Arquivo para setembro \30\America/Sao_Paulo 2012

30
set
12

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 01/10: Lançamento do livro No coração do mundo

program sem

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01, segunda, 19h: Lançamento do livro No coração do mundo: Paisagens transculturais, de Denílson Lopes (Editora Rocco). Bate-papo do autor com Marcus Mello.

Um dos tradicionais conceitos de nação é o de uma comunidade política autônoma e de território definido que partilha instituições comuns (constituição, governo, sistema judiciário). Ou o de uma comunidade de indivíduos ligados por identidade de origem, língua, costumes, religião. Atualmente, no entanto, as nações tiveram suas fronteiras rompidas e extrapoladas: culturas, línguas e costumes dialogam constantemente em um processo permanente de diáspora. Reina, portanto, um desejo cosmopolita de estar no mundo, mas sem, no entanto, deixar de estar no local. É desse entre-lugar, marcado pelo apagamento de fronteiras espaciais ou temporais, que o professor da Escola de Comunicação da UFRJ, Denílson Lopes, lança um olhar lúcido e sem nostalgia sobre as questões culturais da atualidade, notadamente a produção cinematográfica

Nos 10 ensaios de No coração do mundo, Denilson Lopes se apoia e inspira-se na noção de interculturalidade – o fato de dar importância cada vez maior aos trânsitos não só geográfi cos, mas às viagens feitas pelos meios de comunicação de massa – para estudar como se dá a hibridização multicultural a partir da análise de obras do cinema contemporâneo. O pesquisador traça um diálogo profícuo com as ideias de Silviano Santiago, Nestor Garcia Canclini e Arjun Appadurai, entre outros nomes, para mapear de forma original a produção cinematográfi ca dos últimos vinte anos.

No material de análise de Lopes, estão os filmes de Claire Denis, Wong Kar-Wai, Jia Zhang-ke, Abderrahmane Sissako, Wim Wenders, Lucrecia Martel, Pedro Costa, Béla Tarr, Lisandro Alonso, Tsai Ming Liang, Hou Hsiao-Hsen, José Guerín, Karim Aïnouz, Esmir Filho, entre outros. Nessas obras, o autor busca ver a maneira como os meios de comunicação levaram os processos de trânsito entre culturas bem além dos vocabulários cunhados a partir dos estudos de fluxos migratórios e diásporas. “Fui em busca de algo que estava na minha cabeça, em parte na África subsaariana, em alto-mar, no Taiti, onde as fronteiras são apagadas sem deixarem de existir, nas músicas latinas ouvidas em Hong Kong… Lugares a que nunca fui. Lugares a que os filmes me trouxeram”, afirma.

A partir de personagens desprovidos de referenciais espaciais, temporais ou reflexivos, que não mais remetem a um cinema nacionalmente engajado ou revolucionário, como nos anos 1960, Denilson Lopes aponta para um território de fronteiras quase invisíveis habitado por pessoas comuns. Assim, ultrapassando o conceito de cultura nacional, o autor acolhe o homem comum em diferentes paisagens culturais para falar sobre temas como a fragmentação e o fi m das utopias. E mostra como o fl uxo de mercadorias, informações e tecnologia contemporâneo passou a interferir no cotidiano deste homem, que vive no coração do mundo, espaço descentrado dos afetos. Para além do cinema, o autor incorpora refl exões que dialogam com a literatura, o teatro e as artes visuais como um todo. Para além de noções como nação, obra e autor, trata-se da defesa de uma visão comparativa e cosmopolita da arte contemporânea.

Denílson Lopes é professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador do CNPq e autor de A delicadeza: estética, experiência e paisagens (Brasília, EdUnB, 2007), O homem que amava rapazes e outros ensaios (Rio de Janeiro, Aeroplano, 2002) e Nós os mortos: melancolia e neobarroco (Rio de Janeiro, 7Letras, 1999), organizador, ao lado de Andréa França, de Cinema, globalização e interculturalidade (Chapecó, Argos, 2010) e organizador de O cinema dos anos 90 (Chapecó, Argos, 2005).

Marcus Mello é pesquisador e crítico de cinema, editor da revista Teorema.

