Posts Tagged ‘Toques da Palavraria

19
jun
11

Romance de la Luna luna e Baladilla de los tres rios, de Federico Garcia Lorca

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Romance de la Luna luna – Baladilla de los tres rios. Fragmento do recital  “Romancero Gitano”, de Federico Garcia Lorca, apresentado pelo grupo Nucleo del Guayas e pelo Coral de la Casa de Cultura – Teatro Prometeo, Quito, 2009.

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Romance de la luna luna

Federico Garcia Lorca

La luna vino a la fragua
con su polisón de nardos.
El niño la mira mira.
El niño la está mirando.

En el aire conmovido
mueve la luna sus brazos
y enseña, lúbrica y pura,
sus senos de duro estaño.

Huye luna, luna,
Si vinieran los gitanos,
harían con tu corazón
collares y anillos blancos.

Niño, déjame que baile.
Cuando vengan los gitanos,
te encontrarán sobre el yunque
con los ojillos cerrados.

Huye luna, luna, luna,
que ya siento sus caballos.
Níno, déjame, no pises
mi blancor almidonado.

El jinete se acercaba
tocando el tambor del llano
Dentro de la fragua el niño,
tiene los ojos cerrados.

Por el olivar venían,
bronce y sueño, los gitanos.
Las cabezas levantadas
y los ojos entornados.

¡Cómo canta la zumaya,
ay cómo canta en el árbol!
Por el cielo va la luna
con un niño de la mano.

Dentro de la fragua lloran,
dando gritos, los gitanos.
El aire la vela, vela.
El aire la está velando.

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Baladilla de los tres rios
Federico Garcia Lorca

El río Guadalquivir va entre naranjos y olivos
Los dos ríos de Granada bajan de la nieve al trigo.
¡Ay, amor, que se fue y no vino!

El río Guadalquivir tiene las barbas granates.
Los dos ríos de Granada uno llanto y otro sangre.
¡Ay, amor, que se fue por el aire!

Para los barcos de vela, Sevilla tiene un camino;
por el agua de Granada sólo reman los suspiros.
¡Ay, amor,que se fue y no vino!

Guadalquivir, alta torre y viento en los naranjales.
Dauro y Genil, torrecillas muertas sobre los estanques.
¡Ay, amor,que se fue por el aire!

¡Quién dirá que el agua llevaun fuego fatuo de gritos!
¡Ay, amor,que se fue y no vino!
Lleva azahar, lleva olivas, Andalucía, a tus mares.
¡Ay, amor, que se fue por el aire!

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30
mar
11

Toques da Palavraria: O fazendeiro do ar, documentário sobre Carlos Drummond de Andrade, por Fernando Sabino e David Neves

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.Toques da Palavraria 11/03

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O Fazendeiro do Ar. Carlos Drummond de Andrade em documentário de Fernando Sabino e David Neves. 1972.


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Carlos Drummond de Andrade (Itabira – Minas Gerais, 1902 – Rio de Janeiro, 1987), foi poeta, contista e cronista. Autor de mais de 50 livros e alvo de inumeráveis estudos no Brasil e no exterior, é considerado um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Muitos de seus versos estão incorporados ao vocabulário popular, como a expressão e agora josé?, título de um de seus mais famosos poemas.

Fernando Tavares Sabino (Belo Horizonte, 1923 – Rio de Janeiro, 2004) foi jornalista, escritor, editor e cineasta. Escreveu mais de 40 obras (romances, contos, crônicas, poemas, muitas adaptadas para o teatro e o cinema. Dentre elas destacam-se O encontro marcado, O homem nu, A mulher do vizinho, O grande mentecapto. Em 1960, fundou, com Rubem Braga e Walter Acosta, a Editora do Autor e, 1967, com Braga, a Editora Sabiá, responsável pelo publicação de livros de Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Clarice Lispector, entre outros.

Admirador da nouvelle vague e de Humberto Mauro, David Neves foi um dos idealizadores e uma espécie de “líder afetivo” do Cinema Novo. Foi crítico de cinema no jornal O Metropolitano, ajudando a concretizar o Cinema Novo como um movimento cinematográfico forte. Teve obra marcada pela abordagem lírica de personagens femininas: Memória de Helena (1969), Lúcia MacCartney, uma garota de programa (1970), Luz del Fuego (1981) e Fulaninha (1985). A este último somou-se Muito prazer (1979) e Jardim de Alah (1988), sua trilogia de crônicas sobre a zona sul do Rio de Janeiro. Em documentários focalizou personalidades da cultura brasileira e o futebol, como Flamengo paixão, de 1980. Lançou o livro Cinema novo no Brasil em 1966, e a coletânea de digressões e poemas Cartas do meu bar em 1993, onde diz que se esforçava por “atingir a essência da rotina”.

