Posts Tagged ‘tradução

08
nov
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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 6, Feira Além da Feira – A tradução e outros crimes, com Andrea Kahmann, Patrízia Cavallo e Tailor Diniz. Mediação de Robertson Frizero.

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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 6, Feira Além da Feira – A tradução e outros crimes, com Andrea Kahmann, Patrízia Cavallo e Tailor Diniz. Mediação de Robertson Frizero. Fotos do evento.

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Palavraria - livros c.

 

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05
nov
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Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 6, das 19 às 21h: Feira Além da Feira – A tradução e outros crimes, com Andrea Kahmann, Patrízia Cavallo, Taylor Diniz e Robertson Frizero

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06, quarta, das 19 às 21h: Feira Além da Feira – A tradução e outros crimes, com Andrea Kahmann, Patrízia Cavallo e Taylor Diniz. Mediação de Robertson Frizero.

Andrea Kahmann é mestre em Literatura Comparada na área de Estudos da Tradução pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especialista em Gestão Estratégica Municipal (UNISC / FAMURS). Possui graduação em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (2002) e licenciatura plena em Letras Português / Espanhol pela Universidade de Santa Cruz do Sul (2003). Foi docente do Curso de Tradução da Universidade Federal da Paraíba e do curso Letras / Libras da UFPB Virtual. Pesquisadora em Estudos Culturais e Estudos de Tradução. Possui experiência de pesquisa em universidades espanholas e atua, também, como tradutora. É autora do livro de contos Entre ursos de prata e mulheres de ouro (EDUNISC, 2004).

 

tailor dinizTailor Diniz é jornalista, escritor e roteirista de cinema e televisão. Tem onze livros publicados nos gêneros crônica, conto e romance. Entre eles, O assassino usava batom, que ganhou, em 1998, destaque em narrativa longa do Prêmio Açorianos de Literatura, e Transversais do tempo, 2007, melhor livro de contos também no Açorianos e no Prêmio Associação Gaúcha de Escritores. Na área de cinema, seu roteiro mais premiado é o curta em 16mm Terra prometida, de 2006, Kikito de melhor filme em Gramado e Candango de melhor filme no Festival de Brasília.

robertson frizeroRobertson Frizero é escritor, tradutor, revisor e professor de idiomas. Mestre em Teoria da Literatura, Especialista em Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras. Tem aperfeiçoamento em Administração de Sistemas e Bacharelado em Ciências Navais. Gestor Cultural da Editora 8INVERSO de 2009 a 2011. Seu livro de estreia na ficção, Por que Elvis não latiu?, foi premiado pela revista CRESCER e indicado ao Prêmio Açorianos de Literatura 2011 na categoria Literatura Infantil.

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feira além da feira 2013

Feira Além da Feira é um evento paralelo à Feira do Livro de Porto Alegre, com diversas atrações gratuitas reunindo grandes nomes da literatura no Rio Grande do Sul – debates, oficinas, saraus, cursos e outros – em algumas das mais simpáticas livrarias de Porto Alegre. A organização do evento é de Gabriela Silva & Breviário Cursos (curadoria), Jeferson Tenório, Eduardo Cabeda, Robertson Frizero, Carla Osorio e Fernando Ramos. Parcerias e apoios: Palavraria Livros & CafésLivraria BamboletrasSapere Aude LivrosPetit DalíVereda LiteráriaCasa de Cultura Mário Quintana,  Jornal Vaia e Festipoa Literária! Veja aqui a programação completa, locais e endereços.

Os eventos do Feira Além da Feira 2013 são gratuitos. Para as oficinas e cursos, pede-se inscrição prévia pelo site da Breviário, na seção INSCRIÇÕES, e a taxa de R$ 5,00 (cinco reais) recolhida no local para a emissão de certificados. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.