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29
set
12

A crônica de Clarice Müller: A lista do bem

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A lista do bem, por Clarice Müller

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A melhor coisa do mundo, dizem os apaixonados, é a reconciliação. Eu também gosto de usufruir esse momento, em que os conflitos deságuam num entendimento que dá gosto e tudo vira paixão. Nesta semana, por exemplo, minha briga com Porto Alegre conheceu o outro lado da moeda, o do amor, do júbilo por tudo que esta cidade me propiciou. Também, o que queriam? Teve Porto Alegre em Cena, FestiPoa revisitada, lançamento de Solidão Continental do João Gilberto Noll e do livro de haikais do Diego Petrarca,  Cabaré do Verbo bombando cada vez mais, convites pra dar entrevista, escrever, recitar, conversar, gente querida chegando, tragos e mais tragos a pretexto, em suma, movimento pra todos os lados, o que dizem ser muito bom pra saúde, ainda que nem sempre a gente jogue no mesmo time. Anyway, pra contrabalançar essa animação toda, tem a mansidão boa repousando ao lado da cama, nos livros com quem compartilho a intimidade das madrugadas, benditas madrugadas. A saber: 1) “O espírito da prosa” do Cristóvão Tezza é uma lição de inteligência e elegância numa área que não costuma dar muito chá, a dos ensaios, mas como ele é bom em tudo que faz, dá pra ler até quando o sono pisca no cerebelo, esse cara é grande e tem que ser lido, no question; 2) na mesma seara, mas indo mais pros lados da imaginação, “A louca da casa”, da Rosa Moreno, que comecei e larguei há tanto tempo que perdi o fio da moeda, mas o bom do livro é que ele fica ali, paradinho, até eu dar outra espiada nele – teu dia chegará, Rosa, me aguarde; 3) o autor premiado da semana, vencedor póstumo do Prêmio São Paulo de Literatura, Bartolomeu Campos de Queirós, com seu primeiro livro adulto, creio, “Vermelho Amargo”, numa edição primorosa da Cosac Naify, só 69 pagininhas além de tudo, mas em cuja leitura já patinei duas vezes, simplesmente vagando e vagueando em meio a tanto tomate até que empaquei de vez, então volta pra pilha, tadinho; 4) para garantir o brilho do escrete, tem “Passeios na ilha” com Drummond, delícia, delícia, tiro mais certeiro não há, o mestre faz gol sempre, vai ser gauche na vida lá em casa, uai; 5) e, pra não dizer que não falei de sangue, “O instinto de morte”, do Jed Rubenfeld, para os  dias de chuva em que preciso ler romances policiais pra não me transformar numa serial killer, não me perguntem a razão, faz favor. Então a pilha da semana é essa, mas a pilha B já está se alinhando, com dois livros de contos de autores que estiveram na FestiPoa desta semana dando um banho de literatura e sensibilidade, “Antes que os espelhos se tornem opacos” de Juarez Guedes Cruz, e “Em que coincidentemente se reincide”, da Leila Teixeira, tipo de livro que não apenas promete, cumpre tudinho, para minha grande alegria (e da Palavraria, onde estes tesouros te aguardam). E agora me digam, sobra tempo pra escrever no meio disso tudo? Que a resposta seja sim, sempre sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, SIM.

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Clarice Müller é natural de Porto Alegre, onde já trabalhou como atriz, bancária, servidora pública e escritora quando a inspiração permite. Participou das oficinas de criação literária de Charles Kiefer e Luis Augusto Fischer e publicou, em conjunto com o também escritor Cláudio Santana, o livro de narrativas curtas VEROVERBO. Atualmente auxilia o amigo Fernando Ramos na coordenação da FestiPoa Literária e outros projetos afins. Ocasionalmente escreve no blog http://verbovero.blogspot.com.br/

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28
set
12

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 27/09: lançamento da Coleção Samurai, da Editora Aty

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Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 27, o lançamento da Coleção Samurai, da Editora Aty, com Marco Celso Viola, Diego Petrarca e Ana Laura. Fotos do evento.

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26
set
12

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 28/09: Sarau italiano, com Priscila Meira

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28, sexta, 19h: Sarau italiano, com Priscila Meira. Aula experimental do curso Aprenda italiano cantando e recitando poesia.

