Arquivo para julho \31\America/Sao_Paulo 2013

31
jul
13

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 02: Pocket musical Da porta para a rua, com Sandro Dornelles

program sem

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02, sexta, 19h30: Pocket musical Da porta para a rua, com Sandro Dornelles. Na programação da Festipoa Revisitada 2013.

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sandro dornellesSandro Dornelles, músico e compositor gaúcho, natural de Cachoeira do Sul, radicado em São Paulo, lançará seu primeiro cd em 2014. O trabalho que tem produção do músico e compositor Renato Braz, intitulado “Da porta pra rua”, terá composições de Sandro e parcerias suas com Luis Pimentel, Moacyr Luz, Zeca Barreto, entre outros. Uma amostra deste disco será o repertório de Sandro neste pocket na Palavraria.

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FestiPoa LOGO

Festa Literária de Porto Alegre – FestiPoa Literária
6ª edição, abril e maio de 2013
Site www.festipoaliteraria.com
Blog festipoaliteraria.blogspot.com
Facebook facebook.com/festipoa
Twitter twitter.com/festipoa

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29
jul
13

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 02: Leituras fetiche, com Mariana Collares, na Festipoa Revisitada

program sem

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02, sexta, 19h: Leituras fetiche, com Mariana Collares: leitura de trechos do romance Os frutos da Terra, de André Gide.  Na programação da Festipoa Revisitada 2013.

os frutos da terra - gide

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mariana collares 01Mariana Collares, artista multimídia. Na literatura, é escritora/cronista, colunista na Revista Benfazeja (www.benfazeja.com), no Portal Discorra (www.discorra.com), no Portal Mundo Mundano (www.mundomundano.com) e na Rádio Elétrica (www.radioleletrica.com), neste com uma coluna falada no programa CV Explica, que roda às quintas-feiras, a partir das 21 horas. Escreve contos, crônicas, poesia, teatro e afins desde que se lembra, mas com 13 anos estreou no literatura com uma peça teatral infanto-juvenil. Em 2005 começou a publicar textos vários em seu blog pessoal e, dado o alcance das publicações, foi convidada a publicar em outros sites e mídias.  Já colaborou com diversos sites de literatura e assemelhados e publicou o livro Devaneios literários, crônicas, em 2010.  Atualmente prepara o seu primeiro romance, ainda sem título.

Site/Blog pessoal – www.marianacollares.com;

Twitter: CollaresMariana;

Instagram: MarianaCollares;

Facebook: Mariana Collares (https://www.facebook.com/mariana.collares.1)

Soundcloud: Mariana Collares (https://www.soundcloud.com/mariana-collares)

Email: mariana_collares@hotmail.com

Andre GideAndré Paul Guillaume Gide foi um escritor francês. Recebeu o Nobel de Literatura de 1947. Oriundo de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française. Gide não somente era homossexual assumido, como também falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais, tendo escrito e publicado, entre 1910 e 1924, um livro destinado a combater os preconceitos homofóbicos da sociedade de seu tempo, Corydon. Liberdade e libertação recusando restrições morais e puritanas, a sua obra articula-se ao redor da busca permanente da honestidade intelectual. Entre as suas obras mais importantes estão Os Frutos da Terra, Corydon, A Sinfonia Pastoral, O Imoralista e Os Moedeiros Falsos.

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28
jul
13

Aconteceu na Palavraria, neste sábado, 27, Pocket musical de pré-lançamento do CD Aline, de Cristiano Varisco

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aconteceu

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Aconteceu neste sábado, 27, Pocket musical de pré-lançamento do CD Aline, de Cristiano Varisco. Fotos do evento.

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cristiano varisco 01.

cristiano varisco 02cristiano varisco 03 cristiano varisco 04 cristiano varisco 05.

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cristiano varisco 06 cristiano varisco 07 cristiano varisco 08 cristiano varisco 09.

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Palavraria - livros c.

 

27
jul
13

Aconteceu na Palavraria, nesta sexta, 26: Lançamento do livro Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari

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aconteceu

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Fotos do Lançamento do livro Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari.

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daniel pellizzari 01.

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Palavraria - livros c.

