18
mai
12

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 19/05: Lançamento do livro SexTe(x)to, de Domenico A. Coiro

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19, sábado, 18h30: Lançamento do livro  SexTe(x)to, de Domenico A. Coiro (Editora Annablume)

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SexTe(x)to, em que o Sex pode ser Six ou pode ser Sex mesmo, restando ao leitor o perfume do verso ou as formas delicadas em algum poema. Um livro que clama por uma leitura atenta a fim de perceber a proposta do autor. As duas partes centrais desta composição de poemas, Microdrama e Temas com variações, são as partes desta peça criada por Domenico, que não se preocupa em seguir à risca a proposta musical da variação clássica, mesmo deixando o leitor atento a essa possibilidade, faz uma mistura de visualidades e sentidos, invocando palavras e imagens com critério poupa o leitor de repetições costumeiras da literatura contemporânea, descendo do púlpito para dialogar com temas mundanos e levando o pensamento de quem lê, em alguns momentos, para a música, em outros para a literatura. (Do posfácio de Ivan Antunes)

Domenico A. Coiro, poeta, músico. Reside em São Paulo. Cursou composição e fez mestrado, Unicamp, na classe de Almeida Prado. Participou da coletânea poética organizada pela Annablume: Santo Largo Treze, referente ao projeto “As treze visões do largo 13 de maio”. Compôs para diversas formações camerísticas, durante muitos anos, para o Festival Música Nova. Realizou trilhas de teatro para a compania Hana. Co-criou, com Alice K., o espetáculo multimídia (teatro, performance, artes plásticas, música, poesia) No Meio do Caminho…, dedicado a 7 poetas de nacionalidades e épocas distintas, onde também atuou e compôs a trilha sonora. Realizou dois vídeo-poesias em parceria com Rodrigo Araújo (Bijari), colaborando com as poesias e composições.

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18
mai
12

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 17/05: Lançamento do livro Ponto Contraponto, de Luiz-Olyntho Telles da Silva

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17, quinta, 19h: Lançamento do livro Ponto contraponto, de Luiz-Olyntho Telles da Silva e apresentação de A águia e o Simurgh, de Cesar Leal. Comentários sobre as obras com Luiz-Olynto e Hilda Simões Lopes.

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mai
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Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 19/05: Lançamento do livro Soalho de tábua, de Moacyr Godoy Moreira

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19, sábado, 18h30: Lançamento do livro de crônicas Soalho de tábua, de Moacyr Godoy Moreira e pocket musical com o autor. (Ateliê Editorial)

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Os contos de Soalho de Tábua são curtos, mas chamam a atenção pelo minimalismo quase poético. Outro aspecto que os aproxima da poesia, sobretudo da poesia de Adélia Prado, cujos poemas abrem cada um dos contos, é este: são narrativas tão importantes pelo que dizem como por aquilo que deixam subentendido; tão importantes pelas linhas, como pelas entrelinhas. Moacyr Godoy Moreira cria um território comum com o leitor onde este pode, ainda que sem escrever, exercer também seu poder de criação e descobrir coisas surpreendentes.

Moacyr de Vergara Godoy Moreira nasceu em São Paulo em 1972, é médico e mestre em Literatura Brasileira (USP/SP). No momento, cursa doutorado na mesma instituição. Tem resenhas e artigos publicados nos jornais Zero Hora (Porto Alegre), Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), Jornal do Estado (Curitiba) e nos sites Agência Carta Maior, Rascunho, Cronópios e Germina Literária. Publicou os livros Lâmina do Tempo (2002, contos), República das Bicicletas (2003, crônicas) e Ruídos Urbanos (2008, narrativas, ilustrado por Enio Squeff), todos pela Ateliê Editorial, além de diversos contos publicados em antologias no Brasil e em Portugal.