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Priscila Meira, professora de línguas, compositora de música popular, cantora e atriz, é formada em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Estudou teatro no Primostudio – Scuola di Attori, na Itália e no Teatro Escola Macunaíma, em São Paulo. Tem produzido e apresentado espetáculos poético-musicais no circuito musical da cidade e foi ganhadora do prêmio de Melhor Letra do Festival de Música de Porto Alegre em 2010. Em 2007, em Milão, gravou seu primeiro CD autoral, Priscila Popular Brasileira.

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26
set
12

Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 25/09, Festipoa revisitada e sampleada

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Aconteceu na Palavraria, nesta terça, 25, encontro de Leila de Souza Teixeira e Juarez Guedes Cruz, com a mediação de Luciana Thomé: Festipoa revisitada e sampleada: Conto: espelhamentos e impossibilidades reincidentes. Fotos do evento.

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25
set
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 27/09: Lançamento da Coleção Samurai

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27, quinta, 19h: Lançamento da Coleção Samurai, da Editora Aty, com livros de Marco Celso Viola, Diego Petrarca e Ana Laura Kosby.

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Os livros A lagoa e o rochedo, de Ana Laura Kosby, Vento & Avenca, de Diego Petrarca e A lua e o vento, de Marco Celso H. Viola possuem um design completamente diferenciado dos livros comuns: são feitos com costura japonesa confeccionada artesanalmente, serigrafia e processo de corte especial. Durante o lançamento será realizada uma apresentação de trabalhos visuais no diálogo poema/imagem feitos com os haikais pelos alunos do ensino básico das Escolas Nossa Senhora da Glória de Porto Alegre e Ninho, de Gramado. Além disso, haverá participação do grupo Hoburaco.

Ana Laura Kosby, médica, poeta e editora da revista Iberoamericana de literatura Alef – Editora Aty. Publicou o livro de poesias Surto Poético Delirante, pela editora Corpus, cidade do Porto, Portugal, em 2010.

O poeta gaúcho Marco Celso Huffell Viola começou a imprimir e a expor seus poemas em 1969, iniciando o que a crítica denominou, mais tarde, de geração mimeógrafo. É um dos idealizadores e executores do evento literário Porto Poesia. Publicou os livros Icosaedro, O feiticeiro e a taça, O mistérios da vida, O livro negro dos bardos e Poemas para ler em voz alta”.

Diego Petrarca nasceu em Porto Alegre em 20 de março de 1980. Mestre em Teoria Literária – Escrita Criativa. Publicou três livros independentes: Nova Música Nossa (crônicas) 1998, Mesmo (poesia) 2003, Via Cinemascope (poesia) 2004, e uma edição-xeróx, Banda (poesia) 2002. Premiado em concursos literários. Integrou mais de 11 antologias por editora convencional. Publicou textos e poemas em jornais e revistas. Trabalha em projetos literários: leitura em público, produção de eventos e jornalismo literário. É professor de literatura e ministra oficinas literárias em órgãos de cultura em Porto Alegre.

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24
set
12

Vai rolar na Palavraria, nesta quarta, 26/09: Lançamento do livro Introdução à linguística, de Marco Antônio Bomfoco

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26, quarta, 19h: Lançamento do livro Introdução à Linguística, de Marco Antônio Bomfoco (Editora Brejo).

A linguística procura responder duas questões básicas: “o que é a linguagem?” e “como a linguagem funciona?”. Essas questões são tratadas de maneira diferente pelos linguistas. Há duas tendências principais na linguística moderna: o funcionalismo e o formalismo. Para os funcionalistas, a linguagem é um fenômeno primariamente social, existindo, portanto, conexão entre língua e cultura ou comunidade. Já para os formalistas, a linguagem é um fenômeno natural ou mental. Os formalistas acreditam que ainda que a linguagem tenha funções sociais, essas funções não afetam a organização interna da linguagem. São duas modalidades de conceber a linguagem que estão em constante conflito.