 

26
jul
13

Aconteceu na Palavraria, nesta quinta, 25: Lançamento do livro A alteridade amerindia na ficção contemporânea das Américas, de Rita Olivieri-Godet

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aconteceu

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25, quinta, 19h: Lançamento do livro A alteridade ameríndia na ficção contemporânea das Américas, de Rita Olivieri-Godet. Fotos do evento.

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rita olivieri-godet 01.

rita olivieri-godet 02rita olivieri-godet 03rita olivieri-godet 04 rita olivieri-godet 05.

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Palavraria - livros c.

 

25
jul
13

Vai rolar na Palavraria, neste sábado, 27, Pocket musical de pré-lançamento do CD Aline, de Cristiano Varisco

program sem

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27, sábado, 18h: Pocket musical de pré-lançamento do CD Aline, de Cristiano Varisco, com o autor e banda.

cd cris variscoO CD Aline, primeiro trabalho solo de Cristiano, retrata a atual fase de ruptura com os valores da cidade grande versus a vida no campo, idas e vindas do guitarrista entre os caminhos rurais da Grande Porto Alegre. Apresenta 16 composições próprias em 50 minutos de música instrumental, gravações inéditas, releituras e influências marcantes nos seus 20 anos de estrada, com blues e improvisos progressivos, ora meditativos, ora contemplativos.

Participam deste pocket na Palavraria, juntamente com Cristiano, os músicos que o acompanham no CD, Jeferson “Jeff” Ferreira (integrante de Os Arnaldos), no baixo e Davi Machado, na percussão.

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cristiano variscoCristiano Varisco – ou Cris Varisco ou Chris Dalton, guitarrista, é radialista formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, licenciado em música pela UFRGS – violão, professor da rede municipal de ensino público. compositor e produtor musical. Trabalhou na Rádio Ipanema FM, onde integrou, nos meados dos noventa, a banda Folharada Blues Band (formada por funcionários da emissora). Tocou com Wander Wildner (Replicantes), Tchê Gomes (TNT), Marcelo Gross (Cachorro Grande), Fábio Ly (Bandaliera), King Jim (Garotos da Rua), Biba Meira (De Falla), Gabriel Guedes (Pata de Elefante), Frank Jorge e Flávio Chaminé. Trabalhou ainda com o maestro Tiago Flores (Orquestra de Câmara da ULBRA) como solista nos Concertos DANA.

APOIO: Boca do Disco (Mal. Floriano Peixoto, 474), Toca do Disco (Garibaldi, 1043), Stoned Discos Raros (Mal. Floriano Peixoto, 371), Classic Rock (Gal. Chaves, Andradas, 1444/sala 31)

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24
jul
13

Vai rolar na Palavraria, nesta sexta, 26, lançamento do livro Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari

program sem

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26, sexta, 19h: Lançamento do livro Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari (Cia. das Letras)

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capa digam a satãDifícil dizer o motivo que levou Magnus Factor a prolongar sua curta estadia em Dublin, Irlanda, para uma residência fixa e negócio próprio na capital mundial da cerveja escura e da briga de rua. Fácil é precisar o momento embaraçoso em que tudo aquilo havia acontecido. Um milk-shake e duas palavras erradas de uma eslava, às vezes é tudo que basta para o sujeito ficar onde está. Numa encruzilhada de turistas e imigrantes, Magnus abre uma agência de passeios por locais mal-assombrados de Dublin, todos inventados por ele. Seus sócios vêm da Polônia e das ilhas Maurício, e mesmo o único irlandês do grupo, contratado para dar autenticidade à iniciativa, se diz nascido na “República de Cork”. É o pretexto para Daniel Pellizzari, de volta à ficção após oito anos, criar em torno de Magnus um espiral de loucura e desespero que vai envolver terrorismo poético, cultos obscuros, traficantes gregos, um antigo deus cobra irlandês e um pouco do velho e bom amor itinerante. Em Digam a Satã que o recado foi entendido, Pellizzari dá voz aos profetas e perdedores de Dublin, captando com humor e empatia seus discursos ora atropelados, ora ternos, em meio a sequestros de tesouros nacionais, virgens suicidas, videogames e o eventual assassinato. Narrados numa prosa que lembra Irvine Welsh, Junot Díaz e Roberto Bolaño, os encontros improváveis desses idiotas extraordinários conduzirão o leitor rumo à inevitável conclusão de que, como diz a placa no pub favorito de Magnus, HOJE É O AMANHÃ QUE ONTEM NOS PREOCUPAVA, E TUDO VAI BEM. Isso e um milk-shake. Às vezes é tudo que o cara precisa.

