Posts Tagged ‘Veronica Stigger

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Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 12

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12, terça, 19h: Lançamento do livro Geração zero zero, antologia de contos organizada por Nelson de Oliveira (Editora Língua Geral)

O melhor da ficção brasileira do século 21

Dez anos após a publicação do primeiro volume de narrativas da Geração 90, que marcou época e provocou exaltados debates na ocasião de seu lançamento, Nelson de Oliveira volta à carga como organizador de uma nova seleta de contos, desta vez de autores revelados na primeira década do século 21.

Ao contrário da maior parte das antologias, que via de regra reúnem textos já consagrados pelo tempo, a seleção aqui realizada apresenta uma proposta diferente: não a de reunir os melhores contos, mas sim os melhores autores. Mesmo propósito, aliás, das antologias da Geração 90, em que se deram a conhecer mais amplamente ou firmaram reputação autores como Marçal Aquino, Marcelino Freire, Luiz Ruffato, Rubens Figueiredo, André Sant’Anna e Joca Reiners Terron, entre outros.

Para chegar à seleção final dos autores aqui reunidos, Nelson de Oliveira passou três anos imerso em pesquisas. Do contingente inicial de cento e cinquenta ficcionistas examinados, chegou, após sucessivas triagens, aos vinte e um que o leitor aqui encontra.

As narrativas deste Geração Zero Zero — todas inéditas, à exceção das crônicas

de Lourenço Mutarelli, publicadas em seu blogue — devem funcionar como um

aperitivo, um estimulante, um chamado à aventura. Mas para conhecer melhor os seus autores, para perceber a real e fascinante dimensão de sua prosa, será preciso que o leitor siga em frente e mergulhe nos livros que eles publicaram.

É justamente isso que pretendemos: oferecer aos leitores uma porta aberta para o que de melhor vem sendo feito na literatura brasileira deste início de século.

Para textos de que eles possivelmente irão gostar, mas ainda não sabem que existem. Boa literatura, em diversidade e profusão.

 

Contos inéditos de Flávio Viegas Amoreira, Marcelo Benvenutti, João Filho, Whisner Fraga, Andréa del Fuego, Daniel Galera, Marne Lúcio Guedes, Maria Alzira Brum Lemos, Ana Paula Maia, Tony Monti, Lourenço Mutarelli, Santiago Nazarian, José Rezende Jr., Sidney Rocha, Carola Saavedra, Paulo Sandrini, Walther Moreira Santos, Carlos Henrique Schroeder, Paulo Scott, Veronica Stigger e Lima Trindade.

 

SOBRE O ORGANIZADOR

Nelson de Oliveira nasceu em 1966, em Guaíra (SP). Escritor e doutor em Letras pela USP, publicou mais de vinte livros, entre eles Poeira: demônios e maldições (romance, 2009), A oficina do escritor (ensaios, 2008), Ódio sustenido (contos, 2007), A maldição do macho (romance, 2002, publicado também em Portugal) e O filho do Crucificado (contos, 2001, também lançado no México). Em 2001 organizou a antologia Geração 90: manuscritos de computador e, em 2003, Geração 90: os transgressores, com os melhores prosadores brasileiros surgidos no final do século 20. Dos prêmios que recebeu destacam-se o da Fundação Biblioteca Nacional (2007), duas vezes o da Associação Paulista de Críticos de Arte (2001 e 2003), o da Fundação Cultural da Bahia (1996) e o Casa de las Américas, também duas vezes (1995 e 2011).

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24
out
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Programação de 26 a 31 de outubro de 2009

program sem

26 a 31 de outubro

29, quinta, 19h: Lançamento do livro Aleijão (Editora 7Letras), de Eduardo Sterzi. Leituras de poemas por Verônica Stigger.


LIVRO ALEIJÃO.