 

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01
ago
12

A prosa ligeira de Jaime Medeiros Júnior: Das muitas vozes do Espírito [outro labirinto]

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Das muitas vozes do Espírito [outro labirinto], por Jaime Medeiros Júnior

Faz muito não que tudo começou. O início, uma conversa com o amigo Heron, que me conta ter andado atrás de um texto bíblico, a modo de rememorá-lo. Encontrou. Pô-se a lê-lo. Mas qual a surpresa!? O texto já não coincidia com aquele que ecoava em sua memória.

Esta semana, dia do amigo, aniversário de minha prima, fui a Santa Maria. Resolvi pôr na bagagem um exemplar da TEB [tradução ecumênica da Bíblia, que segue o modelo da TOB francesa]. O exemplar em capa dura, tamanho de bolso, estava à mão e parecia ser mais fácil convidá-lo a adentrar a bolsa que eu estava a preparar para a viagem.

A viagem: algum cansaço a pôr ainda mais peso no corpo da gente. Sono que se recusava, assim tão facilmente, a resolver-se. Chego a Santa Maria. Conversa vai, conversa vem. Felicito minha prima. Entrego o presente. Em algum momento tento confundir o cansaço, descansando. Fui parcialmente bem sucedido. Durmo, não muito, depois acordo. Abro a bagagem. Topo com a TEB a um canto. Abro e caio no salmo 19. Leio os versículos de 2 a 5, que dizem:

2- Os céus narram a glória de Deus, o firmamento proclama a obra de suas mãos.

3- o dia transmite a mensagem ao dia, e a noite a faz conhecer à noite.

4- Não é um discurso, não há palavras, não se lhes ouve a voz.

5- sua harmonia se estende sobre toda a terra, e sua linguagem até as extremidades do mundo.

Tomo um susto, pois, apesar de simpático, o texto parecia participar mais de nosso espírito moderno. Aqui os céus narram, o dia transmite a mensagem [um salmo apropriado a era da informação?], e, por fim, se estende a sua linguagem até as extremidades do mundo. De outra parte, algo em mim também desconfiava de tudo aquilo. Pois aquela não era voz que estava acostumado a escutar na palavra do senhor.

Aqui adianto as minhas escusas a todos os sábios tradutores. Não escolhi falar a partir da perspectiva do especialista, pois não o sou, mas sim, a partir do que me suscitam enquanto leitor desarmado, mas não desalmado, de grandes recursos.

Abro novamente ao acaso a TEB. Caio em Gálatas 3 [versículos 1 e 3]. Leio Paulo a admoestar:

1 Ó gálatas estúpidos, quem os seduziu; depois que, aos vossos olhos, foi exposto Jesus Cristo crucificado?

3- Sois a tal ponto estúpidos? Vós que a princípio começastes pelo espírito será agora a carne que vos leva a perfeição?

Que susto grande! Era a primeira vez que lia no texto bíblico a palavra estúpido, que a mim parece tão inapropriada à admoestação de quem quer que seja, e sim, mais própria ao xingamento.

Resolvo então consultar as bíblias da casa. A de minha avó que hoje encontra-se aos cuidados de minha tia e a que minha prima recém comprara, em letras grandes. Ambas publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil e que contemplam a mesma tradução de João Ferreira de Almeida na sua versão Revista e Atualizada, versão que lia na igreja metodista, nos tempos de minha fé adolescente e militante, que nos apresenta o Salmo 19: 1-4:

1- Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos

2- Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite

3- Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se houve nenhum som;

4- No entanto, por toda terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.

