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01
ago
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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 6, segunda, 19h: Clube de Leitura – O processo, de Franz Kafka

clube de leitura

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Leitura de agosto:

O processo, de Franz Kafka

Mediação de Carla Osório

07 de julho de 2014, segunda-feira, 19h

o processo

O processo é um romance que conta a história de Josef K., personagem que acorda certa manhã e, sem motivos conhecidos, é preso e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não revelado. A história de Josef K. atravessa os anos sem perder nada do seu vigor. Ao contrário, a banalização da violência irracional no século XX acrescentou a ela o fascínio dos romances realistas. Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.

kafkaFranz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883 na cidade de Praga, Boêmia (hoje República Tcheca), então pertencente ao Império Austro-Húngaro. Era o filho mais velho de Hermann Kafka, comerciante judeu, e de sua esposa Julie, nascida Löwy. Estudou em sua cidade natal, formando-se em direito em 1906. Trabalhou como advogado, a princípio na companhia particular Assicurazioni Generali e depois no Instituto de Seguros contra Acidentes do Trabalho. Duas vezes noivo da mesma mulher, Felice Bauer, não se casou. Em 1917, aos 34 anos de idade, sofreu a primeira hemoptise de uma tuberculose que iria matá-lo sete anos mais tarde. Alternando temporadas em sanatórios com o trabalho burocrático, nunca deixou de escrever, embora tenha publicado pouco e, já no fim da vida, pedido inutilmente ao amigo Max Brod que queimasse seus escritos. Viveu praticamente a vida inteira em Praga, exceção feita ao período de novembro de 1923 a março de 1924, passado em Berlim, longe da presença esmagadora do pai, que não reconhecia a legitimidade de sua carreira de escritor. A maior parte de sua obra – contos, novelas, romances, cartas e diários, todos escritos em alemão – foi publicada postumamente. Kafka faleceu em um sanatório perto de Viena, Áustria, no dia 3 de junho de 1924, um mês antes de completar 41 anos de idade. Seu corpo foi enterrado no cemitério judaico de Praga. Quase desconhecido em vida, o autor de O processoNa colônia penalA metamorfose e outras obras-primas da prosa universal é considerado hoje – ao lado de Proust e Joyce – um dos maiores escritores do século XX.

 

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria

clube de leitura

Inscrições gratuitas

O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

Informações e inscrições na Palavraria
Rua Vasco da Gama, 165 – 51 3268 4260 – de segunda à sexta das 11 às 21h
ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

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jun
14

Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 16, Lançamento do livro Flores artificiais, romance de Luiz Ruffato. Apresentação por Sergius Gonzaga.

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

 16, segunda, 18h: Lançamento do livro Flores artificiais, romance de Luiz Ruffato (Cia das Letras), Apresentação por Sergius Gonzaga.

flores artificiais - ruffato

O escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos.

De Beirute a Havana, passando por Hamburgo, Timor Leste, Buenos Aires e incontáveis lugares mundo afora, Finetto colecionou grandes histórias e pequenos acontecimentos. Foi tão capaz de se misturar à vida local quanto de saber a hora exata em que o prudente é tomar distância e não se envolver. Por alguns momentos, fez parte da vida dessas pessoas. Em outros, foi protagonista involuntário do drama alheio. Às vezes, assistiu a essas realidades quase como de um periscópio.

Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato – o autor, e não o personagem do próprio livro – irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.

Luiz Ruffato 2011Luiz Ruffato nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Formado em comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou vários livros, entre os quais a pentalogia Inferno provisório e o aclamado Eles eram muitos cavalos, que recebeu o prêmio APCA e o Machado de Assis, da Biblioteca Nacional.

facebook.com/luizruffato

sergius gonzagaSergius Gonzaga é professor de Literatura Brasileira na UFRGS e ministra cursos na Casa de Ideias. Durante sua carreira participou de centenas de cursos, mesas e palestras no estado, país e exterior (Argentina, Uruguai, Espanha e Portugal). Como cronista e comentarista de livros, trabalhou vários anos na TVE e na Tevê Guaíba. Criou o jornal de cultura Já e as editoras Novo Século e Leitura XXI. Foi um dos fundadores do curso Unificado e do colégio Leonardo da Vinci. Dirigiu a editora da UFRGS e o Instituto Estadual do Livro. De 2005 a 2012, exerceu a função de Secretário Municipal de Cultura, de Porto Alegre, e no ano de 2010 tornou-se o representante da Associação Brasileira dos Municípios junto ao Conselho Nacional de Cultura. Entre suas obras, destacam-se o Curso de Literatura BrasileiraGuia de leitura de A rosa do PovoGuia de leitura de estrela da vida inteira, O hipnotizador de Taquara (crônicas), Erico Verisimo e Josué Guimarães.