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17
mai
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Aconteceu na Palavraria, nesta quarta, 16/05: Palestra Porto Alegre antes de Porto Alegre, com Marcel Citro

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Palestra Porto Alegre antes de Porto Alegre e sessão de autógrafos do romance Outonos de Sangue, com o autor, Marcel Citro

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17
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A prosa ligeira de Jaime Medeiros Júnior.: Pequena anotação após ler Augusto dos Anjos

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Pequena anotação após ler Augusto dos Anjos, por Jaime Medeiros Júnior

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O que há de se buscar num poeta? Nada mais do que aquilo que nele se ergue como belo. Creio que de todo perdemos quando, como modernos, nos acostumamos a medir o mundo com o acento futurístico do novo. Tendemos a escorar o entendimento de tudo o que por ventura surja das páginas lidas em uma qualquer linha evolutiva. Criamos o limite a ser ultrapassado [um mito?], não se devendo tomar nada do que ficou atrás. Vivemos o modernocentrismo do verso.

Reli Augusto dos Anjos. Foi bem bom relê-lo. Pois meio acomodado à batida dos modernos, estava algo satisfeito de roer o meu ossinho feito de essências e medulas. Augusto parece habitar um grande entroncamento de estilos, pois que apresenta rompantes de moderno encrustado em seus poemas, como:

Caía um ar danado de doença

Sobre a cara geral dos edifícios!

 

Parece, contudo, que sua temática funda-se bem mais em temas simbolistas, como:

em tudo, igual a Goethe, reconheço

o império da substância universal.

 

Poesia que sempre está a metamorfosear-se no entrechoque dos opostos e na efemeridade das coisas, isso tudo com um acento lúgubre – há algo de barroco no nosso poeta?

Como há de se dormir com este barulho? E aqui o poeta, que não fora educado no gosto moderno pelo sintético, acabou por carregar nas tintas. Grandes doses de adjetivos e sonoridades esdrúxulas, que parecem aproxima-lo do povo [um dos nossos poucos best-sellers em poesia], que parece sentir para além do dito, o que guarda de ribombos e ventanias entretecidos no aparente abstruso de seus versos.

Paro aqui e penso. Talvez o melhor que possa tirar da leitura de Augusto dos Anjos neste momento é o poder tomá-lo como exemplo de que a nossa receita moderna de síntese não deva ser considerada como a única válida. E que talvez devêssemos nos desacostumar com entenderes postos sobre linhas evolutivas. E nos aproximar mais de um entendimento baseado no movimento ondulante entre opostos; do exagero a síntese, da síntese ao exagero.

Jaime Medeiros Jr (1964). Médico pediatra. Escritor portoalegrense. Publicou Na ante-sala (poemas, 2008) e Retrato de um tempo à meia-luz (crônicas, Modelo de Nuvem, 2012). Publica bissemanalmente no blog da Palavraria e no seu blog Simples Hermenáutica.

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17
mai
12

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 18/05: Lançamento do livro Tiro e queda, de Fernando Saldanha

program sem

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18, sexta, 19h: Lançamento do livro Tiro e queda, poemas de Fernando Saldanha (Editora Proa)

Fernando Saldanha é compositor, cantante e poeta de Uruguaiana. Integra o grupo de música e poesia Erva Buena. Reside em Porto Alegre, estuda antropologia na UFRGS, apresenta-se freqüentemente em bares da noite da capital e participa de festivais temáticos no interior do estado. Tiro e queda é seu primeiro livro.

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16
mai
12

Vem aí, na Palavraria, em junho: Curso/oficina de Prosa, com Ronald Augusto

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Cursos e Oficinas na Palavraria

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Oficina/Curso de Prosa: primeiro percurso

 

Com Ronald Augusto

De 04 de junho a 06 de agosto de 2012
Às segundas-feiras, das 19h às 21h

Espaço de interlocução e troca de experiências entre escritores iniciantes e/ou em formação, sob a mediação e orientação do poeta, escritor e crítico Ronald Augusto, para a construção e análise compartilhadas de textos em prosa.

