2

 

O evento “Para assassinar a literatura” marca o lançamento do selo Scriptorium de investigação para o assassinato da literatura.

Ventonaveia, de Mario Pirata; A ninfa dragão, de Júlio Zanotta; e The quick brown fox jumps over the lazy dog (a veloz raposa castanha salta por cima do cachorro lerdo), de Jorge Rein, são diferentes na concepção, no gênero, no estilo e na intenção. Mas as três obras, que serão lançadas pelo novíssimo e debochado selo Scriptorium de Investigação para o Assassinato da Literatura, têm em comum o trânsito pelos territórios marginais da escrita, distantes dos cânones, das academias e das bulas literárias.

Jorge Rein nasceu em Montevidéu e reside em Porto Alegre desde 1971. É contista, dramaturgo e tradutor. Em 1986 publicou pela editora Tchê! sua primeira experiência em língua portuguesa, o livro-objeto “&”, ilustrado pela gravadora Anico Herskovits. Quase trinta anos mais tarde, a mesma parceria foi retomada, ainda que com os papéis trocados, em outro livro-objeto, Cidade Imaginária, obra na qual os textos de Rein ilustram as gravuras de Anico. Teve contos publicados em diversas coletâneas, antologias e revistas literárias do Brasil, Uruguai e México. Nos últimos anos, mesmo não tendo abandonado o conto e cometendo esporadicamente algum poema, vem se dedicando preferencialmente à dramaturgia, modalidade na qual já conquistou premiações em concursos no Brasil (IBAC / FUNARTE), Venezuela (ITI-UNESCO) e Uruguai (EL GALPÓN).

Júlio Zanotta é escritor e dramaturgo. Autor de “Louco” (Ed. Ao Pé da Letra), “Teatro Lixo” (Ed. Mercado Aberto), “Milkshakespeare” (Premio Funarte de Dramaturgia) e “O Apocalipse Segundo Santo Ernesto de la Higuera” (Ed. Palmarinca). Uma versão para teatro de A Ninfa Dragão, dirigida por João de Ricardo, foi apresentada na Semana Zanotta, que, em agosto de 2013, apresentou nove noites de leituras de seus textos dramáticos inéditos. Os textos foram dirigidos por diretores da cena porto-alegrense, numa promoção da Coordenação de Artes Cênicas da Prefeitura de Porto Alegre. Estão sendo desenvolvidas três outras versões de A Ninfa Dragão. Para quadrinhos, para animação e para game.

Mario Pirata retorna à poesia para adultos com esta obra, depois de publicar para crianças e jovens durante alguns anos. Ventonaveia é o seu 4º livro para adultos e o 17º de sua bibliografia. Iniciou sua carreira literária nos anos 70, integrando a chamada “geração mimeógrafo”. É presença constante em saraus e encontros de poesia. Ministra oficinas voltadas para o desenvolvimento da linguagem poética. Seus poemas foram publicados em coletâneas e antologias. Entre suas principais obras estão: “Calcinha Rosa na Cadeira de Balanço” (ed. Tchê), “Cambalhota” (Col. Petit Poa), “Bicho-Poesia” (Ed. Paulinas) e “A Magia do Brincadeiro” ( ed. Mercado Aberto).

Sobre as obras:

The quick brown fox jumps over the lazy dog (a veloz raposa castanha salta por cima do cachorro lerdo) é uma espécie de fábula amoral (não imoral). Trata-se de uma narrativa segmentada, que não se submete a um padrão tradicional de linearidade. Seus capítulos podem ser comparados às peças embaralhadas de um mosaico. É na interação com o leitor que os fragmentos se encaixam e se revela um desenho final, talvez nem sempre o mesmo, porque qualquer leitura é uma nova escrita e toda escrita é uma experiência individual. O título escolhido, além de ser uma referência direta à trama, aproveita aquele que é, provavelmente, o mais conhecido dos pangramas (frases que utilizam a totalidade das letras do alfabeto). Não há história que não possa ser contada através de uma combinação dos elementos do pangrama.

A Ninfa Dragão, ilustrado por Pena Cabreira, é uma novela de metaficçãocientífica, alegoria de um futuro fantástico visto com ironia. A linguagem utiliza expressões científicas sem levar em conta, necessariamente, o seu significado. O texto foi escrito eliminando sinais gramaticais, pontos ou vírgulas. Um símbolo gráfico separa os períodos sintáticos. Norton, um extraterrestre minúsculo, cruza o universo numa viagem sem precedentes e é enviado para o Instituto Jacutinga, onde é submetido pelo Dr. Kirihara a todo tipo de experiências bizarras. O Dr. Kirihara criou em laboratório a Ninfa Dragão, uma maravilha genética.   Mas alguma coisa deu errada. A Ninfa Dragão nasceu gigante, com duas bocas, dois narizes e um olho. Os seios estão no lugar certo, mas a vagina saiu onde estava o umbigo. Um pênis surgiu no peito e parece uma gravata. Norton penetra na Ninfa Dragão para encontrar o código secreto que fará com que ela recupere sua forma original.

Ventonaveia reúne 101 poemas inéditos. Inicia justificando o título e encerra com um epitáfio. É um livro aberto, com o recheio exposto ao visitante, propondo-lhe a aventura de degustá-lo e deixar-se ficar um bom tempo entre as páginas. Ventonaveia é a cara do autor, ou então as suas máscaras. No melhor dos sentidos, Mario Pirata é um artista de feira. Faz versos malabares, retira e joga aos ares os lenços coloridos dos poemas. O verbo para aquecer o inverno da plateia. Agita seu pandeiro e seus chocalhos para marcar o ritmo que exige cada letra, convidando a dançar, celebrar a

 

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Palavraria - livros a.

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