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Palavraria - livros a.

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08
jun
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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 9, Lançamento do livro Outono de 68, de Marco Vieira

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

 

09, segunda, 19h: Lançamento do livro Outono de 68, de Marco Vieira (Editora Sulina).

outono de 68Outono de 68 é um passeio no tempo. Um retorno a um passado recente e, ao mesmo tempo, distante, melancólico e trepidante, luminoso e sombrio, absurdo e carregado de sentidos. Marco Vieira leva o leitor a visitar uma época de sonhos e utopias, um tempo de apostas e perdas, de violências, esperanças e desespero. Dá para sentir a atmosfera dos anos 1960. É como se o vento daqueles dias viesse roçar nossa pele, mexer em nossos cabelos, bulir com nossa memória. Crônica de um salto no escuro, o relato recupera a história individual na História coletiva, nacional, trágica. Aos poucos, um universo vem à tona. Tem cheiro, ritmos, frases, um estilo.
Sim, Outono de 68 aborda um estilo de vida justamente num momento em que a vida sofre um baque e todos os estilos caem na clandestinidade. O ano de 1968 parece falar por si: juventude, musicalidade, desejo de mudanças, manifestações nas ruas e, no Brasil, um final de ano fúnebre com o AI-5. Os personagens de Marco Vieira evoluem nesse tempo transformado em universo. Parece, inicialmente, um espaço ingênuo de cidade do interior. O que se vê, em seguida, é a densidade das vidas acossadas, dos saltos no abismo, das janelas fechadas e de destinos marcados para sempre. No Brasil da ditadura, pais e filhos descobrem-se e encobrem suas diferenças. Dá para sentir os passos dos protagonistas nas ruas de Porto Alegre. Há um olhar de viés. Em tom de novela, a história revela, desnuda, surpreende e traduz o passado como presente perpétuo.
Confira a fanpage da Editora Sulina www.facebook.com/editorasulina

 

marco vieiraMarco Vieira nasceu em São Luiz Gonzaga, RS, e mora em Porto Alegre. É jornalista formado pela PUCRS; já trabalhou em rádio, em um jornal segmentado para a área médica e trabalha atualmente como assessor de imprensa. O gosto pela literatura vem da infância. Durante a ditadura militar, escreveu poesias sobre protestos e questões sociais, publicadas semanalmente em jornais da capital e do interior. Em 1990, editou, de forma independente, a novela No cair da tarde, lançada na Feira do Livro de Porto Alegre.

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06
jun
14

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 7, Lançamento do livro Tempo quase, de Henrique Schneider. Conversa do autor com Caio Riter.

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

 

07, sábado, 17h: Lançamento do livro Tempo quase, de Henrique Schneider. Conversa do autor com Caio Riter.

o tempo quaseO texto conta a história de Martina, uma garota de quinze anos, considerada feliz por seus pais, e o que a teria motivado a tentar o suicídio. Durante o relato, o leitor pode perceber as angústias comuns à adolescência, o medo do futuro e a insegurança para dizer o que se quer e o que não se quer. Os pais deparam  o conflitante episódio, são ajudados pela médica e pelo psicólogo do hospital, e entendem que se veem diante de um delicado problema que só o diálogo e o tempo poderão henrique schneider 05esclarecer.

Henrique Schneider nasceu em 1963 e vive em Novo Hamburgo (RS). Tem diversos livros publicados, entre os quais O grito dos mudos, A segunda pessoa e Contramão. Escreve, todos os domingos, a coluna Vida breve, no jornal ABC Domingo.

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31
maio
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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 2, 19h: Clube de Leitura, com o livro Madrugada suja, de Miguel Souza Tavares. Mediação de Cristina Aragonez

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Leitura de junho: Madrugada suja, de Miguel Souza Tavares

Mediação de Cristina Aragonez

 

02 de junho de 2014, segunda-feira, 19h

Na Palavraria

Madrugada suja - Miguel de Souza TavaresNuma madrugada de 1988, três estudantes de Évora e uma jovem de dezesseis anos saem para uma farra regada a muito álcool que terminaria em tragédia. Um dos rapazes é Filipe, último descendente da aldeia alentejana de Medronhais da Serra, hoje habitada por um único homem, seu avô, Tomaz da Burra.