Neste livro, não há ilusões de refúgio ou exílio frente a um mundo fundamentalmente violento: não apenas as ruas guardam sustos e ameaças, mas a própria casa aparece como “território inimigo”. Nem mesmo a infância ou a família oferecem acolhida: deixou-se para trás a “prisão do paraíso”, da qual restaram sobretudo cicatrizes e feridas ainda abertas. Na cena da memória, que é, desde sempre, também ficção (isto é, reinvenção e comunhão da experiência), as mãos do pai “escondem-se, sanguinárias”. Irmãos se revelam “exímios no embate dos abraços”. Amigos podem ser “quase um país”, mas um país inexistente e imprestável. Mesmo o contato amoroso é aqui – antes, e depois, de tudo – atrito, choque, desgaste. Aleijão é o nome que o autor encontrou para o que sobrevive a tanto desastre, a tanta devastação – seja isto homem ou livro.

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EDUARDO STERZI 02

Eduardo Sterzi nasceu em Porto Alegre em 1973 e vive em São Paulo desde 2001. Seu primeiro livro, Prosa (2001), conquistou o Prêmio Açorianos de Literatura na categoria Autor-Revelação em Poesia. É autor também de dois volumes de estudos literários, Por que ler Dante e A prova dos nove. Alguma poesia moderna e a tarefa da alegria (ambos de 2008), além de ter organizado Do céu do futuro. Cinco ensaios sobre Augusto de Campos (2006). É doutor em Teoria e História Literária pela Unicamp e realizou pesquisas de pós-doutorado na Universidade de São Paulo e na Universitá degli Studi di Roma “La Sapienza”.

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30, sexta, 19h: Lançamento do livro Os nove pentes d´África (Mazza Edições) e bate-papo com a autora, Cidinha da Silva.

OS NOVE PENTES D AFRICA_CIDINHA DA SILVAOs nove pentes d’África tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá, personagem condutor, são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa. O livro de Cidinha da Silva cativa pelo universo das relações familiares, no respeito à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana. A autora faz sua estréia num campo de poucos autores dedicados a escrever histórias para crianças e adolescentes. (Informativo Maria Mulher)

CIDINHA DA SILVA 02Cidinha da Silva é prosadora. Organizadora de “Ações Afirmativas em Educação: experiências brasileiras” (Selo Negro Edições, 2003, 3a edição). Co-autora de “Racismo e Anti-racismo na Educação: repensando a nossa escola” (Selo Negro Edições, 2002, 4a edição)e “Racismo no Brasil” (Peirópolis, 2002). Tem dois livros de histórias curtas publicados pela Mazza Edições: “Cada Tridente em Seu Lugar” (2007, 2a edição)e “Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!” (2008). Tem texto publicado em livro didático de português da 6a série, chamado “Para Ler o Mundo” (Formato/Scipione), que lhe dá especial alegria. A 1a edição de “Cada tridente em seu lugar e outras crônicas”(Instituto Kuanza, 2006) foi objeto de reflexão em monografia de conclusão do curso de Letras na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, Campus II – Alagoinhas, 2008. Participa da coletânea “Questão de pele”, osganizada por Luiz Ruffato para a editora Lingua Geral, com o texto “Dublê de Ogum”.

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31, sábado, 19h: Recital com o músico alemão Friedemann Graef, com a participação especial do Trio de Janeiro.

FRIEDEMANN GRAEF & TRIO DE JANEIRO

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Friedemann Graef, vive em Berlim e atua como instrumentista e compositor. Simultaneamente com seus estudos de Engenharia Química na Universidade de Berlim, estudou flauta, saxofone e composição com Earle Brown e Eberhard Blum, além de outros mestres alemães. Estudou também etnomusicologia em New York. Além de seus próprios projetos, atua no Berliner Saxophon Quartetts (Quarteto Berlinense de Saxofones de Música Clássica). Seu trabalho contempla composições corais e orquestrais, para órgão e música de câmara, incluindo também música sacra. Na sua segunda turnê pelo Brasil, o músico alemão é acompanhado pelo Trio de Janeiro de Porto Alegre, com o qual tem colaborado como compositor desde o primeiro CD do grupo. A música-título do último CD do Trio de Janeiro – Scenario Urbano – é uma homenagem a Porto Alegre composta por Friedemann Graef. Formam o Trio de Janeiro os músicos Cezar Ferreira (teclados), Jorge de Souza (saxofones), Daniel Nodari (guitarras) e André Birnsfeld (percussão).




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