PARA QUÊ: Buscar crescimento coletivo como prosadores, através de leitura, análise, debate, exercício e produção de textos.

COMO: Um pequeno grupo (entre 05 e no máximo 10 pessoas) conversa, troca informações, análises, descobertas, preferências; cada um lê seus textos, sugere e ouve, acata, refuta, busca alternativas; faz exercícios propostos pelo orientador e cria outros; reflete sobre sua própria criação e a de colegas; cria contos e/ou textos em prosa de estrutura mais aberta, a partir de temas dados e formas de linguagem, e discute.

QUANDO: Durante 10 encontros, de 04 de junho a 06 de agosto de 2012

Às segundas-feiras – das 19:00 às 21:00 horas

PREÇO E FORMAS DE PAGAMENTO: R$ 500,00 (quinhentos reais) à vista ou em 2 parcelas de R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais);ou ainda em 4 parcelas de R$ 135,00 (cento e trinta cinco reais), sendo a 1ª, no ato da inscrição e as demais em cheque.

ONDE: Palavraria – Livros e Cafés
Oficineiros: São escritores dispostos a produzir e experimentar formas textuais, bem como ouvir e falar sobre as suas e as produções dos seus pares.

Informações e inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre

 QUEM ORIENTA: Ronald Augusto é um escritor que atua em inúmeras áreas: é poeta, músico (integra a banda os poETs), letrista, ensaísta e possui ainda um trabalho significativo no âmbito da literatura. Suas produções foram publicadas em revistas literárias, bem como em antologias, dentre elas destacamos: A razão da Chama, organizada por Oswaldo de Camargo (1986), a revista americana Callaloo: African Brasilian Literature: a special issue, EUA (1995 e 2007), a revista alemã Dichtungsring Zeitschrift für Literatur, e outras. As principais temáticas presentes no repertório intelectual de Ronald Augusto referem-se à poesia contemporânea e à literatura negra no Brasil. Entre essas publicações um estudo referente à obra de Cruz e Sousa mereceu destaque e por este trabalho o escritor recebeu a Medalha de Mérito conferida pela Comissão Estadual para Celebração do Centenário de Morte de Cruz e Sousa. Atualmente Ronald Augusto realiza palestras e oficinas/cursos abordando assuntos como música, poesia contemporânea e visual. Em 2007 criou ao lado do poeta Ronaldo Machado a Editora Éblis, voltada para a poesia. Diretor associado do website WWW.sibila.com.br. Colaborador do caderno Cultura do Diário Catarinense.  Entre suas principais publicações destacamos Homem ao rubro, de 1983, Puya, com a primeira edição em 1987; e ainda um dos seus mais recentes trabalhos, que recebeu o nome de Confissões Aplicadas,publicado em 2004. Recentemente publicou pela editora Éblis o livro de poemas No assoalho Duro(2007).

Veja mais de Ronald Augusto em:

www.poesiacoisanenhuma.blogspot.com
www.poesia-pau.blogspot.com
www.ospoets.com.br
www.editoraeblis.blogspot.com
www.sibila.com.br

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16
mai
12

Vem aí, na Palavraria, em junho: Oficina de letra de música, com Ronald Augusto e Felipe Elizalde

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Cursos e Oficinas na Palavraria

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Oficina de letra de música: o que é e como se faz

Um diálogo dinâmico sobre a canção

 

Com Ronald Augusto e Felipe Elizalde

De 04 de junho a 06 de agosto de 2012
Às segundas-feiras, das 16h às 18h

Custo: 600,00 à vista ou em 2 parcelas de R$ 310,00; ou ainda em 4 parcelas de R$ 160,00, sendo a 1ª, no ato da inscrição e as demais em cheque.

O curso abordará a relação entre essas artes a partir da perspectiva de uma valorização tanto das diferenças, quanto das interações possíveis entre os campos da expressão verbal e musical.

