Arquivo para abril \30\UTC 2012

30
abr
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A crônica de Emir Ross: A felicidade e José Saramago

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A felicidade e José Saramago, por Emir Ross

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A Globonews  reprisou esses dias uma entrevista do Edney Silvestre com o José Saramago. O Saramago é incrível, embora suas palavras, enquanto as fala, não confiram tanta credibilidade.

Mas quem hoje em dia preocupa-se com credibilidade. O que ele fala é ainda mais bonito do que escreve. Embora menos genial.

Saramago publicou o primeiro sucesso, Memorial do Convento, aos 60 anos de idade. Trabalhou a maior parte da vida como mecânico. Algo um pouco distante da literatura. Comentou que, hoje (naquele dia, no caso) não saberia consertar um carro, porque ele já não era o mesmo, mas, principalmente, porque os carros já não são os mesmos. Felizmente, para nós, depois que ele começou a escrever, a literatura também não é a mesma.

O que mais chamou-me atenção foi o fato de Saramago dizer que o Prêmio Nobel que recebera não tinha grande importância na sua vida. Era um grande prêmio, mas comparado à grandeza do universo, isso era muito pequeno. Quando o recebeu, em seu discurso, disse que o homem mais sábio que conhecera fora o avô, que não sabia ler nem escrever.

Segundo o escritor, a infância foi a principal parte da sua vida: a parte em que ele a sentiu mais intensamente. José Saramago nasceu e passou os primeiros anos em Azinhaga, uma aldeia em Portugal, até mudar-se para Lisboa com a família; mas nas férias, sempre voltava para a terra natal, onde tirava os sapatos e encontrava os (verdadeiros) amigos, a sua gente. Só para lembrar, nos anos em que o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Nobel, José Saramago, sentiu a vida roçar sua pele na forma mais completa, ele era pobre, filho de camponeses e nada conhecia do mundo além do lugar onde vivia.

Talvez esta seja a principal lição. Quanto menos conhecemos as coisas, mais estamos próximos da felicidade.


Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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29
abr
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Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 28/04: pocket musical com Ale Ravanelo Blues Combo

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Sábado, 28, Ale Ravanello Blues Combo apresentou as músicas de seu recente CD Haunted. A banda é formada pelo líder na harmônica e vocal, Clark Carballo na bateria, Sérgio Selbach no baixo e Nicola Spolidoro na guitarra. . Fotos do evento.

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29
abr
12

Programação de 02 a 05 de maio de 2012

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02, quarta, 19h: Lançamento do livro Ofícios Antigos de Porto Alegre, de Rossanna Prado, Cármen Nunes e Letícia Nunes. Bate-papo com as autoras e sessão de autógrafos. Promoção da equipe Catando Milho.

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Em homenagem ao DIA DO TRABALHO, a equipe Catando Milho promove bate-papo acerca do Livro “Ofícios Antigos de Porto Alegre”. O livro presenta 20 Ofícios manuais, ocupações exercidas com habilidade, concentração e maestria. Dando dignidade às relações humanas através do trabalho, são formas de patrimônio vivo.

O Livro “Ofícios Antigos de Porto Alegre” traz, em suas páginas, 20 ofícios manuais e suas práticas produtivas, presentes em Porto Alegre há mais de 100 anos. Faz um resgate fotográfico das técnicas, ferramentas e oficinas destes artífices, que produzem de forma autônoma, com domínios dos processos e transmitindo o que sabem às novas gerações. Busca mostrar o saber-fazer do cotidiano – que envolve práticas produtivas complexas, muitas milenares, e que estão entre nós, invisíveis, na cidade – em fotos e textos que apresentam as mãos, em seu fazer, sob a ótica do Patrimônio cultural.

O cheiro da pipoca, o matraquear da casquinha, o sabor de um farroupilha fresquinho, o apito do afiador, a ida ao barbeiro, a carne do churrasco, o traje para a formatura, a graxa no sapato, a alface crocante, o papel impresso com relevo, os letreiros na rua, o prato preferido no restaurante, o cavalo saudável andando na rua, o laminar taquaras para trançar, o martelar do sapateiro, ou do marceneiro, ou do ferreiro, a minúcia do relojoeiro, o 3×4 de bairro, o dedilhar de um violão, e o peixe bom de uma cidade chamada Porto Alegre. Esses momentos foram, estão sendo e serão vividos na cidade, através dos anos, resgatando saberes e memórias afetivas. Este livro foi o feliz resultado da Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais – Região Sul, de 2010, outorgada pela FUNARTE/MinC.