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23
mar
11

Toques da Palavraria: Puedo escribir los versos mas tristes esta noche

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Toques da Palavraria (11/01)

Puedo escribir los versos mas tristes esta noche… Poema 20 de Veinte poemas de amor y una canción desesperada, de Pablo Neruda.

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Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo : ‘La noche está estrellada,

y tiritan, azules, los astros, a lo lejos’.
El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oir la noche immensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos arboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto al amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque ésta sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

O chileno Pablo Neruda é um um dos mais importantes poetas de língua castelhana do século XX. Destacam-se em sua vasta obra os livros Canto geral, Resiência na Terra, Cem sonetos de amor, Vinte poemas de amor e uma canção desesperada e Confesso que vivi (autobiografia).

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19
mar
11

Toques da Palavraria: A corporação, documentário de Mark Achbar e Jennifer Abbot

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Toques da Palavraria 11/01

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A Corporação – Capítulo 1 de 16. O documentário A Corporação – baseado no livroThe corporation – the pathological pursuit of profit and power, de Joel Bakan (que também assina o roteiro do filme), traduzido no Brasil como A corporação – A busca patológica por lucro e poder (Editora Novo Conceito) – é uma profunda e divertida análise do mundo corporativo.

A Corporação (The Corporation)
Dir: Mark Achbar e Jennifer Abbott
Roteiro: Joel Bakan
Canadá, 2004.

A partir do estudo de crimes cometidos por transnacionais, e de dezenas de entrevistas com gente direta ou indiretamente ligada ao mundo corporativo, como ativistas de esquerda e de direita, acadêmicos, jornalistas, executivos, e espiões industriais, os autores fazem uma radiografia das corporações como “seres” autônomos, que funcionam de acordo com um conjunto específico e determinado de regras e motivações, bastante distintas daquelas partilhadas entre os homens comuns. Um “comportamento” que, de tão voltado à busca pela realização pessoal em detrimento de qualquer dano causado a terceiros, resvalaria, segundo alguns dos entrevistados, na psicopatia.

Montado sobre uma estrutura ágil, baseada numa esperta colagem de cenas de filmes B, vídeos institucionais antigos, imagens documentais e entrevistas nas quais, contra um fundo negro, representantes das mais distintas correntes políticas, como Noam Chomsky, Milton Friedman, Sir Mark Moody-Stuart (ex-dirigente mundial da Shell) e Vandana Shiva têm seu discurso contextualizado em relação ao “comportamento” institucional das grandes corporações, o filme faz uma análise dos vetores “psicológicos” responsáveis por regular o relacionamento das grandes companhias com o indivíduo – social, cultural e politicamente. (Fonte: Virgílio Freire)

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16
out
10

Por falta de palabras

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“Por falta de palabras”. Haruki Murakami. Mais um vídeo da série Imaginantes, produzido pela rede mexicana Televisa.

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09
out
10

Querido U, animação do conto de Reginaldo Pujol Filho

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Querido U. Animação do conto “Querido U,” de Reginaldo Pujol Filho publicado na revista Arte & Letra E e no Jornal da Capital. Produzido pelo Estúdio Makako de Porto Alegre, com áudio da Loop Reclame.

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Reginaldo Pujol Filho, escritor portoalegrense, é redator publicitário e um dos primeiros autores da Não Editora. Azar do Personagem é seu livro de estréia. Antes disso, publicou contos nas antologias 101 Que Contam e Histórias de Quinta (organizadas por Charles Kiefer), no Armazém Literário e também no Janelas, projeto de cartazes literários dele com o amigo e poeta Everton Behenck. É o organizador da recentemente publicada antologia Desacordo ortográfico. Mantem o blog Por causa dos elefantes.

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18
set
10

Vargas Llosa fala sobre seu romance Conversa na Catedral

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Conversación en La Catedral. Em entrevista de 27 de julho de 2008, concedida no programa de televisão peruana Ventana Indiscreta ao jornalista Luis Felipe Gamarra, Mario Vargas Llosa lê trecho de seu livro Conversa na Catedral, relata a origem da idéia central deste romance e explica os vínculos da obra com a história política peruana.

Vargas Llosa estará em Porto Alegre agora em outubro, no Fronteiras do Pensamento 2010.

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