O que diferencia um poema de uma letra de música? Não existe poema ou letra que não possa ser musicado. É verdade que a letra não é bem poesia? Não se pode apenas recitar uma letra. O músico-letrista é um artista não-verbal? Só o poema admite a leitura muda. Na composição, o que vem primeiro, a música ou a letra? É mais fácil solfejar a música sem errar do que cantar a letra com fidelidade. A canção é tempo, sentido rítmico. A poesia é duração, continuidade imprecisa de tempo.

Essas e outras questões serão debatidas e experimentadas ao longo de um curso cujo foco será o da discussão dinâmica a respeito da composição poético-musical, permitindo ao participante um conhecimento efetivo de alguns conceitos teóricos por meio do contato o quanto possível direto com exemplos do cancioneiro. Uma oficina viva e de trocas inventivas.

Programa:

- Letra de Música: Voz humana/Fala humana, Poesia escrita, Letra de Música, Canto Falado.
- Fala e letra de música: o coloquial, a linguagem comum, cotidiana.
- Poesia escrita e Letra de música: relação & distinção.
- Poesia escrita: Melopeia, Fanopeia, Logopdeia (Pound).
- Aedos (Orfeu músico sublime e mais conhecido dos aedos), trovadores, menestréis.
- Poemas “musicados” & Canções “letradas”
- Poetas, compositores & letristas: Vinícius de Morais [o poema na página; a palavra voando: a canção] Tom Jobim & João Cabral.
- Compositores e letristas: Caetano, Chico, Gil, Torquato, Fernando Brant, Aldir Blanc.
- Poesia escrita e Letra de música: redução aos elementos comuns: ritmo e/ou prosódia, sonoridades.
- Poesia escrita e Letra de música: A escolha das palavras: ‘le mot juste’.

Ronald Augusto Poeta, músico, e crítico de poesia. É autor de, entre outros, Homem ao Rubro (1983), Puya (1987), Kânhamo (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004) e No Assoalho Duro (2007). Despacha no blogwww.poesia-pau.blogspot.com e é diretor-associado do websiteWWW.sibila.com.br

Felipe Elizalde nasceu em Porto Alegre. Compositor, colecionador e cantor de suas próprias canções. É formado em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestrando do Programa de Pós-Graduação da UFRGS, tendo terminado os créditos, está escrevendo a dissertação de mestrado.

Informações e inscrições na Palavraria: 51 3268 4260
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim – Porto Alegre

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16
mai
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 17/05: Lançamento do livro Ponto contraponto e apresentação do livro A águia e o Simurgh

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17, quinta, 19h: Lançamento do livro Ponto contraponto, de Luiz-Olyntho Telles da Silva e apresentação de A águia e o Simurgh, de Cesar Leal. Comentários sobre as obras com Luiz-Olynto e Hilda Simões Lopes.

 Ponto Contraponto examina, detalhadamente, as relações entre o significante e o discurso na fala do sujeito em análise, sob transferência, não tanto do ponto de vista da Linguística, mas antes da Linguisteria, tal como proposta por Jacques Lacan. Entre outras minúcias, a partir de uma metáfora de Lacan, examina as dificuldades inerentes à tradução de um verso de Baudelaire, no poema LXII.

Luiz-Olyntho Telles da Silva é psicanalista e escritor, membro fundador da Biblioteca Sigmund Freud, espaço de formação e interlocução psicanalítica. Convidado por diversas instituições psicanalíticas, já apresentou seus trabalhos, além de Porto Alegre, em Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Vitória, Brasília, Salvador, Recife, Buenos Aires, Montevidéu, Santiago, Barcelona, Canes, Ville de Grace, Paris e Nova Iorque. No Brasil, publicou Pagar com palavras ([Organizador] Movimento, 1984), Da miséria neurótica à infelicidade comum (Movimento, 1989 [1ª ed.] e 2009 [2ª ed. revista, corrigida e ampliada]), FREUD / LACAN: O desvelamento do sujeito (AGE, 1999), Leituras (AGE, 2004), e estreou na literatura com o livro de contos Incidentes em um ano bissexto (EDA, 2009). Publica também na página: www.tellesdasilva.com

