Arquivo para abril \30\UTC 2010

30
abr
10

Aconteceu na Palavraria: lançamento do livro marxismo, história e revolução brasileira, de Augusto Buonicore

.

Ontem, 29, rolou na Palavraria o lançamento do mais recente livro de Augusto Buonicore – Marxismo, história e revolução brasileira: Encontros e desencontros – e para um bate-papo sobre o livro. Fotos do evento.

.

.

.

.

.

.

.

.

.


.

30
abr
10

1º de maio em Paris, 2009

Toques da Palavraria

14

1º de maio em Paris, 2009. Cenas das manifestações pelo Dia do Trabalho em Paris, em montagem com a canção Solo Le pido a Dios, do músico argentino Leon Gieco, na interpretação de Mercedes Sosa (com a participação de Gieco no vocal e na harmônica). Tem uma gravação muito bonita desta música, na versão em português de Raul Ellwanger (além das gravações do próprio Ellwanger de  Eu só peço a deus), pela própria Mercedes e por Beth Carvalho. Vale conferir.

.

.

Solo le pido a dios

Leon Gieco

Sólo le pido a Dios
que el dolor no me sea indiferente,
que la reseca muerte no me encuentre
vacío y sólo sin haber hecho lo suficiente.

Sólo le pido a Dios
que lo injusto no me sea indiferente,
que no me abofeteen la otra mejilla
después que una garra me arañó esta suerte.

Sólo le pido a Dios
que la guerra no me sea indiferente,
es un monstruo grande y pisa fuerte
toda la pobre inocencia de la gente.

Sólo le pido a Dios
que el engaño no me sea indiferente
si un traidor puede más que unos cuantos,
que esos cuantos no lo olviden fácilmente.

Sólo le pido a Dios
que el futuro no me sea indiferente,
desahuciado está el que tiene que marchar
a vivir una cultura diferente.

28
abr
10

Aconteceu na palavraria: lançamento do livro Contos da mais-valia & outras taxas, de Paulo Tedesco

,

Lançamento do segundo livro de Paulo Tedesco, Contos da mais-valia & outras taxas, ontem – 27, na Palavraria.

,

,

,

.

.

.

.

.


.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

28
abr
10

A crônica de Jaime Medeiros Jr.: Uma noite auspiciosa

.

Uma noite auspiciosa, por Jaime Medeiros Jr.

04

Saí da livraria onde comprara o livro. Fui ver o que estava passando no cine Guion. Estava bastante cansado. Desisti de ver o filme. Um amigo telefona. Marcamos de nos ver em um pouco mais de uma hora. Então me pus a ler. Livro bilíngüe, textos em espanhol e português. De repente me salta a vista aquela palavrita, em meio ao texto espanhol, que me pareceu estranha. Anhelo. Queria que estivesse escrito añelo. Fiquei com a impressão de que havia algum descuido na edição.

Sigo pro bar onde ficara de encontrar o amigo. Sento, peço um guaraná zero. Aguardo. Tomo todo o guaraná. Quando acabo de pedir e de receber o segundo guaraná, chega o amigo. Cumprimentos. Pede uma cerveja. Me pergunta o que trago na sacola. Mostro-lhe a nova edição da obra completa de Freud, e aqueloutro livro que tinha começado a ler os primeiros capítulos um pouco antes de o encontrar.

Comento com ele sobre a impressão que anhelo tinha me causado. Ele cheio de uma quase certeza certeira, tenta me explicar, achava que era assim mesmo que se escrevia anelo em castelhano, e que aquele h não importava nada em termos fônicos, era mudo. No entanto não ficamos satisfeitos com aquela sua quase certeza. E ele me diz – mas ali está quem pode solucionar este nosso problema. Aponta uma bela menina que atende naquele bar, de ascendência e acento hispânico.

Puxo o livro. Oh Platero y yo , exclama a bela menina, de forma não livre de encantos. Aclaramos a ela a nossa dúvida. Ela concorda com meu amigo, se escreve anhelo mesmo. E acrescenta, não existe añelo [depois vim a descobrir no Google que há uma cidade na Argentina com este nome]. Por fim fora vencida parte de minha ignorância. Agradecidos eu e meu amigo seguimos conversando. Mas a menina ficara intrigada, pois no momento não sabia nos explicar a regra que determinava aquela ortografia. Um tempo depois volta com um conjunto de palavras do espanhol que se escreve com o dígrafo nh. Tenta formular uma explicação, ela realmente queria um porquê. Foi realmente enternecedora aquela sua boa vontade para conosco.

Não demoramos. Fomos a outro bar mais calmo e propício ao salutar hábito de jogar conversa fora. Aplacamos momentaneamente o nosso anseio de falar e ouvir a quem se gosta. Estava cansado o que tornou um tanto breve o nosso exercício. Depois de nos despedirmos e me entregar ao meu solitário caminho até o lar, retomei a conversa que tivéramos com aquela menina. E me lembrei daquela sua preocupação com o porquê de ter de se incluir aquele h em anhelo. E neste passo já adianto todas as minhas escusas aos sábios linguistas, que conhecem todas as reentrâncias da língua. Mas como eles, cientistas que são, também abandonaram os porquês, se detendo mais especificamente sobre os comos, e também rejeitaram aquilo que nos tempos de Aristóteles ainda entretinha o filósofo, a por ele denominada causa finalis. Deixando estes como matéria espúria a com que se entreter somente os metafísicos e os fabulistas. Então tomei a peito a criação de um pequeno fabulário pessoal, à guisa de explicação para o singelo fato daquele h estar imerso em anhelo.