Quando chego em Porto Alegre busco a bíblia que ganhei de meu avô. Uma João Ferreira de Almeida Revista e Corrigida, na grafia simplificada, onde se trata o mesmo texto desta forma:

1- Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos

2- Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

3- Sem linguagem, sem fala, ouvem-se suas vozes

4- Em toda a extensão da terra, e suas palavras até o fim do mundo

Conheci também mais tarde, à época do segundo grau a Bíblia de Jerusalém, era o tempo de uma igreja Metodista que ainda participava do movimento ecumênico das igrejas cristãs. Quando acabei o segundo grau no Colégio Centenário de Santa Maria [colégio metodista] ganhei, bem como todos os meus colegas, o novo testamento, exemplar em capa dura, desta edição da bíblia fruto das pesquisas da École biblique de Jérusalem, que congrega pesquisadores que não se filiam a uma denominação específica. Bíblia que no Brasil era editada pelas Paulinas [hoje pela Paulus, editoras católicas], mas que em alguns países é editada por editoras protestantes. Onde assim se nos apresenta o mesmo salmo:

2-Os Céus contam a glória de Deus,

e o firmamento proclama a obra de suas mãos

3-O dia entrega a mensagem a outro dia

e a noite a faz conhecer a outra noite

 

4-Não há termos, não há palavras,

nenhuma voz que deles se ouçad,

5-e por toda a terra sua linha aparece

e até os confins do mundo sua linguagem

Edição que se acompanha de notas como aquela d aposta ao versículo 4: as versões compreendem o contrário: “dos quais não se ouve o som”, mas a sequência faz alusão ao tema assírio-babilônico dos astros, silenciosa “escritura dos céus”.

Quando fiz a minha profissão de fé na igreja metodista com a idade de treze anos, recebi um novo testamento da Bíblia na linguagem de hoje. Uma das fortes tendências de tradução do texto bíblico desde então, onde assim encontramos os primeiros versículos do salmo 19:

1- Os céus falam da glória de Deus e anunciam o que ele tem feito!

2- Um dia fala dessa Glória ao dia seguinte, e uma noite repete isso à outra noite.

3- Não há discurso nem palavras, e não se ouve nenhum som.

4- No entanto a voz do céu se espalha pelo mundo inteiro, e as suas palavras alcançam a terra toda.

Resolvi, por fim, sair em busca de alguma outra tradução. Encontrei a Bíblia Sagrada Edição Pastoral [Paulinas], que faz assim o Salmo 19, a qual me pareceu algo singela e simpática nas suas escolhas para a tradução do mesmo salmo:

2- O céu manifesta a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos,

3- o dia passa a mensagem a outro dia, a noite sussurra para a outra noite

4- Sem fala e sem palavras, sem que sua voz seja ouvida,

5- a toda terra chega o seu eco, aos confins do mundo a sua linguagem

Terminada essa pequena viagem pelas traduções do Salmo 19, faço então percurso semelhante pelas traduções dos versículos 1 e 3 de Gálatas 3. A maioria, em discordância com a TEB, preferem o termo insensatos, ao invés de estúpidos. Já A Bíblia na linguagem de hoje o primeiro versículo traz tolos e o terceiro sem juízo ao invés dos estúpidos escolhidos pela TEB.

Néscios, como muitas vezes nos tornamos, certamente poderíamos prolongar indefinidamente a nossa busca. Empilhando aqui ainda outras tantas traduções, tanto católicas quanto protestantes. Mas acreditamos já ter demonstrado suficientemente a profusão labiríntica das traduções do texto bíblico no Brasil.

Retomando. Na mesma viagem a Santa Maria releio Borges [Borges Oral – o Livro] que comenta, referindo-se ao espirituoso Shaw: uma vez perguntaram a Bernard Shaw se ele acreditava que o Espírito Santo havia escrito a Bíblia. Ele respondeu: “todo livro que vale a pena reler foi escrito pelo Espírito”.

Talvez, no entanto, você possa crer que o Espírito escreva apenas em Hebraico, Grego ou talvez em Sânscrito ou Pali. Mas talvez possamos nos abrir a uma outra possibilidade, a de que o único livro o qual devamos realmente reler seja aquele em que não há termos, não há palavras e que por toda a terra a sua linha aparece, e até os confins do mundo sua linguagem. Onde estará este livro? Senão em todo o lugar onde o Espírito está. E onde ele haveria de não estar? Isto talvez confira muito mais importância a quem lê, que para encontrar o Espírito no texto-fonte, certamente há também de precisar ler com Espírito. E, por fim, incidentalmente, me ocorre, ler com espírito talvez seja, fundamentalmente, reler.