daniel pellizzariDaniel Pellizzari Nasceu em Manaus, em 1974, e é escritor, tradutor e editor. Em Porto Alegre, fundou com os amigos Daniel Galera e Guilherme Pilla a Livros do Mal, editora por onde publicou seus primeiros volumes de contos,Ovelhas que voam se perdem no céu (2001) eO livro das cousas que acontecem (2002). Publicou também o romance Dedo negro com unha (DBA, 2005). Traduziu obras de autores como William Burroughs, David Mitchell e David Foster Wallace. Em 2012, lançou em seu site a antologia Melhor seria nunca ter existido (Livros do Mal 2.0). Atualmente, mora em São Paulo.

Site: cabrapreta.org
Twiter: @cabrapreta
Facebook: facebook.com/cabrapreta

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23
jul
13

A crônica de Guto Piccinini: Da janela eu vejo um mundo

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Da janela eu vejo um mundo, por Guto Piccinini

Do alto do prédio estava eu sentado de frente para o computador, correndo os dedos pelo teclado e os olhos pelos cliques do universo internético. O sofá da sala, meu local preferido para estas paradas no dia, não oferece o melhor conforto em comparação a outros paradouros da casa. Evito danos colocando uma pequena almofada, o que por outro lado faz com que meu corpo inevitavelmente vá deslizando vagarosamente. Escorando os pés, alcanço um estado praticamente horizontal, não fosse a tal almofada que segura meu pescoço num ângulo de 90 graus, permitindo mais olhares e cliques. Um outro benefício da posição é a oferta de conforto para minha gata, que nunca perde a oportunidade de se aconchegar em cima de minhas pernas. Uma bola de pelos ronronante, que nos dias de inverno acalenta. Somos como um, enfrentando as agruras do frio. Mas hoje estava eu solitário na mesma posição de sempre, sem minha costumaz companheira, que também não circulava pelo meu campo de visão.

Sem sair de minha sacra posição, a vi sentada com o olhar pensativo para a cidade. A montanha de concreto em embate com a linha do horizonte era uma oferta distinta da vislumbrada pelos seus antepassados. Prédios de altura incalculável, pensaria ela, caso pudesse refletir a magnitude de sua vista. Cada janela contendo um universo particular, que não raro se mantém particulares, fechados em suas composições herméticas e fengshuianas. Aposto que a visão diferenciada dos felinos confere a este testemunho possibilidades indescritíveis. Neste caso, um tanto distraída pela infinitude de pombas que circulam habilmente por este habitat inóspito, estes ratos voadores que dominam o espaço aéreo da urbe e, vagarosamente, vão corroendo a saúde dos outros seres vivos que compartilham seu espaço. Tenho uma simpatia pelos pombos, o modo como vão conquistando território, no meio da multidão, a capacidade de resiliência, garimpando alimento e abrigo pelos cantos. As pombas são um caso sério, não fosse o modo ridículo como caminham. Não é possível confiar num animal que não consegue controlar o próprio pescoço enquanto desloca o corpo. Ali, perante a voracidade predatória, o valor da pomba se resume às delícias da carne.

De frente para a janela, ela vê a imponência do mundo concentrado. Pessoas seguindo seus caminhos em fluxo contínuo, cada qual com seus próprios mundos concentrados. São vidas de passagem, dessas que não criam pontos de ancoragem nesta rede pulsante, cuja constância se resume ao fluxo. Mas minha companheira de aconchego de boba não tem nada! A potência de sua visão não se resume aos pombos: de longe ela vislumbra poucos atores a encenar tecituras destes andares inconstantes. São pontos de escora, pontos onde se acumulam histórias, onde as experiências são compartilhadas. Acaso refletisse um tanto, a gata veria que destes encontros há um mundo de afetos que vão sendo construídos invisíveis aos olhos de quem, apenas, passa. Seguem por uma linha tênue. Acaso refletisse, pensaria ela: “a rua não é somente um local de passagem, na rua há vida”. E eu concordaria de bom grado, sem mesmo pontuar qualquer contra-argumento. Um pouco pelo enfado de ter de insistir neste assunto (tão óbvio, pensou ela), mas também confessando sua não vocação para o frio, de um pulo ela rompe com esse breve testemunho do acontecer urbano.