Letícia Nunes, 23 anos, é porto-alegrense, fotógrafa formada pela ULBRA com bolsa integral do Prouni. Trabalha como designer e fotógrafa freelancer e confecciona produtos de tecido. Produziu as fotografias do projeto Série de Cartões Postais: Patrimônio Cultural em Porto Alegre, financiado pelo Fumproarte, em 2009.

Cármen Nunes, 47 anos, é porto-alegrense, arquiteta (FAU-UFRGS) e especialista em Patrimônio Cultural em Centros Urbanos (Propur/UFRGS). Coordenou o projeto Série de Cartões Postais: Patrimônio Cultural em Porto Alegre, financiado pelo Fumproarte, em 2009. É servidora da Assembleia Legislativa do RS, desde 1998.

Rossanna Prado, 45 anos, é de Montevideo-Uruguay, antropóloga (IFCH – UFRGS) e especialista em Patrimônio Cultural em Centros Urbanos (Propur/UFRGS). Trabalha com antropologia visual e pesquisas imagéticas. Realizou a pesquisa do o projeto Série de Cartões Postais: Patrimônio Cultural em Porto Alegre, financiado pelo Fumproarte, em 2009.

Fotos:  Letícia Nunes

O que: Bate-papo e autógrafos sobre o Livro “Ofícios Antigos de Porto Alegre”, de Rossanna Prado, Cármen Nunes e Letícia Nunes.

Quando: dia 02/05/2012, quarta-feira
Onde: na Palavraria Livraria e Café – Rua Vasco da Gama, 165 – Bomfim
Horário: 19h

Realização: Catando Milho     Financiamento: Funarte – MinC

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03, quinta, 19h: Lançamento do livro Xarqueadas de Danúbio Gonçalves: um resgate histórico, de José Antônio Mazza Leite. Bate-papo com o autor e a participação de Danúbio Gonçalves.

(…) Esse belíssimo trabalho de José Antonio Mazza Leite vem reforçar o cardápio historiográfico gaúcho com um traço literário saboroso e consistente como um bom carreteiro. E não se trata apenas de uma bela compilação de relatos de viajantes que visitavam as charqueadas em seu auge, nem uma reconstituição de como funcionavam aquelas sanguinolentas oficinas de salgar boi. Como o próprio título indica, Xarqueadas resgata também o dramático e comovente trabalho do artista plástico Danúbio Gonçalves. Ilustrado pelas xilogravuras que encantaram Diego Rivera, esse estudo de Mazza Leite dá um novo tempero a uma história de sangue, suor e sal. A história que transformou os gaúchos e o Rio Grande no que hoje são. Bom Apetite! (Da apresentação de Eduardo Bueno)

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José Antônio Mazza Leite, historiador, é Diretor do Museu do Charque, em Pelotas. É também autor dos livros Colônia do Sacramento e Arte e Cultura (ambos pelo Memorial do Rio Grande do Sul, 2009) e Bazar da Moda (Pelotas, 2007).

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04, sexta, 19h: Lançamento do livro de crônicas Retrato de um tempo à meia-luz, de Jaime Medeiros Júnior. (Ed. Modelo de Nuvem)

Neste “Retrato de um tempo à meia-luz”, segundo livro de Jaime Medeiros Júnior, o autor nos apresenta a qualidade característica de sua prosa em textos curtos que versam sobre a própria literatura, a filosofia, a memória, a infância e o tempo. Sempre inquieto em relação à discutível necessidade de classificar e enquadrar em gêneros predeterminados aquilo que se produz, Jaime encontrou no termo “prosa ligeira” a melhor saída para abrigar sob um guarda-chuva temático o teor e o estilo dos textos que reúne neste livro. Basta começar a leitura para ingressar em portas destinadas a conduzir o leitor a uma experiência literária singular, em que o prazer de ler se harmoniza com a reflexão proposta pela absorção de novos vieses sobre o que nos circunda, gerados a partir da voz de um prosopoeta. O cronista Jaime Medeiros Júnior canta e ouve a cadência do mundo. Misto de flanêur e de peripatético (esse um que não pretende ensinar, mas sim aprender andando, passeando) que folheia aos nossos olhos o seu jornal íntimo, crítico da pósmodernidade, e que se vê implicado nela, e nos observa.

Do Sócrates do Banquete ao Eco dos bosques da ficção, da desconfiança com verbetes só aparentemente banais ao sonho de Santo Agostinho, do mistério de brincar às possibilidades da literatura, lá vai Jaime ser gauche, com suas sacolas enganchadas cheias de memória e delicado espanto.

Jaime Medeiros Jr (1964). Médico pediatra. Escritor portoalegrense. Publicou em 2008 o livro de poesia Na ante-sala. Publica bissemanalmente no blog da Palavraria e no seu blog Simples Hermenáutica.