Marco Antônio Bomfoco nasceu em Passo Fundo, em 1966. Licenciado, mestre e doutor em Letras, colaborou em jornais e sítios eletrônicos no Brasil e Estados Unidos. Residiu em diversas cidades brasileiras e em Ancona, Itália. Fez oficina de produção de livros com Paulo Tedesco, escritor e editor gaúcho, e de escrita de trabalhos acadêmicos com Jurandir Malerba, professor e pesquisador da PUCRS. Já publicou capítulo em livro de linguística editado pela UFMG.

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24
set
12

Vai rolar na Palavraria, nesta terça, 25/08: Festipoa Revisitada

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25, terça, 19h: Festipoa revisitada e sampleada: Conto: espelhamentos e impossibilidades reincidentes, bate-papo com Leila de Souza Teixeira, Lu Thomé e Juarez Guedes Cruz.

Leila de Souza Teixeira, nascida em Passo Fundo (RS), em 1979, é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O interesse por literatura a levou a cursar a Certificação Adicional em Escrita Criativa, na PUC/RS, bem como a participar das oficinas literárias de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Léa Masina. Publicou contos nas antologias Inventário das delicadezas (2007) e Outras mulheres (2010) e na Revista VOX do IEL/RS (2011). É idealizadora e curadora da Vereda Literária. “Em que coincidentemente se reincide” (2012), seu primeiro livro individual, é um jogo de espelhos, onde, para cada história, há outra que complementa e dá novo significado à anterior. A morte, a doença, os relacionamentos, a guerra, a criação artística: tudo acontece em ciclos, que se repetem e se refletem, mas que não são idênticos.

Juarez Guedes Cruz nasceu e vive em Porto Alegre (RS). É médico, psiquiatra e psicanalista. Além da presença em antologias de contos ou de ensaios psicanalíticos, publicou dois livros de contos: A cronologia dos gestos (2003, vencedor do Prêmio Açorianos) e Alguns procedimentos para ocultar feridas (2007, finalista do Prêmio Açorianos). Também em 2007, foi o organizador da antologia de contos O paradoxo de Tchekov. “Antes que os espelhos se tornem opacos” (contos, Dublinense/2011) é seu livro mais recente.

Luciana Thomé nasceu em 1977 em Lajeado (RS). É jornalista, escritora e sócia da Não Editora (www.naoeditora.com.br). Freqüentou a Oficina de Criação Literária da PUCRS ministrada pelo Professor Luiz Antônio de Assis Brasil. Participou das antologias Contos de Oficina 35 (Editora Bestiário), Ficção de Polpa – Volumes 1, 2 e 3 (Não Editora). Atua profissionalmente como assessora de imprensa e webwriter em sua empresa, o Estúdio de Conteúdo.

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A FestiPoa Literária revisitada e sampleada é a retomada de parte da programação do evento, com a presença de alguns dos escritores que participaram de sua 5ª edição em abril deste ano, e a oportunidade que o público leitor terá de acompanhar a festa literária ao longo de todo o segundo semestre. Temas, reflexões, debates e livros, que estiveram na pauta da última edição, receberão novas abordagens dos convidados, e os escritores revisitarão assuntos e textos seus e de outros autores, contemporâneos ou clássicos.
Conheça a FestiPoa Literária: www.festipoaliteraria.com

E acompanhe as novidades no blog http://festipoaliteraria.blogspot.com/ no facebook/festipoa e no twitter

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Cabaré do Verbo: http://cabaredoverbo.blogspot.com
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24
set
12

A crônica de Emir Ross

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Aprendi a fazer asinhas nos calçados aos oito anos. Antes, para amarrar os cadarços, eu dava vários nós. Quando chegava em casa, não conseguia desfazê-los. Mamãe ajudava.

As mães sempre ajudam. Sempre estão presentes para amenizar os falhaços dos filhos. Acredito ser uma forma de punição por nos terem colocado no mundo. Elas merecem pagar pelo que fizeram.

Eu sempre arranjo formas de punir minha mãe. Não a perdoo. O mundo seria um lugar bem melhor sem mim.

No tempo em que vivia com ela, a punia no inverno. “Mãe, tá frio.”

Ela saía de seu quarto e arranjava outro cobertor para me tapar.

Hoje, puno-a com saudades. Cada tempo usa as armas que possui.