 

Hilda Simões Lopes Costa. Nascida em Pelotas, é bacharel em Direito, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e professora universitária aposentada pela Universidade Federal de Pelotas. Fez oficinas de Criação Literária com Luiz Antonio de Assis Brasil, em Porto Alegre e no Centro Cultural de Las Americas, no México. Há 12 anos, ministra oficina de criação para jovens e escritores em Pelotas e, mais recentemente, em Porto Alegre. Em 2009, foi patrona de Feira do Livro de Pelotas. Publicou os livros Do Abandono à DelinqüênciaSenhoras e Senhoritas, Gatas e Gatinhas (ensaios sociológicos); A Superfície das Águas, prêmio Açorianos de Literatura, 1998, pelo Instituto Estadual do Livro; Cuba, Casa de Boleros, conjunto de crônicas,  finalista prêmio açorianos, pela AGE; Um Silêncio Azul, AGE; o romance A Anatomia de Amanda, pela editora Juruá, onde a autora analisa a obra ‘A Paixão Segundo GH’, de Clarice Lispector e  o livro didático Manual de Criação Literária, pela Editora Baraúna. Atualmente desenvolve na Palavraria o seminário Personagens de Clarice.

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A Águia e o Simurgh é uma edição crítica dos estudos do autor sobre A Divina Comédia, de Dante. Em um deles, estabelece uma discussão com Jorge Luis Borges que havia comparado a Águia, do Canto XVIII, do Paraíso, com o Simurgh, do poeta persa Farid al-Din Attar, apontando-lhe outras veredas. Organizado por Luiz-Olyntho Telles da Silva, o livro contém ainda um poema inspirado em A Divina Comédia, além de um estudo crítico de Weydson Barros Leal, seguido de um ensaio de Dulcinea Santos no qual apresenta as ideias atuais do autor sobre Dante.

César Leal é poeta e crítico de poesia. Professor Emérito da Universidade Federal de Pernambuco. Por seu estudo sobre Dante foi condecorado pelo presidente Sandro Pertini com a Ordem ao Mérito da República Italiana, no grau de Cavaliere. No Conselho Federal de Cultura, em 1988, foi autor do parecer que resultou na criação, pelos governos de Portugal e do Brasil, do prêmio Luís de Camões. Durante temporada nos Estados Unidos tornou-se o primeiro poeta da língua portuguesa a gravar ao vivo seus poemas para a Biblioteca de Poesia da Universidade de Harvard. Na Universidade Federal de Pernambuco fundou os cursos de Pós-Graduação – Mestrado e Doutorado – em Ciência da Literatura e Linguística. Em 1970, ganhou o prêmio nacional de poesia da Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília. Em 2006, ganhou a maior láurea da Academia Brasileira de Letras, o prêmio Machado de Assis, por conjunto de obras, e, no ano seguinte, o prêmio Ars Latina, conferido pela Associação dos Escritores da Romênia, presidida por George Propescu. Pertence a The Society Poetry (Londres) e à UBENY (Nova Iorque). Como editor do Suplemento Literário do Diario de Pernambuco e da Revista Estudos Universitários lançou os poetas da chamada Geração 65. Indicado pela UNESCO e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, escreveu o capítulo 46, vol. II, da grande História das culturas literárias latino-americanas, sobre o Recife como centro cultural da América. A obra foi publicada, em 2004, pela Oxford University Press. Membro da Academia Pernambucana de Letras.