O romance do português Miguel Sousa Tavares acompanha as vidas desta família desde a Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura de Salazar em abril de 1974, até os dias atuais. O pai de Filipe, Francisco, ficou viúvo muito cedo e sempre pareceu alheio ao que acontecia na aldeia. Mas, com as mudanças políticas, ele parece encontrar na reforma agrária uma razão para viver e decide se mudar para uma fazenda comunal, deixando o filho único para ser cuidado pelos avós.

Filipe cresce nesta Medronhais da Serra fora do tempo, um lugar que tinha pouco mais de cinquenta habitantes e demorou muito a ganhar o seu primeiro aparelho de televisão. Ele se torna arquiteto e vai trabalhar em uma cidade costeira do Alentejo, onde passa a conhecer cada vez mais de perto as sujeiras da corrupção política. Ao tentar não se envolver num esquema de fraudes e propinas, voltará a ser assombrado pela trágica noite que viveu na juventude.

Narrado em um ritmo vertiginoso, que faz o leitor agarrar-se ao livro até o fim, Madrugada suja alterna a voz de diferentes personagens a cada capítulo. Além de um retrato crítico e acurado sobre as mudanças em Portugal nos últimos quarenta anos, o escritor criou uma história fascinante sobre como os acasos da vida nos levam a situações-limite.

miguel souza tavaresMiguel Souza Tavares nasceu no Porto, em 1952. É formado em direito, mas trabalha como jornalista. É comentarista da TV1 e colunista do jornal Expresso. É autor de livros de reportagem e crônicas, como Sahara, a república da areiaSul, e de livros infantis e juvenis, como O planeta Branco e O segredo do rio.

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Clube de Leitura Penguim/Companhia das Letras – Palavraria
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O Clube de Leitura reúne, preferencialmente na primeira segunda-feira de cada mês, pessoas interessadas em ler e trocar idéias sobre obras da literatura clássica e contemporânea.

A primeira reunião foi em novembro de 2012, e desde então mais de uma dezena de livros já foram enfocados.

Em cada reunião os participantes escolhem as obras a serem discutidas nos próximos encontros e os respectivos mediadores, que serão sempre alternados.

Os participantes do Clube de Leitura terão um desconto de 10%, ao adquirirem na Palavraria os livros destinados à discussão.

 

 

Informações e inscrições na Palavraria
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ou pelo email palavraria@palavraria.com.br.

 

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25
maio
14

Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 24: Festipoa na Palavraria II

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Vai rolar na Palavraria, nesta segunda, 26, Lançamento do livro Futuro pifado na literatura brasileira – Promessas desenvolvimentistas e modernização autoritária, de Homero Vizeu Araújo, com Luiz Augusto Fischer e Antonio Sanseverino.

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ESTA SEMANA NA PALAVRARIA b.

26, segunda, 19h: Lançamento do livro Futuro pifado na literatura brasileira  – Promessas desenvolvimentistas e modernização autoritária,  de Homero Vizeu Araújo. Bate-papo do autor com Luiz Augusto Fischer e Antonio Sanseverino.

futuro  pifado

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Os ensaios recolhidos na obra tratam da literatura brasileira contemporânea, procurando captar como a cultura de um país reelaborou esteticamente as promessas da modernização democrática nos anos 50 e a consequente realização autoritária dessa modernização a partir de 1964. Daí um arco que vai aproximadamente do último governo Vargas até a década de 1980, com um ou outro ensaio tratando de matéria fora do período mas alimentado pelo mesmo problema. A variedade aqui é proposital, trata-se de buscar as relações entre a forma estética e processo social em momentos diversos mas combinados da literatura brasileira.

antonio sanseverinoAntônio Sanseverino é professor de Literatura da Ufrgs e pesquisador Cnpq, ensaísta.

luiz augusto fischerLuís Augusto Fischer é professor de Literatura da Ufrgs e escritor, autor de Machado e Borges e Filosofia mínima, entre outros livros.

homero vizeu AraújoHomero Vizeu Araújo é professor de Literatura da Ufrgs e autor de Machado de Assis e arredores.

 

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