Sou bom. Em armas. Estão sempre engatilhadas. Atiram para todo lado. Por isso o mundo seria um lugar melhor sem mim. Por isso, minha mãe tem de sofrer.

Porque eu atiro. Coloco o dedo na ferida. Ninguém está a salvo. Miro nos melhores amigos. Faço piores inimigos. Pelo simples prazer do disparo. Para ouvir o estrondo.

Gosto dos estrondos.

Porque, depois deles, tudo é silêncio. Ouve-se os pássaros. Os sussurros. Não é preciso que as mulheres gritem durante o sexo. Um simples gemido e já está. Esta é minha sina, gosto dos estrondos.

Das enxurradas.

Da poeira.

Porque tudo passa.

Porque durante o caos todos lembram dos tempos em que eram felizes e não sabiam.

No ser humano, a memória é curta.

A razão dos estrondos serem cada vez mais necessários. Mais uma vez, culpa das mães. Que acordam no meio da noite para arranjar mais um cobertor. Madrugada após madrugada.

É por causa delas que os gatilhos são necessários.

Puna-se.

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Emir Ross é publicitário e escritor e mora em Porto Alegre. Tem participação em 9 antologias de contos e recebeu mais de 20 prêmios literários. Entre eles, o Felippe d’Oliveira em Santa Maria (3 vezes), o Escriba de Piracicaba (2 vezes), o Luiz Vilela de Minas Gerais (2 vezes), o José Cândido de Carvalho do Rio de Janeiro (2 vezes), o Prêmio Araçatuba, entre outros. Escreve no blog milkyway.

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Emir Ross publica quinzenalmente neste blog.

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22
set
12

Programação de 24 a 29 de setembro de 2012

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25, terça, 19h: Festipoa revisitada e sampleada: Conto: espelhamentos e impossibilidades reincidentes, bate-papo com Leila Teixeira, Lu Thomé e Juarez Guedes Cruz.

Leila de Souza Teixeira, nascida em Passo Fundo (RS), em 1979, é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O interesse por literatura a levou a cursar a Certificação Adicional em Escrita Criativa, na PUC/RS, bem como a participar das oficinas literárias de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Léa Masina. Publicou contos nas antologias Inventário das delicadezas (2007) e Outras mulheres (2010) e na Revista VOX do IEL/RS (2011). É idealizadora e curadora da Vereda Literária. “Em que coincidentemente se reincide” (2012), seu primeiro livro individual, é um jogo de espelhos, onde, para cada história, há outra que complementa e dá novo significado à anterior. A morte, a doença, os relacionamentos, a guerra, a criação artística: tudo acontece em ciclos, que se repetem e se refletem, mas que não são idênticos.

Juarez Guedes Cruz nasceu e vive em Porto Alegre (RS). É médico, psiquiatra e psicanalista. Além da presença em antologias de contos ou de ensaios psicanalíticos, publicou dois livros de contos: A cronologia dos gestos (2003, vencedor do Prêmio Açorianos) e Alguns procedimentos para ocultar feridas (2007, finalista do Prêmio Açorianos). Também em 2007, foi o organizador da antologia de contos O paradoxo de Tchekov. “Antes que os espelhos se tornem opacos” (contos, Dublinense/2011) é seu livro mais recente.

Luciana Thomé nasceu em 1977 em Lajeado (RS). É jornalista, escritora e sócia da Não Editora (www.naoeditora.com.br). Freqüentou a Oficina de Criação Literária da PUCRS ministrada pelo Professor Luiz Antônio de Assis Brasil. Participou das antologias Contos de Oficina 35 (Editora Bestiário), Ficção de Polpa – Volumes 1, 2 e 3 (Não Editora). Atua profissionalmente como assessora de imprensa e webwriter em sua empresa, o Estúdio de Conteúdo.