Com passos tristes e conformados vem, novamente, aconchegar-se junto ao meu corpo.

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Guto Piccinini, psicólogo, mestre em psicologia social e frequentador da Palavraria. Atualmente experimentando palavras.

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22
jul
13

Vai rolar na Palavraria, nesta quinta, 25, lançamento do livro A alteridade amerindia na ficção contemporânea das Américas, de Rita Olivieri-Godet

program sem

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25, quinta, 19h: Lançamento do livro A alteridade amerindia na ficção contemporânea das Américas, de Rita Olivieri-Godet (Fino Traço Editora)

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rita olivieri-godet

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As obras de ficção de que nos ocupamos proporcionam uma discussão sobre a questão da autonomia dos povos ameríndios e as modalidades de um projeto inclusivo no que diz respeito  à construção da cidadania no interior dos estados nacionais, além de possibilitarem uma reflexão sobre o significado da “americanidade” no âmbito do cosmopolitismo pós-moderno. Elas contribuem, dessa forma, para deslocar o imaginário que reserva aos povos indígenas o lugar marginalizado de “estrangeiros de dentro”, de “relíquias de um passado” a ser preservado, impulsionando, ao modo delas, a reconfiguração da sensibilidade contemporânea.

rita olivieri-godetRita Olivieri-Godet é Licenciada em letras Vernáculas com francês pela UFBa. Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP e pós-doutorado na Universidade de Paris 10. Foi professora titular de Teoria da literatura da Universidade Estadual de Feira de Santana–Bahia e Professora Visitante de literatura brasileira da Universidade de Bordeaux 3. Vive atualmente na França, tendo prestado concurso para professora titular de literatura brasileira na Universidade de Rennes 2 em 2003. Colabora com várias Universidades brasileiras entre as quais se destacam a Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, a Universidade de São Paulo, a Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Minas Gerais, entre outras. Publicou vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras e vários livros sobre literatura e cultura brasileiras no Brasil e na França. Construções identitárias na obra de João Ubaldo Ribeiro é a versão revista de um livro publicado originalmente em francês, João Ubaldo Ribeiro: literatura brésilienne et constructions identitaires pela Presses Universitaires de Rennes, em 2005.

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21
jul
13

Programação de 22 a 27 de julho de 2013

program sem

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25, quinta, 19h: Lançamento do livro A alteridade amerindia na ficção contemporânea das Américas, de Rita Olivieri-Godet (Fino Traço Editora)

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rita olivieri-godet

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As obras de ficção de que nos ocupamos proporcionam uma discussão sobre a questão da autonomia dos povos ameríndios e as modalidades de um projeto inclusivo no que diz respeito  à construção da cidadania no interior dos estados nacionais, além de possibilitarem uma reflexão sobre o significado da “americanidade” no âmbito do cosmopolitismo pós-moderno. Elas contribuem, dessa forma, para deslocar o imaginário que reserva aos povos indígenas o lugar marginalizado de “estrangeiros de dentro”, de “relíquias de um passado” a ser preservado, impulsionando, ao modo delas, a reconfiguração da sensibilidade contemporânea.

rita olivieri-godetRita Olivieri-Godet é Licenciada em letras Vernáculas com francês pela UFBa. Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP e pós-doutorado na Universidade de Paris 10. Foi professora titular de Teoria da literatura da Universidade Estadual de Feira de Santana–Bahia e Professora Visitante de literatura brasileira da Universidade de Bordeaux 3. Vive atualmente na França, tendo prestado concurso para professora titular de literatura brasileira na Universidade de Rennes 2 em 2003. Colabora com várias Universidades brasileiras entre as quais se destacam a Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, a Universidade de São Paulo, a Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Minas Gerais, entre outras. Publicou vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras e vários livros sobre literatura e cultura brasileiras no Brasil e na França. Construções identitárias na obra de João Ubaldo Ribeiro é a versão revista de um livro publicado originalmente em francês, João Ubaldo Ribeiro: literatura brésilienne et constructions identitaires pela Presses Universitaires de Rennes, em 2005.