PONTO CONTRAPONTO Significante e discurso na Psicanálise
Autor: Luiz-Olyntho Telles da Silva
Editora: HCE, Porto alegre, 2012 – 103p.
12,5 x 20cm – ISBN: 978-8565026-01-7

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A ÁGUIA E O SIMURGH imagens poéticas
Autor: César Leal
Editora: HCE, Porto Alegre, 2011 – 103 p.
11,3 x 19,4cm – ISBN: 978-85-65026-00-0

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15
mai
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 16/05: Lançamento do livro Outonos de sangue, com palestra do autor, Marcel Citro

program sem

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16, quarta, 19h: Palestra Porto Alegre antes de Porto Alegre e sessão de autógrafos do romance Outonos de Sangue, com o autor, Marcel Citro. (Editora Libretos).

Uma homenagem a cidade de Porto Alegre e um passeio ao Sul profundo. Este são os motes do romance histórico Outonos de Fogo, nova obra do juiz federal e escritor Marcel Citro, vencedor do Prêmio Açorianos de Criação Literária 2010 com a coletânea de contos “Travessia”.

Romance de estréia do autor, Outonos de Fogo volta ao tempo em que a região onde hoje se ergue a capital era território indígena, apresenta a chegada dos primeiros casais açorianos, acompanha os passos de Pinto Bandeira e Saint-Hilaire pelas suas ladeiras mal-calçadas e introduz o leitor ao grande cerco a que a cidade foi submetida durante a Revolução Farroupilha. É, nas palavras do Secretário Estadual de Cultura Assis Brasil “um livro muito bem pensado”. A sessão de autógrafos será na quar-feira, dia 16 de maio, às 19h30, na Livraria Palavraria, e será precedida da palestra ” Porto Alegre antes de Porto Alegre”, sobre os primórdios da capital( 19h00).

A trama que antecede os primórdios da colonização e finaliza com a revolução federalista de 1893 foi precedida de cuidadosa pesquisa histórica, pois como explica Citro “os personagens ficccionais interagem com personagens reais e eventos ocorridos no passado”, de forma que buscou-se sempre “um substrato mínimo de probabilidade em relação aos fatos subjacentes às narrativas mais remotas, e de efetiva verossimilhança no que tange aos fatos mais recentes”

De fato, conforme Luiz Antonio de Assis Brasil escreve em sua apresentação, “em Outonos de Fogo o leitor acompanha a história dos seres humanos que fizeram o Rio Grande do Sul desde que este era habitado apenas pelos indígenas; segue com as primeiras presenças européias entre nós; acompanha as revoluções que nos conflagraram, as guerras em que nos envolvemos, as barbaridades que correram por esses campos; mas tudo isso é contado por segmentos que têm seus enfoques específicos”. Estes segmentos, explica Citro, são costurados por uma especificidade genética que acomete as personagens de tempos em tempos, mostrando uma linha de consangüinidade que perpassa os vários acontecimentos no decorrer dos séculos.

Tais acontecimentos, pano de fundo para a ação de personagens reais ou imaginados, foram cuidadosamente escolhidos pelo autor. Assim, apresenta-se também o primeiro encontro do explorador português com os habitantes originários do Delta do Jacuí ( em 1532 Martin Afonso de Souza teria patrocinado uma expedição de reconhecimento, pela praia, de Punta del Este até a barra do Tramandaí) o tráfico de escravos índios desta região para a lavoura do sudeste, a atividade dos jesuítas portugueses na região de Gravataí, a origem da capital a partir da sesmaria de Jerônimo de Ornellas e os confrontos que ensejaram a independência da Província Cisplatina, hoje Uruguai, e que ensangüentaram o Rio Grande na revolução federalista.

Marcel Citro é gaúcho de Porto Alegre. Bacharel em Direito e em Administração de Empresas pela UFRGS, foi funcionário do Banco do Brasil, auditor do Tesouro Nacional e é atualmente magistrado. Contista premiado (2º e 1º lugares no concurso Histórias do Trabalho – edições 1994 e 1996), escreveu A Noite do Sáurio, livro de contos publicada em 2004 pela Editora Movimento, e Travessia – quinze contos peregrinos, publicado pela Editora da Cidade em 2011 Possui, também, diversas participações em antologias e em sites de literatura.

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