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Jaime Medeiros Jr (1964). Médico pediatra. Escritor portoalegrense. Publicou Na ante-sala (poemas, 2008) e Retrato de um tempo à meia-luz (crônicas, Modelo de Nuvem, 2012). Publica bissemanalmente no blog da Palavraria e no seu blog Simples Hermenáutica.

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05
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Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 04/06: Bate-papo de Tomaz Tadeu e Mayra Redin

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Nesta segunda, 04, na Palavraria, Tomaz Tadeu e Mayra Redin – com a mediação de Élida Tessler – comentaram seu trabalho de tradução e ilustração de Mrs Dalloway, obra de Virginia Wolf. Fotos do evento.

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02
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Programação de 04 a 09 de junho de 2012

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Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 21/10: Lançamento do livro “Poesia completa de Yu Xuanji”, com Ricardo Portugal e Tan Xiao

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 21, sexta, 19h: Lançamento do livro Poesia completa de Yu Xuanji, com os tradutores Ricardo Portugal e Tan Xiao

Os versos da poetisa chinesa Yu Xuanji (844-869 d.C.) ganham agora sua primeira tradução para o português, em uma edição bilíngue que reúne seus 48 poemas e mais cinco fragmentos. Importante marco na literatura do país, a autora viveu em um momento de efervescência cultural na China, durante a dinastia Tang (618-905 d.C.), se destacando justamente pela ousadia de seus textos, expressando, através de um caráter praticamente autobiográfico, as angústias e sentimentos femininos, e contestando a posição que as mulheres ocupavam na sociedade da época. Outro aspecto também muito explorado nos poemas de Yu Xuanji, e que contribuiu para torná-la notável, é a sensualidade, afirmando seus desejos carnais por meio de versos provocantes. Com o intuito de apresentar a obra da autora para o público brasileiro, este volume traz ainda notas explicativas realizadas pelos tradutores Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao, servindo para situar o leitor quanto ao conteúdo e as referências dos poemas. Assim, a Poesia completa de Yu Xuanji serve não apenas como um deleite literário e lírico, mas como um livro de conteúdo sobre a cultura e as tradições chinesas.

Os tradutores

Ricardo Primo Portugal é escritor e diplomata, graduado em Letras pela UFRGS. Está completando sete anos vivendo e trabalhando na China, primeiro em Pequim, depois em Xangai e, a partir de 2010, em Cantão (Guangzhou). Publicou: DePassagens (Ameop, 2004), Arte do risco (SMCPA, 1992), entre outros. Foi co-organizador da edição bilíngue chinês-português Antologia poética de Mário Quintana (EDIPUCRS, 2007), primeiro livro de poeta brasileiro traduzido para o chinês, com o apoio do Consulado Geral do Brasil em Xangai. Em junho passado, saiu, pela UNESP, Poesia completa de Yu Xuanji. No prelo: breve publicará, pela editora 7 Letras, o livro [0 a Sem], haicais.

Tan Xiao é graduada em Letras, com ênfase em língua inglesa e ensino das línguas inglesa e chinesa pela Universidade Zhong Nan, Changsha, Hunan, República Popular da China. Estudou português na UnB. Foi intérprete e tradutora português-chinês da Embaixada do Brasil em Pequim e trabalhou no escritório brasiliense da empresa Huawei. Atualmente, faz o mestrado em lingüística na Universidade de Línguas Estrangeiras de Guangdong (“Guang Wai”, 广外).

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Para mais detalhes sobre a autora e a tradução, veja entrevista dos tradutores a Ronald Augusto e Denise Freitas em poesia-pau: o conteúdo é uma função da forma.

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