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26, sexta, 19h: Lançamento do livro Digam a satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari (Cia. das Letras)

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capa digam a satãDifícil dizer o motivo que levou Magnus Factor a prolongar sua curta estadia em Dublin, Irlanda, para uma residência fixa e negócio próprio na capital mundial da cerveja escura e da briga de rua. Fácil é precisar o momento embaraçoso em que tudo aquilo havia acontecido. Um milk-shake e duas palavras erradas de uma eslava, às vezes é tudo que basta para o sujeito ficar onde está. Numa encruzilhada de turistas e imigrantes, Magnus abre uma agência de passeios por locais mal-assombrados de Dublin, todos inventados por ele. Seus sócios vêm da Polônia e das ilhas Maurício, e mesmo o único irlandês do grupo, contratado para dar autenticidade à iniciativa, se diz nascido na “República de Cork”. É o pretexto para Daniel Pellizzari, de volta à ficção após oito anos, criar em torno de Magnus um espiral de loucura e desespero que vai envolver terrorismo poético, cultos obscuros, traficantes gregos, um antigo deus cobra irlandês e um pouco do velho e bom amor itinerante. Em Digam a Satã que o recado foi entendido, Pellizzari dá voz aos profetas e perdedores de Dublin, captando com humor e empatia seus discursos ora atropelados, ora ternos, em meio a sequestros de tesouros nacionais, virgens suicidas, videogames e o eventual assassinato. Narrados numa prosa que lembra Irvine Welsh, Junot Díaz e Roberto Bolaño, os encontros improváveis desses idiotas extraordinários conduzirão o leitor rumo à inevitável conclusão de que, como diz a placa no pub favorito de Magnus, HOJE É O AMANHÃ QUE ONTEM NOS PREOCUPAVA, E TUDO VAI BEM. Isso e um milk-shake. Às vezes é tudo que o cara precisa.

daniel pellizzariDaniel Pellizzari Nasceu em Manaus, em 1974, e é escritor, tradutor e editor. Em Porto Alegre, fundou com os amigos Daniel Galera e Guilherme Pilla a Livros do Mal, editora por onde publicou seus primeiros volumes de contos,Ovelhas que voam se perdem no céu (2001) eO livro das cousas que acontecem (2002). Publicou também o romance Dedo negro com unha (DBA, 2005). Traduziu obras de autores como William Burroughs, David Mitchell e David Foster Wallace. Em 2012, lançou em seu site a antologia Melhor seria nunca ter existido (Livros do Mal 2.0). Atualmente, mora em São Paulo.

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27, sábado, 18h: Pocket musical de pré-lançamento do CD Aline, de Cristiano Varisco, com o autor e banda.

cd cris variscoO CD Aline, primeiro trabalho solo de Cristiano, retrata a atual fase de ruptura com os valores da cidade grande versus a vida no campo, idas e vindas do guitarrista entre os caminhos rurais da Grande Porto Alegre. Apresenta 16 composições próprias em 50 minutos de música instrumental, gravações inéditas, releituras e influências marcantes nos seus 20 anos de estrada, com blues e improvisos progressivos, ora meditativos, ora contemplativos.

Participam deste pocket na Palavraria, juntamente com Cristiano, os músicos que o acompanham no CD, Jeferson “Jeff” Ferreira (integrante de Os Arnaldos), no baixo e Davi Machado, na percussão.

cristiano variscoCristiano Varisco – ou Cris Varisco ou Chris Dalton, guitarrista, é radialista formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, licenciado em música pela UFRGS – violão, professor da rede municipal de ensino público e produtor musical. Trabalhou na Rádio Ipanema FM, onde integrou, nos meados dos noventa, a banda Folharada Blues Band (formada por funcionários da emissora). Tocou com Wander Wildner (Replicantes), Tchê Gomes (TNT), Marcelo Gross (Cachorro Grande), Fábio Ly (Bandaliera), King Jim (Garotos da Rua), Biba Meira (De Falla), Gabriel Guedes (Pata de Elefante), Frank Jorge e Flávio Chaminé. Trabalhou ainda com o maestro Tiago Flores (Orquestra de Câmara da ULBRA) como solista nos Concertos DANA.

APOIO: Boca do Disco (Mal. Floriano Peixoto, 474), Toca do Disco (Garibaldi, 1043), Stoned Discos Raros (Mal. Floriano Peixoto, 371), Classic Rock (Gal. Chaves, Andradas, 1444/sala 31)

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