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A FestiPoa Literária revisitada e sampleada é a retomada de parte da programação do evento, com a presença de alguns dos escritores que participaram de sua 5ª edição em abril deste ano, e a oportunidade que o público leitor terá de acompanhar a festa literária ao longo de todo o segundo semestre. Temas, reflexões, debates e livros, que estiveram na pauta da última edição, receberão novas abordagens dos convidados, e os escritores revisitarão assuntos e textos seus e de outros autores, contemporâneos ou clássicos.
Conheça a FestiPoa Literária: www.festipoaliteraria.com

E acompanhe as novidades no blog http://festipoaliteraria.blogspot.com/ no facebook/festipoa e no twitter

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Cabaré do Verbo: http://cabaredoverbo.blogspot.com
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26, quarta, 19h: Lançamento do livro Introdução à Linguística, de Marco Antônio Bomfoco (Editora Brejo).

A linguística procura responder duas questões básicas: “o que é a linguagem?” e “como a linguagem funciona?”. Essas questões são tratadas de maneira diferente pelos linguistas. Há duas tendências principais na linguística moderna: o funcionalismo e o formalismo. Para os funcionalistas, a linguagem é um fenômeno primariamente social, existindo, portanto, conexão entre língua e cultura ou comunidade. Já para os formalistas, a linguagem é um fenômeno natural ou mental. Os formalistas acreditam que ainda que a linguagem tenha funções sociais, essas funções não afetam a organização interna da linguagem. São duas modalidades de conceber a linguagem que estão em constante conflito.

Marco Antônio Bomfoco nasceu em Passo Fundo, em 1966. Licenciado, mestre e doutor em Letras, colaborou em jornais e sítios eletrônicos no Brasil e Estados Unidos. Residiu em diversas cidades brasileiras e em Ancona, Itália. Fez oficina de produção de livros com Paulo Tedesco, escritor e editor gaúcho, e de escrita de trabalhos acadêmicos com Jurandir Malerba, professor e pesquisador da PUCRS. Já publicou capítulo em livro de linguística editado pela UFMG.

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27, quinta, 19h: Lançamento da Coleção Samurai, da Editora Aty, com livros de Marco Celso Viola, Diego Petrarca e Ana Laura.

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Os três livros possuem um design completamente diferenciado dos livros comuns: são feitos com costura japonesa confeccionada artesanalmente, serigrafia e processo de corte especial. Durante o lançamento será realizada uma apresentação de trabalhos visuais no diálogo poema/imagem feitos com os haikais pelos alunos do ensino básico das Escolas Nossa Senhora da Glória de Porto Alegre e Ninho, de Gramado. Além disso, haverá participação do grupo Hoburaco.

Ana Laura Kosby, médica, poeta e editora da revista Iberoamericana de literatura Alef – Editora Aty. Publicou o livro de poesias Surto Poético Delirante, pela editora Corpus, cidade do Porto, Portugal, em 2010.

O poeta gaúcho Marco Celso Huffell Viola começou a imprimir e a expor seus poemas em 1969, iniciando o que a crítica denominou, mais tarde, de geração mimeógrafo. É um dos idealizadores e executores do evento literário Porto Poesia. Publicou os livros Icosaedro, O feiticeiro e a taça, O mistérios da vida, O livro negro dos bardos e Poemas para ler em voz alta”.

Diego Petrarca nasceu em Porto Alegre em 20 de março de 1980. Mestre em Teoria Literária – Escrita Criativa. Publicou três livros independentes: Nova Música Nossa (crônicas) 1998, Mesmo (poesia) 2003, Via Cinemascope (poesia) 2004, e uma edição-xeróx, Banda (poesia) 2002. Premiado em concursos literários. Integrou mais de 11 antologias por editora convencional. Publicou textos e poemas em jornais e revistas. Trabalha em projetos literários: leitura em público, produção de eventos e jornalismo literário. É professor de literatura e ministra oficinas literárias em órgãos de cultura em Porto Alegre.

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28, sexta, 19h: Sarau italiano, com Priscila Meira. Aula experimental do curso Aprenda italiano cantando e recitando poesia.

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Priscila Meira, professora de línguas, compositora de música popular, cantora e atriz, é formada em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Estudou teatro no Primostudio – Scuola di Attori, na Itália e no Teatro Escola Macunaíma, em São Paulo. Tem produzido e apresentado espetáculos poético-musicais no circuito musical da cidade e foi ganhadora do prêmio de Melhor Letra do Festival de Música de Porto Alegre em 2010. Em 2007, em Milão, gravou seu primeiro CD autoral, Priscila Popular Brasileira.

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