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Ficha Técnica:
Livro:
“Retrato de um tempo à meia-luz”
Autores
: de Jaime Medeiros Júnior
Editora
: Modelo de Nuvem
Crônicas
Preço
: R$ 28,00
Nº Páginas: 152

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05, sábado, 17h: Lançamento do livro Eu e o silêncio do meu pai, de Caio Riter (Editora Biruta). Bate-papo com o autor e a mediação de Dilan Camargo.

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Transformar-se em gente não é tarefa fácil. O Menino muito sofreu, muito chorou. Olhava o Pai e não entendia por que seu pai não era como os outros tantos pais: homens de palavras, homens de carinhos, homens de festa. Não. Seu Pai era silencioso, triste. Seu olhar era distante,seu passo era trôpego, seu carinho era vago. Assim, o Menino teria que aprender a amar esse Pai. Teria que aprender a conversar com esse Pai.

Caio Riter nasceu em Porto Alegre, onde mora até hoje. É professor mestre e doutor em Literatura Brasileira. Autor de vários livros, com os quais recebeu algumas distinções literárias, como os prêmios Açorianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e Selo Altamente Recomendável entre outros. Formado em Jornalismo e em Letras ministra aulas no ensino fundamental e médio, desde 1987, atuando também como professor universitário em cursos de graduação e de pós-graduação. Participa como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul, momento bastante rico de troca e aprendizagem. Todavia, com certeza, ser professor, estar em contato diário com adolescentes, sempre foi e será a melhor escola. Publicou pela Editora Biruta os titulos, Meu Pai não Mora Mais Aqui, As Luas de Vindor e Pedro Noite. Atualmente ministra oficina de literatura infantil na Palavraria.

Gustavo Piqueira dirige a Casa Rex, casa de design com bases e São Paulo e Londres e é o designer com mais trabalhos selecionados na história da Bienal ADG de Design Gráfico (48) além de ter recebido dois prêmios Jabuti e diversos prêmios internacionais de design. Gustavo também já publicou 10 livros entre eles os fictícios como “Marlon Brando – Vida e Obra” (Martins Fontes, 2008) e “Manual do Paulistano Moderno e Descolado” (Martins Fontes, 2007), e os infanto-juvenis “A Vida sem Graça de Charllynho Peruca” (Biruta, 2009) e “Eu e os Outros Pioneiros da Aviação” (Escala Educacional, 2007), ambos selecionados para o PNBE 2010.
Entre 2000 e 2004 foi diretor da Associação dos Designers Gráficos do Brasil e entre 2000 e 2005 deu aulas na Faculdade Senac. Também desenha alfabetos e ilustra livros infantis.
(www.casarex.com http://www.casarex.com//)

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27
abr
12

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 28/04: Apresentação do CD Haunted, por Ale Ravanello Blues Combo

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28, sábado, 19h: Lançamento do CD Haunted, com Ale Ravanello Blues Combo

Fundada em 2008, a Ale Ravanello Blues Combo é formada pelo líder na harmônica e vocal, Clark Carballo na bateria, Sérgio Selbach no baixo e Nicola Spolidoro na guitarra. O grupo realizou duas turnês à Argentina, gravando o seu CD de estreia, Live at Mr. Jones, ao vivo, no renomado Mr. Jones Pub, em Buenos Aires. Atualmente, a banda divulga o segundo álbum, Haunted, lançado em dezembro de 2011, mais focado nas composições do quarteto, e que acaba de ser indicado ao Prêmio Açorianos de Música como um dos cinco melhores CDs na categoria “Pop”.

Uma amostra do som da banda:

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26
abr
12

Vem aí: Encontros com a literatura israelense contemporânea, com Leniza Kautz Menda

Cursos e Oficinas na Palavraria

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Encontros com a literatura israelense contemporânea

Com a professora Leniza Kautz Menda


Leniza Kautz Menda é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tradutora-Intérprete (Inglês) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tradutora Pública Juramentada de Língua Inglesa pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul. Professora da Escola Técnica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisadora em Literatura Israelense Contemporânea.

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24
abr
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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 24/04: Lançamento do livro Primeira vez e muitas vacas

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Terça, 24: Lançamento do livro Primeira vez e muitas vacas, de Marcelo Carneiro da Cunha. Fotos do evento.

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24
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Aconteceu na Palavraria, nesta segunda, 23/04: Lançamento do livro Amar, Acolher, Cuidar

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23, segunda: Lançamento do livro Amar, acolher, cuidar – dependência química numa visão holística, de Venis Guimarães Carválho. Fotos do evento.

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