Primeiro revirei as gavetas do meu desavisado simbolismo, e me pus a observar a forma da letra H quando maiúscula, a primeira impressão é a de que levanta uma barreira que separaria em duas partes a palavra, depois observando mais atentamente pensei que o H lembra de certo modo as duas colunas do templo, e que o travessão central nos lembra que Jachim não vive sem Boaz e que Boaz não vive sem Jachim, e que de certa forma Jachim anseia por Boaz e Boaz anseia por Jachim, é este anhelo que nos faz. Ou ainda dentro deste modus simbolista poderíamos também antever na forma desta letra, a ponte, o anhelo que liga as duas margens do rio.

Sigo então a construir teorias simples do porquê daquele pequeno h estar ali, sou surpreendido pelo ingênuo solipsismo de lavra romântica, que acredita que aquele h está ali para que eu possa ler a palavra, ter a dúvida, e ser esclarecido por aquela menina em sua boa-vontade encantadora. Não muito tempo depois o mesmo solipsismo, agora em vestes pragmáticas, advoga que tudo isso se deu para que eu alargue o tanto que me cabe neste latifúndio, escrevendo este texto, pois afinal tenho de escrever um texto a cada duas semanas para a Palavraria.

Mas de todas as simples teorias que desenvolvi, a que mais me encanta é a que nos diz que aqui vivemos um dos momentos de generosidade da língua, pois anhelo me parece de uma beleza bem maior do que anelo. A língua é injusta com muitas palavras, basta lembrar a primeira pessoa do presente do indicativo do verbo caber, e verás que não é a tudo que cabe ser belo, mas a todos cabe o anhelo de sê-lo.

Chego a minha casa. Adormeço. Adentro a região dos sonhos, que apaga todas as nossas teorias, mas não o nosso anhelo.

.

Jaime Medeiros Jr. é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Um dos produtores do Portopoesia. Colabora no blog Filhos de Orfeu e mantém o blog de crônicas Tênues Considerações.

.

.

27
abr
10

Aconteceu na Palavraria: a FestiPoa do domingo

.

Estávamos no finzinho da Festipoa 2010. Faltava, ainda, para cumprir a programação do último dia – domingo, 25, o encontro de Flávio Wild, Cássio Pantaleoni e Olavo Amaral em que debateriam o conto – o gênero literário preferido dos três. Depois o Cássio autografaria seu mais recente Histórias para quem gosta de contar histórias. Mais adiante, o gaúcho Diego Petrarca receberia o carioca Henrique Rodrigues para falarem sobre o Como não houvesse amanhã, livro do Henrique que tematiza a banda Legião Urbana. A programação acabaria com o encontro de Altair Martins, Marcelino Freire e Luiz Paulo Facciolli (que generosamente sacrificou esse fatídico grenal para substituir o Bettega, que teve que viajar na última hora) – que falariam ainda sobre o conto e seus contos. Pois tudo isso foi o que aconteceu direitinho na Palavraria, no melhor estilo da FestiPoa. Depois de tudo isso, ainda teria uma baita festa para comemorar o sucesso da Festa Literária de Porto Alegre – 2010 no Ox-Ocidente… Grande FestiPoa. Saudações da equipe da Palavraria aos participantes e parabéns ao pessoal do Vaia, especialmente ao Fernando Ramos. Valeu, Fernando, e que venha a de 2011.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.


26
abr
10

Aconteceu na Palavraria: a FestiPoa do sábado

.

Sábado, 24, a Festipoa na Palavraria começou com Pedro Gonzaga recebendo José Hildebrando Dacanal para uma conversa sobre o livro Riobaldo & Eu: a roça imigrante e o sertão mineiro. A seguir, Reginaldo Pujol Filho encenou com o Cardoso e o visitante Xico Sá  leituras do livro Desacordo ortográfico. Aliás, o Xico deveria logo a seguir autografar seu mais recente livro, o Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha, mas como o livro não ficou pronto para o evento, ficamos mesmo com o agradável – e muito engraçado – bate-papo do autor com Claudia Tajes e Cardoso. E foi assim o sábado na Palavraria.

.

.

.

.

.

.

.



.

.

.



26
abr
10

Aconteceu na Palavraria: a festipoa da sexta-feira

.

Sexta-feira, 23, a FestiPoa continuou na Palavraria com Marco Sena, Samir Machado e Clô Barcelos conversando sobre capas de livros. Depois Felipe Azevedo fez a hora musical e Jorge Furtado, Juarez Fonseca e Pena Cabreira encerraram com um bate-papo sobre letras de canções na música popular brasileira. Mais um dia legal para a FestiPoa.

.

.


.

.

.

.

.

.


.

.

.

.

.

.

.

.

.

.



.

.

.

.

.

.

.

.




abril 2010
S T Q Q S S D
« mar   maio »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Categorias

Blog Stats

  • 612,144 hits
Follow Palavraria – Livros & Cafés on WordPress.com

%d blogueiros gostam disto: